Rede Andorinhas no enfrentamento à desigualdade de gênero na UFOP

Rede Andorinhas no enfrentamento à desigualdade de gênero na UFOP

Por: Morgani Guzzo e Pedro Ordones, em 16/4/2024

Observatório Sul-Sudeste

Você já se perguntou a diferença que pode fazer uma mulher em cargos de gestão na Universidade? Ou que mudanças as mulheres podem provocar em qualquer âmbito quando se unem e se organizam?

Em meio à pandemia, no dia 21 de junho de 2021, Patrícia Moreira, mestre e doutora em genética e professora do Departamento de Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente da UFOP, ajudou a fundar a Andorinhas, uma rede de mulheres compostas por mulheres cis e trans de todas as categorias da Universidade Federal de Ouro Preto (discentes, docentes, servidoras tecnico-administrativas e, também, terceirizadas).

O coletivo Andorinhas - Rede de Mulheres da UFOP surgiu com o objetivo principal de diminuir as assimetrias de gênero no âmbito da universidade, além de lutar contra as violências contra as mulheres. "Nossa intenção é mostrar que o ambiente universitário é também para as mulheres, é um espaço de direito delas e aos poucos estamos conseguindo mostrar isso e fazer a diferença para a comunidade da nossa universidade", contou Patrícia durante o evento "Ocupação INCT Caleidoscópio: as Redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia", que aconteceu no dia 27 de novembro de 2023 por videoconferência.

Desde a sua criação, em quase três anos de lutas, a Rede Andorinhas obteve conquistas significativas para as mulheres da universidade mineira. Entre elas, a aprovação da Resolução 2606 pelo Conselho Universitário (CUNI), que garante às mulheres que tiveram filhos ou adotaram durante o período avaliativo para progressão de cargo, o direito de cumprir apenas 50% dos créditos necessários para a progressão.

Além desta, o coletivo conseguiu a aprovação da resolução 2607, que torna obrigatório que as bancas dos concursos da UFOP sejam compostas por, no mínimo, um terço de mulheres e em uma perspectiva interseccional étnico/racial, de gênero, sexualidade e deficiência como membros titulares. Na resolução ainda consta, no que diz respeito à avaliação dos currículos, que a candidata que passou por gestação ou adotou uma ou mais crianças no período em avaliação, terá correção de 10% a 20% na pontuação obtida.

A Rede também garantiu que gestantes e adotantes tenham pontuação corrigida de forma semelhante na avaliação do currículo nos editais internos da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da instituição.

Além dessas conquistas, a Rede Andorinhas vem trabalhando para garantir equidade e o enfrentamento efetivo às violências contra as mulheres. Uma das ações nesse sentido é o estímulo à participação de docentes e técnicos administrativos em cursos e palestras sobre gênero, diversidades e violências e, desde o final de 2023, o coletivo conseguiu que todos os novos servidores, ao integrarem o corpo de funcionários da universidade, fossem obrigados a participar de cursos a respeito de temas como assédios no ambiente universitário, através do programa Sala Aberta.

A UFOP tem avançado nas políticas de equidade também com a atuação de outros coletivos, como o MANU (Maternidade e Universidade, que, em parceria com a rede de mulheres, garantiu uma bolsa maternidade de R$ 200,00 para discentes de graduação, além do acesso de seus filhos ao Restaurante Universitário (RU). É destaque também a atuação da Ouvidoria Feminina, instituída na universidade em 2017, e a Resolução (2.249) sobre o fluxo de recebimento e encaminhamento de denúncias de violência contra as mulheres na Universidade. Pela qualidade de seu trabalho, a Ouvidoria Feminina venceu o 1º Concurso Boas Práticas do Ministério da Educação (MEC) na categoria "Aprimoramento das Atividades de Ouvidoria", em novembro de 2023.

Por mais meninas e mulheres nas ciências: pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de conferência por equidade de gênero no RJ

Por mais meninas e mulheres nas ciências: pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de conferência por equidade de gênero no RJ

Por: Inara Fonseca, em 13/3/2024

Nos dias 15 e 16 de março, no Teatro Odylo Costa Filho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), as professoras Dolores Galindo (UFCG), Silvia Lúcia Ferreira (UFBA) e a pós-doutoranda Zizele Ferreira (UFCG) estarão presentes na Conferência Temática "Mais Meninas e Mulheres nas Ciências: por uma agenda de equidade e interseccionalidade", representando o INCT Caleidoscópio. O evento faz parte de uma mobilização nacional para incentivar o debate sobre equidade de gênero nas ciências.

“A Conferência Temática é um dos dispositivos centrais na democratização das ciências no Brasil, sendo fundamental a participação do INCT Caleidoscópio nesse momento de retomada das conferências no país. O INCT Caleidoscópio tendo como horizonte a permanência do debate sobre gênero nas ciências vem contribuindo, ao lado de outras entidades, para a programação e realização da conferência "Mais Meninas e Mulheres nas Ciências: por uma agenda de equidade e interseccionalidade", mais especificamente na programação e mobilização da conferência”, explica Dolores Galindo, membra do Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio.

Dolores Galindo estará presente na “Mesa inicial com redes de mulheres, entidades e movimentos sociais” que conta também com a participação de Luciana Santos (Ministra da Ciência Tecnologia e Inovação), Maria Helena Guarezi (Ministra das Mulheres em exercício), Ana Priscila Alves (Vice Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos), Leticia de Oliveira (Parent in Science), Elaine Nascimento (Rede Brasileira de Mulheres Cientistas) e Vanja Andréa Reis dos Santos (União Brasileira de Mulheres). 

Silvia Ferreira irá coordenar a Mesa 3: Gênero e Financiamento à Pesquisa & Inovação no Brasil: contribuições a uma agenda de equidade e interseccionalidade, Zizele Ferreira irá coordenar a Mesa 4: Baixa representação das mulheres em espaços de poder. Confira a programação completa aqui.

O evento, realizado no âmbito da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI), vai discutir pautas como: o impacto da construção de estereótipos de gênero e raça nas carreiras científicas, o assédio e a baixa representação das mulheres em espaços de poder. Além disso, a conferência realizará grupos de trabalho sobre temas que incidem sobre as meninas e mulheres no âmbito da ciência.

“Temos que parabenizar a capacidade de articulação das mulheres pelo Brasil afora para organizar em tão pouco tempo uma Conferência Temática que vai levar propostas à Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. Já temos no Brasil um quantitativo importante de mulheres cientistas, mas de modo geral elas enfrentam ainda iniquidades, desigualdades e violências institucionais que as impedem de viver de modo pleno essa experiência”, analisa Silvia Lúcia Ferreira, membra do Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio.

A Conferência será transmitida simultaneamente pelo canal do MCTI e do INCT Caleidoscópio no Youtube.

5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 

A 5ª CNCTI tem caráter consultivo e volta a ser organizada depois de um hiato de 14 anos. Seu objetivo é discutir junto à sociedade as necessidades na área de Ciência e Tecnologia (C&T) e propor recomendações para a elaboração de uma nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) que deverá ser seguida pelos próximos anos (2024-2030). A nova estratégia substituirá a de 2016-2023, que durante o evento, também terá seus programas, planos e resultados analisados.


Ocupação INCT Caleidoscópio: as redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia

Ocupação INCT Caleidoscópio: as redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia

Por: Morgani Guzzo, em 28/11/2023

Texto reprodução do Observatório Caleidoscópio. Acesso à matéria.

Conhecer e realizar ações conjuntas e articuladas foi o objetivo do evento "Ocupação INCT Caleidoscópio: as Redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia", que aconteceu no dia 27 de novembro de 2023, das 14h às 16h30, em modalidade virtual.

O encontro, organizado pelo Observatório Sul-Sudeste do INCT Caleidoscópio, contou com a apresentação da Caleidoscópio: Rede Nacional de Estudos Feministas, Transfeministas, Antirracistas, Transdisciplinares e Decoloniais, da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC), da Parent in Science, da Rede Andorinhas (UFOP/MG) e da Rede de Equidade e Diversidade de Gênero de São Paulo.

Após a apresentação das representantes das redes, as pessoas presentes conversaram e debateram ideias de ações articuladas e em conjunto, visando não só fortalecer cada uma das redes, mas também ampliar a divulgação e o alcance das ações.

Algo que ficou evidente no encontro foi quão significativa tem sido a atuação dessas redes na luta por equidade nas universidades e nas diversas carreiras científicas e no combate aos assédios e preconceitos de gênero, sexualidades, parentalidade, raça/etnia, entre outros.

O reconhecimento das boas práticas e a sua divulgação é um dos objetivos do Observatório Sul-Sudeste, que a partir deste encontro aproximou-se das iniciativas já existentes e fará parte, como resultado do evento, da criação de um Conselho das Redes, para encaminhar as ações articuladas.


Ocupação INCT Caleidoscópio: as Redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia. Observatório Caleidoscópio Sul/Sudeste.
Imagem das participantes do evento de ocupação organizado pelo Observatório do INCT Caleidoscópio que articulou movimentações pelas redes sociais por equidade de gênero na ciência. Reprodução Observatório Caleidoscópio Sul/Sudeste.
Inscrições abertas para o Simpósio Temático “Iniquidades, Desigualdades e Violências Interseccionais de Gênero e Sexualidade” no Fazendo Gênero 13

Inscrições abertas para o Simpósio Temático “Iniquidades, Desigualdades e Violências Interseccionais de Gênero e Sexualidade” no Fazendo Gênero 13

Por: Inara Fonseca | 4.out.2023

Estão abertas as inscrições para participação, na modalidade Comunicação Oral, no “Fazendo Gênero 13 contra o fim do mundo: anti-colonialismo, anti-fascismo e justiça climática”. As inscrições para apresentação de trabalhos vão de 02 de outubro a 02 de novembro de 2023. O evento ocorrerá entre 29 de julho e 02 de agosto de 2024, em modelo presencial e on-line, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Com coordenação das professoras Karla Bessa (UNICAMP), Elizabete Ibarra (Unb) e Dolores Galindo (UFCG), o INCT Caleidoscópio propôs o Simpósio Temático 182 “Iniquidades, Desigualdades e Violências Interseccionais de Gênero e Sexualidade” . O Simpósio traz o debate sobre as experiências de redes de pesquisas geradoras de tecnologias sociais, de comunicação e informação; e de grupos de pesquisa ou de pesquisadoras que atuam na construção de observatórios, incubadoras, banco de dados para mapeamentos históricos e atuais sobre a participação e atuação de mulheres nas ciências.

O Simpósio acolherá também discussões derivadas de ações extensionistas que buscam a colaboração entre todos os níveis de formação e atuação universitária e a sociedade; e levantamentos e análises sobre estruturas administrativas como ouvidorias e comissões, voltadas para o atendimento especialmente de pessoas em situações de vulnerabilidade. Além de estudos que se propuseram à elaboração de análises de experiências de políticas públicas e institucionais que visam contribuir para a relevância das mulheres nas universidades e pesquisas, assim como para os desafios da permanência das jovens/mulheres nas carreiras universitárias.

As inscrições devem ser feitas na área de inscrições no site do evento.

Comunicações Orais

As Comunicações Orais poderão ser apresentadas nos Simpósios Temáticos por doutoras/es, mestras/es, estudantes de pós-graduação e graduadas/os/es (graduação concluída/profissionais), artistas e ativistas. Cada participante poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) Simpósio Temático.

A pessoa deverá escolher 2 (dois) STs na ordem de sua preferência. O trabalho será avaliado pelas coordenadoras do ST. Caso seja avaliado como aprovado no primeiro, mas não exista espaço no ST escolhido, seu trabalho será enviado às coordenações da segunda opção. Caso o trabalho seja aceito mas não haja espaço para apresentação nos STs definidos, a comissão científica alocará o trabalho em ST do mesmo eixo temático.

Os trabalhos apresentados nos Simpósios Temáticos poderão incluir pesquisas, performances, relatos de experiências ou outras formas de expressão, desde que as propostas tenham aderência ao tema e sejam julgadas relevantes pelas/os coordenadoras/es dos STs.

Clique aqui para ver as normas completas para submissão de trabalho.


Texto interpretado em libras!

Para ver a chamada em libras ou audiodescrição, acesso o site a seguir clicando no link: https://www.fg2024.eventos.dype.com.br/informativo/view?TIPO=1&ID_INFORMATIVO=39