Rede Arandu produz nota técnica sobre violências contra pessoas indígenas LGBTQIA+ no Brasil: confira na íntegra!

Rede Arandu produz nota técnica sobre violências contra pessoas indígenas LGBTQIA+ no Brasil: confira na íntegra!

Escrito por: Flávia Belmont de Oliveira

Autoria de Flávia Belmont de Oliveira, pesquisadora de pós-doutorado do INCT Caleidoscópio - Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências. Pesquisadora da Rede Colaborativa de Pesquisa Arandu - Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade.

À Coordenação de Políticas para Indígenas LGBTQIA+
Ministério dos Povos Indígenas; à Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania,

Estimadas(os),

Conforme acordado em reunião realizada em outubro de 2025, venho, como pesquisadora do INCT Caleidoscópio e da Rede Arandu - e com supervisão e parceria da Prof. Dra. Tchella Maso -, encaminhar a nota técnica intitulada: Sobre violências contra pessoas indígenas LGBTQIA+ no Brasil: limites dos dados oficiais, urgência de escuta qualificada e ações intersetoriais.

Reconhecemos a importância de instrumentos institucionais como o Disque 100 enquanto canal estratégico de denúncia e produção de informações sobre violações de direitos humanos, ao mesmo tempo em que apontamos para a necessidade de seu contínuo aperfeiçoamento.

O texto apresenta análise sobre as múltiplas violências que atingem pessoas indígenas LGBTQIA+ no país, destacando os limites dos dados oficiais disponíveis, as lacunas nos sistemas de notificação e a necessidade de aprimoramento dos instrumentos de registro e monitoramento. A nota ressalta, também, a centralidade de processos de escuta qualificada e territorialmente contextualizada para a formulação de políticas públicas adequadas às especificidades étnicas e socioculturais.

Colocamo-nos à disposição,através da Rede Arandu e do INCT Caleidoscópio, para aprofundar o diálogo com o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com a finalidade de contribuir para a construção de políticas públicas comprometidas com a vida, a dignidade e os direitos das pessoas indígenas LGBTQIA+.

Acesse a nota técnica na íntegra: Sobre violências contra pessoas indígenas LGBTQIA+ no Brasil, limites dos dados oficiais, urgência de escuta qualificada e ações intersetoriais

Ciência situada, território e redes que transformam o conhecimento: acesse a 5º edição do Boletim INCT Caleidoscópio

Ciência situada, território e redes que transformam o conhecimento: acesse a 5º edição do Boletim INCT Caleidoscópio

A 5º edição do Boletim reúne relatos, pesquisas, entrevistas e ações desenvolvidas pelas nucleações Centro-Oeste, Sul e Sudeste, e Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio, reafirmando o compromisso coletivo com a produção ética e situada de conhecimento.

O boletim percorre experiências de pesquisadoras indígenas, negras e quilombolas, debates sobre justiça, gênero, raça, ciência e tecnologia, ações de formação e enfrentamento às violências, além de iniciativas que articulam universidade, comunidade e transformação social.

Entre os destaques estão os relatos da Rede Arandu, as ações do Observatório Caleidoscópio, o I Seminário Internacional “Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências”, o fortalecimento das incubadoras sociais feministas e a entrevista com a historiadora Giovana Xavier na seção Conversas em Rede.

Uma edição marcada por escuta, território, memória, pesquisa, articulação política e produção coletiva de saberes!

Acesse a 5º edição do Boletim aqui: Boletim INCT Caleidoscópio - Edição #5 (Maio de 2026)

Apresentação Boletim #5

Este quinto número do Boletim do INCT Caleidoscópio reúne relatos de pesquisadoras que estiveram em campo (em Porto Velho, Brasília, Montevidéu, Florianópolis, Maragogipe), traz vozes de mulheres que constroem ciência a partir de seus territórios tradicionais, apresenta encontros, seminários, momentos de escuta e reflexão sobre nossas pesquisas desenvolvidas no âmbito do Observatório Caleidoscópio e das Incubadoras Sociais do INCT.

Os relatos nos permitem perceber a intensidade e o engajamento da equipe do INCT Caleidoscópio, que, para além do volume de ações e produções, demonstra grande sintonia entre pesquisa acadêmica, militância, formação e produção de tecnologias sociais. Esse diálogo atravessa todas as nucleações do INCT (Centro-Oeste, Sul-Sudeste e Norte-Nordeste) e se expressa de formas distintas em cada uma delas, sem perder o fio condutor que nos une: o compromisso com o enfrentamento das iniquidades de gênero, raça, sexualidade e territorialidade.

Conhecimento situado: do corpo ao território

Um eixo transversal nas reflexões deste Boletim 5 é a noção de conhecimento situado: a compreensão de que pesquisar é um ato complexo, histórico, cujas dinâmicas de territorialidade se sentem e se vivem, o que importa profundamente para o que se produz de análise e pensamento crítico. Essa perspectiva surge com força no relato de Flávia Belmont, pesquisadora de pós-doutorado da Nucleação Centro-Oeste, que participou do VI Congresso Internacional DHJUS, em Porto Velho, e da terceira edição do STF Escuta para Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, em Brasília.

Flávia descreve o que significa, para uma pesquisadora nordestina radicada no Cerrado, chegar pela primeira vez à Amazônia e sentir no corpo a demanda por deslocamentos epistemológicos. Sua presença na reunião do STF Escuta coloca em cena as tensões entre a palavra indígena e os filtros institucionais do sistema de justiça . A noção de corpo-território (a ideia de que corpo e terra não são dimensões separadas, mas uma unidade ontológica atravessada por memória, ancestralidade e espiritualidade) emerge no Boletim tanto nos relatos sobre povos indígenas quanto nas reflexões sobre mulheres quilombolas, e é retomada no Conversas em Rede a partir da experiência de “ser negra na academia”.

Dois relatos neste número, que se referem às experiências de pesquisadoras indígenas na equipe da Rede Arandu, são assinados por autoras que vivem, elas mesmas, nas interseções que estudam. Alane Bare, coordenadora de política para indígenas LGBTQIA+ no Ministério dos Povos Indígenas, e Jociene Trindade, pesquisadora PIBIC vinculada ao INCT Caleidoscópio, compartilham percursos que são, ao mesmo tempo, trajetórias pessoais e contribuições científicas.

Entre os eventos que marcaram o semestre, o I Seminário Internacional "Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades", realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, na UFCG, recebe destaque neste volume do Boletim. Com 489 participantes, 28 trabalhos apresentados e representantes de 12 nacionalidades, o evento consolidou a Nucleação Norte-Nordeste do INCT Caleidoscópio como um polo de articulação científica e política de alcance internacional. O seminário foi também um momento de formalização de acordos de cooperação com universidades do Chile e do Haiti, de construção coletiva de uma nota técnica com recomendações para políticas de permanência de estudantes quilombolas, e de celebração de trajetórias que raramente ganham visibilidade nos espaços acadêmicos tradicionais. O seminário contou com a participação de suas coordenadoras e de bolsistas de pós-doutorado do INCT, além de uma grande equipe de apoio financiada pelo Ministério da Igualdade Racial. É importante destacar que o Governo Federal tem apoiado diversas iniciativas da Incubadora, liderada por pesquisadoras negras e quilombolas.

Fórum sobre Inteligência Artificial, ética e equidade de gênero

Na ação da Nucleação Sul-Sudeste, o Observatório Caleidoscópio também viveu um semestre de expansão em múltiplas direções. O III Seminário do Observatório Caleidoscópio reuniu mais de cem pessoas inscritas e abordou, entre outros temas, o enfrentamento de assédios e violências nas universidades, a presença de mulheres em carreiras científicas e o debate interseccional sobre gênero, raça e ciência. A participação de pesquisadoras estrangeiras e de diferentes regiões do Brasil reforça o caráter cada vez mais plural do Observatório. A publicação de vídeos dessas apresentações é realizada no esforço da equipe de comunicação do INCT Caleidoscópio.

Outro evento ainda tem destaque nesta edição de nosso Boletim: na última semana de novembro de 2025, a Universidade Estadual de Campinas promoveu, em parceria com a Nucleação Sul-Sudeste do INCT Caleidoscópio, o Fórum Inteligência Artificial, Ciência e Ética. O evento permitiu debate internacional sobre ética e tecnologia. Paralelamente a esse debate acadêmico, destacamos o fortalecimento institucional da Incubadora Social Feminista Sul-Sudeste no INCT Caleidoscópio, com um projeto de pesquisa inovador em Inteligência Artificial que avançou significativamente desde a sua apresentação formal durante a reunião da congregação da Faculdade de Ciências Aplicadas. A Incubadora Social inclui formação intergeracional e conta com cinco bolsistas de ICJ de escolas públicas na equipe. Com isso, visa promover uma aproximação crítica de jovens negras e periféricas da região de Campinas às tecnologias de informação e comunicação.

No plano das pesquisas, destaca-se a construção do Repositório Caleidoscópio, iniciativa que busca reunir e dar visibilidade à produção brasileira sobre gênero e ciências, historicamente dispersa e pouco referenciada. A pesquisa de iniciação científica de Sofia Koyama, estudante de graduação em Ciências Sociais da Unicamp, é um dos pilares desse esforço, ao lado das contribuições das pós-doutorandas do Observatório Caleidoscópio, Lia Souza e Mirlene Simões, e de parceiras como Maria Rosa Lombardi e Natascha Hoppen. Trata-se de um esforço conjunto de pesquisas que visam promover reparação epistêmica: homenagear e tirar da invisibilidade a história de pioneiras e de pesquisadoras mais recentes que construíram e ainda constroem esse campo de estudos.

A seção Conversas em Rede desta edição traz um diálogo entre Letícia Moreira, jornalista e divulgadora científica (FAPESP), e a professora da UFRJ Giovana Xavier, historiadora, bailarina, pesquisadora das intelectuais negras no Brasil. A conversa percorre a trajetória de Giovana desde o subúrbio carioca até a cátedra universitária, passando pela dança afro, pelo candomblé, pela neurodivergência e pela construção de uma epistemologia do sentir.

"Eu danço com a história, eu danço a história, eu danço na história."

Giovana fala sobre o Catálogo Intelectuais Negras Visíveis, sobre o grupo de estudos que criou na UFRJ, sobre as referências que a formaram: sua avó e sua mãe, mas também autoras como Conceição Evaristo, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Azoilda Loretto da Trindade. Também nos conta sobre o que considera a agenda mais urgente para o pensamento acadêmico nos próximos anos: aprender a pensar com o corpo, a sentir, a não se dissociar. É uma conversa que desafia os limites do que chamamos de "entrevista acadêmica" e que, por isso mesmo, pertence inteiramente ao espírito deste boletim.

Uma rede que se faz no movimento

Lendo os textos que compõem este número, o que mais nos impressiona, para além da expressiva quantidade de atividades e ações, é a coerência entre o que se pesquisa e o modo como se pesquisa. As bolsistas do INCT Caleidoscópio, sejam pós-doutorandas, pesquisadoras em formação inicial ou profissionais de apoio técnico, não apenas estudam as desigualdades, mas também as enfrentam em suas próprias trajetórias, em suas escolhas metodológicas, nos eventos que organizam, nos instrumentos jurídicos que elaboram com comunidades tradicionais, nos podcasts que produzem, nos enfrentamentos às violências de gênero nas escolas e universidades às quais pertencem. Traçam uma linha vivencial da comunidade para a academia, e de volta para a comunidade.

Essa coerência é o que poderíamos chamar de nossa “terra rara” e preciosa. Ela é o que faz do INCT Caleidoscópio um instituto de pesquisa que de fato se materializa em uma rede viva, feita de corpos, territórios, afetos e compromisso com a produção ética de conhecimentos e tecnologias sociais.

Boa leitura!

Coletivo Tybyra em parceria com Rede Arandu lança cartilha de (in)formação do Movimento Indígena no Acampamento Terra Livre 2026

Coletivo Tybyra em parceria com Rede Arandu lança cartilha de (in)formação do Movimento Indígena no Acampamento Terra Livre 2026

A fim de abordar o que nunca te contaram sobre a luta e a resistência pelos direitos dos povos indígenas, a cartilha intitulada "Coletivo Tybyra: Território demarcado, corpo respeitado!" contribui com formação, informação e diálogo dentro do Movimento Indígena, trazendo reflexões sobre a importância de reconhecer e respeitar as existências indígenas LGBTQIA+ como parte legítima dos povos, territórios e processos de organização.

A cartilha foi lançada durante o Acampamento Terra Livre 2026, a maior mobilização indígena do Brasil, que ocorreu entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília (DF). Em sua 22ª edição, a mais ampla assembleia indígena do país teve como tema "Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós". A temática traz à tona a luta para garantir os direitos territoriais frente à ganância das grandes empresas, que insistem em invadir e explorar as últimas fronteiras da natureza preservada no mundo. Isso sem consultá-los e consultá-las, sem retribuir e sem respeitar a soberania dos povos.

Deste modo, o debate esteve centrado em demarcação e a proteção de Terras Indígenas; nos ataques do Congresso Nacional aos direitos indígenas e as Eleições Gerais de 2026; na luta pelo aldeamento da política, conectando mobilização territorial e participação institucional; entre outras atividades, encontros e trocas.

A Arandu - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, integrante do Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, participou da mobilização no âmbito da agenda “Territórios Indígenas LGBTQIA+, mapeamento de coletivos e existências diversas”. A rede também esteve presente na reunião interministerial com coletivos indígenas LGBTQIA+, contribuindo para a escuta qualificada, a articulação institucional e a sistematização de demandas dos territórios junto a ministérios.

E colaborou no lançamento da pesquisa “Territórios Indígenas LGBTQIA+”, com apoio do Coletivo Tybyra, iniciativa voltada ao mapeamento de coletivos, organizações e existências diversas, fortalecendo a produção de conhecimento a partir dos territórios.

Nesta seara, as atividades reforçam a centralidade das vozes indígenas LGBTQIA+ na construção de políticas públicas e na articulação em rede, evidenciando a importância de reconhecer a diversidade de corpos, identidades e experiências indígenas.

Ao longo da programação, a Rede Arandu seguiu contribuindo com outras atividades, fortalecendo a incidência política em torno das desigualdades interseccionais de gênero, sexualidade e raça.

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu, Coletivo Tybyra
Foto: Arquivo Rede Arandu no ATL 2026.

Sobre a cartilha Coletivo Tybyra

A cartilha foi distribuída ao longo dos dias de evento no Acampamento Tera Livre. E está disponível em versão digital e impressa nos links abaixo para livre circulação!

Coletivo Tybyra: Território demarcado, corpo respeitado! - versão digital

Coletivo Tybyra: Território demarcado, corpo respeitado! - versão para impressão

No material informativo e formativo, você poderá ler sobre quem foi Tybyra; sobre o Coletivo Tybyra; sobre a importância da luta indígena LGBTQIAPN+; sobre quais são as bandeiras de luta; sobre as ações e conquistas do coletivo; e explicação de como essa luta é de todos e todas os(as) parentes ao justificar que direitos das pessoas indígenas LGBTQIA+ não é uma pauta secundária ou fragmentada da luta indígena; e, por fim, orintações descritivas de como fortalecer a caminhada e dados de contatos.

A apresentação da cartilha destaca:

Olá parente, hoje viemos aqui abordar o que nunca te contaram sobre a luta e a resistência pelos direitos dos povos indígenas. Essa cartilha nasce para fortalecer o diálogo dentro do Movimento Indígena brasileiro e também junto aos movimentos e organizações LGBTQIA+ no Brasil.

Além disso, este material tem como objetivo contribuir com a formação, a informação e o diálogo dentro do Movimento Indígena, trazendo reflexões sobre a importância de reconhecer e respeitar as existências indígenas LGBTQIA+ como parte legítima de nossos povos, territórios e processos de organização. Não se trata de criar divisões, mas de fortalecer a unidade do Movimento Indígena a partir do reconhecimento das realidades que atravessam nossos corpos e nossas comunidades.

A existência indígena LGBTQIA+ não é algo recente ou externo às nossas culturas. Ela é ancestral e sempre esteve presente em diferentes povos, mesmo que muitas vezes tenha sido invisibilizada pelos impactos do colonialismo, da imposição de moralidades e das violências estruturais que seguem atuando até hoje. Reconhecer essa diversidade é também reconhecer a história viva de nossos povos.

Entendemos que este processo de aprendizado é algo contínuo, pois advém de um contexto histórico de violência e violações de direitos aos povos indígenas, dessa forma, nos fortalecermos é fundamental para que possamos prevenir violências, promoção do respeito mútuo e da construção de espaços mais seguros para todos os parentes.

Ao compartilhar informações, experiências e reflexões, buscamos fortalecer a organização coletiva e ampliar a compreensão de que a defesa da vida indígena passa pelo reconhecimento da pluralidade de identidades existentes em nossos territórios. Seguimos firmes na luta por direitos, território, dignidade e Bem Viver para todos os povos indígenas.

Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, educação e saberes tradicionais realizados pela rede Arandu.

Acesse o boletim #3 do INCT Caleidoscópio: nova edição traz relatos e ações realizadas nas diferentes regiões do país e no exterior

Acesse o boletim #3 do INCT Caleidoscópio: nova edição traz relatos e ações realizadas nas diferentes regiões do país e no exterior

Boletim do INCT Caleidoscópio tem periodicidade semestral e é construído de maneira colaborativa com o Observatório Sul-Sudeste, a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e o Caleidoscópio Enredado nas Escolas.

Nesta edição, além dos relatos de todas as frentes, também trazemos dicas de leitura, de filme, livro e exposição. E uma conversa com Jaqueline Gomes de Jesus1ª mulher trans a ganhar o prêmio Bertha Lutz. Confira os destaques dessa atuação no Boletim #3 do INCT Caleidoscópio!

Editorial do boletim 3º edição

Chegamos à metade do percurso do INCT Caleidoscópio com alegria e entusiasmo. São dois anos e meio de um projeto coletivo que vem se expandindo com força e imaginação crítica pelos quatro cantos do país. O Instituto de Estudos Avançados, que surgiu do desejo de enfrentar de modo interseccional as desigualdades de gênero, raça e sexualidade na ciência e na universidade, consolida-se hoje como uma rede de pesquisa viva, diversa e em movimento.

Nosso primeiro Encontro Nacional, realizado no final de 2024, reuniu pesquisadoras de diferentes regiões do Brasil e de países como Argentina, Uruguai, Inglaterra e Espanha. Os Anais desse encontro testemunham a vitalidade dos debates e a densidade das experiências compartilhadas.

Leia também: Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

Com a criação do Observatório Caleidoscópio, estruturado em coordenações regionais, temos avançado na produção de indicadores e na escuta qualificada de trajetórias e políticas que interpelam as estruturas de exclusão no ensino superior e na pesquisa. Após a implantação piloto no Sul-Sudeste, neste primeiro semestre de 2025 estamos organizando as coordenações do Centro-Oeste e da região Norte/Nordeste e Amazônia Legal.

Entre as prioridades discutidas coletivamente pelas coordenações regionais, estão o aprofundamento da coleta de dados sobre a presença de quilombolas e indígenas nas universidades brasileiras, ainda escassos nas bases oficiais, e a construção de indicadores que articulem justiça climática, gênero e territorialidades. Esses movimentos reforçam o compromisso do Observatório com uma ciência diversa, interseccional e atenta às urgências do nosso tempo.

Além das ações regionais, o Observatório Caleidoscópio também esteve presente no Primeiro Encontro Nacional de Observatórios sobre Mulheres, realizado em março de 2025 e organizado pelo Grupo de Pesquisa Estado, Gênero e Diversidade (Egedi) da Fundação João Pinheiro. Representado por Margaret LopesTchella FernandesMirlene Simões e Flávia Belmont, o Observatório Caleidoscópio participou dos debates e contribuiu para a criação da Rede Nacional de Observatórios, que articula instituições vinculadas a universidades, ministérios, secretarias e casas legislativas.

Como desdobramento, foi proposta a criação de um protocolo colaborativo para coleta de dados, um calendário de reuniões periódicas e um comitê gestor compartilhado. Essa articulação reforça o compromisso do INCT com a formulação de políticas públicas orientadas por evidências e comprometidas com a equidade de gênero.

O mesmo impulso organizativo orienta o trabalho das Incubadoras Sociais. Depois da implantação pioneira da Incubadora Feminista Antirracista Norte/Ne/AM Legal – voltada à presença, permanência e formação de mulheres quilombolas nas universidades –, estão sendo estruturadas novas iniciativas: no Centro-Oeste, com foco em mulheres indígenas nas ciências e com bolsistas indígenas; e na Unicamp, em parceria com estudantes negras e migrantes do ensino médio, por meio de um projeto que desenvolve uma inteligência artificial inspirada por uma ecosofia feminista.

Nesta edição do boletim, compartilhamos também relatos das atividades realizadas entre outubro de 2024 e maio de 2025 pelas três nucleações regionais. Um dos destaques é o depoimento de uma estudante indígena da UnB, que participou do 1º Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: construindo uma estratégia nacional para indígenas LGBTQIA+.

Essa ação se articula ao trabalho da Rede Arandu – Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, vinculada ao INCT-Caleidoscópio, que tem atuado na produção de metodologias participativas, na elaboração de relatórios de direitos humanos e na escuta ativa de lideranças e coletivos indígenas LGBTQIA+. Entre as ações recentes da Rede, destacam-se também sua participação no programa Bem Viver + e no Acampamento Terra Livre (ATL), fortalecendo as vozes indígenas nos debates sobre justiça climática e políticas públicas interseccionais.

A seção de Dicas Caleidoscópicas, que no número anterior estava centrada em publicações, agora se amplia e traz sugestões de filmes, exposições, conferências e práticas que nos ajudam a imaginar e construir uma universidade/ciência plural, sensível e comprometida com a crítica à colonialidade do saber e do poder.

Nesta edição inauguramos o momento Conversas em Rede com a convidada Jaqueline Gomes de Jesus, nossa aliada desde a constituição da Rede de Pesquisa Feminista, Transfeminista, Antirracista, Interdisciplinar e Decolonial e que esteve conosco na inauguração da nossa sede em Brasília. Jaqueline é graduada, mestre e doutora em psicologia, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro, pesquisadora e escritora e se tornou a primeira mulher trans a receber o Prêmio Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal a mulheres que se destacam na luta pela igualdade de gênero. Quem animou a conversa foi nossa pós-doc Inara Fonseca, uma das editoras deste Boletim. Nela, Jaqueline compartilha conosco um pouco de sua trajetória e visões de mundo.

Esperamos que o conteúdo aqui apresentado seja uma janela aberta para comunicação entre e além das nossas redes e para o compromisso ético-político que nos move. A cada boletim, oferecemos não apenas um registro de atividades, mas um convite para partilhar dos caminhos que temos traçado, caso se entusiasme em fazer parte de uma de nossas nucleações, pode nos procurar.

Acesse a 3º edição do Boletim aqui: Boletim INCT Caleidoscópio - Edição #3 (Junho de 2025)

Nesta edição você encontra

  • Apresentação
  • Artigos
  • INCT Caleidoscópio - Nucleação Centro-Oeste: primeiros passos
  • Saberes em movimento - A rede Arandu
  • Relato de participação no Seminário Centro-oeste: Aldeia Meruri
  • Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal: relato das ações desenvolvidas no último semestre
  • Cooperação internacional para conhecer a política de enfrentamento às violências de gênero na Universidad de Buenos Aires (UBA-Argentina)
  • Tecendo Redes e Produzindo Conhecimento: Atividades do Observatório Caleidoscópio – Nucleação Sul/Sudeste
  • INCT Caleidoscópio participou do Primeiro Encontro Nacional De Criação da Rede de Observatórios sobre Mulheres
  • Conversas em Rede com Jaqueline Gomes de Jesus: Falar de gênero, raça, sexualidade, já é algo possível. Pensar em efetivar essa inclusão ainda não é consenso
  • Dicas Caleidoscópicas
Rede Arandu lança cartilha em colaboração sobre Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: um lugar na mesa de negociação

Rede Arandu lança cartilha em colaboração sobre Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: um lugar na mesa de negociação

A cartilha de título Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: Um lugar na mesa de negociação tem como objetivo explicar por que e como as pessoas indígenas que vivenciam o gênero e a sexualidade de modos não-normativos são importantes nas negociações do clima. Para isso, é abordado a relação entre os direitos humanos e a emergência climática; as negociações sobre clima e da COP30 no Brasil; as lutas indígenas LGBTQIAPN+ em interface com a política climática, e a política climática brasileira.

Leia também: Conheça a ARANDU - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade

Seguindo essa premissa, o documento traz reflexões e propostas sobre justiça climática e de gênero a partir de experiências nos territórios, destacando que os impactos da crise climática afetam de forma diferenciada pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e que essas vozes precisam estar no centro dos debates e decisões. A carta reforça que não há justiça climática sem justiça de gênero, sexualidade e demarcação de territórios.

Essa cartilha foi elaborada de forma colaborativa por diversos grupos e coletivos comprometidos com a produção e a difusão de conhecimentos interdisciplinares e interseccionais. Participaram da sua construção a Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa: Povos Indígenas, Gênero e SexualidadeBrasília Research Center – Rede Earth System Governance; o Coletivo TYBYRA; o Grupo de Pesquisa em Relações Internacionais e Meio Ambiente (GERIMA-UFRGS); e o INCT Caleidoscópio – Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências.

Acesse a cartilha clicando no link a seguir: Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: Um lugar na mesa de negociação

Palavrinha inicial da cartilha

As populações indígenas LGBTQIAPN+ desempenham papeis importantes nos debates climáticos, trazendo perspectivas que unem ancestralidade, território e diversidade. Os povos indígenas no Brasil possuem muita experiência na defesa de seus modos de vida, resistindo às ofensivas coloniais, modernas e ocidentais, e reinventando alternativas para seguir existindo.

Indígenas que ocupam seus corpos-territórios de modo não-normativo, ou seja, cujos gêneros e sexualidades não estão limitados a relações heterossexuais ou que não atuam dentro da lógica binária que associa sexo e gênero, definindo pessoas a partir das ideias do que é ser homem e do que é ser mulher, também são parte da da luta do movimento indígena por demarcação de territórios, justiça, reconhecimento e reparação. Como defensores e defensoras de seus territórios e culturas, essas pessoas e coletivos estão profundamente conectados com as ciências de preservação de ecossistemas essenciais para a regulação do clima, como as florestas tropicais e os biomas costeiros.

No Brasil, os povos indígenas enfrentam o racismo estrutural, o preconceito étnico e a negação de direitos básicos, como saúde, educação, segurança alimentar e demarcação de seus territórios. Para pessoas indígenas LGBTQIAPN+, os desafios são ainda maiores. Elas convivem com diferentes formas de discriminação, tanto fora quanto dentro de suas comunidades, o que torna urgente a criação de políticas que levem em conta essas múltiplas camadas de vulnerabilidade e garantam o respeito à sua dignidade e autonomia (Iglesias; Hollands, 2023).

A participação das populações indígenas LGBTQIAPN+ em negociações climáticas, como nas Conferências das Partes (COPs), é fundamental para garantir que políticas de mitigação e adaptação reconheçam, protejam e engajem a diversidade de identidades e de ciências indígenas. A criação de espaços institucionais como a ‘Plataforma dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais’ representa um avanço, mas ainda há um longo caminho para que suas vozes sejam verdadeiramente influentes nas decisões globais (UNFCCC, 2024).

luta indígena LGBTQIAPN+ pela justiça climática não é apenas sobre sobrevivência, mas sobre construir alternativas diversas, sustentáveis e equitativas. Levando em consideração as múltiplas identidades de gênero e manifestações de sexualidade, o enfrentamento da crise climática deve basear-se na interseccionalidade das opressões, na expressão da diversidade e na valorização de ciências tradicionais.

As mudanças climáticas afetam todas as pessoas, mas não da mesma forma. As desigualdades sociais, raciais, de gênero e sexualidade interferem diretamente em como os impactos da crise climática são sentidos por diferentes grupos (Iglesias; Hollands, 2023). As pessoas indígenas LGBTQIAPN+ enfrentam múltiplas vulnerabilidades: rejeição familiar, exclusão do mercado de trabalho e altos índices de violência (EngenderHealth; Women 's Earth Alliance, 2024). Essas violências se somam à ameaça constante aos seus territórios, frequentemente impactados por desmatamento, garimpo, queimadas e grandes empreendimentos (Nordic Consulting Group, 2024).

Esse cenário aumenta o risco de deslocamento forçado, insegurança alimentar, perda de práticas tradicionais e invisibilidade política. Além disso, a maior recorrência de eventos climáticos extremos tende a aumentar barreiras sociais já existentes, dificultando ainda mais o acesso a direitos básicos como moradia, segurança, saúde, educação e participação nas decisões públicas — inclusive nas negociações internacionais sobre o clima (Women and Gender Constituency, 2023).

Pensar em justiça climática significa garantir que todas as vozes sejam ouvidas, incluindo aquelas historicamente silenciadas e violentadas. A incorporação da perspectiva de gênero e diversidade nas políticas climáticas é essencial para desenvolver estratégias de mitigação e adaptação que atendam às necessidades de todas as populações, garantindo que os direitos humanos sejam respeitados.

A participação ativa de grupos marginalizados nas negociações climáticas é fundamental para construir um futuro mais sustentável e equitativo, conforme destacado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2023). Afinal, justiça climática só pode ser alcançada quando todas as pessoas, independentemente de seu pertencimento étnico e sua identidade de gênero ou orientação sexual, têm os mesmos direitos e oportunidades para enfrentar os desafios impostos pela crise ambiental.

A partir desses pontos, podemos afirmar: as vozes de pessoas e coletivos indígenas LGBTQIAPN+ são fundamentais nas negociações do clima. Elas precisam ser escutadas porque a emergência climática é uma crise global que nos obriga a imaginar um futuro diferente e mais justo, construído a partir das vivências específicas de grupos marginalizados. Enfrentar as mudanças no clima é urgente, mas para trilharmos caminhos mais justos, são necessárias iniciativas globais que reconheçam a importância das demandas de gênero, raça e sexualidade nas agendas climáticas.

Políticas públicas que promovem justiça ambiental com interseccionalidade têm mais chances de proteger vidas, territórios e saberes diversos. As juventudes indígenas LGBTQIAPN+ têm papel relevante nesse movimento, pois são guardiãs de futuros possíveis. Lutar por justiça climática é também lutar por liberdade, por reconhecimento e por um mundo onde todas as formas de existir possam florescer com dignidade.

Continue a leitura da cartilha clicando no link a seguir: Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: Um lugar na mesa de negociação

Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio, realizado de 29 a 31 de outubro de 2024, no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), reuniu cerca de 200 pesquisadoras de diversas áreas do conhecimento. O encontro teve como objetivo promover o intercâmbio científico e refletir sobre estratégias que ampliem a equidade, a diversidade e a inclusão de gênero e étnico-racial nas ciências.

Ao longo dos três dias de programação, participaram representantes de 13 universidades brasileiras e quatro instituições internacionais, com destaque para pesquisadoras da Argentina e do Uruguai. No primeiro dia foi debatido o tema Mulheres e resistência nas ciências, no segundo Teorias e práticas antirracistas na universidade, e no terceiro: Desafios para permanência do debate de gênero nas ciências.

Leia também: I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio tem três dias de debate visando a promoção de equidade de gênero e étnico-racial nas ciências

As mesas e conferências promoveram discussões interdisciplinares e interseccionais sobre a presença das mulheres na ciência, favorecendo o fortalecimento e a formação de grupos de pesquisa multidisciplinares em torno de temas convergentes. O seminário também contribuiu para a criação de espaços acadêmicos colaborativos, voltados ao estudo de processos sócio-discursivos relacionados a políticas públicas e direitos, reforçando redes já consolidadas e incentivando novas conexões entre coletivos e instituições.

O Painéis de Redes foram um espaço de comunicações integradas de redes de pesquisa, privilegiando o aprendizado e a internacionalização, devido ao alinhamento entre os temas de investigação dos grupos de pesquisa e a experiência das pesquisadoras envolvidas. Já o Conversatório possibilitou a integração e a troca entre estudantes, pesquisadores e ativistas. Durante o Conservatório foi possível ouvir: 1) os desafios de estudantes quilombolas e indígenas de inclusão e de pertencimento no âmbito da Universidade de Brasília; 2) uma representante do Ministério das Mulheres sobre a luta do Ministério para ter orçamento próprio e, com isso, fomentar o debate sobre equidade e diversidade; e 3) o desafio de exercer um mandato político e ser uma pessoa LGBTQIA+, visto que ainda há ainda muito preconceito.

As pesquisas apresentadas durante o evento reforçaram a urgência da criação de espaços permanentes de debate sobre desigualdades de gênero, raça e outras iniquidades no campo científico. Evidenciaram, ainda, como essas questões atravessam a produção de conhecimento e apontaram caminhos possíveis para sua superação. Como destaca Viviane Resende (UnB), coordenadora do INCT Caleidoscópio, os resultados do seminário reafirmam a importância das ações promovidas pelo instituto.

Entre os temas discutidos, estiveram a resistência das mulheres nas ciências, os desafios enfrentados por mães, quilombolas e indígenas nas universidades públicas, e a valorização de epistemologias negras e indígenas, reforçando o compromisso do evento com práticas e teorias antirracistas e decoloniais.

O seminário também se consolidou como espaço estratégico para a divulgação de pesquisas em andamento e a construção de uma agenda científica comprometida com a transformação social. Os trabalhos foram produzidos nas seguintes áreas temáticas:

  1. Ativismos midiáticos em questões de gênero e sexualidade
  2. Formulação e acompanhamento de políticas públicas em gênero e sexualidade
  3. Ciências, gênero e sexualidade
  4. Observatórios Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  5. Pesquisas em discurso e gênero em perspectiva interseccional e decolonial
  6. Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  7. Práticas de resistência e enfrentamentos em questões de gênero e sexualidade

Neste volume, foram um total de 42 trabalhos publicado em 22/04/2025 (ISBN: 978-65-272-1302-4) a leitora e o leitor encontrará o registro de parte dessas contribuições na lista dos trabalhos publicados abaixo ou pelo site do seminário clicando aqui.

A seguir, apresentamos os trabalhos publicados no evento, revelando a potência, a diversidade e a relevância das produções realizadas por mulheres em diferentes territórios, contextos e áreas do saber.


“ISSO AQUI AJUDA A GENTE A ENTENDER QUE NÃO ESTÁ SÓ”: O PAPEL DA PESQUISA EM LINGUAGEM NA FORMAÇÃO DE REDES COM MULHERES MIGRANTES - Ana Luiza Krüger Dias

A FEMINILIDADE BRANCA NEOCONSERVADORA EM PRÁTICAS DE (DES)INFORMAÇÃO - Mariana Rafaela Batista Silva Peixoto

A NEGRITUDE EM DICIONÁRIOS BRASILEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE VERBETES - Francisco Higo de Amorim

A PROPOSTA DO OBSERVATÓRIO INTERSECCIONAL DE GÊNERO DE MINAS GERAIS - OBSERVA MINAS - Marina Alves Amorim; Maria Clara de Mendonca Maia; Beatriz Feitosa Santos

ANÁLISE CRÍTICA DE DISCURSOS TRANSFÓBICOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS - Viviane Cristina Vieira; Marcos Antonio Rodrigues Nascimento

ANÁLISE DISCURSIVO-CRÍTICA DAS MARCAS E APAGAMENTOS DA NEGRITUDE DE LÉLIA GONZALES NA TRADUÇÃO DO ARTIGO “POR UM FEMINISMO AFRO-LATINO-AMERICANO” - Ana Lima Gaspar; Maria Carmen Aires Gomes

APORTES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE MULHERES NEGRAS FEMINISTAS PARA O CAMPO DA SAÚDE NO BRASIL - Hevelyn Rosa Machert da Conceicao; Cristiane da Silva Cabral; Laura Moura

ASSEMBLEIAS (SEMIÓTICAS) DE RESISTÊNCIA QUEER: ABORDAGEM PARA UM ESTUDO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES - Raylton Carlos de Lima Tavares

ATIVISMOS MIDIÁTICOS E A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO EM PÁGINAS DE INSTAGRAM - Priscila de Souza Gonçalves; Bruna Toso Tavares

AUTORAS LATINO-AMERICANAS OITOCENTISTAS: CONTRIBUIÇÕES DO PRIMEIRO QUARTO DO SÉCULO XIX - Fabiana da Rocha Mejia

CIÊNCIAS, GÊNERO E SEXUALIDADES: RELAÇÕES INTERNACIONAIS DESDE A PERSPECTIVA DE UMA MULHER INDÍGENA - Alcineide Moreira Cordeiro; Tchella Fernandes Maso

DÁ LICENÇA... TRANSCONFLUÊNCIA, SABERES ORGÂNICOS, MULHERIDADES, COMUNIDADES TRADICIONAIS E POVOS ORIGINÁRIOS (PAINEL) - Ellen Hilda Souza de Alcantara Oliveira; Dina Maria Rosário dos Santos; Irenilza Oliveira e Oliveira; Luciana Alves da Silva; George Guilherme Garcia da Silva; Alécia Gomes dos Santos; Lílian Cristina Oliveira dos Santos; Laynara de Jesus Gama; Silvana Gomes Nunes; Sandra Maria Cerqueira da Silva

DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DOS ORGANISMOS DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES (OPMS): DESAFIOS NO PROCESSO INVESTIGATIVO - Maise Zucco; Silvia Lúcia Ferreira; Ana Paula Antunes Martins; Be Silva Brustolim; Dora Simões; Maria Eduarda Carlota da Silva; Mariana Wiecko Volkmer de Castilho; Vanessa Oliveira Cordeiro Silva

ENCICLOPÉDIA DIGITAL DO PENSAMENTO COMUNICACIONAL LATINO-AMERICANO (PCLA) SEÇÃO: MULHERES NA COMUNICAÇÃO - Maria Cristina Gobbi

ENREDANDO O CALEIDOSCÓPIO NO DEBATE SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE DISCURSO, POBREZA MENSTRUAL, MEIO AMBIENTE E CIÊNCIA EM ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO BRASIL - Maria Carmen Aires Gomes; Thayane Campos; Rosângela Nogueira; Litiane Barbosa Macedo; Ofélia Maria Imaculada; Alexandra Bittencourt de Carvalho; Elisa Mattos; Mayra Policarpo; Geovanna Livia; Patricia Jacobina

ESCREVIVÊNCIA E RESISTÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA EXTENSIONISTA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS - Tchella Fernandes Maso; Vinícius Santiago

ESTUDOS RADIOFÔNICOS SOB A LENTE DE GÊNERO: UMA ABORDAGEM INTERSECCIONAL NOS PRINCIPAIS EVENTOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS - Juliana Cristina Gobbi Betti; Debora Cristina Lopez; Marcelo Freire

FEMINISMOS E PODER: INTERVENÇÕES DA REDE DE PESQUISA EM FEMINISMOS E POLÍTICA - Mariana Prandini Assis; Ananda Winter Marques; Brenda Rodrigues Barreto Silva; Danusa Marques

FUTURO DE QUEM? RECÉM DOUTORAS E A PERSPECTIVA DA CIÊNCIA E DA PESQUISA COMO PROFISSÃO - Mirlene Fátima Simões

LA ALJABA: EDUCAÇÃO PARA MULHERES NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX - Mirella Cruz de Sousa Benigno

LÉXICO E QUESTÕES DE GÊNERO NO DEBATE LEGISLATIVO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: A POLARIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DISCURSIVA DE DESLEGITIMAÇÃO - Gisele Rodrigues

LINGUAGEM, GÊNERO E POLÍTICA: UM ESTUDO DA ATUAÇÃO DE SITES FEMINISTAS NAS ELEIÇÕES 2022 - Anna Christina Bentes; Amanda Costa da Silva

MATERNAR NA UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA E DECOLONIAL - Brenda Gonçalves dos Reis

MONITORA: USO DE LINGUÍSTICA DE CORPUS EM CONSTRUÇÃO DE LÉXICO SOBRE VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO - Carolina Gonçalves Gonzalez; Fernanda K. Martins; Clarice Tavares; Ana Carolina Araujo; Gabriela Coelho

MUJERES Y MIGRACIONES LÍNEA DE INVESTIGACIÓN DEL GREIG - Elizabeth Del Socorro Ruano Ibarra; Delia Dutra; Susana Martínez Martínez; Marcos Moreno

MULHERES NA PESQUISA CIENTÍFICA: GENEALOGIA INTELECTUAL A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE MONIKA BARTH - DE 1959 ATÉ A ATUALIDADE - Lia Gomes Pinto de Sousa

MULHERES QUILOMBOLAS E CIÊNCIAS: PANORAMA SOBRE A DESIGUALDADE DE RAÇA E GÊNERO - Rocelly Dayane Teotonio da Cunha; Dolores Galinho

MULHERIDADES NA FRONTEIRA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO DE TRANSEXUAIS VENEZUELANAS EM BOA VISTA- RR - Adriana de Oliveira Teixeira Kato

NEPEM/UNB: DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE A MULHER A ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE MULHERES - Ela Wiecko V de Castilho

NÚCLEOS DE ESTUDOS DE GÊNERO E SEXUALIDADES: ESPAÇOS DA CIÊNCIA HISTÓRICA ENGAJADA - Joana Maria Pedro; Lídia Maria Vianna Possas; Cristina Scheibe Wolff; Claudia de Jesus Maia

O QUE PODE UMA SOCIEDADE CIENTÍFICA NO ENFRENTAMENTO DE QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE: PENSANDO A SOCINE - Ramayana Lira de Sousa; Alessandra Soares Brandão

POLÍTICAS E MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO SUL E DO SUDESTE - Morgani Guzzo; Pedro Henrique Ordones Ramos

PRÁTICAS DISCURSIVAS DE RESISTÊNCIA AO DISCURSO HEGEMÔNICO: A REAÇÃO DAS MULHERES AO PROJETO DE LEI 1904/2024 NAS REDES SOCIAIS - Alcilene Aguiar Pimenta; Renata Priscyla Conceição Costa

QUEM TEM MEDO DO GÊNERO NA TERAPIA DE FAMÍLIA? - Cristina Vianna Moreira dos Santos

QUEM TEM MEDO GÊNERO? A CIÊNCIA ACADÊMICA! - Camila Infanger Almeida

REDIGE - REDE DE PESQUISA EM DISCURSO E GÊNERO - Maria Carmen Aires Gomes; Viviane de Melo Resende; Litiane Barbosa Macedo; Rosângela Nogueira; Débora Figueiredo; Viviane Cristina Vieira; Daniele de Oliveira; Carolina Gonçalves Gonzalez; Alexandra Bittencourt de Carvalho; German Canale; Matías Soich; Maria Eugenia Flores Treviño

REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A INCIDÊNCIA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA UNEMAT - Viviane Teixeira Silveira; Adriana Nolibos Baccin; Kamilly Victória Cardoso Benites; Nárrida Nejem Silva

SANGRANDO DA MENARCA À (PÓS-)MENOPAUSA: UMA PROPOSTA DE PESQUISA, EXTENSÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE CORPOS QUE MENSTRU(AV)AM - Jacqueline Fiuza da Silva Regis; Daniele Mendonça; Dayane Augusta Santos da Silva

SER-TÃO, "ONDE O PENSAMENTO DA GENTE SE TORNA MAIS FORTE QUE O PODER DO LUGAR" - Marcela Amaral; Thais Vieira; Lara Fernandes Barbosa; Debora Ramos da Silva

SOBRE A SEMIOSE DOS CORPOS ABJETOS: A REPRESENTAÇÃO QUEER NOS SEMINÁRIOS CATÓLICOS - Pedro dos Santos Veras; Viviane Cristina Vieira

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NO ESTADO DE RORAIMA - Luziene Corrêa Parnaíba; France Rodrigues; Orilene Marques Pinheiro; Patrícia Laurindo Almeida de Sousa

VIOLÊNCIA(S) E OS OPERADORES DE DIREITO: ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA ACERCA DA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL - Micheli Rosa