Veja como participar do Seminário “Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”

Veja como participar do Seminário “Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal, do INCT Caleidoscópio, realizará o Seminário "Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”. O evento acontece nesta quarta-feira (07/08), das 9h às 12h, e será transmitido pelo canal do INCT Caleidoscópio no youtube.

O evento será um marco na integração e fortalecimento de redes de apoio à inclusão de mulheres quilombolas nas ciências. O seminário começará com uma Mesa Solene mediada pela Profa. Dra. Silvia Ferreira e contará com a presença de autoridades acadêmicas e políticas, incluindo Dra. Ana Cristina Santos (MCTI), Prof. Fernando Schramm (UFCG), Profa. Dra. Viviane Rezende (UNB), Profa. Dra. Givânia Maria da Silva (CONAQ), além das coordenadoras da Incubadora, Profa. Dra. Silvia Ferreira e Profa. Dra. Dolores Galindo.

Além disso, ocorrerá também a assinatura do Termo de Compromisso Cidadão entre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Este termo formaliza um compromisso mútuo para promover atividades de ensino, pesquisa, extensão e transferência de tecnologias sociais, resultado de um trabalho colaborativo entre as partes. O objetivo é fortalecer as ações voltadas para as comunidades quilombolas, respeitando os princípios de colaboração e equidade. A assinatura será realizada pela advogada e Ma. Naryanne Ramos, Profa. Dra. Givânia Maria da Silva (ambas da Conaq) e pelas coordenadoras da Incubadora, Profa. Dra. Dolores Galindo e Profa. Dra. Silvia Ferreira. O documento é um marco na parceria entre a Incubadora e a CONAQ, refletindo o empenho em promover avanços significativos na integração das comunidades quilombolas no campo da ciência e tecnologia, sobretudo, do ponto de vista de uma política cidadã, ética.

Participe e acompanhe ao vivo pelo link: https://www.youtube.com/@INCTCaleidoscopio

Lançamento do site da Incubadora

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal lançará seu novo site, que será o ponto central para acessar informações sobre a Incubadora, sua missão, equipe, projetos em andamento, produtos em desenvolvimento, eventos e parcerias. A nova plataforma destaca as atividades e conquistas da Incubadora, promovendo maior visibilidade e comunicação com a sociedade.

Conheça o site da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste.

Lançamento do Programa de Podcast “Mulheres Quilombolas nas Ciências: de quilombola para quilombola”

O seminário também marcará o lançamento do Podcast da Incubadora, que destaca as contribuições das mulheres quilombolas para as ciências. Vinculado ao projeto de pesquisa "Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência nas Universidades e Produção de Subjetividades", o podcast é conduzido pela Advogada Ma. Naryanne Ramos e está disponível no Spotify e YouTube. Cada episódio, com duração média de 25 a 30 minutos, apresentará entrevistas com intelectuais negras quilombolas, discutindo suas pesquisas, trajetórias e produções acadêmicas.

Conheça o Podcast Mulheres Quilombolas nas Ciências

Posse do Conselho Universidades Sociedade

Durante o seminário, será realizada a posse do primeiro Conselho da Incubadora, o Conselho Universidades-Sociedade, que inclui representantes de várias regiões do mundo. O Conselho Universidades-Sociedade será composto por 7 mulheres e 6 homens, refletindo um esforço para alcançar a equidade de gênero. Na América Latina, os membros são Anny Ocoró Loango, da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, Argentina; Paula Andrea Lenguita, da Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina; Débora de Fina Gonzalez, da Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Playa Ancha (UPLA), Chile; Jaileila de Araujo Menezes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Brasil; e Angela Maria dos Santos, da Faculdade EDUCAREMT, Mato Grosso, Brasil, que é quilombola.

No Brasil, também estão Luiza Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Leonardo Lemos de Souza, da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Da África, Eduardo David Tulo Ndombele, do Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge (ISCED-Uíge), Helena Cosma da Graça Fonseca Veloso, da Universidade Católica de Angola (UAN), ambos de Angola, e Mbiavanga Fernando, do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED), Luanda. Do Haiti, os membros são Maismy-Mary Fleurant, da Université Publique du Nord-Est à Fort-Liberté (UPNEF), e André Yves Pierre, da Universidade Estadual do Haiti. Da Europa, Hilarino Carlos Rodrigues da Luz, da Universidade NOVA de Lisboa - FCSH, Portugal, também integra o conselho.

Projeto “Mulheres Quilombolas nas Ciências” da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal é aprovado no edital CNPq/MCTI Universal

Projeto “Mulheres Quilombolas nas Ciências” da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal é aprovado no edital CNPq/MCTI Universal

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, uma iniciativa vinculada ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências (INCT Caleidoscópio), aprovou o projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências" no Edital CNPq/MCTI Nº 10/2023 - Universal, Faixa B - Grupos Consolidados.

Coordenado pela professora Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o projeto de pesquisa tem como objetivo estudar as trajetórias de profissionalização acadêmica de mulheres quilombolas, identificando as principais dificuldades enfrentadas por essas mulheres para continuar seus estudos e acessar o ensino superior em níveis de graduação e pós-graduação.

O projeto, com duração de 36 meses, visa preencher lacunas significativas na pesquisa acadêmica sobre o acesso, permanência e formação de doutoras quilombolas nas universidades. Além disso, busca ressignificar o papel das mulheres negras nas ciências, confrontando o racismo acadêmico, a misoginia e a discriminação racial. O projeto pretende também colaborar no fortalecimento de políticas e programas voltados para estudantes quilombolas.

“Mulheres Quilombolas nas Ciências” reúne pesquisadoras de regiões com significativa presença quilombola no Brasil. Atualmente, o grupo, formado por oito universidades, incluindo a UFBA e a UFCG, articula as seguintes pesquisadoras: Ana Karenina de Melo Arraes Amorim (UFRN); Candida Soares da Costa (UFMT); Denize de Almeida Ribeiro (UFRB); Flávia Cristina Silveira Lemos (UFPA) Karla Adriana Bessa (Unicamp); Karla Galvão Adrião (UFPE); Maristela de Melo Moraes (UFCG); e as pós-doutorandas Karine Santana (UFBA) e Zizele Ferreira (UFCG).


Sobre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal

A Incubadora, coordenada pelas professoras Dolores Galindo (UFCG) e Silvia Lúcia Ferreira (UFBA), visa fomentar boas práticas de prevenção às violências interseccionais nas universidades e suporte à trajetória formativa de mulheres estudantes universitárias pertencentes a grupos minorizados. A gestão é orientada por um modelo de diálogo entre universidade e sociedade, com dois conselhos (Incubadora-Universidades e Incubadora-Sociedade) que se reunirão anualmente para discutir relatórios, produtos e resultados.