O Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia, no dia 14 de agosto, uma série de encontros quinzenais para a leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A atividade integra um projeto de extensão e será realizada às sextas-feiras, às 15h30, na sede do INCT Caleidoscópio e, sempre que possível, nas áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB).
A proposta parte da literatura como espaço para o acesso a diferentes perspectivas e narrativas e da leitura de autoras negras como uma prática política feminista e antirracista. Ao reunir participantes em torno da leitura e da partilha de experiências, o Clube busca construir momentos de aquilombamento, reconexão, teorização, resgate da ancestralidade e fortalecimento da imaginação de outros futuros possíveis para mulheres negras e suas comunidades.
Nesta primeira etapa do Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas, os encontros serão dedicados à leitura de Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A dinâmica inclui um chazinho, leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra, realizadas ao ar livre sempre que as condições permitirem. Os capítulos e as páginas que orientarão cada encontro serão definidos coletivamente de uma atividade para a outra.
A programação começa em 14 de agosto e segue com encontros nos dias 28 de agosto, 11 e 25 de setembro e 23 de outubro. No dia 6 de novembro, será realizada a avaliação do semestre, seguida pelo planejamento do semestre seguinte e uma confraternização.
O projeto de extensão contará com certificação ao final das atividades. Os encontros acontecem na sede do INCT Caleidoscópio, localizada na Ala Sul, Subsolo, Módulo 8, e em outros espaços ao ar livre do Campus Darcy Ribeiro, quando o tempo permitir.
Confira a programação
Programação Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas.
Resumo
Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas: Um Defeito de Cor (Parte 1)
Início: 14 de agosto de 2026
Horário: sextas-feiras, às 15h30, quinzenalmente
Local: sede do INCT Caleidoscópio – ICC Sul, Subsolo, Módulo 8 – e áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro
Atividade: leitura comunitária e rodas de conversa sobre Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Certificação: projeto de extensão com certificado ao final
O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa. Os encontros serão realizados aos sábados, das 10h às 12h, na Feirinha da Ponta Norte, no Distrito Federal.
A iniciativa propõe um espaço para conversar sobre menopausa a partir do compartilhamento de leituras, experiências, histórias e reflexões relacionadas aos corpos durante essa fase e nos anos que a antecedem e sucedem. A proposta é reunir as participantes em torno de uma xícara de chá e promover trocas sobre diferentes experiências relacionadas à menopausa.
As rodas de conversa são abertas tanto a pessoas que estejam passando por essa fase quanto àquelas que já passaram pela menopausa e às mais jovens interessadas em conhecer e conversar sobre o tema. A proposta também busca possibilitar que essas trocas aconteçam desde cedo, contribuindo para a preparação para essa etapa da vida.
O primeiro encontro acontece no dia 15 de agosto, com a apresentação da proposta e uma roda de chegança. Como material para a atividade, será utilizado Vamos falar de menopausa, de Miriam Goldenberg. Os encontros seguintes serão organizados a partir de leituras impulso e rodas de conversa, com diferentes materiais relacionados à temática.
Programação
A programação segue até 5 de dezembro, quando será realizado o encontro de fechamento e avaliação, com uma atividade de escrita criativa. Ao longo das rodas, serão utilizados materiais de Sheila de Liz, Lisa Mosconi, Maria Cândida e Mary Claire Haver.
Para participar, a orientação é levar uma cadeira ou canga para os encontros. O convite também incentiva as participantes a levarem uma amiga para compartilhar a Hora da Pausa.
Para mais informações, entre em contato pelo e-mail gtsdm@unb.br.
Confira a programação completa!
Programação da Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.
O ciclo de conferências Siglo XXI: Mujeres y Diversidades. Logros y desafíos para alcanzar la equidad de género desde la vida privada a la vida pública, organizado pela RAGCyT e ENyS-Conicet (Argentina), CIGU-UNAM (México), Pagu-Unicamp e INCT Caleidoscópio (Brasil), retoma suas atividades, após recesso em julho.
A mesa 03 – “Políticas públicas para la transformación social y la corresponsabilidad de cuidados”, ocorrerá na próxima terça-feira, 11 de agosto, com palestrantes de instituições dos três países organizadores, inclusive de órgãos governamentais.
Da Argentina, falará a Ministra das Mulheres e Diversidades da província de Buenos Aires, Estela Díaz, e as Dras. Marisa Herrera (CONICET) e Mariel Bleger (UNRN).
A representante mexicana será a Dra. Martha Patricia Castañeda Salgado, da UNAM, que discorrerá sobre os desafios e posibilidades na implementação de políticas institucionais com perspectiva feminista em matéria de cuidados.
No caso brasileiro, contaremos com a Secretária Nacional de Cuidados e Família, Dra. Laís Wendel Abramo, e com a Dra. Lidia Possas, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e nucleada da coordenação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio. Possas apresentará sua experiência de pesquisa e enfrentamento aos comportamentos abusivos na Academia.
A mediação ficará a cargo de Lia Gomes P. de Sousa, pós-doutoranda do INCT Caleidoscópio no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu-Unicamp (coordenação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio).
Card de divulgação da mesa de 11 de agosto de 2026. Fonte: Siglo XXI
Moderadora: Dra. Lia Gomes Pinto de Sousa (INCT Caleidoscópio e UNICAMP)
Mesas Futuras
Mesa 04 – 08 de setembro – “Perspectivas de gênero na divulgação e comunicação científica e tecnológica”;
Mesa 05 – 22 de setembro – “Ecofeminismos e saberes ancestrais”;
Mesa 06 – 13 de outubro – “Aproximações epistemológicas e vieses de gênero na pesquisa”;
Mesa 07 – 20 de outubro – “História e sociologia da ciência”;
Mesa 08 – 10 de novembro – “Mulheres em posições de tomada de decisão nas universidades e organismos de ciência e tecnologia”;
Mesa 09 – 01 de dezembro – “Educação e vocações científicas com perspectiva de gênero”
Horários: México: 15:00 a 17:00 hrs Argentina e Brasil: 18:00 a 20:00 hrs
Link de acesso mediante inscrição (gratuita)
A programação completa e o formulário de inscrição – para recebimento do link de acesso e certificado de participação – encontram-se na página do evento.
A Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, da Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Federal de Brasília (IFB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), convida toda a comunidade, especialmente mulheres indígenas jovens, mulheres de corpos diversos, crianças e anciãs, para o encontro realizado no dia 8 de agosto, às 10h, no Santuário dos Pajés, no Distrito Federal.
Com o tema "Saúde e Política em Corpos Indígenas", os encontros mensais promovem diálogos sobre saúde, cuidado e políticas que atravessam os corpos indígenas em suas diferentes interseccionalidades. Ao longo das atividades, será construído um minidocumentário participativo a partir de registros em áudio e vídeo produzidos coletivamente pelas participantes. Não é necessário ter participado do primeiro encontro para integrar a iniciativa.
A seguir, Ana Carolina Costa, estudante de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) e bolsista da Rede de Polos de Extensão da UnB (REPE), compartilha seu relato de experiência sobre o primeiro encontro do projeto, realizado em 18 de julho deste ano.
Saúde e Política em Corpos Indígenas: um documentário participativo
Texto de Ana Carolina Costa
Estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília e bolsista pela Rede de Polos de Extensão da UnB (REPE) no projeto Indigeneidades em diálogo no DF: Ecologia de Saberes, Saúde dos Corpos e Políticas Interseccionais.
O mês de julho marcou o início dos encontros mensais sobre "Saúde e Política em Corpos Indígenas" no Santuário dos Pajés, primeira terra indígena demarcada do Distrito Federal.
A iniciativa é organizada pela Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, da Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Federal de Brasília (IFB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), e busca promover diálogos sobre saúde e política a partir das experiências de corpos diversos, valorizando diferentes trajetórias, saberes e as vivências de mulheres indígenas.
Ao final do processo, será produzido um minidocumentário participativo a partir da reunião dos registros audiovisuais realizados durante as atividades.
O primeiro encontro, aberto para toda a comunidade, ocorreu no dia 18 de julho, no Centro Cultural Márcia Guajajara, e proporcionou um espaço para que as pessoas se conhecessem. A atividade contou com uma dinâmica em grupos menores, na qual todas as pessoas participaram das gravações, fazendo perguntas, entrevistando e compartilhando suas respostas a partir de duas questões: "O que é saúde para você?" e "O que você gostaria de conversar nesses encontros?"
Após as gravações das apresentações e respostas, todas as pessoas se reuniram para assistir aos vídeos e anotar os temas considerados importantes para as próximas atividades. Ao final, as contribuições formaram um painel coletivo e colorido.
Durante a atividade, foi servido um café da manhã, e aconteceram momentos de pausa e convivência. Após a exibição dos vídeos, houve uma roda de conversa sobre as experiências de entrevistar, ser entrevistado e assistir aos registros produzidos. Isso possibilitou o compartilhamento de sentimentos, impressões e reflexões sobre a construção coletiva do documentário.
O próximo encontro "Saúde e Política em Corpos Indígenas" será realizado no dia 8 de agosto, dando continuidade aos diálogos e registros que irão compor o minidocumentário participativo.
O Grupo de Trabalho (GT) História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, realiza no dia 18 de agosto de 2026, das 8h50 às 13h (GMT-3), o I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade. O evento reunirá pesquisadoras do Instituto para compartilhar projetos e pesquisas desenvolvidos no âmbito do grupo temático, abordando diferentes perspectivas sobre histórias de vida, memória, gênero, educação e direitos humanos.
Entre os temas desenvolvidos pelo GT estão pesquisas sobre corpos que menstruam; mulheres migrantes, trans e travestis; violência contra as mulheres e resistência; culpabilização de vítimas de crimes sexuais; morte e questões de gênero; empoderamento, sororidade e dororidade; história das mulheres e epistemologias feministas; saberes e práticas das parteiras tradicionais; tradição oral e história oral; raça, resistência, prevenção da violência, promoção de direitos e equidade; mulheres migrantes e arte; transmigração; decolonialidade e antirracismo.
Além das atividades de pesquisa e dos encontros promovidos pelo grupo, o GT desenvolve ações de comunicação científica comunitária por meio do Pod HMM, podcast com publicações bimestrais dedicadas a histórias de vida e trajetórias de mulheres nas ciências, em movimentos sociais e na defesa dos direitos humanos. A iniciativa busca ampliar a visibilidade dessas experiências e contribuir para a construção de um acervo sobre mulheres que atuam em diferentes áreas do conhecimento.
Durante o seminário, serão apresentados projetos desenvolvidos por pesquisadoras do GT. A programação terá início às 9h, com a abertura e apresentação conduzidas por Jacqueline Fiuza da Silva Regis. Em seguida, Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski apresentará a pesquisa "Histórias e Memórias de Mulheres em Nova Andradina/MS". Às 10h, Silvéria Maria dos Santos ministrará a apresentação "Arte de partejar: ofício, ancestralidade e reciprocidade das parteiras tradicionais".
Após um intervalo, às 11h, Julia Lene da Silva Souza apresentará "Elis Regina: resistência na ditadura militar". Na sequência, às 11h30, Carolina Gonçalves Gonzalez abordará o tema "Deambulares Poéticos: patrimônio da UnB entre-linhas, tramas e costuras". O evento será encerrado às 12h com uma roda de conversa entre as participantes.
O seminário é uma atividade de extensão certificada pela Universidade de Brasília (UnB) e é organizado pelo GT Histórias e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB).
As inscrições são gratuitas e os próximos encontros acontecem entre julho e dezembro.
Estão abertas as inscrições para participação nos próximos encontros do I Ciclo Internacional de Seminários “Confabulações Críticas em Psicologia África, América Latina e Caribe”, pelo Observatório Caleidoscópio por meio da Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pela Incubadora Social Feminista Social Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, ambos no âmbito do INCT Caleidoscópio, em cooperação com a Universidade Agostinho Neto (UAN – Angola) e a Universidade Católica de Angola (UCAN).
Coordenado pelas professoras Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e Helena Veloso, do Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Sociais da UAN e de Pós-Graduação em Consulta Psicológica da UCAN, o ciclo tem como eixo temático a promoção de “Diálogos desde a Produção Acadêmica de Mulheres Negras: Diálogos África e Diáspora Africana”. Essa é uma realização conjunta entre Brasil e Angola, o ciclo é destinado a pesquisadoras(es), estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais, integrantes de movimentos sociais e pessoas interessadas nas temáticas abordadas.
As atividades acontecem entre março e dezembro de 2026 em formato híbrido, com encontros presenciais no Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Campina Grande (CCBS/UFCG) e com transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube, para ampliar a participação de pesquisadoras/es de diferentes países africanos e latino-americanos, fortalecendo a articulação para as redes de cooperação Sul-Sul e ampliando a circulação transnacional do conhecimento. As inscrições podem ser feitas neste formulário.
O primeiro encontro, intitulado “Nós em Rede” Produção Acadêmica de Mulheres Negras na Última Década: Diálogos África e Diáspora Africana (Angola, Brasil e Cuba) aconteceu em março. Já o segundo encontro, Psicologias, migrações e mudanças climáticas: experiências de mulheres negras no Sul Global, ocorreu em maio está disponível aqui.
Neste terceiro seminário, o tema será sobre Produção acadêmica de mulheres negras: disputas epistemológicas e legitimidade do conhecimento. Com realização no dia 30 de julho, 09h (Horário de Brasília); 13h (Horário de Luanda, Angola), o encontro está dividido em três momentos:
Liberdade acadêmica afrodiaspórica: As associações de pesquisadores/as afrodescendentes e seu papel nas lutas contra o sexismo e o racismo no campo acadêmico: Profa. Dra. Anny Ocoró Loango – Universidad Nacional de Tres de Febrero e Posgrado da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Argentina.
Tecnologias ancestrais de cuidado em saúde no Território Quilombola de Lagoa Grande para contracolonizar e bem viver: Tamille dos Santos Ferreira – Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde da População Negra e Indígena da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PPGSPNI / UFRB)- Território Quilombola de Lagoa Grande, Feira de Santana-BA, Brasil.
Relações raciais, educação escolar quilombola, memórias e narrativas: Profa. Dra. Candida Soares da Costa – Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE-UFMT), Brasil.
Sobre o Ciclo de Seminários Internacionais
O atual Ciclo Internacional de Seminários emerge da construção e consolidação de redes internacionais de pesquisa entre mulheres negras e mulheres de territorialidades fronteiriças nas ciências do Sul Global, articulando universidades, pesquisadoras, experiências territoriais e produção científica entre África, América Latina e Caribe. Os encontros se ancoram em marcos políticos da trajetória de suas lutas, dialogando com datas fundamentais às insurgências de mulheres negras, afrodescendentes e quilombolas: o Dia Internacional da Mulher; o Dia da África; o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha; o Dia Internacional Contra o Tráfico de Mulheres; o Dia Nacional da Consciência Negra; e o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Nacionalmente, articula-se com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Assis (PPGPsico-UNESP), GEM - Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem e com o Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA).
Fabular criticamente, a partir da provocação que nos faz Saidiya Hartman (2008, 2022), permite forjar composições, rompimentos e tensionamentos, os quais excedem ou mesmo extrapolam e transgridem o cálculo racial que atravessa os arquivos lacunares da produção acadêmica em Psicologia e em campos disciplinares com os quais dialogamos, marcados também por formas de epistemicídio discutidos por Sueli Carneiro (2005).
Como nos lembram bell hooks (2019) e Gonzalez (1988), importa criar espaços onde, como pessoas negras, afrodescendentes e quilombolas, a partir dos feminismos negros e africanos (Oyěwùmí, 2011, 2020), interrogamos o “olhar do Outro” e também “olhamos de volta”, umas para as outras, dando nome ao que vemos, sentimos e pesquisamos, em escritas constituídas pela experiência e pela memória coletiva, em movimentos de escrevivência, tal como nos convida Conceição Evaristo (2020), escapando às narrativas de histórias únicas nas ciências (Correia, 2020; Septien, 2022).
Situamos o presente ciclo internacional de seminários como uma prática de Confabulação Crítica, ou seja, um trabalho coletivo de fabulação que se dá num arquivo necessariamente lacunar da Psicologia, traçando conexões entre Angola e Brasil, refazendo rotas e percursos de mulheres pesquisadoras numa temporalidade que se esboça a partir de corpos atravessados pela diáspora, exílio, refúgio e por comunidades de destino.
Com atividades realizadas entre março de 2026 e dezembro de 2026 sob a mediação por Dolores Galindo (UFCG) e Helena Veloso (UAN/UCAN), os encontros reúnem pesquisadoras negras, afrodescendentes e quilombolas de países da África, América Latina e Caribe em torno de debates sobre produção acadêmica de mulheres negras, psicologias, raça, gênero, territorialidades, mudanças climáticas e epistemologias do Sul Global. Ao longo da programação, pesquisadoras de Angola, Brasil, Cuba e Argentina apresentam suas pesquisas sobre psicologias, mudanças climáticas, migrações, políticas públicas, cuidado comunitário, linguagens, territorialidades quilombolas e disputas epistemológicas, fortalecendo redes de cooperação científica entre África, América Latina e Caribe.
Esta ação é vinculada aos projetos de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades” (Edital Universal 10/2023; Auxílio: 2751/2025) e “Mulheres Quilombolas na Pós-Graduação em Psicologia: uma agenda em construção” (Bolsa de Produtividade em Pesquisa CNPq).
Veja como participar
Os encontros acontecem em formato híbrido com transmissões entre Brasil e Angola pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube, para ampliar a participação de pesquisadoras/es de diferentes países africanos e latino-americanos, fortalecendo as redes de cooperação Sul-Sul e ampliando a circulação transnacional do conhecimento.
As inscrições podem ser feitas por meio do formulário disponível neste link, também presente na bio do nosso perfil do Instagram @INCTCaleidoscopio.
A certificação será emitida pela Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio, sede Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), para participantes com frequência mínima de 75% nas atividades do ciclo.
Confira a programação completa dos próximos encontros
Todos os encontros têm a mediação das professoras doutoras Dolores Galindo e Helena Veloso. A certificação será emitida pela Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio, sede Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), para participantes com frequência mínima de 75% nas atividades do ciclo.
Seminário III – Produção acadêmica de mulheres negras: disputas epistemológicas e legitimidade do conhecimento
Quando: 30 de julho, 09h (Horário de Brasília); 13h (Horário de Luanda, Angola)
Liberdade acadêmica afrodiaspórica: As associações de pesquisadores/as afrodescendentes e seu papel nas lutas contra o sexismo e o racismo no campo acadêmico: Profa. Dra. Anny Ocoró Loango – Universidad Nacional de Tres de Febrero e Posgrado da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Argentina.
Tecnologias ancestrais de cuidado em saúde no Território Quilombola de Lagoa Grande para contracolonizar e bem viver: Tamille dos Santos Ferreira – Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde da População Negra e Indígena da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PPGSPNI / UFRB)- Território Quilombola de Lagoa Grande, Feira de Santana-BA, Brasil.
Relações raciais, educação escolar quilombola, memórias e narrativas: Profa. Dra. Candida Soares da Costa – Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE-UFMT), Brasil.
Seminário IV – Linguagem, Psicologias e contracolonialidades entre África e Brasil
Quando: 24 de setembro, 09h (Horário de Brasília); 13h (Horário de Luanda, Angola)
O valor psicológico da palavra mãe na construção da identidade cultural: Profa. Ma. Ana Bela Loureiro – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Angola (FCH-UCAN), Angola.
Psicologia e epistemologias contracoloniais: Profa. Dra. Jaileila de Araújo Menezes – Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Brasil.
PsicoQUILOMBOlogia como metodologia de cuidado e acolhimento bioancestral afroreferenciado: Psic. Mestra Charlene Costa Bandeira – Universidade Federal Fluminense (UFF), Comunidade Quilombola Macanudos- Rio Grande, RS, Brasil.
Seminário V – Psicologias, políticas públicas e práticas comunitárias de cuidado entre mulheres negras e quilombolas
Quando: 26 de novembro, 09h (Horário de Brasília); 13h (Horário de Luanda, Angola)
Com o mundo às costas: Stress e identidades sociais nas zungueiras de Luanda: Profa. Dra. Madalena Ramos – Universidade Agostinho Neto (UAN), Angola.
Saberes, corpos-territórios e memórias de uma comunidade quilombola: Mestra Ronilda Bordó de Freitas – Universidade Federal do Pará (UFPA)- Comunidade Quilombola Vila de Umarizal, Baião-PA, Brasil.
Contribuições de mulheres negras para a formação em Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande: Profa. Dra. Diônvera Coelho da Silva, Universidade Federal de Pelotas (UFPEl), Brasil.
Seminário VI – Psicologias, Infâncias Negras, Linguagens e Políticas de Escrita: contribuições de mulheres negras entre Angola e Brasil
Quando: 03 de dezembro, 09h (Horário de Brasília); 13h (Horário de Luanda, Angola)
A toponímia de Luanda contemporânea: Profa. Dra. Jeanine da Silveira – Universidade Católica de Angola (UCAN), Angola.
Infâncias negras pelas mãos de Virgínia Bicudo e Conceição Evaristo: Profa. Dra. Luiza Oliveira – Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil.
Zaire é um velho menino: notas para uma pesquisa quilombista em Psicologia: Mestra Luane Pereira Souza Macedo – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Quilombo da Conceição, Bequimão-MA, Brasil.
Psicologia social, relações étnico-raciais e produção de conhecimento: Profa. Dra. Jaqueline Gomes de Jesus – Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PROFHISTÓRIA/UFRRJ) e Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz (PPGBIOS/FIOCRUZ), Brasil.