Autoria Camila Infanger

No dia 28 de setembro de 2026, o INCT Caleidoscópio participou da 2ª Assembleia Geral da Rede Nacional de Observatórios das Mulheres, realizada virtualmente e com cerca de 50 participantes de observatórios, universidades e instituições públicas de todas as regiões do país. Nossa representante foi a pós-doutoranda Camila Infanger, da Nucleação Centro-Oeste. A reunião foi conduzida por Maria Teresa Firmino Prado Mauro, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal. 

A Rede reúne iniciativas dedicadas a produzir, sistematizar e difundir dados e conhecimento sobre a situação das mulheres no Brasil, com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de gênero. A 2ª Assembleia marcou um passo importante na sua formalização, com a aprovação do Regimento Interno, que estabelece princípios como pluralidade, representatividade, decisão coletiva, transparência e sustentabilidade.

Encaminhamentos da Assembleia.

Também foram definidos os critérios de participação, com três categorias de integrantes: Membro Pleno, Iniciativa em Implantação e Instituição Parceira. Foi criado ainda um processo único de ingresso, por meio de formulário disponível no site da Rede desde 1º de outubro. As participantes deliberaram, entre outros pontos, que os observatórios poderão integrar Grupos de Trabalho e a Comissão Temporária passou a exercer provisoriamente as funções da primeira Diretoria Colegiada.

A Rede passa a se organizar em quatro Grupos de Trabalho permanentes: Metodologia e Dados; Formação e Capacitação; Comunicação e Difusão; e Sustentabilidade Institucional. Eles serão responsáveis por transformar as prioridades coletivas em produtos concretos, como guias, indicadores compartilhados, diagnósticos, boletins e atividades formativas. Nós do Caleidoscópio nos disponibilizamos para participar dos GTs de Comunicação e Difusão e do de Sustentabilidade Institucional. 

Para o INCT Caleidoscópio, a participação na Rede reforça o compromisso com a produção de evidências sobre desigualdades de gênero e com o diálogo entre pesquisa acadêmica e políticas públicas. Uma nova Assembleia está prevista ainda para 2026, dedicada ao planejamento das atividades da Rede para 2027.