Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

O Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia, no dia 14 de agosto, uma série de encontros quinzenais para a leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A atividade integra um projeto de extensão e será realizada às sextas-feiras, às 15h30, na sede do INCT Caleidoscópio e, sempre que possível, nas áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB).

A proposta parte da literatura como espaço para o acesso a diferentes perspectivas e narrativas e da leitura de autoras negras como uma prática política feminista e antirracista. Ao reunir participantes em torno da leitura e da partilha de experiências, o Clube busca construir momentos de aquilombamento, reconexão, teorização, resgate da ancestralidade e fortalecimento da imaginação de outros futuros possíveis para mulheres negras e suas comunidades.

Nesta primeira etapa do Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas, os encontros serão dedicados à leitura de Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A dinâmica inclui um chazinho, leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra, realizadas ao ar livre sempre que as condições permitirem. Os capítulos e as páginas que orientarão cada encontro serão definidos coletivamente de uma atividade para a outra.

A programação começa em 14 de agosto e segue com encontros nos dias 28 de agosto, 11 e 25 de setembro e 23 de outubro. No dia 6 de novembro, será realizada a avaliação do semestre, seguida pelo planejamento do semestre seguinte e uma confraternização.

O projeto de extensão contará com certificação ao final das atividades. Os encontros acontecem na sede do INCT Caleidoscópio, localizada na Ala Sul, Subsolo, Módulo 8, e em outros espaços ao ar livre do Campus Darcy Ribeiro, quando o tempo permitir.

Confira a programação

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves
Programação Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas.

Resumo

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas: Um Defeito de Cor (Parte 1)

Início: 14 de agosto de 2026

Horário: sextas-feiras, às 15h30, quinzenalmente

Local: sede do INCT Caleidoscópio – ICC Sul, Subsolo, Módulo 8 – e áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro

Atividade: leitura comunitária e rodas de conversa sobre Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves

Certificação: projeto de extensão com certificado ao final

Mais informações: gtter@unb.br

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa. Os encontros serão realizados aos sábados, das 10h às 12h, na Feirinha da Ponta Norte, no Distrito Federal.

A iniciativa propõe um espaço para conversar sobre menopausa a partir do compartilhamento de leituras, experiências, histórias e reflexões relacionadas aos corpos durante essa fase e nos anos que a antecedem e sucedem. A proposta é reunir as participantes em torno de uma xícara de chá e promover trocas sobre diferentes experiências relacionadas à menopausa.

As rodas de conversa são abertas tanto a pessoas que estejam passando por essa fase quanto àquelas que já passaram pela menopausa e às mais jovens interessadas em conhecer e conversar sobre o tema. A proposta também busca possibilitar que essas trocas aconteçam desde cedo, contribuindo para a preparação para essa etapa da vida.

O primeiro encontro acontece no dia 15 de agosto, com a apresentação da proposta e uma roda de chegança. Como material para a atividade, será utilizado Vamos falar de menopausa, de Miriam Goldenberg. Os encontros seguintes serão organizados a partir de leituras impulso e rodas de conversa, com diferentes materiais relacionados à temática.

Programação

A programação segue até 5 de dezembro, quando será realizado o encontro de fechamento e avaliação, com uma atividade de escrita criativa. Ao longo das rodas, serão utilizados materiais de Sheila de Liz, Lisa Mosconi, Maria Cândida e Mary Claire Haver.

Para participar, a orientação é levar uma cadeira ou canga para os encontros. O convite também incentiva as participantes a levarem uma amiga para compartilhar a Hora da Pausa.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail gtsdm@unb.br.

Confira a programação completa!

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.
Programação da Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.

Antropóloga Paula Balduíno de Melo visita sede do INCT Caleidoscópio na UnB

Antropóloga Paula Balduíno de Melo visita sede do INCT Caleidoscópio na UnB

O INCT Caleidoscópio recebeu a visita da antropóloga Paula Balduíno de Melo, professora do Departamento de Antropologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora de referência no campo dos estudos antirracistas. Na sede do Instituto, Paula conheceu projetos, atividades e a estrutura de comunicação científica, incluindo os estúdios de podcast.

A antropóloga foi recebida pela pesquisadora do INCT Caleidoscópio Jacqueline Fiuza, idealizadora do podcast Menopausemos, que será lançado em breve e contará com a participação de Paula. A visita ao Instituto também abriu espaço para diálogos sobre estudos antirracistas, comunicação científica e produção de conhecimentos a partir das experiências de mulheres negras e afrodescendentes.

Durante o encontro, Paula compartilhou duas publicações ligadas à sua trajetória acadêmica. Uma delas foi Anais de Ser Negra 2018: VII Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça, organizada em parceria com Jaqueline Coêlho, Larissa Ferreira e Diene Ellen Tavares.

A pesquisadora também apresentou o livro Matronas Afro-Pacíficas, semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico. A obra reúne histórias de mulheres afrodescendentes do Equador e da Colômbia, evidenciando o papel essencial que desempenham na organização, na memória e na vida de suas comunidades.

A trajetória profissional de Paula inclui ainda a atuação como diretora de Políticas para Quilombolas e Ciganos no Ministério da Igualdade Racial.

Entre a apresentação das iniciativas desenvolvidas pelo INCT Caleidoscópio, a gravação para o Menopausemos e o compartilhamento das publicações, o encontro possibilitou trocas sobre diferentes experiências de produção e comunicação do conhecimento. A visita fortalece conexões e abre novas possibilidades de colaboração entre a pesquisadora e o Instituto.

Encontro “Saúde e Política em Corpos Indígenas” convida mulheres, jovens, crianças e anciãs indígenas para documentário participativo no dia 8 de agosto

Encontro “Saúde e Política em Corpos Indígenas” convida mulheres, jovens, crianças e anciãs indígenas para documentário participativo no dia 8 de agosto

A Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, da Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Federal de Brasília (IFB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), convida toda a comunidade, especialmente mulheres indígenas jovens, mulheres de corpos diversos, crianças e anciãs, para o encontro realizado no dia 8 de agosto, às 10h, no Santuário dos Pajés, no Distrito Federal.

Com o tema "Saúde e Política em Corpos Indígenas", os encontros mensais promovem diálogos sobre saúde, cuidado e políticas que atravessam os corpos indígenas em suas diferentes interseccionalidades. Ao longo das atividades, será construído um minidocumentário participativo a partir de registros em áudio e vídeo produzidos coletivamente pelas participantes. Não é necessário ter participado do primeiro encontro para integrar a iniciativa.

A seguir, Ana Carolina Costa, estudante de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) e bolsista da Rede de Polos de Extensão da UnB (REPE), compartilha seu relato de experiência sobre o primeiro encontro do projeto, realizado em 18 de julho deste ano.

Saúde e Política em Corpos Indígenas: um documentário participativo

Texto de Ana Carolina Costa

Estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília e bolsista pela Rede de Polos de Extensão da UnB (REPE) no projeto Indigeneidades em diálogo no DF: Ecologia de Saberes, Saúde dos Corpos e Políticas Interseccionais.

O mês de julho marcou o início dos encontros mensais sobre "Saúde e Política em Corpos Indígenas" no Santuário dos Pajés, primeira terra indígena demarcada do Distrito Federal.

A iniciativa é organizada pela Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, da Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Federal de Brasília (IFB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), e busca promover diálogos sobre saúde e política a partir das experiências de corpos diversos, valorizando diferentes trajetórias, saberes e as vivências de mulheres indígenas.

Ao final do processo, será produzido um minidocumentário participativo a partir da reunião dos registros audiovisuais realizados durante as atividades.

O primeiro encontro, aberto para toda a comunidade, ocorreu no dia 18 de julho, no Centro Cultural Márcia Guajajara, e proporcionou um espaço para que as pessoas se conhecessem. A atividade contou com uma dinâmica em grupos menores, na qual todas as pessoas participaram das gravações, fazendo perguntas, entrevistando e compartilhando suas respostas a partir de duas questões: "O que é saúde para você?" e "O que você gostaria de conversar nesses encontros?"

Após as gravações das apresentações e respostas, todas as pessoas se reuniram para assistir aos vídeos e anotar os temas considerados importantes para as próximas atividades. Ao final, as contribuições formaram um painel coletivo e colorido.

Durante a atividade, foi servido um café da manhã, e aconteceram momentos de pausa e convivência. Após a exibição dos vídeos, houve uma roda de conversa sobre as experiências de entrevistar, ser entrevistado e assistir aos registros produzidos. Isso possibilitou o compartilhamento de sentimentos, impressões e reflexões sobre a construção coletiva do documentário.

O próximo encontro "Saúde e Política em Corpos Indígenas" será realizado no dia 8 de agosto, dando continuidade aos diálogos e registros que irão compor o minidocumentário participativo.

I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres debate pesquisas sobre educação, memória e visibilidade

I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres debate pesquisas sobre educação, memória e visibilidade

O Grupo de Trabalho (GT) História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, realiza no dia 18 de agosto de 2026, das 8h50 às 13h (GMT-3), o I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade. O evento reunirá pesquisadoras do Instituto para compartilhar projetos e pesquisas desenvolvidos no âmbito do grupo temático, abordando diferentes perspectivas sobre histórias de vida, memória, gênero, educação e direitos humanos.

Entre os temas desenvolvidos pelo GT estão pesquisas sobre corpos que menstruam; mulheres migrantes, trans e travestis; violência contra as mulheres e resistência; culpabilização de vítimas de crimes sexuais; morte e questões de gênero; empoderamento, sororidade e dororidade; história das mulheres e epistemologias feministas; saberes e práticas das parteiras tradicionais; tradição oral e história oral; raça, resistência, prevenção da violência, promoção de direitos e equidade; mulheres migrantes e arte; transmigração; decolonialidade e antirracismo.

Além das atividades de pesquisa e dos encontros promovidos pelo grupo, o GT desenvolve ações de comunicação científica comunitária por meio do Pod HMM, podcast com publicações bimestrais dedicadas a histórias de vida e trajetórias de mulheres nas ciências, em movimentos sociais e na defesa dos direitos humanos. A iniciativa busca ampliar a visibilidade dessas experiências e contribuir para a construção de um acervo sobre mulheres que atuam em diferentes áreas do conhecimento.

Durante o seminário, serão apresentados projetos desenvolvidos por pesquisadoras do GT. A programação terá início às 9h, com a abertura e apresentação conduzidas por Jacqueline Fiuza da Silva Regis. Em seguida, Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski apresentará a pesquisa "Histórias e Memórias de Mulheres em Nova Andradina/MS". Às 10h, Silvéria Maria dos Santos ministrará a apresentação "Arte de partejar: ofício, ancestralidade e reciprocidade das parteiras tradicionais".

Após um intervalo, às 11h, Julia Lene da Silva Souza apresentará "Elis Regina: resistência na ditadura militar". Na sequência, às 11h30, Carolina Gonçalves Gonzalez abordará o tema "Deambulares Poéticos: patrimônio da UnB entre-linhas, tramas e costuras". O evento será encerrado às 12h com uma roda de conversa entre as participantes.

O seminário é uma atividade de extensão certificada pela Universidade de Brasília (UnB) e é organizado pelo GT Histórias e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB).

Informações importantes

Site do evento: I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade

Data: 18 de agosto de 2026

Horário: 8h50 às 13h (GMT-3)

Formato: Online

Certificação: Universidade de Brasília (UnB)

Menopausa em foco no SUS: Jacqueline Fiuza reflete sobre projeto de lei e a importância da atenção integral à saúde de mulheres em reportagem para TV Câmara

Menopausa em foco no SUS: Jacqueline Fiuza reflete sobre projeto de lei e a importância da atenção integral à saúde de mulheres em reportagem para TV Câmara

A reportagem "Menopausa: avança proposta para garantir tratamento especializado no SUS", exibida pela TV Câmara em 27 de julho de 2026, apresenta o projeto de lei aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) que estabelece diretrizes para a atenção integral à saúde de mulheres no climatério e na menopausa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta prevê ações educativas e de conscientização, oferta de exames e medicamentos, atendimento integral e multiprofissional e incentivo à produção de pesquisas, dados e monitoramento. O texto também institui o Dia Nacional de Conscientização sobre a Menopausa, a ser celebrado em 18 de outubro, e seguirá para análise do Senado, salvo a apresentação de recurso para votação no Plenário da Câmara.

Na reportagem, Jacqueline Fiuza, pesquisadora e coordenadora da Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, compartilha sua experiência com a menopausa e destaca a importância do avanço da proposta, que prevê atendimento especializado no SUS com diferentes abordagens terapêuticas, conforme a indicação clínica. Além da terapia hormonal, o projeto amplia a possibilidade de acesso a outros cuidados voltados à promoção da saúde integral das mulheres.

"Ela chegou sem bater na porta e sem avisar. Eu comecei a sentir que eu não reconhecia mais esse corpo, não reconhecia mais meu ciclo, não reconhecia mais minhas reações emocionais e os processos que estavam acontecendo comigo."

Jacqueline é coordenadora da Incubadora Social na nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, e dos grupos temáticos "Saúde das mulheres em escolas e IES", "Tecnologias de enfrentamento a racismos em escolas e IES" e "Histórias e memórias de mulheres: educação e visibilidade". Atualmente, é bolsista Conhecimento Brasil/CNPq e desenvolve o projeto "MenoPausemos: pesquisa, extensão e comunicação científica sobre corpos em idade (pós-)menstrual".

Ao comentar a aprovação da proposta, a pesquisadora afirma:

"Com muita alegria, a gente ficou sabendo da aprovação desse projeto de lei para trazer o foco da menopausa para o SUS, para dar um atendimento mais integral, uma atenção mais holística às mulheres nessa idade, já que nós mulheres representamos mais da metade da população brasileira."

A reportagem evidencia a importância de ampliar o acesso à informação baseada em evidências científicas e de fortalecer políticas públicas que contemplem diferentes necessidades de cuidado ao longo do climatério e da menopausa, especialmente por meio de uma atenção integral e multiprofissional às mulheres.

Assista à reportagem completa: