Oficina “Educação Inclusiva e Discurso” abre inscrições para debate sobre inclusão escolar em perspectiva interseccional

Oficina “Educação Inclusiva e Discurso” abre inscrições para debate sobre inclusão escolar em perspectiva interseccional

Estão abertas as inscrições para a oficina “Educação Inclusiva e Discurso: Formação de Docentes”, promovida no âmbito do Grupo Temático (GT) Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e Instituições de Ensino Superior (IES), do INCT Caleidoscópio.

Com carga horária total de 4 horas, a formação aborda a inclusão de estudantes com deficiência, considerando uma perspectiva interseccional e discutindo como gênero e raça atravessam práticas pedagógicas, produzem barreiras institucionais e influenciam a participação nos espaços escolares. Ao longo de quatro encontros, participantes irão analisar situações do cotidiano educacional e debater conceitos de inclusão e exclusão, bem como seus impactos na atuação docente.

A atividade é destinada a professoras e professores da Educação Básica (4º ao 9º ano) e a demais profissionais com interesse no desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas.

Coordenada pelo Prof. João Marcos Messias Miranda e pela Profa. Dra. Maria Izabel Santos Magalhães, com aplicação de João Marcos, a oficina será realizada na modalidade remota, por meio da plataforma Google Meet, nos dias 27 de fevereiro, 6, 13 e 20 de março, das 19h30 às 20h30. 

As inscrições se encerram em 23 de fevereiro e devem ser realizadas mediante o preenchimento do formulário disponível no link abaixo.

 

Link para o formulário de inscrição: Oficina Educação Inclusiva e Discurso: Formação de Docentes

Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas na Extensão Universitária orienta práticas acadêmicas

Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas na Extensão Universitária orienta práticas acadêmicas

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, do INCT Caleidoscópio, em parceria com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), lança o Termo de Cessão de Uso de Imagem, Voz e Salvaguarda de Conhecimentos Tradicionais e Intelectuais Quilombolas.

O documento constitui um instrumento jurídico que, de forma ética, política e juridicamente fundamentada, orienta a participação de pessoas quilombolas em ações de extensão, pesquisa e produção de tecnologias sociais desenvolvidas no âmbito da Incubadora Social Feminista Antirracista.

A elaboração do Termo teve como base direta o Termo de Compromisso Cidadão em Ciência, Tecnologia e Sociedade, firmado em agosto de 2024 entre a Incubadora Social Feminista Antirracista/Observatório do INCT Caleidoscópio e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Esse compromisso institui uma parceria estratégica orientada à construção de uma ciência cidadã, comprometida com o bem viver, a autodeterminação dos povos quilombolas e o fortalecimento das trajetórias de mulheres quilombolas nas universidades brasileiras.

Enquanto o Termo de Compromisso estabelece princípios, objetivos e diretrizes gerais da cooperação entre universidade e movimento quilombola — incluindo governança compartilhada, validação comunitária das tecnologias sociais e devolutiva obrigatória dos resultados —, o Termo de Cessão operacionaliza esses princípios no cotidiano das práticas extensionistas. O instrumento define, de maneira clara, as condições de coleta, uso, armazenamento e divulgação de imagens, vozes, narrativas e conhecimentos compartilhados pelas participantes quilombolas.

O Termo assegura o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé, reconhece a natureza coletiva dos conhecimentos quilombolas e proíbe expressamente qualquer forma de apropriação indevida, mercantilização ou descontextualização dos saberes. Também garante o direito de acesso aos materiais produzidos, a possibilidade de revogação da autorização para usos futuros e a apresentação prévia dos resultados às comunidades envolvidas.

Alinhado à Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), à Constituição Federal, à Lei nº 13.123/2015 e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Termo de Cessão reafirma o compromisso do INCT Caleidoscópio com práticas extensionistas eticamente responsáveis, juridicamente seguras e politicamente comprometidas com a justiça social.

Com esse lançamento, o INCT Caleidoscópio e a Incubadora Social Feminista Antirracista consolidam um marco institucional para o trabalho com povos e comunidades quilombolas, fortalecendo uma agenda de pesquisa e extensão ancorada na decolonialidade, na democratização da autoria científica e no reconhecimento dos saberes tradicionais como centrais para a produção do conhecimento.

Nesse sentido, espera-se que o instrumento seja útil para equipes de extensão universitária de todo o país, contribuindo para práticas acadêmicas comprometidas com os direitos coletivos, a participação social e a ética na produção do conhecimento.

Participaram da elaboração do Termo Naryanne Ramos, Vercilene Dias, Dolores Galindo e Zizele Ferreira.

O Termo de Cessão é uma tecnologia social de pertencimento desenvolvida no âmbito da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Este e outros instrumentos jurídicos podem ser acessados clicando aqui!

Assista o vídeo a seguir e entenda mais sobre essa inciativa com a Adv. Ma. Naryanne Cristina Ramos Souza, que durante a XIX Jornada Desigualdades Raciais na Educação Brasileira explica o Termo de Cessão em sua apresentação na temática "Instrumento Jurídicos para uma Ciência Decolonial e Participativa".

 

https://youtu.be/2sTsRsx4HXM

INCT Caleidoscópio recebe Prêmio Anísio Teixeira de Direitos Humanos 2025 da Universidade de Brasília na categoria Igualdade, diversidade e não discriminação

INCT Caleidoscópio recebe Prêmio Anísio Teixeira de Direitos Humanos 2025 da Universidade de Brasília na categoria Igualdade, diversidade e não discriminação

A quarta edição do Prêmio Anual Anísio Teixeira ocorreu na última sexta-feira (12), no Auditório da Reitoria do campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília. A premiação celebra, reconhece e valoriza iniciativas de excelência em ensino, pesquisa e extensão que contribuam para as políticas de Direitos Humanos da UnB.

Na edição de 2025, o IV Prêmio Anual de Direitos Humanos Anísio Teixeira selecionou três iniciativas para premiação nas categorias: Igualdade, diversidade e não discriminação; Saúde, meio ambiente e bem-estar; Democracia e participação.

Com o objetivo de reafirmar o compromisso da UnB com a democracia, a justiça social e a diversidade, valorizando práticas que transformam realidades e fortalecem a educação em Direitos Humanos, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH/UnB), por meio da avaliação da Câmara de Direitos Humanos (CDH/UnB), divulgou três projetos que atenderam aos critérios de pertinência, inovação, impacto, resultados alcançados e continuidade.

A Profª Viviane de Melo Resende, coordenadora do INCT Caleidoscópio, representou o instituto ao receber a premiação na categoria Igualdade, diversidade e não discriminação. Doutora em Linguística (Linguagem e Sociedade) pela UnB, Viviane Resende é professora associada do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP/UnB) e, na ocasião, discursou:

“Muito honrada, recebo este Prêmio Anísio Teixeira, na categoria ‘Igualdade, diversidade e não discriminação’, em nome do INCT Caleidoscópio – o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Desigualdades, Violências e Insurgências de Gênero e Sexualidade. Fundado na UnB, em 2023, com capilaridade nas cinco regiões do Brasil e apoiado pelo CNPq no âmbito do Programa de INCTs, o Caleidoscópio é o primeiro INCT feminista e antirracista, explicitamente baseado em uma abordagem interseccional. Nosso foco é combater a desigualdade de gênero e sexualidade no âmbito acadêmico. O INCT Caleidoscópio parte de um princípio simples, mas urgente: não existe justiça epistêmica sem justiça social, justiça de gênero e justiça territorial.”, diz Viviane.

Foto: Profª Viviane de Melo Resende recebe premiação pelo projeto INCT Caleidoscópio.

Em seguida, a pesquisadora acrescentou que o INCT Caleidoscópio reúne pesquisadoras, coletivos e instituições públicas para construir uma ciência social engajada, plural e comprometida com os direitos humanos, atuando como elo entre pesquisa, extensão e incidência política, ao articular universidades, coletivos e instâncias governamentais na produção de conhecimento e tecnologias sociais.

Desse modo, as ações do instituto se organizam a partir do Observatório Caleidoscópio e de Incubadoras Sociais regionais (Sul/Sudeste, Centro-Oeste, Norte/Nordeste e Amazônia Legal).

O Observatório Caleidoscópio dedica-se a mapear e analisar dados sobre desigualdades de gênero nas instituições de ensino superior (IES), bem como sobre os equipamentos e protocolos de enfrentamento existentes nessas instituições. Também é produzido um software de Análise Interseccional de Perfis, que permite cruzar dados públicos antes desagregados.

Na Incubadora Social Feminista e Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, as ações estão sobretudo em parceria com mulheres quilombolas pesquisadoras, reconhecendo que as mudanças climáticas impactam diretamente as trajetórias educacionais — acesso, permanência e progressão nas carreiras científicas — de mulheres quilombolas e rurais. Compreende-se que alianças entre mulheres quilombolas e projetos como o INCT Caleidoscópio podem produzir instrumentos pactuados que permitam avançar na construção de políticas públicas voltadas à mitigação de danos e à fabulação de outros presentes.

Por sua vez, a Incubadora Social Centro-Oeste, sediada na UnB, dedica-se à atuação com mulheres indígenas nas ciências e às ciências produzidas pelos povos indígenas. Reconhece-se que, para seguir relevante, o saber acadêmico moderno precisa ser urgentemente ampliado a partir de outros saberes e outras ciências, desenvolvidas por meio de métodos distintos e baseadas em diferentes entendimentos do mundo. Em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e por iniciativa da Incubadora Centro-Oeste, integra-se a Rede Arandu - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, composta por iniciativas atravessadas por uma política de comunicação científica feminista e antirracista.

No âmbito de atuação da Rede Arandu, destaca-se a Cartilha por Justiça Climática para Populações Indígenas LGBTQIAP+, uma iniciativa de comunicação científica acessível, criada para fortalecer o protagonismo dessas lideranças na formulação de políticas públicas. A cartilha integra um conjunto de ações que coloca no centro a justiça de gênero e a justiça econômica como dimensões inseparáveis da justiça climática.

“Em articulações com o poder público, no último ano, consolidamos parcerias institucionais com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR). Com o MPI, participamos da formulação e execução do Programa Tecendo Direitos, que fortalece coletivos indígenas LGBTQIAPN+ em todo o país, promovendo escuta territorial e coformulação de políticas públicas. Com o MDHC, atuamos no Programa Bem Viver+, que promove o diálogo entre saberes tradicionais e políticas de cuidado, saúde e sustentabilidade. O MIR apoia iniciativas da Incubadora Social Feminista e Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal”, continuou.

A Profª Drª Viviane afirmou, em seu discurso, que essas múltiplas parcerias têm permitido que as pesquisas se transformem em tecnologias sociais, metodologias e ferramentas criadas junto às comunidades e que produzem efeitos diretos sobre a governança, a educação e a ação climática.

São tecnologias que territorializam debates, tornando a universidade mais permeável às epistemes e práticas de povos e comunidades tradicionais, e que demonstram que o conhecimento também é uma forma de demarcação.

“O que defendemos, desde a Rede Arandu, o Observatório e as Incubadoras Sociais do INCT Caleidoscópio, é que a produção científica precisa ser redesenhada a partir da experiência das mulheres e das comunidades racializadas. Quando elas lideram, as soluções deixam de ser abstratas e passam a refletir as necessidades da vida real — o cuidado com a terra, a reciprocidade entre gerações, a soberania alimentar, o direito ao território e o enfrentamento às violências estruturais.”, afirma.

A coordenadora do INCT Caleidoscópio encerrou seu discurso de agradecimentos afirmando:

“Nosso papel como pesquisadoras é apoiar, visibilizar e sustentar esses processos, ampliando o conhecimento em política pública e o cuidado em um horizonte de transformação. Caminhamos com esse compromisso: tecer pontes entre a ciência e os territórios, entre o Estado e os movimentos. Fazer da pesquisa um ato de justiça, de escuta e de transformação coletiva. O reconhecimento desse projeto pelo CNPq, com a aprovação da proposta em edital, e também da UnB, ao conferir ao INCT Caleidoscópio este importante prêmio, reforça o compromisso com uma ciência feminista, interseccional e comprometida com a justiça epistêmica.”, finaliza.

I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras apresenta pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas em formato híbrido de 10 a 12 de dezembro

I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras apresenta pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas em formato híbrido de 10 a 12 de dezembro

O I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras é o primeiro evento nacional dedicado a reunir indígenas pesquisadoras de todos os biomas brasileiros para debater temas como justiça, ciência, educação, saúde e linguagem, valorizando os saberes ancestrais e a produção científica em suas próprias vozes.

Realizado de 10 a 12 de dezembro de 2025, das 9h às 18h30, presencialmente no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, e transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio. A programação conta com sete mesas temáticas ao longo dos três dias, e rituais de abertura, sendo elas: Mesa 1 - Linguagem, Mesa 2 - Mulheres, Mesa 3 - Justiça, Mesa 4 - Resistência, Mesa 5 - Saúde, Mesa 6 - Ciência e Educação e Mesa 7 - Solo e Roçado.

A mesa de encerramento será dedicada a uma avaliação da COP30 feita por indígenas mulheres que participaram da conferência.

As inscrições para o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras estão abertas e são gratuitas. 

🔗 Inscreva-se pelo site oficial do evento: I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras  

🔗 Salve a prévia em nosso canal do YouTube do INCT Caleidoscópio

Sobre o evento

O evento surge no contexto em que a pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas têm ganhado cada vez mais relevância no cenário nacional. Exemplo disso é a criação do Ministério de Povos Indígenas (MPI), em 2023, pelo Presidente Lula. Além dessa ação, também podemos citar o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que visa "ampliar a valorização e o fortalecimento dos saberes indígenas, tradicionais e locais, reconhecendo-os como centrais na produção de conhecimento" (MCTI, 2025).

Atenta a esse debate emergente e à necessidade de fortalecer esta pauta e reconhecer os saberes ancestrais, a Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, por meio do Grupo de Trabalho “Direitos de povos indígenas e tradicionais, interseccionalidade e acesso às Instituições de Ensino Superior” e Arandu - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, dedica-se a produzir dados sobre indígenas mulheres e LGBTQIAPN+ no ensino superior.

Não limitando-se gerar tais dados, a Nucleação tem especial interesse em produzir epistemologias outras, o que apoiamos por meio de editais de bolsas de pesquisa (da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado) dirigidos a indígenas e de um espaço de trabalho acolhedor.

Entre suas ações para atingir tais objetivos, encontra-se o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras. Organizado pelo INCT Caleidoscópio em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e com a Anmiga – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, essa articulação resulta em um evento pioneiro de âmbito nacional para promover o encontro de indígenas pesquisadoras em torno de temas como mulheres, justiça, ciência, educação, resistência, saúde e linguagem. Esses e outros temas serão discutidos por indígenas mulheres de todos os biomas brasileiros, a saber: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, gênero, sexualidade, educação e saberes tradicionais!

Rede Arandu participa do encontro “Corpos, LGBT e Povos Indígenas” realizado pela Mídia Indígena em parceria com a Casa Maraká

Rede Arandu participa do encontro “Corpos, LGBT e Povos Indígenas” realizado pela Mídia Indígena em parceria com a Casa Maraká

O encontro “Corpos, LGBT e Povos Indígenas”, realizado pela Mídia Indígena em parceria com a Casa Maraká, discutiu a trajetória e a importância do movimento indígena LGBTQIA+ e o fortalecimento do movimento com líderes que estiveram a frente e vem conduzindo o movimento, em especial no Coletivo Tibira e na recém-criada Coordenadoria Nĩtcharu, que busca construir políticas públicas diretamente nos territórios.

Em que, se discutiu sobre os seminários que foram realizados nos territórios fortalecendo pessoas indígenas LGBTQIA+ e contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas para esse público.

Representado por Danilo Tupiniquim, integrante da APIB membro do Tibira o coletivo. apresentou sua história, indicando uma inspiração no movimentos de mulheres indígenas, e destacou a necessidade de articular direitos e combater violências que afetam de forma desproporcional pessoas LGBTQIA+ dos povos da floresta, das águas e do campo.

Foram debatidos dados alarmantes de violações, a urgência de protocolos de enfrentamento, a ampliação das casas de acolhimento da sociedade civil, e iniciativas como o Programa Bem Viver+ e o Empodera+ e o Tecendo Direitos, voltados ao acolhimento, geração de renda e construção de projetos de vida.

O encontro também tratou da participação de referências indígenas LGBTQIA+ em espaços de decisão, da demarcação de territórios incluindo menção à previsão de demarcações na COP 30 e do papel do turismo e da representatividade, culminando na preparação para no fazer de seminários nacionais.

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

O I Seminário Internacional “Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades” promove diálogos sobre a inclusão de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, ao debater políticas de permanência e subjetividades. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, em formato híbrido e gratuito.

O seminário será sediado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e tem como objetivo principal fomentar e consolidar um espaço de debate qualificado entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais que integram a Incubadora Social Feminista Antirracista e coordenação Norte Nordeste do Observatório Caleidoscópio — ambos vinculados ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências - INCT Caleidoscópio.

O seminário dialoga sobre políticas de inclusão e permanência de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, com base nos seguintes objetivos específicos:

a. incentivar a troca de conhecimentos e experiências com vistas ao aprimoramento das pesquisas e políticas públicas de acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades, com destaque para a Psicologia; 

b. estimular as discussões sobre os modos de produção de subjetividades de mulheres negras e quilombolas sobre as experiências cotidianas nas universidades, enfatizando as contribuições da Psicologia em diálogo interdisciplinar; 

c. promover o encontro e o estabelecimento de redes de pesquisa entre países de África, Caribe, Haiti e da diáspora africana, voltadas ao incremento de estudos sobre acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades; 

d. incentivar a formação de novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em Psicologia sobre acesso e permanência de mulheres e negras e quilombolas de diferentes unidades da federação e dos países envolvidos numa ambiência acadêmica internacionalizada; 

e. contribuir para a implantação e aprimoramento das políticas de ações afirmativas para quilombolas nos programas de pós-graduação em Psicologia, considerando as singularidades dos modos de vida e epistemes quilombolas, bem como as especificidades regionais dos PPGs.

Com transmissão ao vivo do Centro de Humanidades (CH) da UFCG, a programação inclui mesas, painéis, sessões coordenadas de comunicações orais e oficinas, com seu ápice em 5 de dezembro, quando o evento se desloca para a Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB). No local, será realizada uma Roda Ampliada de Conversação e o encerramento do seminário.

A programação conta com a Poética Artística Negra (Cântico Quilombola) na Solenidade de Abertura, seguida da Conferência de Abertura “Mulheres Quilombolas: territórios, experiências e lutas”. Serão realizadas, ao longo do evento, a Mesa 1 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas Universidades: diálogos territorializados África, Caribe e Brasil”, o Painel 1 – “Cooperação Internacional territorializada para acesso e permanência de mulheres africanas, negras e quilombolas nas universidades” e a Mesa 2 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas universidades: experiências, tensionamentos e contribuições para as Ciências”.

Também integram o cronograma duas Rodas de Conversação — “Mulheres Quilombolas nas Ciências” e “Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência e Subjetividades” — além das Sessões Coordenadas de Comunicações Orais.

"Este seminário nasce da necessidade de preencher uma lacuna na Psicologia brasileira, promovendo um diálogo essencial sobre as realidades de mulheres negras da África, Caribe, Haiti e mulheres quilombolas nas universidades. É um esforço contínuo para enfrentar as heranças colonialistas, garantir a permanência e a progressão dessas mulheres nas carreiras científicas e, assim, impulsionar políticas afirmativas eficazes e adaptadas às suas especificidades", ressalta a docente titular da UFCG, Dolores Cristina Gomes Galindo, Coordenadora Geral do projeto.

Complementando a perspectiva acadêmica, a voz das comunidades quilombolas será igualmente central no evento.

“Como mulher quilombola da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB), vejo este seminário como um marco essencial. É a chance de fortalecer a presença de mulheres quilombolas nas ciências, trocando experiências e construindo redes que nos impulsionem. Queremos visibilidade e reconhecimento para nossos saberes e trajetórias na academia”, afirma a Profa. Ma. Luciene Tavares, integrante da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, Alagoa Grande, Paraíba.

As inscrições para ouvintes permanecem abertas até 4 de dezembro, enquanto o prazo para o envio de resumos encerra-se em 24 de novembro de 2025. As normas de submissão e participação estão disponíveis no site oficial do evento, plataforma na qual também podem ser realizadas as inscrições.

Acesse o site do evento e confira os detalhes do I Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades 

O seminário é organizado pela Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pelo Observatório Norte, Nordeste e Amazônia Legal, ambos vinculados ao INCT Caleidoscópio, com coordenação do grupo de pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades, da UFCG, e apoio do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da CAPES.

Partindo do desdobramento do projeto de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades”, o seminário traz uma contribuição acadêmica e um aprofundamento teórico essenciais para enriquecer as reflexões sobre a centralidade dos territórios e das experiências territorializadas.