O segundo episódio do Pod HMM está no ar com o tema pesquisa engajada

O segundo episódio do Pod HMM está no ar com o tema pesquisa engajada

Com grande alegria, informamos que o segundo episódio da série PodHMM, uma produção do GT Histórias e Memórias de Mulheres: educação e visibilidade (GT HMM), desta vez produzido em cooperação com o GT Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES (GT TER), está no ar.

Neste segundo episódio do Pod HMM, o papo sobre pesquisa engajada foi conduzido por Joana Plaza Pinto, professora da Universidade Federal de Goiás, pesquisadora do CNPq e integrante do GT Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES (GT TER), do INCT Caleidoscópio. Para falar sobre metodologias de pesquisas engajadas para transformação social e política, Joana conversou com as pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Maria Carmen Aires Gomes, coordenadora do Projeto Me(i)nstruação (FAP-DF/CNPq) e Jacqueline Fiuza da Silva Regis, coordenadora do projeto Menopausemos (CNPq). 

O episódio contou ainda com a parceria do projeto “Sobre metapragmáticas, subjetivação e redistribuição da materialidade semiótica entre estudantes migrantes”, financiado pelo CNPq e pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás, projeto ligado ao grupo de pesquisa Perspectivas Linguísticas Contemporâneas, da Universidade Federal de Goiás, coordenado por Joana Plaza Pinto, e com o GT Tecnologias de Enfrentamento a Racismos em Escolas e IES, do qual Joana também é integrante. 

Joana esteve de 1993 a 2012 envolvida em diferentes formações feministas como parte da sua atuação no Grupo Transas do Corpo, grupo feminista que atuou em Goiás desde 1987. Segundo ela, foi no feminismo que conheceu a prática colaborativa tanto de pesquisa quanto de formação, desenvolvida em ambientes coletivos, sempre de olho na ação e na transformação social. 

Maria Carmen Aires Gomes é Professora Titular da Universidade de Brasília, atuante no CEAM - Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares. Ela foi durante 25 anos professora da Universidade Federal de Viçosa, onde fundou o grupo de pesquisa AFECTO. Atualmente integra Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades, Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências (CNPq 406771/2022-7 ). É editora do periódico RALED/ALED e Coordenadora geral do Projeto MEInstruAÇÃO. 

Jacqueline Fiuza da Silva Regis é atualmente pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística, UnB e coordenadora na Incubadora Social do INCT Caleidoscópio, nucleação Centro-Oeste, dos Grupos Temáticos “Saúde das mulheres em escolas e IES”; “Tecnologias de enfrentamento a racismos em escolas e IES” e “Histórias e memórias de mulheres: educação e visibilidade”. Jacqueline é Bolsista Conhecimento Brasil/CNPq, com o projeto “MenoPausemos: pesquisa, extensão e comunicação científica sobre corpos em idade (pós-)menstrual” (CNPq 446078/2024-7) e integra o Núcleo de Estudos Linguagem e Sociedade, CEAM/UnB, e o LabEC, Laboratório de Estudos Críticos do Discurso, do IL/UnB.

Para escutar, é só clicar aqui.

Youtube: https://youtu.be/ZEYcJpgAtPc?si=QfFYHLpJ8V_VJODx

Spotify: https://open.spotify.com/episode/5xDXJosyg1BgM202r5waDH?si=l5O5A-SrQLWmDY6FOuPCbg

Rede Arandu participa do lançamento de pesquisa inédita sobre os custos econômicos da exclusão de pessoas LGBTQIA+ do mercado de trabalho no Brasil

Rede Arandu participa do lançamento de pesquisa inédita sobre os custos econômicos da exclusão de pessoas LGBTQIA+ do mercado de trabalho no Brasil

Escrito por: Júlia Machado Dias.

No dia 29 de abril de 2026, teve lugar no auditório Celso Furtado do Ministério da Gestão e Inovação uma pesquisa que quantifica as perdas que o Brasil tem com a exclusão de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho. Organizada pelo Banco Mundial em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), a pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Matizes em parceria com diversas organizações da sociedade civil, que apoiaram na coleta de dados com suas bases.

Foram comparados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE: pessoas com idade, gênero e escolaridade similares, com diferença quanto à orientação sexual, identidade e expressão de gênero e características sexuais. De acordo com a pesquisa, o Brasil perde anualmente 94,4 bilhões (que corresponde a 0,8% do PIB) devido à salários mais baixos, desemprego, inatividade e informalidade.

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu, LGBTQIA+
Imagem/arquivos Rede Arandu.

Ao mesmo tempo que demonstra a importância da coleta e mapeamento de dados referentes à população LGBTQIA+, fica evidente como o governo brasileiro precisa avançar nessa coleta, realizada majoritariamente por organizações da sociedade civil interessadas em destacar elementos das vivências dessa população no país.

Durante o lançamento da publicação, foi destacado o aumento recente na geração de empregos formais no país. Nesse sentido, a exclusão LGBTQIA+ no mercado de trabalho está atrelada à existência de desafios estruturais persistentes como a informalidade, desigualdade de renda e subutilização de capital humano a partir de gênero, sexualidade, raça, território e acesso à educação formal. A título de exemplo, enquanto a taxa nacional de desemprego é de 7,7%, a taxa entre indivíduos LGBTQIA+ foi estimada em 15,2%, quase o dobro. Essa taxa é especialmente alta entre pessoas que relataram níveis mais elevados de discriminação e estima no local de trabalho, relatadas com mais frequência por pessoas transexuais, não binárias e intersexo.

Foram apontados como caminhos para a mudança: reforçar proteções sociais que já existem, ampliar o acesso a empregos de qualidade, mobilizar empresas do setor privado e corrigir a lacuna de dados permanentemente.

A pesquisa contou com dados de indígenas LGBTQIA+, que representaram 4% do universo total. Entretanto, não foram destacadas especificidades referentes a critérios étnico-raciais.

Para acessar a publicação, acesse o site: https://custodaexclusaolgbti.com.br/

Rede Arandu acompanha a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) e a marcha principal do maior movimento indígena do Brasil

Rede Arandu acompanha a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) e a marcha principal do maior movimento indígena do Brasil

Escrito por: Alessandra Prates.

No dia 7 de abril de 2026, durante a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), a Rede Arandu acompanhou a marcha principal do maior movimento indígena do Brasil. A mobilização reuniu cerca de 7 mil indígenas de diversas regiões do país, que caminharam do acampamento até o Congresso Nacional, em Brasília, em um ato de resistência, visibilidade e reivindicação de direitos.

Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, a marcha deste ano reforçou a urgência das pautas indígenas diante de ameaças crescentes aos seus territórios, modos de vida e direitos constitucionais. A concentração teve início ainda pela manhã, com saída oficial às 9h20, reunindo delegações de diferentes povos, culturas e territórios, em uma demonstração de unidade e força coletiva.

Entre as principais reivindicações levantadas ao longo da caminhada esteve a forte oposição ao projeto da Ferrogrão, ferrovia planejada para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste até portos do Norte do país. Lideranças indígenas denunciaram os impactos socioambientais da obra, especialmente sobre territórios tradicionais e áreas de preservação na Amazônia. 

Em nota, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) destacou que a retomada do julgamento do projeto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), justamente durante a realização do ATL 2026, evidencia a necessidade de mobilização contínua. Segundo a organização, “nosso futuro não está à venda, e não permitiremos que a ganância do agronegócio e de grandes corporações estrangeiras destrua a Amazônia e o Cerrado. A resposta somos nós”.

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu, ATL
Imagem/arquivo Rede Arandu.

Outro ponto amplamente denunciado durante a marcha foi o avanço do projeto de mineração da empresa Belo Sun, no Pará. Os participantes chamaram atenção para os impactos da mineração em larga escala, incluindo a contaminação das águas, a degradação ambiental e os riscos diretos à sobrevivência física e cultural dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Também foram criticados projetos de hidrovias e outras iniciativas que ameaçam os ecossistemas e comprometem a segurança alimentar e hídrica dessas populações.

Ao longo de todo o percurso, cantos, faixas, pinturas corporais e rituais tradicionais marcaram a marcha, transformando o ato político em uma poderosa expressão de identidade, resistência e ancestralidade. A presença massiva de jovens, lideranças e anciãos evidenciou a continuidade da luta indígena entre gerações.

Após a cobertura da marcha, a Rede Arandu deu início à produção da segunda temporada de seu podcast, ampliando as formas de registro e difusão das vozes, narrativas e lutas dos povos indígenas presentes no Acampamento Terra Livre 2026. A iniciativa busca aprofundar debates, compartilhar experiências e fortalecer a comunicação indígena a partir das perspectivas dos próprios protagonistas.

A Rede Arandu segue acompanhando de perto os principais acontecimentos do Acampamento Terra Livre 2026, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas. Em um cenário de constantes ameaças, a mobilização no ATL demonstra que os povos originários permanecem firmes na proteção de seus territórios e na construção de um futuro que não está à venda.

1º Formação em Direitos Humanos, Justiça Climática e Incidência política para Indígenas LGBTQIA+: relato de experiência

1º Formação em Direitos Humanos, Justiça Climática e Incidência política para Indígenas LGBTQIA+: relato de experiência

Escrito por: Alessandra Prates.

Nos dias 09, 10 e 11 de fevereiro à Rede Arandu foi convidada pelo coletivo Tybyra, o primeiro coletivo indígena lgbtqia + do Brasil (mais informações em @indigenaslgbt), para a 1º Formação em Direitos Humanos, Justiça Climática e Incidência política para Indígenas LGBTQIA+, na cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais. O evento foi realizado no espaço da Cellos (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais), organização da sociedade civil afiliada a ABGLT que luta pelos direitos e promoção da cidadania da população LGBTQIA+ de Minas Gerais.

Nessa formação, a Rede Arandu esteve presente tanto no apoio à construção pedagógica — realizada pela integrante da rede e pesquisadora Júlia Machado Dias — quanto na composição do painel “Justiça Climática e Racismo Ambiental”, ministrado pela coordenadora da rede, Tchella Maso, e pela integrante e pesquisadora Yara Martinelli, com mediação da co-coordenadora Alessandra Prates.

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu
Imagem: André Guajajara.

A oficina foi um momento de construir pensamentos e tensionar perspectivas sobre gênero, sexualidades, justiça climática e  acima de tudo de como refletir sobre todos esses processos sendo um corpo-território indígena LGBTQIA+ nessa temática da justiça climática e espaços que negociam essas ações. 

Destaca a presença das pesquisadoras e psicólogas, que compõem o grupo de trabalho de saúde mental da Rede Arandu, Deborah Gonçalves e Aléxia Makuxi que ministraram uma oficina sobre saúde mental com a proposta de criar um fluxograma que atenda de maneira mais adequada os corpos indígenas LGBTQIA+ nos serviços de prevenção e cuidado da vida.

Destacamos ainda, a presença da Deputada Célia Xakriabá (PSOL), que possibilitou a partir de emenda parlamentar a implementação dessa formação para mais de 25 lideranças indígenas LGBTQIA+ do Brasil e seus respectivos coletivos: Coletivo Caboclas, Coletivo Xique-xique, Coletivo JUIND, Coletivo Miriã Mahsã, Instituto Ipakéy, Coletivo Apaîé e Coletivo Indígena LGBTQIA+ Kaingang.

Ainda presentes, a Coordenadora de Políticas para Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos e pesquisadora Indígenas e pesquisadora da Rede Arandu Alane Baré, o Coordenador de Direitos Sociais do Ministério dos Povos Indígenas Niotxarú Pataxó, o representante da Organização para Migração das Nações Unidas, Felipe Wunder, a assessora da deputada Duda Salabert, Mallu Almeida,  Alcineide Piratapuya (ACNUDH e Mentoranda no Kuntari Katu), Amanda Alvares Ferreira (VIRTUAL) (Rede Arandu. Doutora em Relações Internacionais), Estevão Fernandes (VIRTUAL) (Rede Arandu. Autor do livro “Existe Índio Gay? A Colonização das Sexualidades Indígenas no Brasil), Rodrigo Deodato (ACNUDH), Alessandro Mariano (Coletivo LGBTQIA+ da Via Campesina), Carlos Magno (Cellos MG).

Também estiveram presentes a coordenadora de Políticas para Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas e pesquisadora da Rede Arandu, Alane Baré; o coordenador de Direitos Sociais do Ministério dos Povos Indígenas, Niotxarú Pataxó; o representante da Organização Internacional para as Migrações (OIM/ONU), Felipe Wunder; a assessora da deputada Duda Salabert, Mallu Almeida; Alcineide Piratapuya (ACNUDH e mentoranda no Kuntari Katu); Amanda Alvares Ferreira (participação virtual), integrante da Rede Arandu e doutora em Relações Internacionais; Estevão Fernandes (participação virtual), integrante da Rede Arandu e autor do livro “Existe Índio Gay? A Colonização das Sexualidades Indígenas no Brasil”; Rodrigo Deodato (ACNUDH); Alessandro Mariano (Coletivo LGBTQIA+ da Via Campesina); e Carlos Magno (Cellos MG).

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu
Imagem: André Guajajara.

Ao final da formação se criou uma carta política dos coletivos indígenas LGBTQIA+, fruto do primeiro curso de formação em direitos humanos e justiça climática para lideranças indígenas LGBTQIA+, disponível no link: <https://midiaindigena.com.br/destaques/12/02/2026/carta-politica-de-coletivos-indigenas-lgbtqia-reivindica-protecao-a-vida-e-articulacao-nacional/>.

Coletivo Tybyra e Rede Arandu abordam violência contra indígenas transexuais e travestis em capítulo do Dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA)

Coletivo Tybyra e Rede Arandu abordam violência contra indígenas transexuais e travestis em capítulo do Dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA)

Escrito por: Júlia Machado Dias, Danilo Tupinikim e Tchella Maso.

Aconteceu no dia 26 de janeiro de 2026 o lançamento da 9ª edição do Dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2025, organizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. O lançamento forma parte das atividades do Seminário Nacional da Visibilidade Trans.

O texto “Corpos e Territórios: Colonialidade, Transfobia e Genocídio de Indígenas Trans e Travestis”, de autoria de integrantes da Arandu e do Coletivo TyBYRA, denuncia que os corpos indígenas dissidentes — especialmente pessoas trans e travestis — são alvo de uma violência estrutural que articula colonialidade, racismo e transfobia como sistemas inseparáveis de dominação. A colonialidade não é tratada como passado, mas como estrutura viva e atualizada que opera através do Estado e suas instituições para negar existência, território e direitos a essas populações, produzindo um cenário necropolítico em que determinadas vidas são consideradas descartáveis.

A violência transcende o ataque físico individual, configurando-se como genocídio sistemático que destrói modos ancestrais de existir ao romper vínculos comunitários, subalternizar culturas e impor padrões coloniais de gênero e sexualidade. O argumento central sustenta que território e corpo são dimensões indissociáveis para povos indígenas, de modo que a transfobia contra indígenas representa a continuação do projeto colonial, perpetuada pela ausência de políticas públicas, subnotificação de violências e omissão estatal deliberada que empurra esses corpos para a invisibilidade e a morte.

Bruna Benevides, Presidenta da ANTRA, foi também a responsável pela coordenação, pesquisa e análise dos dados levantados. Durante sua fala no evento de lançamento, Bruna apontou o papel da sociedade civil na organização e sistematização de dados sobre violências contra travestis e transexuais, especialmente devido à ausência de dados censitários a esse respeito.O Dossiê apresenta redução de 34% no número de assassinatos de pessoas transexuais em relação ao ano anterior. Entretanto, Bruna pontuou que menos dados não significa menos violência.

“Nesse sentido, a redução estatística observada em 2025 deve ser compreendida como expressão do aprofundamento da escassez de cidadania e do abandono deliberado da população trans pelo Estado brasileiro [tendo em vista a ausência de políticas públicas para combater essa violência], e não como qualquer forma de avanço ou proteção efetiva” (Benevides, Bruna G. Dossiê: assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2025. / Bruna G. Benevides; ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) - Brasília, DF: Distrito Drag; ANTRA, 2026).

INCT Caleidoscópio, Rede Arandu
Foto: Bruna Benevides apresentando os principais resultados da pesquisa.

A relevância da 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ também foi citada, bem como o envolvimento do movimento LGBTQIA+, essencial para ampliar as discussões e direitos sem se restringir a discussões a respeito do nome social e de banheiros inclusivos. A Conferência aconteceu no ano passado, depois de quase 10 anos sem sua realização e, portanto, sem espaço para participação social na temática. 

Jovanna Baby, membro do Conselho LGBTQIA+ como representante do FONATRANS (Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras), defendeu a necessidade de ampliar a luta LGBTQIA+ dentro da educação básica, construí-la para corpos transexuais que tem sido sumariamente excluídos deste local. De acordo com a ativista, as cotas para universidades são importantes, mas não resolvem o problema, não fazem reparação histórica. Em suas palavras: “Quem nasceu travesti, quem nasceu homem trans, foi expulso de casa e não teve oportunidade de estudar”.

Nesta seara, o INCT Caleidoscópio com mais essa iniciativa avança no enfrentamento das desigualdades, violências e iniquidades interseccionais.

O Dossiê está disponível online e pode ser acessado pelo link a seguir: https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2026/01/dossie-antra-2026.pdf