Café, leituras e muitas trocas: Café Contracolonial reúne participantes para discutir pensamentos decoloniais e contracoloniais

Café, leituras e muitas trocas: Café Contracolonial reúne participantes para discutir pensamentos decoloniais e contracoloniais

Vamos tomar um cafezinho (ou um chá) e aproveitar para ler textos que nos instrumentem em nossa busca por uma produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais ou contracoloniais?

Um cafezinho ou um chá, uma leitura prévia e uma conversa para colocar o pensamento em movimento. Essa é a proposta do Café Contracolonial – Introdução ao Pensamento Incômodo de Rita Segato, que realiza encontros semanais para leitura e discussão coletiva de textos voltados à produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais.

Os encontros acontecem às terças-feiras, das 10h às 11h50, em formato híbrido. Presencialmente, o grupo se reúne na sede do INCT Caleidoscópio, na Universidade de Brasília (UnB), e participantes de outras localidades podem acompanhar as atividades simultaneamente pelo online.

A iniciativa é promovida pelo Grupo Temático Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES (GT-TER) e pelo Grupo Temático Histórias e Memórias de Mulheres: Educação e Visibilidade (GT-HMM), no âmbito da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB/) e o Instituto Federal de Brasília (IFB).

Café, leitura e troca de saberes

A proposta do Café Contracolonial é criar um espaço de encontro em torno de leituras que contribuam para a produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais. A cada semana, uma leitura de base é realizada previamente pelas pessoas participantes e pode ser acompanhada por um texto escrito ou material audiovisual complementar facultativo.

Depois de preparar o café ou o chá, os encontros começam com uma breve apresentação para recuperar a leitura prévia e abrir a discussão. A ideia é que os textos funcionem como impulso para as trocas e reflexões construídas coletivamente ao longo das reuniões.

Continue lendo para acessar o cronograma de leituras!

De Rita Segato a Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí: um percurso para incomodar pensamentos

A programação começou em agosto e segue até dezembro, com um percurso de leituras que passa principalmente pelas obras de Rita Segato e Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Os primeiros encontros são dedicados a textos de Rita Segato que discutem temas como família, sexo e gênero, colonialidade, relações entre gênero e raça, patriarcado e territorialidade. Em outubro, o percurso passa a incorporar A invenção das mulheres, de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, com a leitura do prefácio e de cinco capítulos da obra.

As discussões percorrem questões relacionadas às teorias ocidentais e aos sujeitos africanos, à cosmologia e às instituições socioculturais Oyó-Iorubás, às tradições orais, ao gênero, ao colonialismo e à tradução das culturas. A programação segue até 8 de dezembro, quando está prevista a leitura de Gênero, Política e Hibridismo, de Rita Segato.

Um café que também pode ser virtual

Para ampliar o alcance as pessoas interessadas, os encontros ocorrem em formato híbrido. Assim, leitoras e leitores que não residem em Brasília estão convidadas e convidados a passar um café, ou um chá, e se juntar a nós!

Vale pontuar que o formato híbrido tem permitido que a roda de conversa ultrapasse o espaço físico da Universidade de Brasília. Segundo Jacqueline Fiuza, os encontros já contaram com participantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Roraima e de Brasília.

A participação a distância amplia, assim, as possibilidades de encontro e troca entre pessoas de diferentes localidades, enquanto quem está presencialmente compartilha também o cafezinho — ou o chá — que inspira o nome e a dinâmica da atividade.

Prepare-se para o café (ou o chá) e participe

O Café Contracolonial acontece às terças-feiras, das 10h às 11h50. Em Brasília, os encontros presenciais são realizados na sede do INCT Caleidoscópio, Ala Sul, Módulo 8, Instituto Central de Ciências (ICC), Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília.

Quem não puder estar presencialmente pode acompanhar os encontros on-line pelo Microsoft Teams.

Acesse a sala do Café Contracolonial no Microsoft Teams pelo link clicando aqui!

Para mais informações, escreva para gtter@unb.br.

Mesa de café. Imagem/Reprodução: Arquivo INCT Caleidoscópio.

"Mesa pronta para esperar vocês pro nosso café contracolonial. Quem não puder estar presencialmente pode chegar junto por aqui, acesse pelo Link para estar conosco nos encontros deste semestre 🤗!", convida Jacqueline.

Confira o percurso de leituras dos encontros

DataLeitura
18/08Seminário GT HMM
25/08Texto 1: Inventando a natureza: família, sexo e gênero no Xangô do Recife — Rita Segato
01/09Texto 2: Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial — Rita Segato
08/09Texto 3: O Édipo brasileiro: a dupla negação de gênero e raça — Rita Segato. Leitura complementar: Como o racismo criou o Brasil — Jessé Souza (tradução livre)
15/09Texto 4: Patriarcado: Del borde al centro. Disciplinamiento, territorialidad y crueldad en la fase apocalíptica del capital — Rita Segato
13/10Texto 5: El sexo y la norma: frente estatal, patriarcado, desposesión, colonialidad — Rita Segato
20/10Texto 6: Prefácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
27/10Texto 7: Capítulo 1 — A invenção das mulheres: Visualizando o corpo: teorias ocidentais e sujeitos africanos — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
03/11Texto 8: Capítulo 2 — A invenção das mulheres: (Re)constituindo a cosmologia e as instituições socioculturais Oyó-Iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
10/11Texto 9: Capítulo 3 — A invenção das mulheres: Fazendo história, criando gênero: a invenção de homens e reis na escrita das tradições orais de Oyó — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
17/11Texto 10: Capítulo 4 — A invenção das mulheres: Colonizando corpos e mentes: gênero e colonialismo — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
24/11Texto 11: Capítulo 5 — A invenção das mulheres: A tradução das culturas: generificando a linguagem, a oralitura e a cosmopercepção iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
01/12Texto 12: Posfácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí; Uma obra referencial para a afirmação do pensamento e dos modos de existências africanos — Claudia Miranda
08/12Texto 13: Gênero, Política e Hibridismo — Rita Segato
Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves: veja como participar

O Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia, no dia 14 de agosto, uma série de encontros quinzenais para a leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A atividade integra um projeto de extensão e será realizada às sextas-feiras, às 15h30, na sede do INCT Caleidoscópio e, sempre que possível, nas áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB).

A proposta parte da literatura como espaço para o acesso a diferentes perspectivas e narrativas e da leitura de autoras negras como uma prática política feminista e antirracista. Ao reunir participantes em torno da leitura e da partilha de experiências, o Clube busca construir momentos de aquilombamento, reconexão, teorização, resgate da ancestralidade e fortalecimento da imaginação de outros futuros possíveis para mulheres negras e suas comunidades.

Nesta primeira etapa do Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas, os encontros serão dedicados à leitura de Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves. A dinâmica inclui um chazinho, leitura comunitária e rodas de conversa sobre a obra, realizadas ao ar livre sempre que as condições permitirem. Os capítulos e as páginas que orientarão cada encontro serão definidos coletivamente de uma atividade para a outra.

A programação começa em 14 de agosto e segue com encontros nos dias 28 de agosto, 11 e 25 de setembro e 23 de outubro. No dia 6 de novembro, será realizada a avaliação do semestre, seguida pelo planejamento do semestre seguinte e uma confraternização.

O projeto de extensão contará com certificação ao final das atividades. Os encontros acontecem na sede do INCT Caleidoscópio, localizada na Ala Sul, Subsolo, Módulo 8, e em outros espaços ao ar livre do Campus Darcy Ribeiro, quando o tempo permitir.

Confira a programação

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas inicia encontros no dia 14 de agosto com leitura de Um Defeito de Cor de Ana Maria Gonçalves
Programação Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas.

Resumo

Clube do Livro Escritoras Afrodiaspóricas: Um Defeito de Cor (Parte 1)

Início: 14 de agosto de 2026

Horário: sextas-feiras, às 15h30, quinzenalmente

Local: sede do INCT Caleidoscópio – ICC Sul, Subsolo, Módulo 8 – e áreas verdes do Campus Darcy Ribeiro

Atividade: leitura comunitária e rodas de conversa sobre Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves

Certificação: projeto de extensão com certificado ao final

Mais informações: gtter@unb.br

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

Convite para Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa sobre menopausa serão realizadas até dezembro no Distrito Federal

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa. Os encontros serão realizados aos sábados, das 10h às 12h, na Feirinha da Ponta Norte, no Distrito Federal.

A iniciativa propõe um espaço para conversar sobre menopausa a partir do compartilhamento de leituras, experiências, histórias e reflexões relacionadas aos corpos durante essa fase e nos anos que a antecedem e sucedem. A proposta é reunir as participantes em torno de uma xícara de chá e promover trocas sobre diferentes experiências relacionadas à menopausa.

As rodas de conversa são abertas tanto a pessoas que estejam passando por essa fase quanto àquelas que já passaram pela menopausa e às mais jovens interessadas em conhecer e conversar sobre o tema. A proposta também busca possibilitar que essas trocas aconteçam desde cedo, contribuindo para a preparação para essa etapa da vida.

O primeiro encontro acontece no dia 15 de agosto, com a apresentação da proposta e uma roda de chegança. Como material para a atividade, será utilizado Vamos falar de menopausa, de Miriam Goldenberg. Os encontros seguintes serão organizados a partir de leituras impulso e rodas de conversa, com diferentes materiais relacionados à temática.

Programação

A programação segue até 5 de dezembro, quando será realizado o encontro de fechamento e avaliação, com uma atividade de escrita criativa. Ao longo das rodas, serão utilizados materiais de Sheila de Liz, Lisa Mosconi, Maria Cândida e Mary Claire Haver.

Para participar, a orientação é levar uma cadeira ou canga para os encontros. O convite também incentiva as participantes a levarem uma amiga para compartilhar a Hora da Pausa.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail gtsdm@unb.br.

Confira a programação completa!

O GT Saúde das Mulheres em Escolas e IES, do INCT Caleidoscópio, e o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB) realizam, entre agosto e dezembro, a Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.
Programação da Hora da Pausa (Menopausa): rodas de conversa.

I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres debate pesquisas sobre educação, memória e visibilidade

I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres debate pesquisas sobre educação, memória e visibilidade

O Grupo de Trabalho (GT) História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, realiza no dia 18 de agosto de 2026, das 8h50 às 13h (GMT-3), o I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade. O evento reunirá pesquisadoras do Instituto para compartilhar projetos e pesquisas desenvolvidos no âmbito do grupo temático, abordando diferentes perspectivas sobre histórias de vida, memória, gênero, educação e direitos humanos.

Entre os temas desenvolvidos pelo GT estão pesquisas sobre corpos que menstruam; mulheres migrantes, trans e travestis; violência contra as mulheres e resistência; culpabilização de vítimas de crimes sexuais; morte e questões de gênero; empoderamento, sororidade e dororidade; história das mulheres e epistemologias feministas; saberes e práticas das parteiras tradicionais; tradição oral e história oral; raça, resistência, prevenção da violência, promoção de direitos e equidade; mulheres migrantes e arte; transmigração; decolonialidade e antirracismo.

Além das atividades de pesquisa e dos encontros promovidos pelo grupo, o GT desenvolve ações de comunicação científica comunitária por meio do Pod HMM, podcast com publicações bimestrais dedicadas a histórias de vida e trajetórias de mulheres nas ciências, em movimentos sociais e na defesa dos direitos humanos. A iniciativa busca ampliar a visibilidade dessas experiências e contribuir para a construção de um acervo sobre mulheres que atuam em diferentes áreas do conhecimento.

Durante o seminário, serão apresentados projetos desenvolvidos por pesquisadoras do GT. A programação terá início às 9h, com a abertura e apresentação conduzidas por Jacqueline Fiuza da Silva Regis. Em seguida, Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski apresentará a pesquisa "Histórias e Memórias de Mulheres em Nova Andradina/MS". Às 10h, Silvéria Maria dos Santos ministrará a apresentação "Arte de partejar: ofício, ancestralidade e reciprocidade das parteiras tradicionais".

Após um intervalo, às 11h, Julia Lene da Silva Souza apresentará "Elis Regina: resistência na ditadura militar". Na sequência, às 11h30, Carolina Gonçalves Gonzalez abordará o tema "Deambulares Poéticos: patrimônio da UnB entre-linhas, tramas e costuras". O evento será encerrado às 12h com uma roda de conversa entre as participantes.

O seminário é uma atividade de extensão certificada pela Universidade de Brasília (UnB) e é organizado pelo GT Histórias e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade, do CIP/INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB).

Informações importantes

Site do evento: I Seminário online do GT História e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade

Data: 18 de agosto de 2026

Horário: 8h50 às 13h (GMT-3)

Formato: Online

Certificação: Universidade de Brasília (UnB)

Entre apresentações e entrevistas, GT TER participa do VI Colóquio Raça e Interseccionalidades e prepara lançamento do podcast PodTER

Entre apresentações e entrevistas, GT TER participa do VI Colóquio Raça e Interseccionalidades e prepara lançamento do podcast PodTER

O Grupo Temático - Tecnologias de Enfrentamento a racismos em escolas e IES (GT TER) esteve presente no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades, realizado entre os dias 19 e 22 de maio de 2026 na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Franca, em São Paulo.

Nesta edição, com o tema “Discurso, Democracia, Antirracismo e Interseccionalidade”, o colóquio enfatiza que não há democracia sem antirracismo.

Entre os Grupos de Trabalho presentes, o GT Enfrentamento a Racismos na Escola e na Universidade (GT TER) foi proposto e mediado pelas pesquisadoras Jacqueline Fiuza da Silva Regis (INCT Caleidoscópio/CNPq) e Joana Plaza Pinto (UFG). Neste grupo, os trabalhos apresenrados realizaram um debate sobre tecnologias sociais de enfrentamento a racismos na escola e na universidade, reunindo tanto resultados de pesquisas quanto relatos de experiências educativas e emancipatórias.

Ao entender que a questão racial é transversal em qualquer pesquisa e ação educativa, defenderam ser fundamental proporcionarmos espaços seguros para a elaboração dessa questão no encontro entre pessoas confrontadas cotidianamente com a violência racista para o desenvolvimento de tecnologias sociais de emancipação, autofortalecimento e enfrentamento a toda e qualquer forma de racismo.

Compreendendo que raça e gênero são categorias imbricadas, associadas também a outros marcadores históricos, mas atuais, de opressão colonial, como argumenta Lelia Gonzales (1984)1, estimularam a participação de educadoras e pesquisadoras que desenvolvam atividades de pesquisa, de extensão, de ensino, de comunicação científica, artísticas e/ou educativas em geral.

Reforçaram também a participação de promotoras de encontros intergeracionais e em distintos níveis de formação para fortalecer a (re)existência2 (Souza, 2011; Souza; Jovino; Muniz, 2018)3 de pessoas afetadas pelo racismo, além de educadoras e pesquisadoras para apresentarem debate sobre branquitude crítica, com discussão (auto)crítica sobre privilégios e alianças.

O GT TER é uma iniciativa da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, e nas palavras de Jacqueline Fiuza, pesquisadora e coordenadora do grupo:

O objetivo do GT TER é ser mais uma tecnologia antirracista em si, ao passo que também divulga outras tecnologias e abordagens antirracistas em escolas e instituições de ensino superior. Entre os trabalhos apresentados no colóquio, por exemplo, vimos a professora Érika da Silva Pereira, do Colégio Pedro II, que trouxe um protocolo de procedimento orientado para todas as pessoas envolvidas, família, escola, professores(as) e demais funcionários e funcionárias da escola, para que todas e todos saibam como lidar quando é verificada uma injúria racial, um caso de racismo na escola. Chaiana Ramos, professora do Rio de Janeiro, fez uma análise do material didático que preconiza a diversidade. Assistimos a trabalhos sobre tecnologias antirracistas na universidade. Houve várias abordagens que podem ser lidas no Caderno de Resumos e também nas entrevistas que fizemos para o podcast do GT, o PodTER.

Jacqueline continua destacando o trabalho Linha da Vida realizado pela professora Joana, uma das coordenadoras do GT TER no colóquio. Joana conduz atividades junto com seu grupo de pesquisa para que estudantes e migrantes tenham mais autonomia e espaço para criação, para expressão, para o trabalho autoral dentro da universidade, além da possibilidade de conexões interpessoais, de formação de redes, que também são um sustento para isso, para a permanência na universidade, especialmente em outro país.

Veja mais sobre o trabalho de Joana Plaza no Seminário Linhas Cruzadas da formação feminista em nosso canal do YouTube. Clique aqui!

Neste recorte do Seminário Linhas Cruzadas postado no perfil do Instagram no INCT Caleidoscópio, Joana compartilha o percurso de adaptação da Linha da Vida para pesquisas com estudantes em situação de mobilidade, mostrando como a metodologia passou a dialogar com trajetórias migratórias e práticas linguísticas.

GT TER - Tecnologias de Enfrentamento a Racismos na Escola e na Universidade. Pesquisadoras Jacqueline Fiuza da Silva Regis (INCT Caleidoscópio/CNPq) e Joana Plaza Pinto (UFG)
Jacqueline Fiuza da Silva Regis (INCT Caleidoscópio/CNPq), à esquerda, e Joana Plaza Pinto (UFG), à direita, no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades. Foto: Arquivo pessoal.

Além da mediação, proposição do grupo de trabalho e apresentações de pesquisa, o colóquio também foi um momento de escuta e registro. Jacqueline relata que foram feitas entrevistas com participantes do GT que irão compor a primeira série de episódios do podcast PodTER, que será lançado em breve. A pesquisadora também nos conta sua experiência no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades:

O evento foi lindo, muito bem organizado. Contou com a presença de participantes de outros países da América Latina, como México, Uruguai, Argentina. Tivemos a presença da pedagoga e ex-ministra da Igualdade Racial do Brasil, Nilma Lino Gomes, que é uma das coordenadoras do INCT Antirracismo, nosso INCT irmão, como ela carinhosamente falou quando mencionou o INCT Caleidoscópio, o nosso instituto. O evento foi um sucesso também por permitir fazermos muitas conexões, encontros e ampliar os contatos na nossa rede antirracista, ao encontrarmos pessoas comprometidas com interseccionalidade, e não somente com raça, mas com todos os atravessamentos, todas as interseccionalidades, uma abordagem que dialoga muito com as nossas ações. E o GT TER em si também foi um encontro muito enriquecedor, muito valioso, com trabalhos lindos que serão divulgados por nós e pelo colóquio.

Conheça a lista de trabalhos apresentados no GT

O Caderno de Resumos do VI Colóquio Raça e Interseccionalidades já está disponível para leitura e pode ser acessado pelo site oficial do evento ou diretamente pelo link abaixo.

Cadernos de resumos VI Colóquio Raça e Interseccionalidades

Os trabalhos publicados no âmbito do GT TER estão listados a seguir. Para conhecer os resumos na íntegra, consulte o Caderno de Resumos do evento.

GT TER - Tecnologias de Enfrentamento a Racismos na Escola e na Universidade. Pesquisadoras Jacqueline Fiuza da Silva Regis (INCT Caleidoscópio/CNPq) e Joana Plaza Pinto (UFG)
Participantes do GT no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades. Foto: Arquivo pessoal.

DIREITO PENAL ESCOLAR: DA EVASÃO ESCOLAR AO ENCARCERAMENTO (página 131 no caderno de resumos)
Apresentado por: Eron Madan Fernandes Fernandes e Francisco Quintanilha Veras Neto

COMO ENANGA, MARIJOH, NAMONDO, ISSA, AYUDELE UND MIRRIANE FORTALECERAM MEU EMPENHO ANTIRRACISTA SENDO PROFESSORA NA ALEMANHA: A FORÇA DA LITERATURA FEMININA AFRODIASPÓRICA (página 138 no caderno de resumos)
Apresentado por: Jacqueline Fiuza da Silva Regis

RAÇA, GÊNERO E RACISMOS: PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO DE RAÇA E GÊNERO EM ESCOLA NO INTERIOR DA BAHIA (página 140 no caderno de resumos)
Apresentado por: Beatriz Giugliani

INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA DO DISTRITO FEDERAL: DISCURSOS E PRÁTICAS DE LETRAMENTO DOCENTE (página 144 no caderno de resumos)
Apresentado por: João Marcos Messias Miranda e Maria Izabel Santos Magalhães

REDISTRIBUIÇÃO NARRATIVA EM OFICINAS BIOGRÁFICAS FEMINISTAS PARA O ENFRENTAMENTO AO RACISMO EM ESPAÇOS UNIVERSITÁRIOS (página 164 no caderno de resumos)
Apresentado por: Joana Plaza Pinto

ENFRENTAMENTO DO RACISMO NA ESCOLA: AÇÕES FORMATIVAS E PROTOCOLO INSTITUCIONAL DO CAMPUS TIJUCA I DO COLÉGIO PEDRO II (página 212 no caderno de resumos)
Apresentado por: Érika da Silva Pereira e Layla Mariana Sucini Coury

ESTUDANTES NEGROS E A DESOBEDIÊNCIA ENQUANTO TECNOLOGIA EMANCIPATÓRIA NO ENSINO SUPERIOR (página 272 no caderno de resumos)
Apresentado por: Kathleen dos Santos Galvão

A INSERÇÃO DE PERSONAGENS NEGROS NO MATERIAL DIDÁTICO DA REDE MUNICIPAL DO RJ: UM ESTUDO SOBRE REPRESENTATIVIDADE NO COMPLEXO DA MARÉ (página 307 no caderno de resumos)
Apresentado por: Chaiana Ramos e Fabio Sampaio de Almeida

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O ENSINO MULTIDISCIPLINAR DAS TECNOLOGIAS SOCIAIS EM CURSOS ACADÊMICOS DO ENSINO SUPERIOR (página 361 no caderno de resumos)
Apresentado por: Elismênnia Aparecida Oliveira e Mariane Santana Barbosa

  1. GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, p. 223-244, 1984. ↩︎
  2. SOUZA, Ana Lúcia Silva. Letramentos de reexistência: poesia, grafite, música, dança: hip-hop. São Paulo: Parábola Editorial, 2011. ↩︎
  3. Souza, A. L. S., Silva, I. J. da, & Muniz, K. da S. (2018). LETRAMENTO DE REEXISTÊNCIA - UM CONCEITO EM MOVIMENTOS NEGROS. Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores As Negros As (ABPN), 10(Ed. Especi), 01–11. Recuperado de https://abpnrevista.org.br/site/article/view/526 ↩︎

INCT Caleidoscópio tem GT aprovado no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades l Submissão de resumos até 21 de setembro

INCT Caleidoscópio tem GT aprovado no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades l Submissão de resumos até 21 de setembro

As pesquisadoras Jacqueline Fiuza da Silva Regis (INCT Caleidoscópio/CNPq) e Joana Plaza Pinto (UFG) farão a mediação do Grupo de Trabalho Enfrentamento a Racismos na Escola e na Universidade no VI Colóquio Raça e Interseccionalidades.

O evento ocorrerá de 19 a 22 de maio de 2026 na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Franca, localizada na cidade de Franca, São Paulo.

Com o tema “Discurso, Democracia, Antirracismo e Interseccionalidade”, o colóquio de formato híbrido compreende discurso como ação que produz efeitos nas práticas sociais. Deste modo, nele se materializam existências e se apontam ideologias, valores e hierarquias visíveis na sociedade. Além disso, o Congresso parte do pressuposto de que não há Democracia sem Antirracismo e que ambos ganham existência e circulam no discurso.

Entre os GTs aprovados, o INCT Caleidoscópio traz a proposta "Enfrentamentos a racismos na escola e na universidade" a fim de promover o debate decolonial sobre tecnologias sociais de enfrentamento a racismos na escola e na universidade, reunindo tanto resultados de pesquisas quanto relatos de experiências educativas e emancipatórias.

Ao entender que a questão racial é transversal em qualquer pesquisa e ação educativa, defende-se ser fundamental proporcionarmos espaços seguros para a elaboração dessa questão no encontro entre pessoas confrontadas cotidianamente com a violência racista, para o desenvolvimento de tecnologias sociais de emancipação, autofortalecimento e enfrentamento a toda e qualquer forma de racismo. 

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O cronograma do evento está dividido em fases. A primeira fase já está encerrada. As outras estão planejadas como exposto a seguir.

Segunda Fase:

  • Submissão de resumos para comunicação presencial para os GTs aprovados 21 de agosto a 21 de setembro de 2025.
  • Carta de aceite da submissão da segunda fase: 30 de outubro.

Terceira fase:

  • Submissão de comunicação por vídeo (participação on-line) 30 de setembro a 15 de outubro.
  • Carta de aceite da submissão da terceira fase 31 de outubro de 2025.

Para participar do evento, acesse o site oficial VI Colóquio Raça e Interseccionalidades e veja os detalhes da inscrição e submissão de trabalho!

Leia mais sobre a proposta do GT do INCT Caleidoscópio aqui!