Escrito por: Alessandra Prates.

Nos dias 09, 10 e 11 de fevereiro à Rede Arandu foi convidada pelo coletivo Tybyra, o primeiro coletivo indígena lgbtqia + do Brasil (mais informações em @indigenaslgbt), para a 1º Formação em Direitos Humanos, Justiça Climática e Incidência política para Indígenas LGBTQIA+, na cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais. O evento foi realizado no espaço da Cellos (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais), organização da sociedade civil afiliada a ABGLT que luta pelos direitos e promoção da cidadania da população LGBTQIA+ de Minas Gerais.

Nessa formação, a Rede Arandu esteve presente tanto no apoio à construção pedagógica — realizada pela integrante da rede e pesquisadora Júlia Machado Dias — quanto na composição do painel “Justiça Climática e Racismo Ambiental”, ministrado pela coordenadora da rede, Tchella Maso, e pela integrante e pesquisadora Yara Martinelli, com mediação da co-coordenadora Alessandra Prates.

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu
Imagem: André Guajajara.

A oficina foi um momento de construir pensamentos e tensionar perspectivas sobre gênero, sexualidades, justiça climática e  acima de tudo de como refletir sobre todos esses processos sendo um corpo-território indígena LGBTQIA+ nessa temática da justiça climática e espaços que negociam essas ações. 

Destaca a presença das pesquisadoras e psicólogas, que compõem o grupo de trabalho de saúde mental da Rede Arandu, Deborah Gonçalves e Aléxia Makuxi que ministraram uma oficina sobre saúde mental com a proposta de criar um fluxograma que atenda de maneira mais adequada os corpos indígenas LGBTQIA+ nos serviços de prevenção e cuidado da vida.

Destacamos ainda, a presença da Deputada Célia Xakriabá (PSOL), que possibilitou a partir de emenda parlamentar a implementação dessa formação para mais de 25 lideranças indígenas LGBTQIA+ do Brasil e seus respectivos coletivos: Coletivo Caboclas, Coletivo Xique-xique, Coletivo JUIND, Coletivo Miriã Mahsã, Instituto Ipakéy, Coletivo Apaîé e Coletivo Indígena LGBTQIA+ Kaingang.

Ainda presentes, a Coordenadora de Políticas para Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos e pesquisadora Indígenas e pesquisadora da Rede Arandu Alane Baré, o Coordenador de Direitos Sociais do Ministério dos Povos Indígenas Niotxarú Pataxó, o representante da Organização para Migração das Nações Unidas, Felipe Wunder, a assessora da deputada Duda Salabert, Mallu Almeida,  Alcineide Piratapuya (ACNUDH e Mentoranda no Kuntari Katu), Amanda Alvares Ferreira (VIRTUAL) (Rede Arandu. Doutora em Relações Internacionais), Estevão Fernandes (VIRTUAL) (Rede Arandu. Autor do livro “Existe Índio Gay? A Colonização das Sexualidades Indígenas no Brasil), Rodrigo Deodato (ACNUDH), Alessandro Mariano (Coletivo LGBTQIA+ da Via Campesina), Carlos Magno (Cellos MG).

Também estiveram presentes a coordenadora de Políticas para Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas e pesquisadora da Rede Arandu, Alane Baré; o coordenador de Direitos Sociais do Ministério dos Povos Indígenas, Niotxarú Pataxó; o representante da Organização Internacional para as Migrações (OIM/ONU), Felipe Wunder; a assessora da deputada Duda Salabert, Mallu Almeida; Alcineide Piratapuya (ACNUDH e mentoranda no Kuntari Katu); Amanda Alvares Ferreira (participação virtual), integrante da Rede Arandu e doutora em Relações Internacionais; Estevão Fernandes (participação virtual), integrante da Rede Arandu e autor do livro “Existe Índio Gay? A Colonização das Sexualidades Indígenas no Brasil”; Rodrigo Deodato (ACNUDH); Alessandro Mariano (Coletivo LGBTQIA+ da Via Campesina); e Carlos Magno (Cellos MG).

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu
Imagem: André Guajajara.

Ao final da formação se criou uma carta política dos coletivos indígenas LGBTQIA+, fruto do primeiro curso de formação em direitos humanos e justiça climática para lideranças indígenas LGBTQIA+, disponível no link: <https://midiaindigena.com.br/destaques/12/02/2026/carta-politica-de-coletivos-indigenas-lgbtqia-reivindica-protecao-a-vida-e-articulacao-nacional/>.