Autoria Letícia Moreira
Na última quarta-feira, 02/09, a professora Viviane de Melo Resende, coordenadora do INCT Caleidoscópio, esteve na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em uma agenda que incluiu uma visita ao Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, uma das sedes da Nucleação Sul-Sudeste do INCT e do Observatório Caleidoscópio. O encontro buscou integrar a coordenação nacional à equipe da Unicamp e apresentar as atividades em andamento.
Recebida pela professora Karla Bessa, vice-coordenadora do INCT Caleidoscópio e uma das coordenadoras da nucleação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio, juntamente com a professora Maria Margarete Lopes. Foi a primeira visita da Profa. Viviane ao Pagu Unicamp. A visita ocorreu durante sua participação no I FELIS – I Fórum Internacional sobre Educação Linguística e Sustentabilidade, realizado na Universidade.
Integração entre redes

O encontro foi uma oportunidade de diálogo entre a coordenação nacional do INCT Caleidoscópio e as bolsistas e pesquisadoras que atuam na Unicamp. Além das coordenadoras, estiveram presentes também Lia Sousa, Mirlene Simões e Gedalva de Sousa, pós-doutorandas no INCT, Letícia Moreira, bolsista de jornalismo científico, e Alana Rayssa, Thainá de Paula e Sofia Bravin, bolsistas de Iniciação Científica.
Além das apresentações individuais, foram compartilhados as pesquisas e atividades em andamento na coordenação Sul-Sudeste, bem como o planejamento de ações futuras. A professora Viviane recordou como foi o processo de construção do Instituto, ainda em 2022. Já a professora Karla Bessa destacou as ações com as cinco alunas de Iniciação Científica Jr., estudantes da Escola Barão Geraldo de Rezende, em Campinas, e o trabalho em curso junto ao Quilombo do Vale do Ribeira.
As bolsistas integram a Incubadora Social Feminista de Inteligência Artificial (I.A) da nucleação Sul-Sudeste, sediada na Unicamp. Bessa explicitou o porquê de a Incubadora estar voltada à intersecção entre tecnologias de I.A e os desafios do Meio Ambiente:
“criamos esta Incubadora Social na Unicamp com o objetivo de aproximarmos o Pagu e o INCT-Caleidoscópio das alunas da rede pública de Campinas. Diante da grave crise climática e do avanço irrestrito de modelos generativos, deixar que estudantes, historicamente arredias aos estudos nas áreas tecnológicas, aceitem respostas prontas sem questionar os vieses da tecnologia é o mesmo que deixá-las expostas aos riscos éticos e políticos que mantêm velhas desigualdades invisíveis. Por outro lado, integrar a pauta ambiental a uma perspectiva de IA feminista é uma tentativa de mitigar o automatismo técnico, e realizar o processo de formação das estudantes dentro de uma postura crítica, de questionamento sobre a origem dos dados e, assim, possam, em um futuro próximo, liderar a criação de soluções socioambientais para a sua própria comunidade, visto que o futuro já está aqui entre nós”
Para a professora Viviane, a visita foi uma rica oportunidade de ver de perto o trabalho realizado pela nucleação e conhecer as membras da equipe.
“Fiquei muito impressionada com a estrutura que o Pagu empresta ao INCT Caleidoscópio e com o vibrante entusiasmo das jovens pesquisadoras. Também foi um prazer rever minhas colegas coordenadoras da nucleação e da coordenação Sul-Sudeste de nosso Observatório”.
Apresentação do INCT no I FELIS

Fórum Internacional sobre Educação Linguística e Sustentabilidade: Ontologias Relacionais, realizado na Universidade entre os dias 01 e 03 de setembro, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). O evento reuniu pesquisadores e profissionais de educação e linguística de todo o país para discutir o estado da arte da educação linguística voltada para o desenvolvimento sustentável.
Na ocasião, Viviane apresentou o trabalho “Palavras-território e metáforas na enunciação política indígena LGBTQIAP+”, em co-autoria com Tchella Maso e Yara Martinelli, todas da Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa analisa dois manifestos indígenas LGBTQIAP+, “Colorindo a luta em defesa do território” (2022) e “Manifesto Indígena LGBTQIAP+” (2024), para compreender como eles participam da produção de palavras-território que unificam linguagem, corpo e território, sem reduzir a demarcação a uma imagem abstrata. Para as pesquisadoras, neste manifesto, “a metáfora funciona como elemento estruturante de modos de pensar, sentir, agir e reivindicar existência política”.