Vamos tomar um cafezinho (ou um chá) e aproveitar para ler textos que nos instrumentem em nossa busca por uma produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais ou contracoloniais?

Um cafezinho ou um chá, uma leitura prévia e uma conversa para colocar o pensamento em movimento. Essa é a proposta do Café Contracolonial – Introdução ao Pensamento Incômodo de Rita Segato, que realiza encontros semanais para leitura e discussão coletiva de textos voltados à produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais.

Os encontros acontecem às terças-feiras, das 10h às 11h50, em formato híbrido. Presencialmente, o grupo se reúne na sede do INCT Caleidoscópio, na Universidade de Brasília (UnB), e participantes de outras localidades podem acompanhar as atividades simultaneamente pelo online.

A iniciativa é promovida pelo Grupo Temático Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES (GT-TER) e pelo Grupo Temático Histórias e Memórias de Mulheres: Educação e Visibilidade (GT-HMM), no âmbito da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, em parceria com o Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELiS/CEAM/UnB/) e o Instituto Federal de Brasília (IFB).

Café, leitura e troca de saberes

A proposta do Café Contracolonial é criar um espaço de encontro em torno de leituras que contribuam para a produção, recuperação e comunicação de conhecimentos decoloniais e contracoloniais. A cada semana, uma leitura de base é realizada previamente pelas pessoas participantes e pode ser acompanhada por um texto escrito ou material audiovisual complementar facultativo.

Depois de preparar o café ou o chá, os encontros começam com uma breve apresentação para recuperar a leitura prévia e abrir a discussão. A ideia é que os textos funcionem como impulso para as trocas e reflexões construídas coletivamente ao longo das reuniões.

Continue lendo para acessar o cronograma de leituras!

De Rita Segato a Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí: um percurso para incomodar pensamentos

A programação começou em agosto e segue até dezembro, com um percurso de leituras que passa principalmente pelas obras de Rita Segato e Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí.

Os primeiros encontros são dedicados a textos de Rita Segato que discutem temas como família, sexo e gênero, colonialidade, relações entre gênero e raça, patriarcado e territorialidade. Em outubro, o percurso passa a incorporar A invenção das mulheres, de Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, com a leitura do prefácio e de cinco capítulos da obra.

As discussões percorrem questões relacionadas às teorias ocidentais e aos sujeitos africanos, à cosmologia e às instituições socioculturais Oyó-Iorubás, às tradições orais, ao gênero, ao colonialismo e à tradução das culturas. A programação segue até 8 de dezembro, quando está prevista a leitura de Gênero, Política e Hibridismo, de Rita Segato.

Um café que também pode ser virtual

Para ampliar o alcance as pessoas interessadas, os encontros ocorrem em formato híbrido. Assim, leitoras e leitores que não residem em Brasília estão convidadas e convidados a passar um café, ou um chá, e se juntar a nós!

Vale pontuar que o formato híbrido tem permitido que a roda de conversa ultrapasse o espaço físico da Universidade de Brasília. Segundo Jacqueline Fiuza, os encontros já contaram com participantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Roraima e de Brasília.

A participação a distância amplia, assim, as possibilidades de encontro e troca entre pessoas de diferentes localidades, enquanto quem está presencialmente compartilha também o cafezinho — ou o chá — que inspira o nome e a dinâmica da atividade.

Prepare-se para o café (ou o chá) e participe

O Café Contracolonial acontece às terças-feiras, das 10h às 11h50. Em Brasília, os encontros presenciais são realizados na sede do INCT Caleidoscópio, Ala Sul, Módulo 8, Instituto Central de Ciências (ICC), Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília.

Quem não puder estar presencialmente pode acompanhar os encontros on-line pelo Microsoft Teams.

Acesse a sala do Café Contracolonial no Microsoft Teams pelo link clicando aqui!

Para mais informações, escreva para gtter@unb.br.

Mesa de café. Imagem/Reprodução: Arquivo INCT Caleidoscópio.

"Mesa pronta para esperar vocês pro nosso café contracolonial. Quem não puder estar presencialmente pode chegar junto por aqui, acesse pelo Link para estar conosco nos encontros deste semestre 🤗!", convida Jacqueline.

Confira o percurso de leituras dos encontros

DataLeitura
18/08Seminário GT HMM
25/08Texto 1: Inventando a natureza: família, sexo e gênero no Xangô do Recife — Rita Segato
01/09Texto 2: Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial — Rita Segato
08/09Texto 3: O Édipo brasileiro: a dupla negação de gênero e raça — Rita Segato. Leitura complementar: Como o racismo criou o Brasil — Jessé Souza (tradução livre)
15/09Texto 4: Patriarcado: Del borde al centro. Disciplinamiento, territorialidad y crueldad en la fase apocalíptica del capital — Rita Segato
13/10Texto 5: El sexo y la norma: frente estatal, patriarcado, desposesión, colonialidad — Rita Segato
20/10Texto 6: Prefácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
27/10Texto 7: Capítulo 1 — A invenção das mulheres: Visualizando o corpo: teorias ocidentais e sujeitos africanos — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
03/11Texto 8: Capítulo 2 — A invenção das mulheres: (Re)constituindo a cosmologia e as instituições socioculturais Oyó-Iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
10/11Texto 9: Capítulo 3 — A invenção das mulheres: Fazendo história, criando gênero: a invenção de homens e reis na escrita das tradições orais de Oyó — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
17/11Texto 10: Capítulo 4 — A invenção das mulheres: Colonizando corpos e mentes: gênero e colonialismo — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
24/11Texto 11: Capítulo 5 — A invenção das mulheres: A tradução das culturas: generificando a linguagem, a oralitura e a cosmopercepção iorubás — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí
01/12Texto 12: Posfácio — A invenção das mulheres — Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí; Uma obra referencial para a afirmação do pensamento e dos modos de existências africanos — Claudia Miranda
08/12Texto 13: Gênero, Política e Hibridismo — Rita Segato