ILGA LAC agora conta com a Rede Arandu nas pautas de reivindicações e experiências de indígenas LGBTQIA+ em circuitos internacionais

ILGA LAC agora conta com a Rede Arandu nas pautas de reivindicações e experiências de indígenas LGBTQIA+ em circuitos internacionais

Escrito por: Flávia Belmont

Para a Rede Arandu, a adesão à International Gay and Lesbian Association – América Latina e Caribe (ILGA-LAC) [em português: Associação Internacional Gay e Lésbica] representa um avanço significativo na expansão de nossas conexões internacionais, no esforço de consolidação de redes de pesquisa, advocacy e geração, e disseminação de conhecimento em perspectiva indígena sobre diversidade sexual e de gênero.

A membresia na ILGA-LAC garante à Rede Arandu presença em espaços de deliberação política, como assembleias regionais, onde organizações membros contribuem para a definição de prioridades e estratégias da rede. Também possibilita acesso a dados, relatórios e diagnósticos regionais amplamente utilizados em ações de incidência junto a organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o sistema das Nações Unidas.

Um dos objetivos desta participação é viabilizar a integração da Rede Arandu em campanhas e posicionamentos coletivos, o que traz visibilidade para demandas locais em escala regional internacional e facilita o angariamento de recursos para ampliação do alcance e impacto da Rede. Organizações filiadas podem, por exemplo, concorrer a editais e fundos de apoio institucional, além de participar de grupos de trabalho temáticos.

Para a Rede Arandu, entrar na ILGA-LAC abre espaço para inserir as experiências e reivindicações de indígenas LGBTQIA+ em circuitos internacionais de produção de conhecimento e advocacy, contribuindo para tensionar agendas ainda marcadas por perspectivas urbanas e não indígenas.

Veja também: Nós Somos – Tybyras do Brasil: Rede Arandu lança podcast sobre trajetórias políticas de indígenas LGBTQIAPN+

De acordo com Flávia Belmont, pesquisadora e ativista integrante da Rede Arandu, a participação na rede amplia as possibilidades de intercâmbio e conhecimento de diferentes contextos da região, em se tratando de gênero e sexualidade sob perspectiva indígena, e também fortalece networking e estratégias locais e transnacionais.

I Ciclo Internacional de Seminários “Confabulações Críticas em Psicologia África, América Latina e Caribe” abre inscrições para encontro híbrido no dia 28 de maio

I Ciclo Internacional de Seminários “Confabulações Críticas em Psicologia África, América Latina e Caribe” abre inscrições para encontro híbrido no dia 28 de maio

Diálogos desde a produção acadêmica de pesquisadoras negras, afrodescendentes e quilombolas. Conheça a programação dos encontros e veja como participar!

Estão abertas as inscrições para participação no I Ciclo Internacional de Seminários “Confabulações Críticas em Psicologia África, América Latina e Caribe”, pelo Observatório Caleidoscópio por meio da Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pela Incubadora Social Feminista Social Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas múltiplas insurgências, em articulação com a Universidade Agostinho Neto e a Universidade Católica de Angola.

Nesta edição, o ciclo tem como eixo temático a promoção de Diálogos desde a Produção Acadêmica de Mulheres Negras: Diálogos África e Diáspora Africana, sob a coordenação das professoras Dolores Galindo (UFCG) e Helena Veloso (UAN/UCAN).

O atual Ciclo Internacional de Seminários emerge da construção e consolidação de redes internacionais de pesquisa entre mulheres negras e mulheres de territorialidades fronteiriças nas ciências do Sul Global, articulando universidades, pesquisadoras, experiências territoriais e produção científica entre África, América Latina e Caribe. Os encontros se ancoram em marcos políticos da trajetória de suas lutas, dialogando com datas fundamentais às insurgências de mulheres negras, afrodescendentes e quilombolas: o Dia Internacional da Mulher; o Dia da África; o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha; o Dia Internacional Contra o Tráfico de Mulheres; o Dia Nacional da Consciência Negra; e o Dia Internacional dos Direitos Humanos. 

Nesta direção, a iniciativa resulta de uma cooperação internacional com a Red Internacional de Voces Afrofeministas (RIVAS) e com o Grupo de Trabalho Afrodescendentes Propostas Contrahegemónicas da CLACSO, com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A organização está a cargo do Grupo de Pesquisa Ateliê: psicologias, feminismos e contracolonialidades, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), em parceria com a Universidade Agostinho Neto (UAN) e a Universidade Católica de Angola (UCAN).

Nacionalmente, articula-se com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Assis (PPGPsico-UNESP), GEM - Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem e com o Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA). 

Fabular criticamente, a partir da provocação que nos faz Saidiya Hartman (2008, 2022), permite forjar composições, rompimentos e tensionamentos, os quais excedem ou mesmo extrapolam e transgridem o cálculo racial que atravessa os arquivos lacunares da produção acadêmica em Psicologia e em campos disciplinares com os quais dialogamos, marcados também por formas de epistemicídio discutidos por Sueli Carneiro (2005).

Como nos lembram bell hooks (2019) e Gonzalez (1988), importa criar espaços onde, como pessoas negras, afrodescendentes e quilombolas, a partir dos feminismos negros e africanos (Oyěwùmí, 2011, 2020), interrogamos o “olhar do Outro” e também “olhamos de volta”, umas para as outras, dando nome ao que vemos, sentimos e pesquisamos, em escritas constituídas pela experiência e pela memória coletiva, em movimentos de escrevivência, tal como nos convida Conceição Evaristo (2020), escapando às narrativas de histórias únicas nas ciências (Correia, 2020; Septien, 2022). 

Situamos o presente ciclo internacional de seminários como uma prática de Confabulação Crítica, ou seja, um trabalho coletivo de fabulação que se dá num arquivo necessariamente lacunar da Psicologia, traçando conexões entre Angola e Brasil, refazendo rotas e percursos de mulheres pesquisadoras numa temporalidade que se esboça a partir de corpos atravessados pela diáspora, exílio, refúgio e por comunidades de destino. 

Com atividades realizadas entre março de 2026 e dezembro de 2026 sob a mediação por Dolores Galindo (UFCG) e Helena Veloso (UAN/UCAN), os encontros reúnem pesquisadoras negras, afrodescendentes e quilombolas de países da África, América Latina e Caribe em torno de debates sobre produção acadêmica de mulheres negras, psicologias, raça, gênero, territorialidades, mudanças climáticas e epistemologias do Sul Global. Ao longo da programação, pesquisadoras de Angola, Brasil, Cuba e Argentina apresentam suas pesquisas sobre psicologias, mudanças climáticas, migrações, políticas públicas, cuidado comunitário, linguagens, territorialidades quilombolas e disputas epistemológicas, fortalecendo redes de cooperação científica entre África, América Latina e Caribe.

Esta ação é vinculada aos projetos de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades” (Edital Universal 10/2023; Auxílio: 2751/2025) e “Mulheres Quilombolas na Pós-Graduação em Psicologia: uma agenda em construção” (Bolsa de Produtividade em Pesquisa CNPq).

Veja como participar

Os encontros acontecem em formato híbrido com transmissões entre Brasil e Angola pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube, para ampliar a participação de pesquisadoras/es de diferentes países africanos e latino-americanos, fortalecendo as redes de cooperação Sul-Sul e ampliando a circulação transnacional do conhecimento.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário disponível neste link, também presente na bio do nosso perfil do Instagram @INCTCaleidoscopio.

A certificação será emitida pela Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio, sede Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), para participantes com frequência mínima de 75% nas atividades do ciclo.

Conheça o cronograma datas, temas e participantes

SEMINÁRIO I

Com tema “Nós em Rede” Produção Acadêmica de Mulheres Negras na Última Década: Diálogos África e Diáspora Africana (Angola, Brasil e Cuba), o primeiro seminário ocorreu no dia 09 de março de 2026, em formato híbrido, às 8 horas (Horário de Brasília, Brasil), e às 12 horas (Horário de Luanda, Angola).

O encontro contou com a participação de:

Elsa Barber, de Angola Business School, em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, e Gabinete da Vice-Presidência da República (GVPR), Angola.
- Políticas públicas de gênero em Angola.

Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), Brasil.
- Políticas públicas de gênero, raça e territorialidade na pós-graduação em universidades brasileiras.

Profa. Dra. Rosa Campoalegre Septien, do Programa Universitario de Investigación sobre Afrodescendencias y América Latina da Universidad Nacional Autónoma de México (PUIC-UNAM), Cuba.
- Coordenação do Grupo de Trabalho Afrodescendentes: Propostas Contra-hegemônicas.

Profa. Me. Luciene Tavares, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Território Quilombola de Caianas, Brasil.
- Mulheres quilombolas nas universidades e territórios.

Coordenação/Mediação: Prof. Me. Karma Richard e Prof. Me. Paulino Gonga.

SEMINÁRIO II

Com o tema Psicologias, migrações e mudanças climáticas: experiências de mulheres negras no Sul Global, o segundo seminário será realizado no dia 28 de maio de 2026, em formato híbrido, às 09 horas (Horário de Brasília, Brasil), e às 13 horas (Horário de Luanda, Angola).

O encontro conta com a participação de:

Profa. Dra. Catarina Nunda, do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Mestrado em Psicologia Social, Angola.
- Migração interna feminina: mulheres (i)migrantes do Planalto Central em Luanda.

Profa. Dra. Juliene Pereira dos Santos, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Brasil.
- Territorialidades específicas no Alto Rio Trombetas: modos de vida quilombolas em conflito com grandes projetos.

Profa. Dra. Rebeca Kelly Gomes da Silva, Faculdade de Medicina de Taubaté (FMT), Brasil.
- A escrevivência como política de cuidado e autorrecuperação de mulheres negras.

Profa. Dra. Maria da Graça Silveira Gomes da Costa, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil.
- Perspectivas de justiça climática a partir das experiências de feminismos afroindígenas latino-americanos.

Coordenação/Mediação: Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), e Profa. Dra. Helena Veloso, Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Doutoramento em Ciências Sociais, Mestrado em Psicologia Social e Coordenadora da Pós-Graduação em Consulta Psicológica da Universidade Católica de Angola (UCAN). 

SEMINÁRIO III 

Produção acadêmica de mulheres negras: disputas epistemológicas e legitimidade do conhecimento é o tema do terceiro seminário do ciclo, que será realizado no dia 30 de julho de 2026, em formato híbrido, às 09 horas (Horário de Brasília, Brasil), e às 13 horas (Horário de Luanda, Angola).

Compõem a mesa:

Profa. Dra. Anny Ocoró Loango, da Universidad Nacional de Tres de Febrero e Posgrado da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Argentina.
- Produção acadêmica de mulheres negras.

Tamille dos Santos Ferreira, do Território Quilombola de Lagoa Grande, Feira de Santana-BA, Brasil. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde da População Negra e Indígena da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PPGSPNI/UFRB), Brasil.
- Epistemologias ancestrais em saúde.

Profa. Dra. Candida Soares da Costa, integrante do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE/UFMT), Brasil.
- Relações raciais, educação escolar quilombola, memórias e narrativas.

Coordenação/Mediação: Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), e Profa. Dra. Helena Veloso, Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Doutoramento em Ciências Sociais, Mestrado em Psicologia Social e Coordenadora da Pós-Graduação em Consulta Psicológica da Universidade Católica de Angola (UCAN).

SEMINÁRIO IV 

Linguagem, Psicologias e contracolonialidades entre África e Brasil é o tema do quarto encontro. Com realização no dia 24 de setembro de 2026, em formato híbrido, às 09 horas (Horário de Brasília, Brasil) e às 13 horas (Horário de Luanda, Angola).

Mestra Ana Bela Loureiro, da Universidade Nova de Lisboa - UNL, e da Universidade Católica de Angola (UCAN), Angola.
- Mulher e língua na construção da identidade cultural.

Profa. Dra. Jaileila de Araújo Menezes, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Brasil.
- Psicologia e epistemologias contracoloniais.

Mestra Charlene Costa, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e da Comunidade Quilombola Macanudos/RS, Brasil.
- PsicoQUILOMBOlogia como metodologia de cuidado e acolhimento bioancestral afroreferenciado.

Coordenação/Mediação: Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), e Profa. Dra. Helena Veloso, Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Doutoramento em Ciências Sociais, Mestrado em Psicologia Social e Coordenadora da Pós-Graduação em Consulta Psicológica da Universidade Católica de Angola (UCAN).

SEMINÁRIO V 

Com o tema Psicologias, políticas públicas e práticas comunitárias de cuidado entre mulheres negras e quilombolas, o quinto seminário será realizado no dia 26 de novembro de 2026, em formato híbrido, às 09 horas (Horário de Brasília, Brasil), e às 13 horas (Horário de Luanda, Angola).

Profa. Dra. Adelina Nascimento, do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais ( FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Mestrado em Psicologia Social, Angola.
- Educação como valor de participação social para o desenvolvimento comunitário no bairro Bem Vindo.

Mestra Ronilda Bordó de Freitas, da Universidade Federal do Pará (UFPA), Brasil.
- Saberes, corpos-territórios e memórias de uma comunidade quilombola.

Profa. Dra. Diônvera Coelho da Silva, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Brasil.
- Contribuições de mulheres negras para a formação em Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande.

Coordenação/Mediação: Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), e Profa. Dra. Helena Veloso, Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Doutoramento em Ciências Sociais, Mestrado em Psicologia Social e Coordenadora da Pós-Graduação em Consulta Psicológica da Universidade Católica de Angola (UCAN).

SEMINÁRIO VI 

Psicologias, Infâncias Negras, Linguagens e Políticas de Escrita: contribuições de mulheres negras entre Angola e Brasil será o tema do quarto encontro. Realizado em formato híbrido no dia 03 de dezembro de 2026 às 09 horas (horário de Brasília, Brasil).

Este encontro conta com a participação de:

Profa. Dra. Jeanine da Silveira, da Universidade Católica de Angola (UCAN), Angola.
- A toponímia de Luanda contemporânea.

Profa. Dra. Luiza Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil.
- Infâncias negras pelas mãos de Virgínia Bicudo e Conceição Evaristo.

Mestra Luane Pereira Souza Macedo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e da Comunidade Quilombola Negros do Talhado, Brasil.
- Zaire é um velho menino: fabulações quilombistas sobre possibilidades de vida e desencarceramento de adolescentes negros no sistema socioeducativo.

Profa. Dra. Jaqueline Gomes de Jesus, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PROFHISTÓRIA/UFRRJ) e Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz (PPGBIOS/FIOCRUZ), Brasil.
- Psicologia social, relações étnico-raciais e produção de conhecimento.

Coordenação/Mediação: Profa. Dra. Dolores Galindo, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (PPGPSI/UFCG), e Profa. Dra. Helena Veloso, Programa de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN), com Doutoramento em Ciências Sociais, Mestrado em Psicologia Social e Coordenadora da Pós-Graduação em Consulta Psicológica da Universidade Católica de Angola (UCAN).

Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas na Extensão Universitária orienta práticas acadêmicas

Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas na Extensão Universitária orienta práticas acadêmicas

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, do INCT Caleidoscópio, em parceria com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), lança o Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas.

O documento constitui um instrumento jurídico que, de forma ética, política e juridicamente fundamentada, orienta a participação de pessoas quilombolas em ações de extensão, pesquisa e produção de tecnologias sociais desenvolvidas no âmbito da Incubadora Social Feminista Antirracista.

A elaboração do Termo teve como base direta o Termo de Compromisso Cidadão em Ciência, Tecnologia e Sociedade, firmado em agosto de 2024 entre a Incubadora Social Feminista Antirracista/Observatório do INCT Caleidoscópio e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Esse compromisso institui uma parceria estratégica orientada à construção de uma ciência cidadã, comprometida com o bem viver, a autodeterminação dos povos quilombolas e o fortalecimento das trajetórias de mulheres quilombolas nas universidades brasileiras.

Enquanto o Termo de Compromisso estabelece princípios, objetivos e diretrizes gerais da cooperação entre universidade e movimento quilombola — incluindo governança compartilhada, validação comunitária das tecnologias sociais e devolutiva obrigatória dos resultados —, o Termo de Cessão operacionaliza esses princípios no cotidiano das práticas extensionistas. O instrumento define, de maneira clara, as condições de coleta, uso, armazenamento e divulgação de imagens, vozes, narrativas e conhecimentos compartilhados pelas participantes quilombolas.

O Termo assegura o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé, reconhece a natureza coletiva dos conhecimentos quilombolas e proíbe expressamente qualquer forma de apropriação indevida, mercantilização ou descontextualização dos saberes. Também garante o direito de acesso aos materiais produzidos, a possibilidade de revogação da autorização para usos futuros e a apresentação prévia dos resultados às comunidades envolvidas.

Alinhado à Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), à Constituição Federal, à Lei nº 13.123/2015 e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Termo de Cessão reafirma o compromisso do INCT Caleidoscópio com práticas extensionistas eticamente responsáveis, juridicamente seguras e politicamente comprometidas com a justiça social.

Com esse lançamento, o INCT Caleidoscópio e a Incubadora Social Feminista Antirracista consolidam um marco institucional para o trabalho com povos e comunidades quilombolas, fortalecendo uma agenda de pesquisa e extensão ancorada na decolonialidade, na democratização da autoria científica e no reconhecimento dos saberes tradicionais como centrais para a produção do conhecimento.

Nesse sentido, espera-se que o instrumento seja útil para equipes de extensão universitária de todo o país, contribuindo para práticas acadêmicas comprometidas com os direitos coletivos, a participação social e a ética na produção do conhecimento.

Participaram da elaboração do Termo Naryanne Ramos, Vercilene Dias, Dolores Galindo e Zizele Ferreira.

O Termo de Cessão é uma tecnologia social de pertencimento desenvolvida no âmbito da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Este e outros instrumentos jurídicos podem ser acessados clicando aqui!

Assista o vídeo a seguir e entenda mais sobre essa inciativa com a Adv. Ma. Naryanne Cristina Ramos Souza, que durante a XIX Jornada Desigualdades Raciais na Educação Brasileira explica o Termo de Cessão em sua apresentação na temática "Instrumento Jurídicos para uma Ciência Decolonial e Participativa".

 

https://youtu.be/2sTsRsx4HXM

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

I Seminário Internacional “Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades promove diálogos sobre a inclusão de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, ao debater políticas de permanência e subjetividades. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, em formato híbrido e gratuito.

O seminário será sediado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e tem como objetivo principal fomentar e consolidar um espaço de debate qualificado entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais que integram a Incubadora Social Feminista Antirracista e coordenação Norte Nordeste do Observatório Caleidoscópio — ambos vinculados ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências - INCT Caleidoscópio.

O seminário dialoga sobre políticas de inclusão e permanência de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, com base nos seguintes objetivos específicos:

a. incentivar a troca de conhecimentos e experiências com vistas ao aprimoramento das pesquisas e políticas públicas de acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades, com destaque para a Psicologia; 

b. estimular as discussões sobre os modos de produção de subjetividades de mulheres negras e quilombolas sobre as experiências cotidianas nas universidades, enfatizando as contribuições da Psicologia em diálogo interdisciplinar; 

c. promover o encontro e o estabelecimento de redes de pesquisa entre países de África, Caribe, Haiti e da diáspora africana, voltadas ao incremento de estudos sobre acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades; 

d. incentivar a formação de novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em Psicologia sobre acesso e permanência de mulheres e negras e quilombolas de diferentes unidades da federação e dos países envolvidos numa ambiência acadêmica internacionalizada; 

e. contribuir para a implantação e aprimoramento das políticas de ações afirmativas para quilombolas nos programas de pós-graduação em Psicologia, considerando as singularidades dos modos de vida e epistemes quilombolas, bem como as especificidades regionais dos PPGs.

Com transmissão ao vivo do Centro de Humanidades (CH) da UFCG, a programação inclui mesas, painéis, sessões coordenadas de comunicações orais e oficinas, com seu ápice em 5 de dezembro, quando o evento se desloca para a Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB). No local, será realizada uma Roda Ampliada de Conversação e o encerramento do seminário.

A programação conta com a Poética Artística Negra (Cântico Quilombola) na Solenidade de Abertura, seguida da Conferência de Abertura “Mulheres Quilombolas: territórios, experiências e lutas”. Serão realizadas, ao longo do evento, a Mesa 1 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas Universidades: diálogos territorializados África, Caribe e Brasil”, o Painel 1 – “Cooperação Internacional territorializada para acesso e permanência de mulheres africanas, negras e quilombolas nas universidades” e a Mesa 2 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas universidades: experiências, tensionamentos e contribuições para as Ciências”.

Também integram o cronograma duas Rodas de Conversação — “Mulheres Quilombolas nas Ciências” e “Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência e Subjetividades” — além das Sessões Coordenadas de Comunicações Orais.

"Este seminário nasce da necessidade de preencher uma lacuna na Psicologia brasileira, promovendo um diálogo essencial sobre as realidades de mulheres negras da África, Caribe, Haiti e mulheres quilombolas nas universidades. É um esforço contínuo para enfrentar as heranças colonialistas, garantir a permanência e a progressão dessas mulheres nas carreiras científicas e, assim, impulsionar políticas afirmativas eficazes e adaptadas às suas especificidades", ressalta a docente titular da UFCG, Dolores Cristina Gomes Galindo, Coordenadora Geral do projeto.

Complementando a perspectiva acadêmica, a voz das comunidades quilombolas será igualmente central no evento.

Como mulher quilombola da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB), vejo este seminário como um marco essencial. É a chance de fortalecer a presença de mulheres quilombolas nas ciências, trocando experiências e construindo redes que nos impulsionem. Queremos visibilidade e reconhecimento para nossos saberes e trajetórias na academia”, afirma a Profa. Ma. Luciene Tavares, integrante da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, Alagoa Grande, Paraíba.

As inscrições para ouvintes permanecem abertas até 4 de dezembro, enquanto o prazo para o envio de resumos encerra-se em 24 de novembro de 2025. As normas de submissão e participação estão disponíveis no site oficial do evento, plataforma na qual também podem ser realizadas as inscrições.

Acesse o site do evento e confira os detalhes do I Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades 

O seminário é organizado pela Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pelo Observatório Norte, Nordeste e Amazônia Legal, ambos vinculados ao INCT Caleidoscópio, com coordenação do grupo de pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades, da UFCG, e apoio do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da CAPES.

Partindo do desdobramento do projeto de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades”, o seminário traz uma contribuição acadêmica e um aprofundamento teórico essenciais para enriquecer as reflexões sobre a centralidade dos territórios e das experiências territorializadas.

Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas na Extensão Universitária orienta práticas acadêmicas

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal lança edital de bolsas para mulheres negras e quilombolas: veja como se candidatar

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal lança edital com duas bolsas PIBIC/CNPq, para mulheres negras (pretas e/ou pardas) e quilombolas, de duração inicial de 12 meses.

Para concorrer a Chamada Pública nº 06/2025 INCT CALEIDOSCÓPIO – Bolsas PIBIC/CNPq, é preciso estar matriculada em Psicologia, Ciências Sociais ou Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), local em que será executada, na Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal – Incubadora Feminista Social Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, sediada na UFCG.

As atividades da bolsa serão realizadas na Incubadora Social Feminista Antirracista, sediada na Universidade Federal de Campina Grande, com carga horária de 12 horas semanais. A supervisão será da pesquisadora responsável Profa. Dra. Viviane de Melo Rezende, locada na sede do INCT Caleidoscópio na Universidade de Brasília (UnB), com supervisão também da Profa. Dra. Dolores Galindo (UFCG).

As inscrições podem ser feitas de 26/09/2025 a 09/10/2025 pelo e-mail incubadoranortenordesteamaz@gmail.com.

Confira o edital com as demais informações do processo de aplicação clicando aqui: Chamada Pública nº 06/2025 INCT CALEIDOSCÓPIO – Bolsas PIBIC/CNPq

Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência será transmitido ao vivo dia 11

Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência será transmitido ao vivo dia 11

Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem (GEM/EEUFBA), tem a satisfação de convidar a todas as pessoas para participar do Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência!

O evento acontecerá dia 11 de julho de 2025, das 14 às 16:30h, em formato híbrido, presencialmente no Auditório Nilza Garcia na Escola de Enfermagem da UFBA e com transmissão ao vivo pelos canais do Youtube Enfermagem UFBA SSA e INCT Caleidoscópio.

O objetivo desse colóquio é discutir sobre o protagonismo dos Grupos de Pesquisa (GP´s) na promoção do acesso e permanência de mulheres quilombolas nas ciências.

Nesse encontro, as participantes apresentarão GP´s que integram o INCT Caleidoscópio, bem como os projetos de pesquisa, extensão e inovação tecnológica no âmbito da Incubadora e do Observatório Feminista Antirracista Norte Nordeste e Amazônia Legal.

Acreditamos que será uma tarde muito rica e com muito compartilhamento de saberes. Acesse a prévia no canal do YouTube e ative as notificações para não perder!

Clique aqui: Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência