Ciclo de Conferências “Siglo XXI – Mujeres y Diversidades” retoma as sessões em 11 de agosto com tema sobre Políticas Públicas e Cuidado

Ciclo de Conferências “Siglo XXI – Mujeres y Diversidades” retoma as sessões em 11 de agosto com tema sobre Políticas Públicas e Cuidado

Autoria Lia Sousa

O ciclo de conferências Siglo XXI: Mujeres y Diversidades. Logros y desafíos para alcanzar la equidad de género desde la vida privada a la vida pública, organizado pela RAGCyT e ENyS-Conicet (Argentina), CIGU-UNAM (México), Pagu-Unicamp e INCT Caleidoscópio (Brasil), retoma suas atividades, após recesso em julho.

A mesa 03 – “Políticas públicas para la transformación social y la corresponsabilidad de cuidados”, ocorrerá na próxima terça-feira, 11 de agosto, com palestrantes de instituições dos três países organizadores, inclusive de órgãos governamentais.

Da Argentina, falará a Ministra das Mulheres e Diversidades da província de Buenos Aires, Estela Díaz, e as Dras. Marisa Herrera (CONICET) e Mariel Bleger (UNRN).

A representante mexicana será a Dra. Martha Patricia Castañeda Salgado, da UNAM, que discorrerá sobre os desafios e posibilidades na implementação de políticas institucionais com perspectiva feminista em matéria de cuidados.

No caso brasileiro, contaremos com a Secretária Nacional de Cuidados e Família, Dra. Laís Wendel Abramo, e com a Dra. Lidia Possas, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e nucleada da coordenação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio. Possas apresentará sua experiência de pesquisa e enfrentamento aos comportamentos abusivos na Academia.

A mediação ficará a cargo de Lia Gomes P. de Sousa, pós-doutoranda do INCT Caleidoscópio no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu-Unicamp (coordenação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio).

Cartaz de divulgação em tons de azul e roxo do programa 'Siglo XXI Mujeres y Diversidades'. Em destaque, o título da mesa de terça-feira, 11 de agosto de 2026: 'Políticas públicas para la transformación social y la corresponsabilidad de cuidados'. O cartaz traz retratos circulares das palestrantes: Dra. Martha Patricia Castañeda Salgado, Dra. Laís Wendel Abramo, Estela Díaz, Dra. Marisa Herrera, Dra. Lidia Possas e Dra. Mariel Verónica Bleger. A moderação é da Dra. Lia Gomes Pinto de Sousa. Na parte inferior, consta que a transmissão online será das 15h às 17h (México) e 18h às 20h (Argentina e Brasil) nos canais de 'Igualdad de Género UNAM' e 'ENyS CONICET'. O rodapé exibe os logotipos dos realizadores, incluindo UNICAMP, PAGU, Observatório Caleidoscópio e UNAM.
Card de divulgação da mesa de 11 de agosto de 2026. Fonte: Siglo XXI

A divulgação inicial do evento pode ser lida na matéria “Observatório Caleidoscópio integra organização de ciclo de palestras internacionais sobre equidade de gênero” e as mesas anteriores podem ser vistas nos links abaixo:

Mesa 01 – 12 de maio
Mujeres irrumpiendo la ciencia y la técnica: entre prácticas, saberes y transformaciones

Mesa 02 – 09 de junho
Neurociencia y género

Próxima mesa

Mesa 03 – 11 de agosto

Políticas públicas para a transformação social e a corresponsabilidade de cuidados

Expositoras:

  • Dra. Martha Patricia Castañeda Salgado (CIGU, UNAM)
  • Dra. Marisa Herrera (CONICET)
  • Dra. Laís Wendel Abramo (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome)
  • Dra. Lidia María Vianna Possas (Universidade Estadual Paulista)
  • Ministra Estela Díaz (Ministerio de Mujeres y Diversidad de la provincia de Buenos Aires)
  • Dra. Mariel Verónica Bleger (IDyPCA-CONICET-GEMAS-RAGCyT)

Moderadora: Dra. Lia Gomes Pinto de Sousa (INCT Caleidoscópio e UNICAMP)

Mesas Futuras

Mesa 04 – 08 de setembro – “Perspectivas de gênero na divulgação e comunicação científica e tecnológica”;

Mesa 05 – 22 de setembro – “Ecofeminismos e saberes ancestrais”;

Mesa 06 – 13 de outubro – “Aproximações epistemológicas e vieses de gênero na pesquisa”;

Mesa 07 – 20 de outubro – “História e sociologia da ciência”;

Mesa 08 – 10 de novembro – “Mulheres em posições de tomada de decisão nas universidades e organismos de ciência e tecnologia”;

Mesa 09 – 01 de dezembro – “Educação e vocações científicas com perspectiva de gênero”

Horários: 
México: 15:00 a 17:00 hrs
Argentina e Brasil: 18:00 a 20:00 hrs

Link de acesso mediante inscrição (gratuita)

A programação completa e o formulário de inscrição – para recebimento do link de acesso e certificado de participação – encontram-se na página do evento.

Caderno Orientador sobre maternidades quilombolas nas universidades será lançado em evento ao vivo dia 20 de julho

Caderno Orientador sobre maternidades quilombolas nas universidades será lançado em evento ao vivo dia 20 de julho

Publicação reúne recomendações construídas com mulheres quilombolas para fortalecer políticas de permanência, cuidado e equidade racial nas universidades brasileiras.

Como construir políticas universitárias capazes de responder às experiências vividas por mães quilombolas? De que maneira universidades, gestoras(es), pesquisadoras(es), movimentos sociais e comunidades podem atuar conjuntamente para ampliar condições de permanência, cuidado e equidade na educação superior?

Essas questões orientam o Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas, tecnologia social que será lançada no próximo 20 de julho de 2026, das 10h às 12h (horário de Brasília), em transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube.

A publicação resulta de pesquisas desenvolvidas em diálogo permanente com mulheres quilombolas e integra o Projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades" (Edital Universal 10/2023; Auxílio nº 2751/2025) e o projeto "Mulheres Quilombolas na Pós-Graduação em Psicologia: uma agenda em construção" (Bolsa de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq), coordenados pela Profa. Dra. Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande.

Essa iniciativa é desenvolvida no âmbito da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e da Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal no âmbito do Observatório Caleidoscópio, frentes de atuação do INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas múltiplas insurgências, com coordenação do Grupo de Pesquisa Ateliê: psicologias, feminismos e contracolonialidades, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande.

O lançamento também materializa uma cooperação institucional construída entre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, formalizada por meio do Termo de Compromisso Cidadão em Ciência, Tecnologia e Sociedade para Ensino, Pesquisa, Extensão e Transferência de Tecnologias Sociais, assinado em 07 de agosto de 2024. O acordo estabelece o compromisso de fortalecer, por meio da produção compartilhada de pesquisas e tecnologias sociais, as trajetórias de mulheres quilombolas pesquisadoras nas universidades, bem como definir princípios para pesquisas desenvolvidas em territórios quilombolas e com quilombolas, orientados pela ciência cidadã, pelo diálogo com as comunidades e pela valorização dos direitos quilombolas. Para conhecer mais, acesse.

Construído de forma colaborativa entre pesquisadoras negras e quilombolas, graduandas negras quilombolas, comunidades, integrantes movimentos sociais e universidades, o caderno apresenta recomendações destinadas ao fortalecimento das políticas institucionais de permanência de estudantes mães quilombolas, articulando evidências produzidas pela pesquisa científica, experiências comunitárias e conhecimentos construídos nos territórios.

Entre os conteúdos da publicação encontram-se:

  • Recomendações para universidades, gestoras(es), equipes de assistência estudantil e formuladoras(es) de políticas públicas.
  • Diretrizes para o desenvolvimento de políticas de permanência voltadas às maternidades quilombolas.
  • Experiências produzidas por mulheres quilombolas em diferentes territórios brasileiros.
  • Reflexões sobre maternidades, cuidado, permanência universitária, racismo, gênero e direitos.
  • Orientações para projetos de pesquisa, extensão, ensino e formação profissional.
  • Estratégias voltadas à construção de ambientes universitários comprometidos com a equidade étnico-racial e de gênero.

A publicação destina-se a:

  1. Docentes da Educação Superior e da Educação Básica.
  2. Pesquisadoras(es) e estudantes de graduação e pós-graduação.
  3. Gestoras(es) universitárias(os) e equipes de assistência estudantil.
  4. Pró-Reitorias, coordenações de cursos, núcleos de ações afirmativas e setores de apoio estudantil.
  5. Projetos de pesquisa e extensão.
  6. Movimentos sociais, comunidades quilombolas e organizações da sociedade civil.
  7. Instituições públicas comprometidas com a promoção da permanência e da equidade racial na educação superior.

O evento reunirá pesquisadoras de diferentes universidades brasileiras, lideranças quilombolas e representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil para discutir maternidades, permanência universitária, tecnologias sociais e produção compartilhada do conhecimento.

Após o lançamento, o Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas estará disponível gratuitamente, em formato digital, no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal: https://www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br.

Esta atividade integra o Ciclo de Tecnologias Sociais do Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências, composto por guias, cadernos orientadores, cadernos de recursos e materiais audiovisuais que serão disponibilizados entre julho e novembro de 2026. As publicações abordam diferentes dimensões do acesso, da permanência, da produção científica e das trajetórias acadêmicas de mulheres quilombolas, reunindo resultados de pesquisas, experiências comunitárias e tecnologias sociais construídas de forma colaborativa.

As próximas atividades, as publicações e os materiais produzidos poderão ser acompanhados no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, disponível em www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br, e nos canais de comunicação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Caleidoscópio, do Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências e do Grupo de Pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades.

A Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal é coordenada pela Profa. Dra. Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande, e pela Profa. Dra. Sílvia Lúcia Ferreira, da Universidade Federal da Bahia.

Serviço

Evento: Lançamento do Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas

Data: 20 de julho de 2026

Horário: 10h às 12h (horário de Brasília)

Modalidade: On-line

Transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube: clique aqui e salve a prévia.

Acesse o caderno gratuitamente, após o lançamento, no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal: https://www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br.