Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste E Amazônia Legal implementa programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas” em parceria com a UFBA

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste E Amazônia Legal implementa programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas” em parceria com a UFBA

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio começa a partir do mês de maio o programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas”. A ação foi aprovada via Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo – PPGNEIM, através do edital conjunto da PROEXT-PG-UFBA 01/2024 - PRPPG-PROEXT.

O programa de extensão é coordenado pela profa. Dra. Silvia Lúcia Ferreira (UFBA) e tem como objetivo promover a equidade de gênero e raça, com a construção e aplicação de tecnologias sociais que sejam contextualmente relevantes e cognitivamente transformadoras e sustentáveis ao longo do tempo, através do engajamento colaborativo entre a universidade e a comunidade quilombola do Vale do Paraguaçu, localizada no Recôncavo Baiano.

A proposta será desenvolvida com atividades extensionistas formativas, em parceria com a educação básica, especialmente o ensino médio, por meio da articulação entre estudantes da pós-graduação do PPGNEIM, professoras quilombolas e estudantes da comunidade quilombola do Vale do Paraguaçu, com apoio do Diretor de EEQ, Alan Prazeres.

Com duração de 21 meses, pretende-se gerar impactos sociais e econômicos nas trajetórias formativas das meninas e mulheres quilombolas da escola quilombola da comunidade do Vale do Paraguaçu, de modo a contribuir com a equidade de gênero e raça, por meio da elaboração de tecnologias sociais, com vistas a garantir a difusão na comunidade.

A equipe de trabalho é composta por Silvia Lúcia Ferreira, Sandra Maria Cerqueira da Silva, Cloves Luiz Pereira Oliveira, docentes do PPGNEIM, Milena Freitas Machado, pesquisadora de pós-doutorado Júnior (PDJ- INCT), Ianna França Oliveira, bolsista de extensão. Este programa também articula outros Programas de Pós-Graduação que fazem parte da Incubadora, o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PGENF), representado pela estudante de Doutorado Eliana do Sacramento de Almeida, professora da Universidade Estadual da Bahia (UNEB).

Esta articulação entre academia e comunidade/escola para o desenvolvimento de ações em uma perspectiva interdisciplinar que estimule a apropriação local das práticas, conhecimentos e metodologias representa mais uma “materialização” desta Incubadora Social, no âmbito da UFBA em torno de uma proposta efetiva.

Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de Mesas Redondas na REDOR

Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de Mesas Redondas na REDOR

Professora Karla Bessa (vice-coordenadora do INCT Caleidoscópio/Unicamp) e Silvia Ferreira (coordenadora Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal/UFBA) durante participação na REDOR.

Por: Inara Fonseca.

As professoras e pesquisadoras Karla Bessa (vice-coordenadora do INCT Caleidoscópio/Unicamp) e Silvia Ferreira (coordenadora da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal/UFBA) estiveram presentes no 22º Congresso da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero (REDOR), que ocorreu entre os dias 06 à 08 de novembro de 2024, em São Luiz, Maranhão. Com a temática “Gênero, Feminismos e Contracolonidade: diálogos com mulheres na ciência e as desigualdades regionais”, o encontro teve como objetivo difundir conhecimentos, promover trocas e reflexões conceituais, e dar visibilidade à produção Norte-Nordeste nos estudos de gênero.

“A professora Silvia, do NEIM/UFBA, é uma das pessoas que está na REDOR praticamente desde sua fundação. Ela e eu fomos convidadas para participarmos da REDOR apresentando nossas atividades e pesquisas relacionadas ao INCT Caleidoscópio. Apresentei algumas reflexoes, que relacionam o Censo da Educação Superior de 2023 com dados do Painel Lattes de Formação e Atuação, com foco no Norte e Nordeste, para pensarmos sobre os avanços e, ao mesmo tempo, os desafios atuais para construção e consolidação da equidade de gênero e étnico-racial fomentando a diversidade e inclusão nas instituições de ensino superior brasileiras, numa perspectiva contra e decolonial feminista”, explicou Karla Bessa.

A professora Sílvia Ferreira participou da mesa redonda "Mulheres Quilombolas nas Ciências: trajetórias, impasses e reexistência", já a professora Karla Bessa participou da "Gênero e Contracolonialidades: desafios e conquistas das mulheres nas ciências."

A Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero (REDOR), fundada em 1992, é a primeira rede de estudos de gênero do país. Desde seu surgimento, constitui-se como um importante coletivo acadêmico, com o propósito de unir, articular e desenvolver estudos na intersecção do gênero, da mulher e das relações sociais nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Ao longo de três décadas, a REDOR promoveu 21 congressos, fomentou a criação de 35 núcleos e grupos de pesquisa e estimulou a produção teórico-metodológica com a publicação de anais e livros.

De acordo com a professora Bessa, as aproximações entre INCT Caleidoscópio, REDOR e Rede Caleidoscópio visam fortalecer o campo de Estudos de Gênero, Mulheres e Sexualidade no país, em uma perspectiva interseccional, e promover cada vez mais a troca de pesquisas, metodologias e questões de modo inter-regional e intergeracional. “Esperamos criar importantes canais de diálogo com o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e com o MEC (Ministério da Educação), no sentido de ampliação do debate sobre desigualdades e iniquidades de gênero e seus impactos na ciência brasileira”, conclui Bessa.

Veja como participar do Seminário “Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”

Veja como participar do Seminário “Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal, do INCT Caleidoscópio, realizará o Seminário "Mulheres Quilombolas nas Ciências: Posse do Conselho e Assinatura do Termo de Compromisso Cidadão com a CONAQ”. O evento acontece nesta quarta-feira (07/08), das 9h às 12h, e será transmitido pelo canal do INCT Caleidoscópio no youtube.

O evento será um marco na integração e fortalecimento de redes de apoio à inclusão de mulheres quilombolas nas ciências. O seminário começará com uma Mesa Solene mediada pela Profa. Dra. Silvia Ferreira e contará com a presença de autoridades acadêmicas e políticas, incluindo Dra. Ana Cristina Santos (MCTI), Prof. Fernando Schramm (UFCG), Profa. Dra. Viviane Rezende (UNB), Profa. Dra. Givânia Maria da Silva (CONAQ), além das coordenadoras da Incubadora, Profa. Dra. Silvia Ferreira e Profa. Dra. Dolores Galindo.

Além disso, ocorrerá também a assinatura do Termo de Compromisso Cidadão entre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Este termo formaliza um compromisso mútuo para promover atividades de ensino, pesquisa, extensão e transferência de tecnologias sociais, resultado de um trabalho colaborativo entre as partes. O objetivo é fortalecer as ações voltadas para as comunidades quilombolas, respeitando os princípios de colaboração e equidade. A assinatura será realizada pela advogada e Ma. Naryanne Ramos, Profa. Dra. Givânia Maria da Silva (ambas da Conaq) e pelas coordenadoras da Incubadora, Profa. Dra. Dolores Galindo e Profa. Dra. Silvia Ferreira. O documento é um marco na parceria entre a Incubadora e a CONAQ, refletindo o empenho em promover avanços significativos na integração das comunidades quilombolas no campo da ciência e tecnologia, sobretudo, do ponto de vista de uma política cidadã, ética.

Participe e acompanhe ao vivo pelo link: https://www.youtube.com/@INCTCaleidoscopio

Lançamento do site da Incubadora

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste e Amazônia Legal lançará seu novo site, que será o ponto central para acessar informações sobre a Incubadora, sua missão, equipe, projetos em andamento, produtos em desenvolvimento, eventos e parcerias. A nova plataforma destaca as atividades e conquistas da Incubadora, promovendo maior visibilidade e comunicação com a sociedade.

Conheça o site da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte-Nordeste.

Lançamento do Programa de Podcast “Mulheres Quilombolas nas Ciências: de quilombola para quilombola”

O seminário também marcará o lançamento do Podcast da Incubadora, que destaca as contribuições das mulheres quilombolas para as ciências. Vinculado ao projeto de pesquisa "Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência nas Universidades e Produção de Subjetividades", o podcast é conduzido pela Advogada Ma. Naryanne Ramos e está disponível no Spotify e YouTube. Cada episódio, com duração média de 25 a 30 minutos, apresentará entrevistas com intelectuais negras quilombolas, discutindo suas pesquisas, trajetórias e produções acadêmicas.

Conheça o Podcast Mulheres Quilombolas nas Ciências

Posse do Conselho Universidades Sociedade

Durante o seminário, será realizada a posse do primeiro Conselho da Incubadora, o Conselho Universidades-Sociedade, que inclui representantes de várias regiões do mundo. O Conselho Universidades-Sociedade será composto por 7 mulheres e 6 homens, refletindo um esforço para alcançar a equidade de gênero. Na América Latina, os membros são Anny Ocoró Loango, da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, Argentina; Paula Andrea Lenguita, da Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina; Débora de Fina Gonzalez, da Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Playa Ancha (UPLA), Chile; Jaileila de Araujo Menezes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Brasil; e Angela Maria dos Santos, da Faculdade EDUCAREMT, Mato Grosso, Brasil, que é quilombola.

No Brasil, também estão Luiza Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Leonardo Lemos de Souza, da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Da África, Eduardo David Tulo Ndombele, do Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge (ISCED-Uíge), Helena Cosma da Graça Fonseca Veloso, da Universidade Católica de Angola (UAN), ambos de Angola, e Mbiavanga Fernando, do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED), Luanda. Do Haiti, os membros são Maismy-Mary Fleurant, da Université Publique du Nord-Est à Fort-Liberté (UPNEF), e André Yves Pierre, da Universidade Estadual do Haiti. Da Europa, Hilarino Carlos Rodrigues da Luz, da Universidade NOVA de Lisboa - FCSH, Portugal, também integra o conselho.