Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste ofertam Simpósios Temáticos na programação do VI COIMI – América: submissões de resumos até 17/11

Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste ofertam Simpósios Temáticos na programação do VI COIMI – América: submissões de resumos até 17/11

Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste oferecerão Simpósios Temáticos (ST) na programação do VI COIMI – América que será realizado entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2026, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador, Bahia-Brasil.

Criado em 2015, o COIMI é um espaço internacional de reflexão e debate sobre povos indígenas na Abya Yala. Em sua 6.ª edição, reunirá pesquisadoras e pesquisadores indígenas e não indígenas em diálogos interdisciplinares sobre histórias, territorialidades e saberes.

Para os simpósios, já estão abertas as submissões de resumos até o dia 17 de novembro de 2025.

VI Congresso Internacional Mundos Indígenas (VI COIMI - Abya Yala): Histórias, Territorialidades e Saberes Indígenas busca ampliar os diálogos entre os investigadores indígenas e não indígenas, construir outros caminhos epistemológicos, históricos, linguísticos, políticos, decoloniais e interdisciplinares sobre histórias, territorialidades, saberes indígenas, perspectivas para o bem-viver, bem como ampliar o escopo da rede que vem sendo construída pelo COIMI.

No âmbito do Seminário Permanente Mundos Indígenas - Abya Yala (SEPMIAI), com a integração de universidades e pesquisadores de países da América e da Europa que têm pesquisas, projetos de extensão e práticas curriculares no Ensino Básico e no Ensino Superior sobre as questões indígenas.

Nessa edição do evento, será dada particular importância à questão de que as histórias, as territorialidades e os saberes indígenas são elementos interligados que revelam a rica e complexa trajetória dos povos originários na Abya Yala. A história indígena, frequentemente marcada por processos de despovoamentos, lutas/agências pela sobrevivência a partir do século XVI, está intrinsecamente ligada à importância de suas territorialidades e ao valor de seus saberes ancestrais para a valorização da natureza, da cultura, das línguas/linguagens e das suas etnicidades.

Em razão disso, a estes povos, historicamente, coube a posição de objeto das epistemologias ocidentais, as únicas consideradas relevantes, e nunca a posição de sujeitos de suas próprias epistemes. Não obstante, o VI COIMI - Abya Yala pretende ser um espaço de relações não hierárquicas entre conhecimentos, saberes, mas de trocas e interculturalidades nas diferentes temáticas e atividades que serão estabelecidas pela organização do evento científico.

Neste sentido, este simpósio propõe-se a reunir pesquisadoras(es), lideranças e integrantes de movimentos sociais para refletir sobre corpos, existências e práticas políticas que desafiam normas de gênero e sexualidade em contextos indígenas, valorizando tanto produções acadêmicas quanto experiências de vida e luta.

Com atuação ativa do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste, o Simpósio Temático "Gêneros, Sexualidades E Existências Não Normativas Em Contextos Indígenas (ST19)" será coordenado por Kiga Boe (UFG / Rede Arandu), Flávia Belmont (UnB / INCT Caleidoscópio / Rede Arandu) e Tchella Fernandes Maso (UnB / INCT Caleidoscópio / Rede Arandu).

Outro Simpósio Temático ofertado é o "Os Sentidos da Linguagem: Vozes, Corpos e Territórios de Significação (ST11)", coordenado por Márcia Kambeba (UnB/INCT Caleidoscópio) e Viviane Resende (coord. INCT Caleidoscópio).

"Mulheres Indígenas Acadêmicas e Ciências Indígenas para o Bem-Viver (ST16)" é o terceiro ST coordenado por Isabel Teresa Cristina Taukane (INCT Caleidoscópio Centro-Oeste), Nanah Sanches Vieira (UnB) e Simone Eloy Amado (INCT Caleidoscópio Centro-Oeste).

Contamos com sua participação para fortalecer este espaço de diálogo e de construção coletiva de saberes e re-existências.

Informações importantes

  • O sistema de submissões ficará aberto de 08 de setembro a 17 de novembro de 2025.
  • As sessões de Simpósios Temáticos ocorrerão nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro de 2026, das 14h às 17h.
  • sessão de pôsteres será realizada no dia 28 de fevereiro de 2026, das 10h às 12h.
  • As orientações completas estão disponíveis no edital: https://coimi.net/pt/

1ª Conferência Livre de Assistência Social para Povos Indígenas (CLASPI): por um SUAS Intercultural

1ª Conferência Livre de Assistência Social para Povos Indígenas (CLASPI): por um SUAS Intercultural

Autoria: Júlia Machado Dias, Jociene Trindade e Daniel Brasileiro.

1ª Conferência Livre de Assistência Social para Povos Indígenas: Por um SUAS Intercultural (CLASPI) foi realizada em Brasília nos dias 6 a 10 de outubro de 2025. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a conferência também recebeu colaboração e apoio do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), da Universidade Federal de Roraima (UFRR), da Fiocruz, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e do Ministério dos Povos Indígenas.

Construída e protagonizada pelos povos indígenas, a Conferência é afirmada pela APIB como resultado da construção coletiva que reafirma o direito dos povos originários de participar da formulação das políticas que os afetam diretamente, garantindo que seus modos de vida, saberes e territorialidades sejam respeitados dentro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). De forma bem sucedida, o evento reuniu aproximadamente 170 representantes indígenas de diferentes regiões do país, incluindo representações LGBTQIA+.

A programação contou com mesas de discussão sobre os desafios e as potencialidades de um SUAS intercultural, a conferência realizou ainda discussões por Grupos Temáticos, conectados aos Eixos da Conferência Nacional de Assistência Social, mas adaptados para a interculturalidade. O Eixo 1, “Universalização do SUAS - Acesso Integral com Equidade e Respeito às Diversidades”, incitou as pessoas participantes a criarem propostas que reconheçam e enfrentem demandas e desproteções sociais resultantes de desigualdades sociais, raciais e de gênero, como mulheres e LGBTQIA+.

Uma das propostas aprovadas para serem defendidas na Conferência Nacional do SUAS deste ano trata diretamente do reconhecimento e necessidade de proteção de pessoas indígenas LGBQIA+, fruto da mobilização dos movimentos indígenas LGBTQIA+ nacional e regionais.

“O reconhecimento e a proteção das pessoas indígenas LGBTQIAPN+, que enfrentam múltiplas camadas de vulnerabilidade decorrentes do racismo, do preconceito de gênero e da negação de suas identidades culturais e espirituais.”

A carta completa da APIB está disponível no link a seguir: clique aqui!

Rede Arandu colabora na etapa sudeste do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIAPN+

Rede Arandu colabora na etapa sudeste do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIAPN+

Autoria: Alane e Azzy.

 

Entre os dias 19 e 22 de junho, a Nave Ninja, sede da Mídia NINJA em São Paulo, realizou a 4° etapa do projeto “Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIAPN+”. A iniciativa, promovida pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) por meio da Coordenação de Políticas para Indígenas LGBTQIA+ visa consolidar políticas públicas que assegurem os direitos da população indígenas LGBTQIA+ . contam com o apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Ministério dos Direitos Humanos (MDHC) do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), do Coletivo Tybyra e do INCT Caleidoscópio.

O evento faz parte de uma série de seminários regionais que percorrem os seis biomas brasileiros. Após passar pelo Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste, o projeto segue agora para as duas etapas no Norte, com previsão de finalizar em uma etapa nacional em Brasília no mês de agosto.

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O principal objetivo desses seminários tem sido escutar as demandas da população indígena de cada região. Para isso, foram realizadas oficinas temáticas que abordaram cinco eixos principais: território e violência, empregabilidade e renda, saúde, educação e cultura. Além disso, houve a discussão sobre propostas de metas para “Propor Ações de Auto-Organização nos Estados”. As discussões sobre os cinco eixos levaram em conta a regionalidade e as experiências de vida dos participantes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro eram, em sua maioria, do povo Mbya Guarani.

A programação incluiu a discussão em eixos temáticos em saúde, educação, segurança, território e cultura, reunindo indígenas LGBTQIAPN+ de diversos biomas do país. Além de participantes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, marcaram presença lideranças de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Bahia, que somaram na construção do evento.

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Os diálogos abordaram temas cruciais como a criação de espaços de acolhimento para Indígenas LGBTQIA+ que enfrentam expulsões de suas aldeias ou comunidades. Defendeu-se a necessidade de construir esses espaços dentro das próprias aldeias, especialmente para aqueles que estão sob ameaças de violência física. A ampliação de escolas dentro dos territórios foi outra demanda, devido à insegurança vivida pelos participantes em escolas não indígenas.

Também se destacou a necessidade de seminários, rodas de conversa e palestras em escolas não indígenas para aumentar a conscientização sobre Indígenas LGBTQIA+, além de projetos de capacitação para lideranças, estudantes e professores – tanto indígenas quanto não indígenas – sobre o tema.

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Essa etapa ganhou outros formatos na integração à Semana da Diversidade de São Paulo, com participação na Parada LGBT+ e em eventos culturais realizados na própria Nave Coletiva, como a roda de conversa: “FODA - Fora do Armário” rede de mobilização LGBTQIA+ que reúne ativistas contra a LGBTfobia e realiza ações e narrativas pela valorização da diversidade sexual e de gênero, espaço em fui possível estabelecer um paralelo entre a corpos LGBTQIA+ com as discussões climáticas e os preparativos para a COP 30, estratégias e posicionamento para esse momento no Brasil.

A etapa Sudeste do Tecendo Direitos contou com a presença de diversas autoridades, como Niotxaru Pataxó (Coordenador de Políticas Públicas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas), Erisvan Guajajara (Coordenador e Fundador do Coletivo Tybyra), Samantha Terena (Coletivo Tybyra) e Symmy Larrat (Secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+).

Presente desde os primeiros preparativos, a rede Arandu esteve de forma estratégica no evento, colaborando na construção de metodologias, na facilitação dos debates e na sistematização das discussões por eixos temáticos. A rede cresceu com o passar das etapas regionais, aprimorando suas estratégias e formas de atuação que vão de encontro com o objetivo da entrega de um material orientado para a formulação de políticas públicas indígenas LGBTQIAPN+.

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Ainda há muito a ser analisado sobre a realidade dos Indígenas LGBTQIA+, especialmente ao considerar a experiência tanto dentro de suas comunidades quanto fora delas. Foram compartilhados diversos cenários vividos pelos participantes e por outras pessoas de seus povos e regiões. Essas experiências podem direcionar a formulação de políticas públicas que garantam segurança e apoio para esses indivíduos.

A realização do seminário pavimenta o caminho para a implementação dessas políticas e aproxima os territórios, permitindo oferecer o suporte necessário. Com a conclusão desta etapa, o MPI segue avançando na construção de uma estratégia nacional que integre as especificidades dos povos indígenas e da diversidade sexual e de gênero, promovendo inclusão e combate à discriminação.