Equidade de gênero é fundamental para o futuro da ciência, dizem pesquisadoras do INCT Caleidoscópio

Equidade de gênero é fundamental para o futuro da ciência, dizem pesquisadoras do INCT Caleidoscópio

Durante Conferência Livre, pesquisadoras apresentaram o andamento do trabalho do INCT Caleidoscópio e fizeram recomendações para a 5ª CNCTI.

Publicação original: Observatório Caleidoscópio Sul-Sudeste, 06/05/2024.

Por: Morgani Guzzo e Pedro Ordones

Dos dias 4 a 6 de junho acontece, em Brasília, a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), cujo tema é "Para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido". Na etapa preparatória, a Conferência Livre Meninas e Mulheres na Ciência, realizada no dia 25 de março na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, apresentou iniciativas voltadas à equidade de gênero e, entre elas, o trabalho realizado pelo INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero, Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências.

O diagnóstico das desigualdades é parte fundamental para a discussão dos rumos futuros da ciência, tecnologia e inovação no Brasil, proposta pela 5ª CNCTI. Embora as mulheres sejam maioria na graduação e na pós-graduação em algumas áreas do conhecimento, elas constituem minoria na docência, em cargos de gestão e entre pesquisadoras com bolsa produtividade, situação que é chamada de "efeito tesoura".

De acordo com levantamento de dados realizado pelo Observatório Sul-Sudeste, do INCT Caleidoscópio, 64,76% de quem recebe bolsa produtividade são homens e 34,24% são mulheres. "Mesmo nas Ciências Humanas, onde há maior número de mulheres a nível de pesquisa, elas são minoria entre quem recebe bolsas de produtividade", afirmou durante a Conferência Livre Joana Maria Pedro, professora aposentada do Departamento de História da UFSC, coordenadora do Observatório Sul-Sudeste e pesquisadora do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH/UFSC).

Equidade de gênero é fundamental para o futuro da ciência, dizem pesquisadoras do INCT Caleidoscópio. Durante Conferência Livre, pesquisadoras apresentaram o andamento do trabalho do INCT Caleidoscópio e fizeram recomendações para a 5ª CNCTI.
A historiadora Joana Maria Pedro. Créditos: Jéssica Michels.

As ações em prol da equidade de gênero na ciência, na tecnologia e na inovação perpassam, portanto, pelo olhar sobre as condições para que meninas e mulheres possam não só acessar as universidades, mas permanecer em seus cursos e progredir em suas carreiras.

Nesse sentido, o INCT Caleidoscópio tem, dentre seus objetivos, o desenvolvimento de pesquisas a nível nacional com relação às boas práticas de enfrentamento às violências nas instituições de ensino superior. Morgani Guzzo, pesquisadora de pós-doutorado do Observatório Sul-Sudeste e integrante do LEGH/UFSC, contou durante a Conferência um pouco da sua pesquisa em andamento: "O primeiro passo que demos foi um mapeamento de políticas implementadas pelas universidades públicas no que diz respeito ao recebimento de denúncias, acolhimento das vítimas e enfrentamento às violências de modo geral. Em seguida, temos buscado entrevistar as pessoas responsáveis por implementar essas políticas para entendermos os processos, desafios e o impacto de tais ações".

Dentre as universidades do Sul e do Sudeste mapeadas até o momento pesquisa, estão seis do Rio Grande do Sul, duas de Santa Catarina, uma do Paraná, uma da região sul (UFFS), três de São Paulo, uma do Espírito Santo, duas do Rio de Janeiro e três de Minas Gerais.

Equidade de gênero é fundamental para o futuro da ciência, dizem pesquisadoras do INCT Caleidoscópio. Durante Conferência Livre, pesquisadoras apresentaram o andamento do trabalho do INCT Caleidoscópio e fizeram recomendações para a 5ª CNCTI.
Morgani Guzzo durante a Conferência Livre Meninas e Mulheres na Ciência. Créditos: Jéssica Michels.

De acordo com Morgani, embora algumas já contem com canais de recebimento de denúncias, ainda são poucas as que implementaram ações amplas de enfrentamento às violências de gênero. "A maioria ainda possui apenas a Ouvidoria como instrumento para registrar as denúncias, sendo comum que elas sejam arquivadas sem a devida responsabilização de quem praticou as violências. Além disso, são incipientes os mecanismos de acolhimento às vítimas e as ações de prevenção e educação que façam frente à cultura onde tais violências e assédios institucionais são naturalizados", completou Morgani.

Para a pesquisadora, também é necessário criar formas de monitoramento dessas políticas, além de avaliar se a comunidade científica sabe a quem recorrer quando necessário. "O passo seguinte é divulgar amplamente as iniciativas exitosas para estimular que outras instituições também implementem políticas semelhantes, além de pensar em metodologias para monitorar a eficácia dessas ações".

Nesse sentido, o INCT Caleidoscópio tem, dentre seus objetivos, o desenvolvimento de pesquisas a nível nacional com relação às boas práticas de enfrentamento às violências nas instituições de ensino superior. Morgani Guzzo, pesquisadora de pós-doutorado do Observatório Sul-Sudeste e integrante do LEGH/UFSC contou, durante a Conferência, um pouco da sua pesquisa em andamento. "O primeiro passo que demos foi um mapeamento de políticas implementadas pelas universidades públicas no que diz respeito ao recebimento de denúncias, acolhimento das vítimas e enfrentamento às violências de modo geral. Em seguida, temos buscado entrevistar as pessoas responsáveis por implementar essas políticas para entendermos os processos, desafios e o impacto de tais ações".

A criação do INCT Caleidoscópio é resultado da preocupação de diversas pesquisadoras e núcleos de pesquisa sobre a desigualdade de gênero na ciência. Por isso, o fortalecimento de redes como a Caleidoscópio - Rede Nacional de Estudos Feministas, Transfeministas, Antirracistas, Transdisciplinares e Decoloniais também é importante para avançar nesse tema, segundo a pesquisadora Joana Maria Pedro. "Precisamos garantir que temáticas como a equidade de gênero e o enfrentamento às violências nas universidades estejam na Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Também é preciso promover o fortalecimento das redes como a Parent In Science, a Andorinhas e a Caleidoscópio e reforçar a necessidade de mecanismos de proteção e segurança jurídica para aquelas que fazem denúncias", defendeu.

A 5ª CNCTI é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal, com organização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com apoio de diversas entidades como a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), entre outras. O principal objetivo desta edição, que acontece 14 anos após a última CNCTI, é analisar os programas, planos e resultados da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) de 2016-2023 e propor recomendações para a elaboração da ENCTI de 2024-2030.

https://youtu.be/bWfjTTOsPRg

Equidade de gênero é fundamental para o futuro da ciência, dizem pesquisadoras do INCT Caleidoscópio

INCT Caleidoscópio participa da Conferência sobre mulheres e meninas na Ciência, em Florianópolis

Evento aconteceu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) no último dia 25 de março, e contou com a presença de docentes e pesquisadoras representantes de diferentes projetos e grupos de pesquisa comprometidos com estudos de gênero e com a formação de jovens cientistas.


Publicação original: Observatório Caleidoscópio Sul-Sudeste, 22/4/2024

Por: Morgani Guzzo e Pedro Ordones

No último dia 25 de março, as pesquisadoras Joana Maria Pedro e Morgani Guzzo representaram o INCT Caleidoscópio durante a Conferência "Livre Mulheres e Meninas nas Ciências", realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e organizada pela Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) regional de Santa Catarina. meninas e mulheres nas diferentes áreas do conhecimento e sugerir demandas

A atividade, que é preparatória para a 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (CNCTI), que vai acontecer em junho, em Brasília, teve como objetivo apresentar diferentes iniciativas desenvolvidas em Santa Catarina que visem ampliar a presença de regionais a serem tratadas na conferência em Brasília.

Estiveram presentes docentes e pesquisadoras de universidades como a UFSC (Florianópolis, Araranguá, Joinville), a UDESC (Florianópolis, Joinville), a Uniplac (Lages) e representantes de diferentes projetos e grupos de pesquisa comprometidos com estudos de gênero e com a formação de jovens cientistas. Entre as palestrantes, Joana Maria Pedro e Morgani Guzzo apresentaram o que é o INCT Caleidoscópio e os trabalhos realizados até o momento pelo Observatório Sul-Sudeste, que tem na coordenação pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de Campinas (Unicamp).

Joana Maria Pedro, é professora aposentada do Departamento de História da UFSC, e uma das coordenadoras do Observatório Sul-Sudeste; já Morgani Guzzo é jornalista e realiza seu estágio pós-doutoral junto ao INCT Caleidoscópio e o Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/UFSC). Ambas são pesquisadoras do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH).

"O INCT é um edital do CNPQ que visa estimular a criação de redes de pesquisadoras e o desenvolvimento de tecnologias sociais e comunicação em Ciência e Tecnologia. O projeto do INCT Caleidoscópio partiu das discussões realizadas pela Rede Nacional de Estudos e Pesquisas Feministas, Transfeministas, Antirracistas, Interdisciplinares e Decoloniais, que chamamos de Rede Caleidoscópio", explicou Joana Maria Pedro no evento. "O intuito é compreender e enfrentar as desigualdades, violências e iniquidades de gênero e suas interseccionalidades nos ambientes universitários e nos espaços da Ciência como um todo.", completou.

Apresentando parte de sua pesquisa como pós-doutoranda junto ao INCT Caleidoscópio, Morgani ressaltou que, para além da necessidade de políticas de permanência nas universidades, é preciso que sejam criados e monitorados mecanismos e ações de enfrentamento às violências. "Sabemos que existem diversas políticas públicas de acesso à universidade, porém queremos garantir que essas políticas sejam também de permanência, pois a violência, que afeta em maioria as mulheres, é uma das questões que as levam a não continuar nas universidades".

As pesquisadoras também apresentaram um breve diagnóstico do que foi possível levantar na pesquisa em andamento e algumas recomendações para serem levadas para a 5ª CNCTI.

INCT Caleidoscópio participa da Conferência sobre mulheres e meninas na Ciência, em Florianópolis
Da esquerda para a direita: Alexandra Alencar (Ebó Epistêmico/UFSC), Tatiana Renata Garcia (Meninas na Tecnologia/UFSC Joinville), Maria Elisa Máximo (SBPC/SC), Geovana Lunardi Mendes (Udesc), Joana Maria Pedro (INCT Caleidoscípio/UFSC),
Janine Gomes da Silva (IEG/UFSC) e Morgani Guzzo (INCT Caleidoscópio/UFSC). Créditos: Jéssica Michels.

Além do INCT Caleidoscópio, a Conferência Livre contou com representações de importantes entidades e instituições, como o Instituto de Estudos de GêneroCátedra Antonieta de BarrosEbó Epistêmico e os projetos Meninas na Ciência e Meninas na Tecnologia, referências no trabalho pela equidade de gênero, raça, classe, entre outros marcadores sociais, que é parte dos eixos principais da Conferência Nacional.

A Conferência Livre teve apoio da UFSC, do mandato da Dep. Estadual Luciane Carminatti, da SBPC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação/Governo Federal.

Rede Andorinhas no enfrentamento à desigualdade de gênero na UFOP

Rede Andorinhas no enfrentamento à desigualdade de gênero na UFOP

Por: Morgani Guzzo e Pedro Ordones, em 16/4/2024

Observatório Sul-Sudeste

Você já se perguntou a diferença que pode fazer uma mulher em cargos de gestão na Universidade? Ou que mudanças as mulheres podem provocar em qualquer âmbito quando se unem e se organizam?

Em meio à pandemia, no dia 21 de junho de 2021, Patrícia Moreira, mestre e doutora em genética e professora do Departamento de Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente da UFOP, ajudou a fundar a Andorinhas, uma rede de mulheres compostas por mulheres cis e trans de todas as categorias da Universidade Federal de Ouro Preto (discentes, docentes, servidoras tecnico-administrativas e, também, terceirizadas).

O coletivo Andorinhas - Rede de Mulheres da UFOP surgiu com o objetivo principal de diminuir as assimetrias de gênero no âmbito da universidade, além de lutar contra as violências contra as mulheres. "Nossa intenção é mostrar que o ambiente universitário é também para as mulheres, é um espaço de direito delas e aos poucos estamos conseguindo mostrar isso e fazer a diferença para a comunidade da nossa universidade", contou Patrícia durante o evento "Ocupação INCT Caleidoscópio: as Redes e os desafios da equidade e diversidade de gênero na academia", que aconteceu no dia 27 de novembro de 2023 por videoconferência.

Desde a sua criação, em quase três anos de lutas, a Rede Andorinhas obteve conquistas significativas para as mulheres da universidade mineira. Entre elas, a aprovação da Resolução 2606 pelo Conselho Universitário (CUNI), que garante às mulheres que tiveram filhos ou adotaram durante o período avaliativo para progressão de cargo, o direito de cumprir apenas 50% dos créditos necessários para a progressão.

Além desta, o coletivo conseguiu a aprovação da resolução 2607, que torna obrigatório que as bancas dos concursos da UFOP sejam compostas por, no mínimo, um terço de mulheres e em uma perspectiva interseccional étnico/racial, de gênero, sexualidade e deficiência como membros titulares. Na resolução ainda consta, no que diz respeito à avaliação dos currículos, que a candidata que passou por gestação ou adotou uma ou mais crianças no período em avaliação, terá correção de 10% a 20% na pontuação obtida.

A Rede também garantiu que gestantes e adotantes tenham pontuação corrigida de forma semelhante na avaliação do currículo nos editais internos da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da instituição.

Além dessas conquistas, a Rede Andorinhas vem trabalhando para garantir equidade e o enfrentamento efetivo às violências contra as mulheres. Uma das ações nesse sentido é o estímulo à participação de docentes e técnicos administrativos em cursos e palestras sobre gênero, diversidades e violências e, desde o final de 2023, o coletivo conseguiu que todos os novos servidores, ao integrarem o corpo de funcionários da universidade, fossem obrigados a participar de cursos a respeito de temas como assédios no ambiente universitário, através do programa Sala Aberta.

A UFOP tem avançado nas políticas de equidade também com a atuação de outros coletivos, como o MANU (Maternidade e Universidade, que, em parceria com a rede de mulheres, garantiu uma bolsa maternidade de R$ 200,00 para discentes de graduação, além do acesso de seus filhos ao Restaurante Universitário (RU). É destaque também a atuação da Ouvidoria Feminina, instituída na universidade em 2017, e a Resolução (2.249) sobre o fluxo de recebimento e encaminhamento de denúncias de violência contra as mulheres na Universidade. Pela qualidade de seu trabalho, a Ouvidoria Feminina venceu o 1º Concurso Boas Práticas do Ministério da Educação (MEC) na categoria "Aprimoramento das Atividades de Ouvidoria", em novembro de 2023.

Por mais meninas e mulheres nas ciências: pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de conferência por equidade de gênero no RJ

Por mais meninas e mulheres nas ciências: pesquisadoras do INCT Caleidoscópio participam de conferência por equidade de gênero no RJ

Por: Inara Fonseca, em 13/3/2024

Nos dias 15 e 16 de março, no Teatro Odylo Costa Filho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), as professoras Dolores Galindo (UFCG), Silvia Lúcia Ferreira (UFBA) e a pós-doutoranda Zizele Ferreira (UFCG) estarão presentes na Conferência Temática "Mais Meninas e Mulheres nas Ciências: por uma agenda de equidade e interseccionalidade", representando o INCT Caleidoscópio. O evento faz parte de uma mobilização nacional para incentivar o debate sobre equidade de gênero nas ciências.

“A Conferência Temática é um dos dispositivos centrais na democratização das ciências no Brasil, sendo fundamental a participação do INCT Caleidoscópio nesse momento de retomada das conferências no país. O INCT Caleidoscópio tendo como horizonte a permanência do debate sobre gênero nas ciências vem contribuindo, ao lado de outras entidades, para a programação e realização da conferência "Mais Meninas e Mulheres nas Ciências: por uma agenda de equidade e interseccionalidade", mais especificamente na programação e mobilização da conferência”, explica Dolores Galindo, membra do Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio.

Dolores Galindo estará presente na “Mesa inicial com redes de mulheres, entidades e movimentos sociais” que conta também com a participação de Luciana Santos (Ministra da Ciência Tecnologia e Inovação), Maria Helena Guarezi (Ministra das Mulheres em exercício), Ana Priscila Alves (Vice Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos), Leticia de Oliveira (Parent in Science), Elaine Nascimento (Rede Brasileira de Mulheres Cientistas) e Vanja Andréa Reis dos Santos (União Brasileira de Mulheres). 

Silvia Ferreira irá coordenar a Mesa 3: Gênero e Financiamento à Pesquisa & Inovação no Brasil: contribuições a uma agenda de equidade e interseccionalidade, Zizele Ferreira irá coordenar a Mesa 4: Baixa representação das mulheres em espaços de poder. Confira a programação completa aqui.

O evento, realizado no âmbito da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI), vai discutir pautas como: o impacto da construção de estereótipos de gênero e raça nas carreiras científicas, o assédio e a baixa representação das mulheres em espaços de poder. Além disso, a conferência realizará grupos de trabalho sobre temas que incidem sobre as meninas e mulheres no âmbito da ciência.

“Temos que parabenizar a capacidade de articulação das mulheres pelo Brasil afora para organizar em tão pouco tempo uma Conferência Temática que vai levar propostas à Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. Já temos no Brasil um quantitativo importante de mulheres cientistas, mas de modo geral elas enfrentam ainda iniquidades, desigualdades e violências institucionais que as impedem de viver de modo pleno essa experiência”, analisa Silvia Lúcia Ferreira, membra do Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio.

A Conferência será transmitida simultaneamente pelo canal do MCTI e do INCT Caleidoscópio no Youtube.

5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 

A 5ª CNCTI tem caráter consultivo e volta a ser organizada depois de um hiato de 14 anos. Seu objetivo é discutir junto à sociedade as necessidades na área de Ciência e Tecnologia (C&T) e propor recomendações para a elaboração de uma nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) que deverá ser seguida pelos próximos anos (2024-2030). A nova estratégia substituirá a de 2016-2023, que durante o evento, também terá seus programas, planos e resultados analisados.


Entrevista: pesquisadora do INCT Caleidoscópio Zizele Ferreira fala sobre questões raciais e pesquisas em comunidades quilombolas

Entrevista: pesquisadora do INCT Caleidoscópio Zizele Ferreira fala sobre questões raciais e pesquisas em comunidades quilombolas

Publicado pelo Canal TV Universidade - UFMT em 24/7/2023

Por: Bárbara Arato. Link de acesso ao vídeo.

Nesta entrevista, Zizele Ferreira (contato: ferreirazizele@gmail.com), presidente do Conselho de Políticas de Ações Afirmativas, que representa a sociedade civil na UFMT, fala sobre o início de sua vida acadêmica e toda sua trajetória, sobre como o Conselho atua na Universidade e como a instituição pode ser receptiva às questões raciais.

O programa Proseando é exibido todas as terças-feiras no canal 2.1 da TV aberta na região metropolitana de Cuiabá-MT, às 18h40 (horário de Mato Grosso). É realizado pela equipe da TV Universidade da UFMT.

Assista o vídeo na íntegra!