Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência será transmitido ao vivo dia 11

Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência será transmitido ao vivo dia 11

Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem (GEM/EEUFBA), tem a satisfação de convidar a todas as pessoas para participar do Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência!

O evento acontecerá dia 11 de julho de 2025, das 14 às 16:30h, em formato híbrido, presencialmente no Auditório Nilza Garcia na Escola de Enfermagem da UFBA e com transmissão ao vivo pelos canais do Youtube Enfermagem UFBA SSA e INCT Caleidoscópio.

O objetivo desse colóquio é discutir sobre o protagonismo dos Grupos de Pesquisa (GP´s) na promoção do acesso e permanência de mulheres quilombolas nas ciências.

Nesse encontro, as participantes apresentarão GP´s que integram o INCT Caleidoscópio, bem como os projetos de pesquisa, extensão e inovação tecnológica no âmbito da Incubadora e do Observatório Feminista Antirracista Norte Nordeste e Amazônia Legal.

Acreditamos que será uma tarde muito rica e com muito compartilhamento de saberes. Acesse a prévia no canal do YouTube e ative as notificações para não perder!

Clique aqui: Colóquio de Pesquisa Protagonismo dos GP´S no acesso de Mulheres Quilombolas à Ciência

Curso Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo realiza segundo encontro com temática “Entre Subjetividade e Institucionalização: gênero e sexualidade em contextos indígenas”

Curso Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo realiza segundo encontro com temática “Entre Subjetividade e Institucionalização: gênero e sexualidade em contextos indígenas”

Entre Subjetividade e Institucionalização: gênero e sexualidade em contextos indígenas é a temática do segundo encontro do ciclo de palestras do curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo”, promovido pela Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade - Arandu, vinculada ao Observatório e Incubadora da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio.

Transmitido ao vivo no dia 16 de junho às 19:30 horas (horário de Brasília) pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio, este encontro tem como proposta debater nossa compreensão sobre corpo, gênero e sexualidade com protagonismo de epistemologias indígenas.

Visto que, as experiências de gênero e sexualidade em contextos indígenas desafiam as categorias impostas pelo pensamento ocidental e revelam formas plurais de existência, esta palestra propõe ser um espaço de escuta e diálogo sobre como essas vivências são construídas, tensionadas e, muitas vezes, institucionalmente silenciadas ou renomeadas. Para além das reflexões sobre essas questões no Brasil, também será feito um debate sobre discursos hegemônicos e internacionais de emancipação sexual e seu potencial de colonizar subjetividades a partir de novas roupagens.

Leia também: Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

Para realizar essas e outras considerações, o encontro conta com a presença de Paulo de Tássio Borges da Silva, líder do Grupo de Pesquisa Kijetxawê e vinculado à Universidade Federal Fluminense (UFF) e à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); de Thyara Pataxó, participante do Coletivo e Instituto Ipakéy e do Coletivo APOEMA, e estudante da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e de Manuela Picq, professora da Amherst College, e integrante do La Coletiva e do Movimento de Defensores da Água nos Páramos de Kimsakocha.

Com mediação da Tchella Maso (UnB), coordenadora da rede Arandu, o segundo encontro incentiva pensar as relações entre subjetividades indígenas, gênero e sexualidade e poder, sendo um aporte fundamental do ciclo de oito palestras do espaço de escuta, troca e formação com pessoas acadêmicas e não acadêmicas, de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação. Ao fim, cada encontro contribuirá em distintos aspectos para aprofundar reflexões e colaborações no campo de Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade.

Para participar do curso, não é necessário realizar inscrição prévia, entretanto, para receber certificado, é preciso se inscrever pelo formulário até o dia 23 de junho, e preencher a lista de presença disponibilizada durante cada encontro. Acesse o formulário de inscrição clicando aqui.

Todos os encontros do curso ficarão disponível no canal do INCT Caleidoscópio no YouTube para ampliar o alcance e o impacto da proposta. 

Sobre o curso de extensão

O curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” teve início no dia 26 de maio, sendo o primeiro encontro de oito que serão realizados de maio a dezembro, toda segunda-feira na terceira semana de cada mês, às 19:30 horas, ao vivo pelo YouTube do INCT Caleidoscópio.

Com o tema Direitos Indígenas, Políticas Públicas, Território, participaram de Niotxarú Pataxó, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI); Gualoy Guarani e Kaiowá, da JUIND (Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá). A abertura partiu do contexto histórico de invisibilização e marginalização dos povos indígenas, destacando o papel fundamental da temática na construção de uma academia mais inclusiva e representativa.

A discussão se torna mais relevante considerando os desafios contemporâneos enfrentados pelos povos indígenas na garantia de seus direitos territoriais, identitários e de acesso às políticas públicas específicas, especialmente quando interseccionamos essas questões com as diversidades de gênero e sexualidade presentes nas cosmologias indígenas.

A transmissão salva pode ser acessada pelo link abaixo:

Acesse o primeiro encontro pelo link1º Encontro Direitos Indígenas, Políticas Públicas, Território l curso de extensão Rede Arandu

O curso de extensão é promovido a partir de diálogos qualificados entre lideranças indígenas e pesquisadoras(es) acadêmicos, ao longo de oito meses com duração total de 60 horas. Os encontros acontecerão no período noturno com participantes de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação, promovendo o diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são centrais para o campo.

A iniciativa da rede Arandu (Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade) propõe mesas-redondas e palestras abertas ao público, com o objetivo de aproximar saberes acadêmicos e não acadêmicos e valorizar os conhecimentos indígenas em diálogo com as temáticas de gênero e sexualidade. Abordando questões centrais para a compreensão das interseções entre território, políticas públicas, sexualidades e corporeidade nas comunidades indígenas e colonas, os encontros virtuais e gratuitos têm início em maio e se estendem até o mês de dezembro.

Leia também: Conheça a ARANDU - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade

A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são centrais para descolonizar o conhecimento acadêmico. Assim, pretende-se ampliar sua visibilidade e, na mesma medida, o horizonte de compreensão sobre as diversas formas de existir e se relacionar no mundo, destacando cosmologias e entendimentos diversos sobre experiências corporais e relações de gênero.

Dessa forma, a formação busca contribuir para a construção de pontes entre a universidade e outros espaços de produção de conhecimento. Ao promover o contato com a literatura existente na área, fomentar novas perguntas e estimular a criação de redes, a iniciativa fortalece a formação crítica dos participantes e questiona paradigmas eurocêntricos e heteronormativos predominantes na academia.

Ao incentivar o questionamento de paradigmas eurocêntricos e heteronormativos que ainda prevalecem na academia e na sociedade, a iniciativa também contribui para o desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras, proporcionando um aprendizado situado por meio do diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são fundamentais para o campo. 

Com uma programação diversa e aberta, o curso fortalece redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber.

Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, educação e saberes tradicionais realizados pela rede Arandu.

Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

No dia 26 de maio, inicia o ciclo de palestras “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo”, uma série de encontros mensais com transmissão ao vivo às 19:30 horas pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio.

O curso de extensão tem como propósito central ampliar os espaços de reflexão sobre as epistemologias indígenas e suas perspectivas sobre corpo, gênero e sexualidade. A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são fundamentais para descolonizar o conhecimento acadêmico e ampliar a visibilidade dessas cosmologias e compreensões sobre as diversas formas de existência e de relação no mundo. Assim, a formação pretende criar um espaço de escuta, troca e formação que aprofunde reflexões e colaborações no campo de pesquisa sobre Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, ao mesmo tempo em que abre espaço e promove o reconhecimento de saberes outros na academia e na sociedade.

Alinhado a esse propósito, o curso tem como objetivos criar um espaço de escuta, troca e formação com pessoas – acadêmicas e não acadêmicas, de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação – que contribuam para aprofundar as reflexões e colaborações no campo de Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade; promover o contato entre a comunidade discente e docente com a literatura existente sobre o campo de Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, fomentando novas perguntas e perspectivas; estimular a criação de redes e produções a partir dos encontros; e debater como as lentes de gênero e sexualidade permitem analisar questões particulares aos temas propostos para cada palestra, como políticas públicas e territórios, saúde, colonização, arte e performance, espiritualidade, entre outros.

Deste modo, o curso de extensão é promovido a partir de diálogos qualificados entre lideranças indígenas e pesquisadoras(es) acadêmicos, ao longo de oito meses com duração total de 60 horas. Os encontros acontecerão no período noturno com participantes de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação, promovendo o diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são centrais para o campo.

A iniciativa da rede Arandu (Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade) irá propor mesas-redondas e palestras abertas ao público, com o objetivo de aproximar saberes acadêmicos e não acadêmicos e valorizar os conhecimentos indígenas em diálogo com as temáticas de gênero e sexualidade. Abordando questões centrais para a compreensão das interseções entre território, políticas públicas, sexualidades e corporeidade nas comunidades indígenas e colonas, os encontros virtuais e gratuitos têm início em maio e se estendem até o mês de dezembro.

A programação começa com o tema “Direitos Indígenas, Políticas Públicas, Território”, que contará com a participação de Niotxarú Pataxó, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI); Gualoy Guarani e Kaiowá, da JUIND (Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá) no dia 26 de maio. O segundo encontro está previsto para o dia 23 de junho e abordará o tema “Sexualidades Indígenas”. Em breve, serão anunciados mais detalhes da programação deste e dos demais encontros.

A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são centrais para descolonizar o conhecimento acadêmico. Assim, pretende-se ampliar sua visibilidade e, na mesma medida, o horizonte de compreensão sobre as diversas formas de existir e se relacionar no mundo, destacando cosmologias e entendimentos diversos sobre experiências corporais e relações de gênero.

Dessa forma, a formação busca contribuir para a construção de pontes entre a universidade e outros espaços de produção de conhecimento. Ao promover o contato com a literatura existente na área, fomentar novas perguntas e estimular a criação de redes, a iniciativa fortalece a formação crítica dos participantes e questiona paradigmas eurocêntricos e heteronormativos predominantes na academia.

Ao incentivar o questionamento de paradigmas eurocêntricos e heteronormativos que ainda prevalecem na academia e na sociedade, a iniciativa também contribui para o desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras, proporcionando um aprendizado situado por meio do diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são fundamentais para o campo. Com uma programação diversa e aberta, o curso pretende fortalecer redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber.

Para participar do curso, não é necessário realizar inscrição prévia. Todos os encontros serão disponibilizados no canal do INCT Caleidoscópio no YouTube, ampliando o alcance e o impacto da proposta. Durante o curso síncrono, um formulário online será disponibilizado para registro de presença e emissão de certificado.

Acompanhe nossas redes sociais e receba as informações das programações futuras!

Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio, realizado de 29 a 31 de outubro de 2024, no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), reuniu cerca de 200 pesquisadoras de diversas áreas do conhecimento. O encontro teve como objetivo promover o intercâmbio científico e refletir sobre estratégias que ampliem a equidade, a diversidade e a inclusão de gênero e étnico-racial nas ciências.

Ao longo dos três dias de programação, participaram representantes de 13 universidades brasileiras e quatro instituições internacionais, com destaque para pesquisadoras da Argentina e do Uruguai. No primeiro dia foi debatido o tema Mulheres e resistência nas ciências, no segundo Teorias e práticas antirracistas na universidade, e no terceiro: Desafios para permanência do debate de gênero nas ciências.

Leia também: I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio tem três dias de debate visando a promoção de equidade de gênero e étnico-racial nas ciências

As mesas e conferências promoveram discussões interdisciplinares e interseccionais sobre a presença das mulheres na ciência, favorecendo o fortalecimento e a formação de grupos de pesquisa multidisciplinares em torno de temas convergentes. O seminário também contribuiu para a criação de espaços acadêmicos colaborativos, voltados ao estudo de processos sócio-discursivos relacionados a políticas públicas e direitos, reforçando redes já consolidadas e incentivando novas conexões entre coletivos e instituições.

O Painéis de Redes foram um espaço de comunicações integradas de redes de pesquisa, privilegiando o aprendizado e a internacionalização, devido ao alinhamento entre os temas de investigação dos grupos de pesquisa e a experiência das pesquisadoras envolvidas. Já o Conversatório possibilitou a integração e a troca entre estudantes, pesquisadores e ativistas. Durante o Conservatório foi possível ouvir: 1) os desafios de estudantes quilombolas e indígenas de inclusão e de pertencimento no âmbito da Universidade de Brasília; 2) uma representante do Ministério das Mulheres sobre a luta do Ministério para ter orçamento próprio e, com isso, fomentar o debate sobre equidade e diversidade; e 3) o desafio de exercer um mandato político e ser uma pessoa LGBTQIA+, visto que ainda há ainda muito preconceito.

As pesquisas apresentadas durante o evento reforçaram a urgência da criação de espaços permanentes de debate sobre desigualdades de gênero, raça e outras iniquidades no campo científico. Evidenciaram, ainda, como essas questões atravessam a produção de conhecimento e apontaram caminhos possíveis para sua superação. Como destaca Viviane Resende (UnB), coordenadora do INCT Caleidoscópio, os resultados do seminário reafirmam a importância das ações promovidas pelo instituto.

Entre os temas discutidos, estiveram a resistência das mulheres nas ciências, os desafios enfrentados por mães, quilombolas e indígenas nas universidades públicas, e a valorização de epistemologias negras e indígenas, reforçando o compromisso do evento com práticas e teorias antirracistas e decoloniais.

O seminário também se consolidou como espaço estratégico para a divulgação de pesquisas em andamento e a construção de uma agenda científica comprometida com a transformação social. Os trabalhos foram produzidos nas seguintes áreas temáticas:

  1. Ativismos midiáticos em questões de gênero e sexualidade
  2. Formulação e acompanhamento de políticas públicas em gênero e sexualidade
  3. Ciências, gênero e sexualidade
  4. Observatórios Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  5. Pesquisas em discurso e gênero em perspectiva interseccional e decolonial
  6. Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  7. Práticas de resistência e enfrentamentos em questões de gênero e sexualidade

Neste volume, foram um total de 42 trabalhos publicado em 22/04/2025 (ISBN: 978-65-272-1302-4) a leitora e o leitor encontrará o registro de parte dessas contribuições na lista dos trabalhos publicados abaixo ou pelo site do seminário clicando aqui.

A seguir, apresentamos os trabalhos publicados no evento, revelando a potência, a diversidade e a relevância das produções realizadas por mulheres em diferentes territórios, contextos e áreas do saber.


“ISSO AQUI AJUDA A GENTE A ENTENDER QUE NÃO ESTÁ SÓ”: O PAPEL DA PESQUISA EM LINGUAGEM NA FORMAÇÃO DE REDES COM MULHERES MIGRANTES - Ana Luiza Krüger Dias

A FEMINILIDADE BRANCA NEOCONSERVADORA EM PRÁTICAS DE (DES)INFORMAÇÃO - Mariana Rafaela Batista Silva Peixoto

A NEGRITUDE EM DICIONÁRIOS BRASILEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE VERBETES - Francisco Higo de Amorim

A PROPOSTA DO OBSERVATÓRIO INTERSECCIONAL DE GÊNERO DE MINAS GERAIS - OBSERVA MINAS - Marina Alves Amorim; Maria Clara de Mendonca Maia; Beatriz Feitosa Santos

ANÁLISE CRÍTICA DE DISCURSOS TRANSFÓBICOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS - Viviane Cristina Vieira; Marcos Antonio Rodrigues Nascimento

ANÁLISE DISCURSIVO-CRÍTICA DAS MARCAS E APAGAMENTOS DA NEGRITUDE DE LÉLIA GONZALES NA TRADUÇÃO DO ARTIGO “POR UM FEMINISMO AFRO-LATINO-AMERICANO” - Ana Lima Gaspar; Maria Carmen Aires Gomes

APORTES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE MULHERES NEGRAS FEMINISTAS PARA O CAMPO DA SAÚDE NO BRASIL - Hevelyn Rosa Machert da Conceicao; Cristiane da Silva Cabral; Laura Moura

ASSEMBLEIAS (SEMIÓTICAS) DE RESISTÊNCIA QUEER: ABORDAGEM PARA UM ESTUDO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES - Raylton Carlos de Lima Tavares

ATIVISMOS MIDIÁTICOS E A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO EM PÁGINAS DE INSTAGRAM - Priscila de Souza Gonçalves; Bruna Toso Tavares

AUTORAS LATINO-AMERICANAS OITOCENTISTAS: CONTRIBUIÇÕES DO PRIMEIRO QUARTO DO SÉCULO XIX - Fabiana da Rocha Mejia

CIÊNCIAS, GÊNERO E SEXUALIDADES: RELAÇÕES INTERNACIONAIS DESDE A PERSPECTIVA DE UMA MULHER INDÍGENA - Alcineide Moreira Cordeiro; Tchella Fernandes Maso

DÁ LICENÇA... TRANSCONFLUÊNCIA, SABERES ORGÂNICOS, MULHERIDADES, COMUNIDADES TRADICIONAIS E POVOS ORIGINÁRIOS (PAINEL) - Ellen Hilda Souza de Alcantara Oliveira; Dina Maria Rosário dos Santos; Irenilza Oliveira e Oliveira; Luciana Alves da Silva; George Guilherme Garcia da Silva; Alécia Gomes dos Santos; Lílian Cristina Oliveira dos Santos; Laynara de Jesus Gama; Silvana Gomes Nunes; Sandra Maria Cerqueira da Silva

DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DOS ORGANISMOS DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES (OPMS): DESAFIOS NO PROCESSO INVESTIGATIVO - Maise Zucco; Silvia Lúcia Ferreira; Ana Paula Antunes Martins; Be Silva Brustolim; Dora Simões; Maria Eduarda Carlota da Silva; Mariana Wiecko Volkmer de Castilho; Vanessa Oliveira Cordeiro Silva

ENCICLOPÉDIA DIGITAL DO PENSAMENTO COMUNICACIONAL LATINO-AMERICANO (PCLA) SEÇÃO: MULHERES NA COMUNICAÇÃO - Maria Cristina Gobbi

ENREDANDO O CALEIDOSCÓPIO NO DEBATE SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE DISCURSO, POBREZA MENSTRUAL, MEIO AMBIENTE E CIÊNCIA EM ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO BRASIL - Maria Carmen Aires Gomes; Thayane Campos; Rosângela Nogueira; Litiane Barbosa Macedo; Ofélia Maria Imaculada; Alexandra Bittencourt de Carvalho; Elisa Mattos; Mayra Policarpo; Geovanna Livia; Patricia Jacobina

ESCREVIVÊNCIA E RESISTÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA EXTENSIONISTA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS - Tchella Fernandes Maso; Vinícius Santiago

ESTUDOS RADIOFÔNICOS SOB A LENTE DE GÊNERO: UMA ABORDAGEM INTERSECCIONAL NOS PRINCIPAIS EVENTOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS - Juliana Cristina Gobbi Betti; Debora Cristina Lopez; Marcelo Freire

FEMINISMOS E PODER: INTERVENÇÕES DA REDE DE PESQUISA EM FEMINISMOS E POLÍTICA - Mariana Prandini Assis; Ananda Winter Marques; Brenda Rodrigues Barreto Silva; Danusa Marques

FUTURO DE QUEM? RECÉM DOUTORAS E A PERSPECTIVA DA CIÊNCIA E DA PESQUISA COMO PROFISSÃO - Mirlene Fátima Simões

LA ALJABA: EDUCAÇÃO PARA MULHERES NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX - Mirella Cruz de Sousa Benigno

LÉXICO E QUESTÕES DE GÊNERO NO DEBATE LEGISLATIVO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: A POLARIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DISCURSIVA DE DESLEGITIMAÇÃO - Gisele Rodrigues

LINGUAGEM, GÊNERO E POLÍTICA: UM ESTUDO DA ATUAÇÃO DE SITES FEMINISTAS NAS ELEIÇÕES 2022 - Anna Christina Bentes; Amanda Costa da Silva

MATERNAR NA UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA E DECOLONIAL - Brenda Gonçalves dos Reis

MONITORA: USO DE LINGUÍSTICA DE CORPUS EM CONSTRUÇÃO DE LÉXICO SOBRE VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO - Carolina Gonçalves Gonzalez; Fernanda K. Martins; Clarice Tavares; Ana Carolina Araujo; Gabriela Coelho

MUJERES Y MIGRACIONES LÍNEA DE INVESTIGACIÓN DEL GREIG - Elizabeth Del Socorro Ruano Ibarra; Delia Dutra; Susana Martínez Martínez; Marcos Moreno

MULHERES NA PESQUISA CIENTÍFICA: GENEALOGIA INTELECTUAL A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE MONIKA BARTH - DE 1959 ATÉ A ATUALIDADE - Lia Gomes Pinto de Sousa

MULHERES QUILOMBOLAS E CIÊNCIAS: PANORAMA SOBRE A DESIGUALDADE DE RAÇA E GÊNERO - Rocelly Dayane Teotonio da Cunha; Dolores Galinho

MULHERIDADES NA FRONTEIRA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO DE TRANSEXUAIS VENEZUELANAS EM BOA VISTA- RR - Adriana de Oliveira Teixeira Kato

NEPEM/UNB: DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE A MULHER A ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE MULHERES - Ela Wiecko V de Castilho

NÚCLEOS DE ESTUDOS DE GÊNERO E SEXUALIDADES: ESPAÇOS DA CIÊNCIA HISTÓRICA ENGAJADA - Joana Maria Pedro; Lídia Maria Vianna Possas; Cristina Scheibe Wolff; Claudia de Jesus Maia

O QUE PODE UMA SOCIEDADE CIENTÍFICA NO ENFRENTAMENTO DE QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE: PENSANDO A SOCINE - Ramayana Lira de Sousa; Alessandra Soares Brandão

POLÍTICAS E MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO SUL E DO SUDESTE - Morgani Guzzo; Pedro Henrique Ordones Ramos

PRÁTICAS DISCURSIVAS DE RESISTÊNCIA AO DISCURSO HEGEMÔNICO: A REAÇÃO DAS MULHERES AO PROJETO DE LEI 1904/2024 NAS REDES SOCIAIS - Alcilene Aguiar Pimenta; Renata Priscyla Conceição Costa

QUEM TEM MEDO DO GÊNERO NA TERAPIA DE FAMÍLIA? - Cristina Vianna Moreira dos Santos

QUEM TEM MEDO GÊNERO? A CIÊNCIA ACADÊMICA! - Camila Infanger Almeida

REDIGE - REDE DE PESQUISA EM DISCURSO E GÊNERO - Maria Carmen Aires Gomes; Viviane de Melo Resende; Litiane Barbosa Macedo; Rosângela Nogueira; Débora Figueiredo; Viviane Cristina Vieira; Daniele de Oliveira; Carolina Gonçalves Gonzalez; Alexandra Bittencourt de Carvalho; German Canale; Matías Soich; Maria Eugenia Flores Treviño

REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A INCIDÊNCIA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA UNEMAT - Viviane Teixeira Silveira; Adriana Nolibos Baccin; Kamilly Victória Cardoso Benites; Nárrida Nejem Silva

SANGRANDO DA MENARCA À (PÓS-)MENOPAUSA: UMA PROPOSTA DE PESQUISA, EXTENSÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE CORPOS QUE MENSTRU(AV)AM - Jacqueline Fiuza da Silva Regis; Daniele Mendonça; Dayane Augusta Santos da Silva

SER-TÃO, "ONDE O PENSAMENTO DA GENTE SE TORNA MAIS FORTE QUE O PODER DO LUGAR" - Marcela Amaral; Thais Vieira; Lara Fernandes Barbosa; Debora Ramos da Silva

SOBRE A SEMIOSE DOS CORPOS ABJETOS: A REPRESENTAÇÃO QUEER NOS SEMINÁRIOS CATÓLICOS - Pedro dos Santos Veras; Viviane Cristina Vieira

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NO ESTADO DE RORAIMA - Luziene Corrêa Parnaíba; France Rodrigues; Orilene Marques Pinheiro; Patrícia Laurindo Almeida de Sousa

VIOLÊNCIA(S) E OS OPERADORES DE DIREITO: ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA ACERCA DA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL - Micheli Rosa

Inscrições abertas para curso Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas

Inscrições abertas para curso Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas

Estão abertas as inscrições para o curso "Tecendo Relatos, Defendendo a Vida" até o dia 12 de maio! A formação é voltada para pessoas Indígenas e não Indígenas que participam das etapas territoriais do projeto Tecendo Direitos para Indígenas LGBTQIA+, promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas.

O curso de extensão Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos Indígenas tem como objetivo apoiar pessoas Indígenas e não Indígenas que participam das etapas territoriais do Programa Nacional Tecendo Direitos para Indígenas LGBTQIA+, promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas. A formação será realizada de forma remota, com cinco encontros síncronos, voltados à qualificação introdutória para a produção de relatórios de direitos humanos que possam subsidiar a construção de políticas públicas interseccionais, sensíveis às realidades e diversidades dos territórios.

Sob este viés, o curso propõe apresentar os fundamentos de uma relatoria de qualidade, discutir os princípios que orientam a formulação de políticas públicas, introduzir noções fundamentais sobre direitos humanos e direitos dos povos indígenas, e realizar uma atividade prática de análise e elaboração coletiva de relatorias. A proposta visa fortalecer capacidades locais para o monitoramento, a incidência política e a documentação qualificada de vivências e violações, a partir de uma perspectiva interseccional que articula etnia, território, gênero e sexualidade.

Programação

A programação abordará os fundamentos de uma relatoria de qualidade, os princípios das políticas públicas, noções básicas sobre direitos humanos e dos povos indígenas, além de uma atividade prática de análise e elaboração coletiva de relatos. Com foco no fortalecimento das capacidades locais para o monitoramento, a incidência política e a documentação de vivências e violações, o curso articula as dimensões de etnia, território, gênero e sexualidade.

Encontro 1 – Apresentação do Programa e da Metodologia de Relatoria Popular

Encontro 2 – Fundamentos de uma Política Pública Interseccional

Encontro 3 – Introdução aos Direitos Humanos e aos Direitos Indígenas

Encontro 4 – Análise de Relatorias: Leitura Crítica e Coletiva

Encontro 5 – Produção e Apresentação de Relatos Coletivos

O curso será realizado no período de 12 de maio a 29 de agosto de 2025, com encontros virtuais pelo Google Meet, sempre às 19 horas (horário de Brasília). O link de acesso será enviado por e-mail para as pessoas inscritas.

Para a obtenção do certificado, é obrigatória a participação em, no mínimo, 75% dos encontros. Estão disponíveis 30 vagas e, caso o número de inscrições ultrapasse esse limite, os critérios de desempate serão: localização geográfica, diversidade de gênero e ordem de inscrição.

As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de maio pelo formulário, clique aqui para acessar o link!

Vamos juntas e juntos tecer direitos!

Congresso Latino-Americano de Estudos Feministas do Sul abre período para submissão de trabalhos em Montevidéu

Congresso Latino-Americano de Estudos Feministas do Sul abre período para submissão de trabalhos em Montevidéu

O primeiro Congresso Latino-Americano de Estudos Feministas do Sul, intitulado Interdisciplinadæ, está com chamadas abertas para submissão de resumos até o dia 11 de maio de 2025. Pesquisadoras, pesquisadores, docentes, ativistas e profissionais podem submeter resumos de trabalhos para integrar as apresentações nas sessões dos diferentes Simpósios Temáticos (STs) organizados em cada eixo temático do congresso.

A chamada busca propostas que contribuam para o campo dos estudos feministas, especialmente pela perspectiva interdisciplinar ou transdisciplinar, incorporando um enfoque interseccional. Serão aceitas submissões que apresentem avanços ou resultados de projetos de pesquisa ou extensão, trazendo reflexões teórico-conceituais, metodológicas ou epistemológicas que estimulem o pensamento coletivo nos estudos feministas.

O evento acontecerá entre os dias 18 e 21 de novembro de 2025 na Universidad de la República, em Montevidéu, Uruguai, sob a organização do Centro de Estudos Feministas Interdisciplinares (CEIFem) do Espaço Interdisciplinar da universidade. A programação conta com Simpósios Temáticos (STs) divididos nos seguintes eixos temáticos:

    • Poder, Patriarcado, Política
    • Ativismos, Memória Feminista e Feminismos do Sul
    • Corpos, Sexualidades e Reprodução
    • Violência de gênero
    • Arte
    • Informação e Comunicação
    • Ambiente, Territórios e Planeamento Urbano
    • Economia, Trabalho e Cuidado
    • Ciência e Tecnologia

A descrição dos STs e eixos temáticos pode ser acessada no site oficial do congresso aqui. As orientações para o envio e modelo de inscrições podem ser acessadas por este link aqui

Datas importantes

O prazo para envio de propostas de resumos se encerra no dia 11 de maio de 2025, e a notificação de aceite dos resumos será enviada até 7 de julho de 2025. E o envio das versões completas das apresentações terá início em 7 de julho de 2025, com o encerramento das submissões no dia 17 de outubro de 2025.

    • Encerramento do envio de propostas de resumos: 11 de maio de 2025
    • Notificação de aceitação dos resumos: 7 de julho de 2025
    • Abertura para envio de apresentações completas: 7 de julho de 2025
    • Encerramento do envio de apresentações completas: 17 de outubro de 2025

Observatório Sul-Sudeste do INCT Caleidsocópio no In[ter]disciplinadæ

Pesquisadoras vinculadas ao Observatório Sul-Sudeste do INCT Caleidsocópio fazem parte da coordenação de três Simpósios Temáticos. Joana Maria Pedro (UFSC), Morgani Guzzo (UFSC) e Lídia Maria Vianna Possas (Unesp), junto com pesquisadoras de países latino-americanos, como Argentina, Uruguai e México, mediarão temas que tratam sobre mulheres na política, violências de gênero e resistências nos meios digitais, e movimentos de mulheres e resistência ao patriarcado e ao colonialismo na América Latina.

Abaixo estão as descrições e mais informações sobre os Simpósios Temáticos (STs) coordenados pelas pesquisadoras ligadas ao Observatório Sul-Sudeste do INCT Caleidoscópio. Para facilitar a leitura, os resumos dos simpósios foram traduzidos para o português. A versão original em espanhol e outros detalhes sobre o evento podem ser acessados no site oficial clicando aqui.

Mulheres eleitas na América Latina: desafios e avanços (Mujeres electas en América Latina: retos y avances)

A eleição de mulheres para cargos legislativos e executivos na América Latina tem sido uma preocupação para organismos internacionais, ativistas feministas e partidos políticos de diferentes orientações ideológicas. A adoção de cotas para garantir a participação de mulheres em eleições, a busca por leis que incentivem candidaturas, a preocupação com o financiamento das campanhas, a existência de listas fechadas ou abertas, a violência política de gênero (ALBAINE, 2016) têm motivado pesquisas e políticas públicas. Os movimentos de mulheres e feministas latino-americanos têm buscado formas de aumentar o número de candidatas e de mulheres em cargos de poder acessados por meio de eleições em diferentes países.

As pesquisas têm destacado a importância da presença de mulheres em posições de poder para a democracia. Por outro lado, também se discute a diferença entre uma política de presença e uma política de ideias (PHILLIPS, 1995), questionando se basta ser mulher para que sejam propostas e implementadas políticas públicas voltadas às mulheres. Nesse contexto, as expressões políticas desenvolvidas na região durante as primeiras décadas do século XXI geraram discursos e práticas que desafiam e reconfiguram os sentidos tradicionais atribuídos à participação das mulheres na esfera pública (BARROS; MARTÍNEZ PRADO, 2023). Essas transformações não apenas questionaram concepções que associam a presença feminina na política a uma representação automática dos interesses de gênero, mas também evidenciaram as tensões entre agendas progressistas e conservadoras em relação à igualdade de gênero.

Em particular, no exercício de cargos legislativos e executivos, essas dinâmicas revelaram a diversidade de posturas e prioridades que as mulheres no poder podem assumir, desde aquelas alinhadas com projetos de emancipação até outras que reforçam narrativas tradicionais ou contrárias aos direitos das mulheres (TORRICELLA, 2024). Os estudos demonstraram que as questões de raça, etnia e sexualidade exercem influência, tornando o enfoque interseccional (CRENSHAW, 2002) essencial para analisar essas questões. Nesta proposta, consideramos mulheres as pessoas que se identificam dessa forma.

Para este Simpósio Temático, damos as boas-vindas a pesquisas que enfoquem a eleição de mulheres para cargos legislativos e executivos em diferentes níveis de poder, assim como estudos comparativos entre diferentes países da América Latina. Também são bem-vindos estudos que trabalhem com dados eleitorais, bem como aqueles que investiguem as trajetórias das mulheres na política, métodos de campanha, financiamento eleitoral, formas de utilizar o gênero como benefício político e pesquisas focadas na análise de discursos políticos sobre a participação das mulheres na cena pública.

Coordenadoras:

    • Joana Maria Pedro – Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil
    • Valeria A. Caruso – Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires – Argentina
    • Mercedes Barros – Instituto de Investigaciones en Diversidad Cultural y Procesos de Cambio (CONICET) – Universidad Nacional de Río Negro – Argentina

Agendas antigênero, discursos neoconservadores e resistências feministas em redes sociais e meios digitais (Agendas antigénero, discursos neoconservadores y resistencias feministas en redes sociales y medios digitales)

Na última década, diversas pesquisas mostram a presença de grupos antidireitos e neoconservadores no debate público em diferentes países da América Latina. Esses grupos utilizam discursos de ódio, discriminatórios e violentos para difundir ideias e valores contrários à igualdade de gênero, disciplinar e silenciar as vozes que defendem os direitos das mulheres e das dissidências, além de impulsionar uma agenda reativa contra os feminismos e os movimentos de direitos humanos, reunidos sob as denominações de “ideologia de gênero” e “agenda woke”. Embora esses grupos e discursos não sejam um fenômeno novo, sua expansão e consolidação na região representam uma mudança de escala coordenada e sistemática, incluindo formas interseccionais de discursos discriminatórios em reação aos avanços feministas na região.

Nessas agendas antigênero, o neoconservadorismo e a moral tradicional encontram novos aliados e estratégias. Um exemplo disso são os discursos que pregam o retorno a modelos tradicionais de ser mulher, de maternidade e de cuidados, semelhantes aos que, no Norte Global, enfatizam fenômenos como o movimento das “donas de casa tradicionais” ou “tradwives”, promovido por influenciadoras que recomendam estilos de vida “naturais”, supostamente necessários para recuperar a saúde, o bem-estar e a harmonia. Esses fenômenos estão diretamente relacionados à expansão das redes sociais e às novas formas do capitalismo, que promovem o empreendedorismo individual e outras formas de subjetivação conectadas a desejos aspiracionais de classe, status, segurança ou proteção, baseadas no modelo sexista tradicional e na apelação a uma suposta “natureza” sagrada e inquestionável.

Por outro lado, as redes sociais e outras plataformas digitais também têm sido utilizadas de forma criativa por movimentos sociais, coletivos, organizações feministas, mídias alternativas e espaços acadêmicos para promover encontros e debates, convocar mobilizações, fortalecer e criar redes de apoio e solidariedade em defesa da ampliação e do respeito aos direitos das mulheres e das pessoas LGBTIQ+.

Com base nesse breve panorama, convidamos pesquisadoras(es), docentes, ativistas e profissionais a submeter propostas que problematizem e reflitam sobre as formas de produção, reprodução e circulação de discursos misóginos, antifeministas e neoconservadores que promovem diferentes formas de violência de gênero em espaços de interação na Internet (redes sociais e outras plataformas virtuais), analisando seus alcances e impactos na região. Quais audiências esses perfis nas redes sociais conseguem mobilizar? A que tipos de recursos imaginários e materiais eles recorrem? Quais desafios representam para o movimento feminista?

Incentivamos o envio de propostas que tragam contribuições interdisciplinares, sejam ensaísticas ou baseadas em pesquisas empíricas, considerando essas questões a partir de perspectivas feministas e de gênero interseccionais. Também nos interessam propostas que abordem formas de contestação, resistência e outros usos afirmativos das redes e mídias digitais para a intervenção pública dos movimentos feministas e de outras organizações sociais que lutam contra a violência de gênero e contra as pessoas LGBTIQ+ na região. Além disso, são bem-vindas propostas que desenvolvam recomendações voltadas a políticas públicas e/ou sugestões formativas e educativas.

Coordenadoras:

    • Claudia Bacci – Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe, Universidad de Buenos Aires – Argentina
    • María Marta Herrera – IdHICS/Cinig – FaHCE- UNLP – Argentina
    • Morgani Guzzo – Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil
    • Nayla Luz Vacarezza – Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe, Universidad de Buenos Aires – Argentina
    • Silvana Darré Otero – FLACSO Uruguay – Uruguay

Movimentos de Mulheres e Resistência na América Latina: enfrentando as normas patriarcais e a colonialidade no mundo contemporâneo (Movimientos de Mujeres y Resistencia en América Latina: enfrentando las normas patriarcales y la colonialidad en el mundo contemporáneo)

A proposta deste Simpósio é sensível ao movimento de mulheres, que tem sido protagonista na resistência à ascensão da extrema direita em setores conservadores da sociedade e dos poderes políticos institucionalizados, liderando a luta contra as opressões estruturais e os mecanismos históricos de reprodução das desigualdades na América Latina. Nosso objetivo é reunir trabalhos que abordem as formas como as feministas — acadêmicas, ativistas, profissionais, docentes — têm articulado agendas antiviolência, antirracistas, anticapitalistas, abolicionistas penais, anticapacitistas e antifascistas, influenciando o debate sobre as políticas de enfrentamento às normas patriarcais, misóginas e heteronormativas/sexistas, que encontram barreiras diante de posições fundamentalistas e negacionistas que legitimam estruturas de segregação.

As ações protofascistas dos governos eleitos e suas conexões político-ideológicas interceptam as conquistas feministas e o processo civilizatório em curso. Esperamos debater como a interseccionalidade se impõe e como a ação política, que permeia a vida cotidiana — seja por questões de cor, gênero, sexualidade, classe social, origem ou moradia —, é acentuada pela repressão e exploração.

Coordenadoras:

    • Lidia Possas – Laboratorio Interdisciplinar de Estudios de Género-Universidad Estadual Paulista – Brasil
    • Flor de María Gamboa Solís – Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo – México

Informações gerais

Evento: In[ter]disciplinadæs – Congreso Latinoamericano de Estudios Feministas del Sur

Local: Universidad de la Republica de Uruguay – Montevideo, Uruguay

Prazo para envio de resumos: 11 de maio de 2025

Site: Acesse o site oficial para obter as informações completas sobre as participações: https://interdisciplinadascongreso.uy/.

Referências citadas no texto:

 

ALBAINE, Laura. Paridad de género y violencia política en Bolivia, Costa Rica y Ecuador. Un análisis testimonial. Ciência Política, 11.21, 2016, pp. 335-362.

 

BARROS, Mercedes y MARTÍNEZ PRADO, Natalia. Feminism and populism with no guarantee. Etica & Politica/Ethics & Politics, XXV, 2, 2023, pp. 249-267.

 

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas [online], vol. 10, n.1, 2002.

 

PHILLIPS, Anne. De uma política de ideias a uma política de presença? Revista Estudos Feministas, ano 9, 2001, pp. 268-290.

 

TORRICELLA, Andrea. La reacción cultural y la cuestión de género. In. GRIMSON, A. (Comp.) Desquiciados, Buenos Aires, Siglo XXI, 2024.