Confabulações Críticas entre África, América Latina e Caribe: IV encontro do Ciclo Internacional de Seminários debate Psicologias e contracolonialidades em 24 de setembro

Confabulações Críticas entre África, América Latina e Caribe: IV encontro do Ciclo Internacional de Seminários debate Psicologias e contracolonialidades em 24 de setembro

Seminário reúne pesquisadoras de Angola, Nigéria e Brasil para discutir linguagem, identidade cultural, tecnologias educacionais e práticas de cuidado a partir de perspectivas negras, afroreferenciadas e contracoloniais.

Pesquisadoras de Angola, Nigéria e Brasil se reúnem, no dia 24 de setembro, para discutir linguagem, tecnologias educacionais e práticas de cuidado afroreferenciadas. O seminário acontece às 9h no Brasil e às 13h em Angola e na Nigéria e integra o I Ciclo Internacional de Seminários Confabulações Críticas em Psicologia África, América Latina e Caribe. Em sua quarta edição, o seminário tem como tema “Linguagem, Psicologias e contracolonialidades entre África e Brasil”.

O encontro integra uma programação internacional realizada entre março e dezembro de 2026, aproximando universidades, pesquisadoras, experiências territoriais e produções científicas de África, América Latina e Caribe. No âmbito do INCT Caleidoscópio, a iniciativa é desenvolvida pela Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pela Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, articulando diálogos entre África e diáspora africana a partir da produção acadêmica de mulheres negras.

As atividades acontecem em formato híbrido, com participação presencial no Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Campina Grande (CCBS/UFCG) e transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube. O formato busca ampliar a participação de pesquisadoras e pesquisadores de diferentes países africanos e latino-americanos, fortalecendo redes de cooperação Sul-Sul e a circulação transnacional do conhecimento.

A mediação do encontro será das professoras Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFCG, e Helena Veloso, da Universidade Agostinho Neto (UAN) e da Universidade Católica de Angola (UCAN), que coordenam o ciclo.

Pesquisadoras de Angola, Nigéria e Brasil colocam diferentes conhecimentos em diálogo

A programação do quarto encontro reúne três pesquisadoras em discussões que aproximam linguagem e identidade cultural, tecnologias educacionais e conhecimentos locais e práticas de cuidado e acolhimento afroreferenciadas.

A professora Ana Bela Loureiro, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) e da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Angola (FCH-UCAN), apresenta “O valor psicológico da palavra mãe na construção da identidade cultural”.

Da Nigéria, Nafisat Afolake Adedokun-Shittu, da University of Ilorin (UNILORIN), participa com “Tecnologias educacionais, cultura e tradições locais: o GLOCALISE e a contextualização do conhecimento na Nigéria”.

Já Charlene Costa Bandeira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresenta “PsicoQUILOMBOlogia como metodologia de cuidado e acolhimento bioancestral afroreferenciado”.

As três apresentações dão continuidade ao eixo temático que orienta o ciclo, “Diálogos desde a Produção Acadêmica de Mulheres Negras: Diálogos África e Diáspora Africana”, reunindo pesquisas e experiências produzidas em diferentes contextos do Sul Global.

Confabulações que atravessam o Atlântico

O Ciclo Internacional de Seminários emerge da construção e consolidação de redes internacionais de pesquisa entre mulheres negras e mulheres de territorialidades fronteiriças nas ciências do Sul Global. Ao articular universidades, pesquisadoras, experiências territoriais e produção científica, a iniciativa estabelece conexões entre África, América Latina e Caribe.

Nesse percurso, a Confabulação Crítica é compreendida como um trabalho coletivo de fabulação diante de arquivos necessariamente lacunares da Psicologia. A proposta traça conexões entre Angola e Brasil e refaz rotas e percursos de mulheres pesquisadoras a partir de corpos e experiências atravessados pela diáspora, pelo exílio, pelo refúgio e por comunidades de destino.

Desde março, os encontros têm reunido pesquisadoras negras, afrodescendentes e quilombolas em torno de debates sobre produção acadêmica de mulheres negras, psicologias, raça, gênero, territorialidades, mudanças climáticas e epistemologias do Sul Global. O primeiro seminário discutiu a produção acadêmica de mulheres negras na última década; o segundo abordou psicologias, migrações e mudanças climáticas; e o terceiro, realizado em julho, colocou em discussão as disputas epistemológicas e a legitimidade do conhecimento.

A iniciativa resulta de uma cooperação internacional com a Red Internacional de Voces Afrofeministas (RIVAS) e o Grupo de Trabalho Afrodescendentes Propostas Contrahegemónicas da CLACSO, com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A organização está a cargo do Grupo de Pesquisa Ateliê: psicologias, feminismos e contracolonialidades, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFCG, em parceria com a Universidade Agostinho Neto e a Universidade Católica de Angola.

Nacionalmente, o ciclo articula-se ainda com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Assis, o GEM – Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem e o Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA).

Como participar

O quarto encontro acontece em 24 de setembro de 2026, às 9h no Brasil e às 13h em Angola e na Nigéria. Presencialmente, as atividades serão realizadas no Auditório do CCBS/UFCG, em Campina Grande (PB). Também será possível acompanhar a programação de forma remota, por meio da transmissão ao vivo no canal do INCT Caleidoscópio no YouTube.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do formulário disponibilizado nos canais do Instituto. A certificação será emitida pela Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio, com sede na UFCG, para participantes com frequência mínima de 75% nas atividades do ciclo.

A programação segue até dezembro. Em novembro, o quinto seminário será dedicado às “Psicologias, políticas públicas e práticas comunitárias de cuidado entre mulheres negras e quilombolas”. Em dezembro, o encontro que encerra o ciclo abordará “Psicologias, Infâncias Negras, Linguagens e Políticas de Escrita: contribuições de mulheres negras entre Angola e Brasil”.

Salve a estreia abaixo!

Do Santuário dos Pajés à Universidade: programação aborda indigeneidades, saúde, educação menstrual e comunicação científica na Semuni/UnB 2026

Do Santuário dos Pajés à Universidade: programação aborda indigeneidades, saúde, educação menstrual e comunicação científica na Semuni/UnB 2026

Territórios, corpos, saberes e diferentes formas de produzir conhecimento atravessam a participação da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio na 26ª Semana Universitária da Universidade de Brasília (Semuni/UnB).

Entre os dias 19 e 25 de setembro, a Rede Arandu, o MEInstruAÇÃO e o Menopausemos e integrantes do Instituto, realizam uma programação que circula entre o Santuário dos Pajés e diferentes espaços da UnB, além de uma atividade on-line.

Reunidas sob o eixo “Indigeneidades em Diálogo no DF: Ecologia de Saberes, Saúde dos Corpos e Políticas Interseccionais”, as atividades propõem diálogos sobre povos indígenas e justiça climática, vivências indígenas LGBTQIAPN+, saúde mental e permanência universitária, comunicação científica, arte e cultura indígena e enfrentamento às desigualdades socioambientais e saúde e educação menstrual desde uma perspectiva emancipatória.

Por meio de diferentes linguagens e estratégias de educação, também ampliamos diálogos sobre a menstruação como uma questão de saúde, educação, direitos e justiça socioambiental. O projeto propõe reflexões sobre os modos como os conhecimentos sobre o corpo menstruante são produzidos e compartilhados, os tabus que atravessam a experiência menstrual e as relações entre menstruação, sustentabilidade e acesso à informação.

Em 2026, a Semana Universitária chega à sua 26ª edição com o tema “Democracia em cena: arte, cultura e pertencimento”. Realizada oficialmente entre 20 e 25 de setembro, a Semuni é um espaço de encontro entre a Universidade e a sociedade e integra atividades de extensão, ensino, pesquisa e inovação na UnB.

Do Santuário dos Pajés à Universidade: territórios, justiça climática e educação menstrual

A programação da Nucleação Centro-Oeste começa no sábado (19), antes da abertura oficial da Semuni, com uma ação no Santuário dos Pajés, das 9h às 15h.

Na segunda-feira (21), o diálogo segue no campus Darcy Ribeiro. Das 9h às 18h, o público poderá conhecer o stand “Territórios Interseccionais: o INCT Caleidoscópio em Diálogo com a Sociedade”, no Udfinho, ICC Sul. Às 15h30, a Rede Arandu promove a palestra e debate “Povos Indígenas e Justiça Climática: a resposta somos nós”, na Sala de Atos do Instituto de Relações Internacionais (IREL/UnB).

Durante todo o dia 21, o stand também contará com ações do Projeto MEInstruAÇÃO, que apresentará atividades práticas e interativas voltadas à educação menstrual e à ressignificação dos conhecimentos sobre a menstruação.

Entre as atividades estão experimentos com diferentes tecnologias menstruais, que possibilitam refletir sobre formas de uso, descarte e impactos ambientais; o acróstico MENSTRUAÇÃO, desenvolvido como estratégia para discutir e ressignificar os tabus relacionados ao tema; e dois jogos de tabuleiro elaborados pelas bolsistas do projeto.

O Ciclo Sustentável propõe uma reflexão sobre as relações entre menstruação e meio ambiente, estimulando a compreensão de que a menstruação é uma questão que envolve não apenas quem menstrua, mas toda a sociedade. Já o InstruaMente, inspirado nos personagens do filme Divertida Mente, utiliza uma abordagem lúdica, interativa e reflexiva para trabalhar a ressignificação do tabu menstrual e ampliar o acesso a informações sobre o tema.

As atividades do MEInstruAÇÃO partem da compreensão de que educação menstrual é também criar espaços para conversar, experimentar, perguntar e compartilhar saberes. O projeto busca contribuir para uma relação mais informada, autônoma e consciente com os corpos e com a menstruação, articulando saúde, educação, sustentabilidade e enfrentamento de desigualdades.

O percurso entre território e Universidade dá o tom de uma programação que coloca diferentes experiências, conhecimentos e questões interseccionais em circulação durante a Semana Universitária.

Reflorestar o gênero e compartilhar vivências

Na terça-feira (22), às 14h30, a Maloca/UnB recebe “Reflorestando o gênero: indígenas LGBTQIAPN+, trans, não-bináries, two-spirit e queer”. Promovida pela Rede Arandu, a atividade combina mesa de debate e roda de conversa.

As vivências de indígenas LGBTQIAPN+ dentro da própria Universidade ganham continuidade na quarta-feira (23), às 15h, com a atividade “Vivências Indígenas LGBTQIAPN+: Saúde Mental, Permanência e Bem Viver na Universidade”. Realizado no Udfinho, no ICC Sul, o encontro terá dinâmicas interativas e oficina participativa.

A programação também ultrapassa os espaços físicos da Universidade. Entre 20 e 25 de setembro, a Rede Arandu realiza uma pesquisa on-line sobre a inclusão de indígenas e indígenas LGBTQIAPN+ na universidade. O formulário será divulgado posteriormente.

Leia também: Arandu é premiada no 1º Concurso Nacional de Trabalhos de Extensão Universitária em Relações Internacionais da ABRI

Ciência para experimentar, conversar e compartilhar

A comunicação científica também integra a programação. Na terça-feira (22), às 10h, o Menopausemos realiza a “Amostra Grátis de Comunicação Científica Participativa”, na sede do INCT Caleidoscópio.

Na sexta-feira (25), às 10h, o mesmo espaço recebe a roda de conversa “Programa Integrado de Inovação Tecnológica e Social: Educação Científica, Saúde Pública e Enfrentamento de Desigualdades Socioambientais no Distrito Federal”.

As atividades ampliam a programação para questões relacionadas à comunicação e à educação científica, à saúde pública e às desigualdades socioambientais, aproximando essas discussões dos espaços de diálogo abertos durante a Semuni.

Leia também: O segundo episódio do Pod HMM está no ar com o tema pesquisa engajada

Quando arte, cultura e território também entram na conversa

Na quinta-feira (24), às 16h, a Rede Arandu realiza uma Mostra de arte e cultura indígena na sede do INCT Caleidoscópio, no subsolo do ICC, Módulo 8. A atividade reúne exibição de filme e debate cultural.

A mostra se soma às rodas de conversa, debates, oficinas, pesquisa e atividades de comunicação científica que compõem a participação da Nucleação Centro-Oeste. Em diferentes formatos e espaços, a programação cria pontos de encontro entre universidade, territórios e sociedade durante a Semana Universitária.

Entre territórios, saberes e encontros: confira a programação

Ao longo da semana, as atividades ocupam diferentes espaços da UnB e do Distrito Federal, além do ambiente on-line. Confira abaixo a programação completa e programe-se para participar.

A versão digital da programação também está disponível para consulta: acesse o arquivo completo aqui!

19 de setembro | sábado

9h às 15h — Ação no Santuário dos Pajés
Local: Santuário dos Pajés

21 de setembro | segunda-feira

Durante todo o dia — Atividades do Projeto MEInstruAÇÃO
Educação menstrual, tecnologias menstruais, jogos educativos e atividades de ressignificação do tabu menstrual.
Local: Stand Udfinho, ICC Sul

9h às 18h — Territórios Interseccionais: o INCT Caleidoscópio em Diálogo com a Sociedade
Local: Stand Udfinho, ICC Sul

15h30 — Povos Indígenas e Justiça Climática: a resposta somos nós [Arandu]
Palestra e debate
Local: Sala de Atos do IREL/UnB

22 de setembro | terça-feira

10h — Amostra Grátis de Comunicação Científica Participativa [Menopausemos]
Local: Sede do INCT Caleidoscópio

14h30 — Reflorestando o gênero: indígenas LGBTQIAPN+, trans, não-bináries, two-spirit e queer [Arandu]
Mesa de debate e roda de conversa
Local: Maloca/UnB

23 de setembro | quarta-feira

15h — Vivências Indígenas LGBTQIAPN+: Saúde Mental, Permanência e Bem Viver na Universidade [Arandu]
Dinâmicas interativas e oficina participativa
Local: Udfinho, ICC Sul

24 de setembro | quinta-feira

16h — Mostra de arte e cultura indígena [Arandu]
Exibição de filme e debate cultural
Local: INCT Caleidoscópio, ICC, Subsolo, Módulo 8

25 de setembro | sexta-feira

10h — Roda de Conversa | Programa Integrado de Inovação Tecnológica e Social: Educação Científica, Saúde Pública e Enfrentamento de Desigualdades Socioambientais no Distrito Federal
Local: Sede do INCT Caleidoscópio

20 a 25 de setembro | atividade on-line

Pesquisa: inclusão de indígenas e indígenas LGBTQIAPN+ na universidade [Arandu]
Formulário on-line — link a divulgar.

A programação geral da 26ª Semana Universitária e as atividades com inscrições abertas podem ser consultadas no SIGAA.

Confira a programação e as inscrições da Semuni 2026 no SIGAA

INCT Caleidoscópio Menopausemos Semuni UnB Rede Arandu
Acesse o arquivo digital da programação completa do INCT Caleidoscópio aqui!
Café, leituras e muitas trocas: Café Contracolonial reúne participantes para discutir pensamentos decoloniais e contracoloniais

Café, leituras e muitas trocas: Café Contracolonial reúne participantes para discutir pensamentos decoloniais e contracoloniais

Vamos tomar um cafezinho (ou um chá) e aproveitar para ler textos que nos instrumentem em nossa busca por uma produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais ou contracoloniais?

Um cafezinho ou um chá, uma leitura prévia e uma conversa para colocar o pensamento em movimento. Essa é a proposta do Café Contracolonial – Introdução ao Pensamento Incômodo de Rita Segato, que realiza encontros semanais para leitura e discussão coletiva de textos voltados à produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais.

Os encontros acontecem às terças-feiras, das 10h às 11h50, em formato híbrido. Presencialmente, o grupo se reúne na sede do INCT Caleidoscópio, na Universidade de Brasília (UnB), e participantes de outras localidades podem acompanhar as atividades simultaneamente pelo online.

A iniciativa é promovida pelo Grupo Temático Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES (GT-TER) e pelo Grupo Temático Histórias e Memórias de Mulheres: Educação e Visibilidade (GT-HMM), no âmbito da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB/) e o Instituto Federal de Brasília (IFB).

Café, leitura e troca de saberes

A proposta do Café Contracolonial é criar um espaço de encontro em torno de leituras que contribuam para a produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais. A cada semana, uma leitura de base é realizada previamente pelas pessoas participantes e pode ser acompanhada por um texto escrito ou material audiovisual complementar facultativo.

Depois de preparar o café ou o chá, os encontros começam com uma breve apresentação para recuperar a leitura prévia e abrir a discussão. A ideia é que os textos funcionem como impulso para as trocas e reflexões construídas coletivamente ao longo das reuniões.

Continue lendo para acessar o cronograma de leituras!

De Rita Segato a Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí: um percurso para incomodar pensamentos

A programação começou em agosto e segue até dezembro, com um percurso de leituras que passa principalmente pelas obras de Rita Segato e Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Os primeiros encontros são dedicados a textos de Rita Segato que discutem temas como família, sexo e gênero, colonialidade, relações entre gênero e raça, patriarcado e territorialidade. Em outubro, o percurso passa a incorporar A invenção das mulheres, de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, com a leitura do prefácio e de cinco capítulos da obra.

As discussões percorrem questões relacionadas às teorias ocidentais e aos sujeitos africanos, à cosmologia e às instituições socioculturais Oyó-Iorubás, às tradições orais, ao gênero, ao colonialismo e à tradução das culturas. A programação segue até 8 de dezembro, quando está prevista a leitura de Gênero, Política e Hibridismo, de Rita Segato.

Um café que também pode ser virtual

Para ampliar o alcance as pessoas interessadas, os encontros ocorrem em formato híbrido. Assim, leitoras e leitores que não residem em Brasília estão convidadas e convidados a passar um café, ou um chá, e se juntar a nós!

Vale pontuar que o formato híbrido tem permitido que a roda de conversa ultrapasse o espaço físico da Universidade de Brasília. Segundo Jacqueline Fiuza, os encontros já contaram com participantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Roraima e de Brasília.

A participação a distância amplia, assim, as possibilidades de encontro e troca entre pessoas de diferentes localidades, enquanto quem está presencialmente compartilha também o cafezinho — ou o chá — que inspira o nome e a dinâmica da atividade.

Prepare-se para o café (ou o chá) e participe

O Café Contracolonial acontece às terças-feiras, das 10h às 11h50. Em Brasília, os encontros presenciais são realizados na sede do INCT Caleidoscópio, Ala Sul, Módulo 8, Instituto Central de Ciências (ICC), Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília.

Quem não puder estar presencialmente pode acompanhar os encontros on-line pelo Microsoft Teams.

Acesse a sala do Café Contracolonial no Microsoft Teams pelo link clicando aqui!

Para mais informações, escreva para gtter@unb.br.

Mesa de café. Imagem/Reprodução: Arquivo INCT Caleidoscópio.

"Mesa pronta para esperar vocês pro nosso café contracolonial. Quem não puder estar presencialmente pode chegar junto por aqui, acesse pelo Link para estar conosco nos encontros deste semestre 🤗!", convida Jacqueline.

Confira o percurso de leituras dos encontros

DataLeitura
18/08Seminário GT HMM
25/08Texto 1: Inventando a natureza: família, sexo e gênero no Xangô do Recife — Rita Segato
01/09Texto 2: Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial — Rita Segato
08/09Texto 3: O Édipo brasileiro: a dupla negação de gênero e raça — Rita Segato. Leitura complementar: Como o racismo criou o Brasil — Jessé Souza (tradução livre)
15/09Texto 4: Patriarcado: Del borde al centro. Disciplinamiento, territorialidad y crueldad en la fase apocalíptica del capital — Rita Segato
13/10Texto 5: El sexo y la norma: frente estatal, patriarcado, desposesión, colonialidad — Rita Segato
20/10Texto 6: Prefácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
27/10Texto 7: Capítulo 1 — A invenção das mulheres: Visualizando o corpo: teorias ocidentais e sujeitos africanos — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
03/11Texto 8: Capítulo 2 — A invenção das mulheres: (Re)constituindo a cosmologia e as instituições socioculturais Oyó-Iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
10/11Texto 9: Capítulo 3 — A invenção das mulheres: Fazendo história, criando gênero: a invenção de homens e reis na escrita das tradições orais de Oyó — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
17/11Texto 10: Capítulo 4 — A invenção das mulheres: Colonizando corpos e mentes: gênero e colonialismo — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
24/11Texto 11: Capítulo 5 — A invenção das mulheres: A tradução das culturas: generificando a linguagem, a oralitura e a cosmopercepção iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
01/12Texto 12: Posfácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí; Uma obra referencial para a afirmação do pensamento e dos modos de existências africanos — Claudia Miranda
08/12Texto 13: Gênero, Política e Hibridismo — Rita Segato
Ancestralidade, pesquisa, ciência e conservação dos biomas: II Seminário Nacional de Indígenas Pesquisadoras se desloca da universidade para o território Taunay/Ipegue

Ancestralidade, pesquisa, ciência e conservação dos biomas: II Seminário Nacional de Indígenas Pesquisadoras se desloca da universidade para o território Taunay/Ipegue

Nossos territórios são bibliotecas vivas. Nossos ancestrais abriram os caminhos; nós seguimos pesquisando, escrevendo e protegendo a vida para as futuras gerações.

O II Seminário Nacional de Indígenas Pesquisadoras reunirá indígenas mulheres pesquisadoras de diferentes biomas brasileiros para promover diálogos sobre ancestralidade, pesquisa, ciência e conservação dos biomas no Território Taunay/Ipegue, município de Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul (MS).

Com o tema “Indígenas Mulheres na Ciência Brasileira: Ancestralidade, Pesquisa e Conservação dos Biomas”, a segunda edição do evento busca fortalecer o protagonismo das mulheres indígenas na produção científica brasileira e promover o diálogo entre saberes ancestrais e acadêmicos, a fim de possibilitar reflexões no âmbito da pesquisa, da ciência e da inovação e conectar, de maneira interdisciplinar, diversas iniciativas, enredando e visibilizando a atuação de indígenas mulheres no campo das ciências.

O evento visa promover a divulgação e o compartilhamento de saberes no campo da Formação Indígena Superior, mais especificamente por meio da troca de experiências entre discentes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadoras, pesquisadores e profissionais, com conhecimento e escuta das pesquisas desenvolvidas e lideradas por indígenas mulheres em todo o Brasil.

Pretende-se fortalecer o protagonismo das mulheres indígenas na produção acadêmica e dos conhecimentos produzidos nos territórios e comunidades indígenas, promovendo o diálogo entre saberes ancestrais e acadêmicos para a conservação da biodiversidade, a proteção dos territórios indígenas e o enfrentamento das mudanças climáticas nos biomas.

A ser realizado de 24 a 28 de novembro de 2026, o Seminário deixa, nesta edição, o espaço da universidade e segue para o Território Indígena Taunay/Ipegue, no município de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. As atividades serão realizadas na Oca Ancestral Flor da Terra e incluem conferências, mesas-redondas, rodas de conversa, apresentações de pesquisas, oficinas práticas, exposições culturais, feira de sementes ancestrais e grupos de trabalho.

Organizado pelo INCT Caleidoscópio (UnB/CNPq) e pelo PPGD/PUC-Curitiba, com apoio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Instituto Territórios Vivos e Instituto Voropi, o encontro pretende reunir pesquisadoras indígenas de diferentes áreas do conhecimento e fortalecer redes de colaboração entre universidades, comunidades indígenas e instituições de pesquisa.

Leia também: Indígenas pesquisadoras, metodologias próprias e a produção de conhecimento: carta final do I seminário Nacional de Mulheres Indígenas

Produção científica de povos indígenas

Que este encontro seja guiado pela força da ancestralidade, pelo compromisso com nossos povos e pela construção de uma ciência plural, intercultural e comprometida com a vida.

O II Seminário Nacional de Indígenas Pesquisadoras dá continuidade à articulação iniciada em 2025, quando a primeira edição foi realizada na Universidade de Brasília (UnB). Se, naquele momento, o encontro reuniu indígenas pesquisadoras no espaço universitário, a segunda edição realiza um movimento importante: desloca o Seminário da universidade para o território indígena.

Leia também: I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras apresenta pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas

A proposta é reunir indígenas mulheres pesquisadoras de todo o Brasil para promover reflexões sobre pesquisa, ciência e inovação, conectando iniciativas de diferentes áreas do conhecimento e dando visibilidade à atuação dessas mulheres no campo científico. O encontro parte também do reconhecimento de que a presença de indígenas mulheres na graduação, na pós-graduação e na pesquisa brasileira é uma realidade que precisa ser acompanhada pelo fortalecimento das condições de acesso, permanência e reconhecimento de seus conhecimentos dentro das instituições.

A inserção de indígenas mulheres em pesquisa no ensino superior brasileiro já é uma realidade em diversas instituições, possibilitada, em grande parte, pelas políticas de ações afirmativas que vêm sendo implementadas desde 2003.

As políticas de ações afirmativas podem ser compreendidas como “medidas especiais”. Nesta perspectiva, medidas especiais serão todas e quaisquer medidas, de natureza legislativa, judiciária, administrativa, educacional, pública ou privada, necessárias para a equalização de direitos. São políticas públicas desenhadas e implementadas para promover acesso a bens fundamentais e, portanto, restituir o princípio de igualdade de oportunidades a minorias étnicas, raciais ou sexuais que, de outro modo, estariam excluídas parcial ou totalmente.

Nesse sentido, são medidas que buscam corrigir uma história de desigualdades e desvantagens sofridas por um grupo social, em geral frente a um Estado nacional que o discriminou negativamente.

Marcados pela ausência na construção da identidade nacional e relegados ao passado de nossa história, os povos indígenas ainda hoje são amplamente desconhecidos da sociedade não indígena. A invisibilidade racial e étnica do período pós-colonial permanece como um dos mais perversos traços da desigualdade social do nosso país.

Há mais de 500 anos, os povos indígenas encontram-se à margem do acesso aos direitos que lhes foram assegurados constitucionalmente, continuando um longo processo de exclusão. Os povos indígenas brasileiros ainda constituem, em pleno século XXI, o grupo com maior incidência de desigualdade social, quando comparado com outros grupos étnicos, no que se refere à educação, saúde e capacitação para o mercado de trabalho, sendo ainda vítimas de exclusão e preconceito.

O Ensino Superior no Brasil, destinado inicialmente à formação das elites, durante muito tempo não foi espaço para indígenas pesquisadoras. Embora tenha havido avanços nesse sentido, há ainda um longo caminho a ser percorrido para se atingir um patamar de igualdade de acesso ao ensino superior e uma educação, de fato, mais democrática, sem distinção de etnia e classe social, que permita acesso amplo à educação superior e pós-graduada de qualidade.

O processo de inclusão de indígenas pesquisadoras e de outras minorias étnicas no campo da pesquisa no Brasil ainda é visto com muita desconfiança, resultado do modelo de educação eurocêntrico imposto pela colonialidade, que nega, silencia e subalterniza as formas de saberes tradicionais pertencentes aos povos que já habitavam esse território antes da intrusão.

A educação brasileira não se renovou suficientemente nem se adaptou à realidade dos povos nativos. Portanto, é necessário reconhecer que a chegada de indígenas pesquisadoras às universidades constitui um desafio a ser superado por essas pesquisadoras e pelas instituições de ensino superior que as recebem.

Um desses desafios talvez seja o reconhecimento da cidadania indígena, fomentando o convívio entre dois mundos, o mundo indígena e o mundo não indígena, sem que isso signifique a perda de identidades. Reconhecer a diversidade dos povos indígenas brasileiros também é um passo importante para se entender as principais necessidades educacionais das indígenas pesquisadoras e suas potenciais contribuições para o ambiente acadêmico.

O reconhecimento, por parte das universidades, das culturas tradicionais e de sua potência inovadora para a construção de outros conhecimentos na universidade é fundamental para o estabelecimento do diálogo horizontal entre conhecimentos indígenas e acadêmicos, com suas interfaces culturais.

Para os povos indígenas, os modelos educacionais são próprios, valorizam as riquezas educacionais ancestrais, passadas de geração em geração, sem, com isso, visar à disputa por poder, bens ou consumo. Essa distinção nos objetivos dos processos educacionais gera um grande impacto quando indígenas pesquisadoras se deslocam de suas comunidades de origem para dar continuidade à sua formação fora da comunidade.

O reconhecimento desse impacto já seria um passo importante para o diálogo com as instituições de pesquisa que atualmente vêm recebendo as indígenas pesquisadoras em seus cursos, no sentido de possibilitar a compreensão adequada dos desafios colocados a muitas dessas pesquisadoras.

Nessa perspectiva, as políticas de ação afirmativa podem ser consideradas uma estratégia fundamental de combate aos estereótipos porque desestabilizam concepções e conhecimentos. Elas também representam um avanço em relação ao cumprimento das leis e diretrizes para a educação brasileira, particularmente no que se refere à democratização do ensino superior e ao acesso ao direito afirmado na Constituição Brasileira de 1988.

Ressaltamos, por isso, a importância deste II Seminário de Indígenas Pesquisadoras como forma de visibilizar pesquisas de indígenas em diversas áreas do conhecimento e instituições de ensino e pesquisa de todo o país. Isso possibilita não apenas que discentes e docentes não indígenas conheçam e reconheçam a existência e a presença dessas indígenas mulheres no espaço acadêmico, mas também incrementa as frentes de apoio às demandas dos povos indígenas.

Esse Seminário reconhece a necessidade de descolonização e de ocupação do espaço acadêmico, não apenas com a presença das indígenas pesquisadoras na pós-graduação, mas com a ocupação dos espaços físicos da universidade como territórios indígenas também. Esse é um passo importante para a superação de desigualdades estruturais de um ambiente fundamental e historicamente elitizado e marcado por um saber pretensamente superior e excludente.

As universidades precisam começar a conhecer a realidade dos povos indígenas do Brasil, abrir-se para os conhecimentos e saberes indígenas, não entendidos apenas como “saberes populares”, mas reconhecendo os fundamentos desse conhecimento e sua validade científica.

O II Seminário pretende, portanto, ampliar e aprofundar a discussão sobre a elaboração de iniciativas que possam permitir o retorno à região ou coletivo após a conclusão das pesquisas.

Mulheres pesquisadoras, ciência, território e conservação dos biomas

Nesse contexto, o Seminário busca ampliar os espaços de escuta e circulação das pesquisas desenvolvidas e lideradas por indígenas mulheres em âmbito nacional. A proposta é promover, estimular e fomentar discussões sobre as indígenas mulheres nas ciências no Brasil, procurando articulá-las com o contexto mais amplo da pesquisa e da produção de conhecimento.

Entre os objetivos desta edição estão o fortalecimento de redes de pesquisadoras indígenas em diferentes áreas do conhecimento; a promoção do intercâmbio entre universidades, comunidades e instituições de pesquisa; a valorização dos conhecimentos tradicionais como ciência e patrimônio cultural; e o debate sobre políticas públicas voltadas à permanência de mulheres indígenas na pós-graduação.

A relação entre ciência, território e meio ambiente também ganha destaque nesta edição. O Seminário pretende incentivar pesquisas relacionadas às mudanças climáticas, biodiversidade, sementes ancestrais, recuperação ambiental e gestão territorial indígena, articulando o protagonismo das mulheres indígenas na produção científica à conservação da biodiversidade, à proteção dos territórios e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Outro resultado previsto é a realização de um mapeamento nacional de indígenas pesquisadoras, identificando áreas de atuação, instituições de ensino, linhas de pesquisa e suas contribuições para a conservação ambiental e para os direitos dos povos indígenas. Com a realização do evento, espera-se divulgar e articular produções de docentes e discentes indígenas e não indígenas e propiciar a pesquisadoras um espaço para o debate e reflexões a respeito de cultura, educação, saúde, identidade e formação indígenas, tanto em suas comunidades como em áreas urbanas.

A iniciativa se soma à proposta de construir uma rede nacional de indígenas pesquisadoras dos seis biomas brasileiros e uma agenda permanente de articulação entre pesquisadoras indígenas.

Ao levar sua segunda edição para o Território Taunay/Ipegue e organizar-se, nesta edição, em torno de biomas, e não de estados ou regiões, o Seminário afirma seu compromisso em reconhecer e valorizar as formas de organização próprias do movimento indígena de mulheres. Busca, assim, fortalecer o diálogo horizontal entre conhecimentos indígenas e acadêmicos, reconhecendo os territórios, as culturas e os modos de vida indígenas como espaços de produção de conhecimento.

Como sintetiza a proposta do encontro:

“Nossos territórios são bibliotecas vivas”.

Programação em breve!

O Seminário será construído de forma coletiva, respeitando a diversidade dos povos indígenas e reconhecendo o protagonismo das mulheres na produção de conhecimentos voltados à justiça climática, à conservação da biodiversidade, à valorização das línguas, culturas e modos de vida tradicionais.

Deste modo, a programação será construída de forma participativa, intercultural e colaborativa, reconhecendo as metodologias de construção coletiva do conhecimento das mulheres indígenas e as formas próprias de organização do movimento indígena de mulheres a partir dos biomas, em vez da divisão por estados ou regiões.

As atividades compreenderão conferências, mesas-redondas, rodas de conversa, apresentação de pesquisas, oficinas práticas, exposições culturais, feira de sementes ancestrais e grupos de trabalho destinados à elaboração de propostas para o fortalecimento da atuação de indígenas mulheres nas ciências.

Acompanhe nosso site e nosso Instagram, @inctcaleidoscopio, para não perder a publicação da programação completa e o link de inscrição!

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

O Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia, no dia 14 de agosto, uma série de encontros quinzenais para a leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A atividade integra um projeto de extensão e será realizada às sextas-feiras, às 15h30, na sede do INCT Caleidoscópio e, sempre que possível, nas áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB).

A proposta parte da literatura como espaço para o acesso a diferentes perspectivas e narrativas e da leitura de autoras negras como uma prática política feminista e antirracista. Ao reunir participantes em torno da leitura e da partilha de experiências, o Clube busca construir momentos de aquilombamento, reconexão, teorização, resgate da ancestralidade e fortalecimento da imaginação de outros futuros possíveis para mulheres negras e suas comunidades.

Nesta primeira etapa do Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas, os encontros serão dedicados à leitura de Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A dinâmica inclui um chazinho, leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra, realizadas ao ar livre sempre que as condições permitirem. Os capítulos e as páginas que orientarão cada encontro serão definidos coletivamente de uma atividade para a outra.

A programação começa em 14 de agosto e segue com encontros nos dias 28 de agosto, 11 e 25 de setembro e 23 de outubro. No dia 6 de novembro, será realizada a avaliação do semestre, seguida pelo planejamento do semestre seguinte e uma confraternização.

O projeto de extensão contará com certificação ao final das atividades. Os encontros acontecem na sede do INCT Caleidoscópio, localizada na Ala Sul, Subsolo, Módulo 8, e em outros espaços ao ar livre do Campus Darcy Ribeiro, quando o tempo permitir.

Confira a programação

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves
Programação Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas.

Resumo

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas: Um Defeito de Cor (Parte 1)

Início: 14 de agosto de 2026

Horário: sextas-feiras, às 15h30, quinzenalmente

Local: sede do INCT Caleidoscópio – ICC Sul, Subsolo, Módulo 8 – e áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro

Atividade: leitura comunitária e rodas de conversa sobre Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves

Certificação: projeto de extensão com certificado ao final

Mais informações: gtter@unb.br

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa. Os encontros serão realizados aos sábados, das 10h às 12h, na Feirinha da Ponta Norte, no Distrito Federal.

A iniciativa propõe um espaço para conversar sobre menopausa a partir do compartilhamento de leituras, experiências, histórias e reflexões relacionadas aos corpos durante essa fase e nos anos que a antecedem e sucedem. A proposta é reunir as participantes em torno de uma xícara de chá e promover trocas sobre diferentes experiências relacionadas à menopausa.

As rodas de conversa são abertas tanto a pessoas que estejam passando por essa fase quanto àquelas que já passaram pela menopausa e às mais jovens interessadas em conhecer e conversar sobre o tema. A proposta também busca possibilitar que essas trocas aconteçam desde cedo, contribuindo para a preparação para essa etapa da vida.

O primeiro encontro acontece no dia 15 de agosto, com a apresentação da proposta e uma roda de chegança. Como material para a atividade, será utilizado Vamos falar de menopausa, de Miriam Goldenberg. Os encontros seguintes serão organizados a partir de leituras impulso e rodas de conversa, com diferentes materiais relacionados à temática.

Programação

A programação segue até 5 de dezembro, quando será realizado o encontro de fechamento e avaliação, com uma atividade de escrita criativa. Ao longo das rodas, serão utilizados materiais de Sheila de Liz, Lisa Mosconi, Maria Cândida e Mary Claire Haver.

Para participar, a orientação é levar uma cadeira ou canga para os encontros. O convite também incentiva as participantes a levarem uma amiga para compartilhar a Hora da Pausa.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail gtsdm@unb.br.

Confira a programação completa!

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.
Programação da Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.