Entenda o papel das relatorias do curso de extensão Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: Formação em Relatoria Popular de Direitos Indígenas

Entenda o papel das relatorias do curso de extensão Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: Formação em Relatoria Popular de Direitos Indígenas

Rede Arandu desenvolve relatoria como metodologia e tecnologia social a partir das experiências no projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+ 

Autoria: Júlia Machado Dias

Rede Arandu está realizando o curso de extensão "Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas" na modalidade online, direcionado especificamente para pessoas indígenas LGBTQIA+ interessadas em aprimorar ou desenvolver técnicas de relatoria para direitos humanos. O curso tem encontros mensais até agosto.

Destaque do Segundo Encontro

O segundo encontro, realizado em 2 de junho de 2025, foi marcado pela participação especial de Manuelle Tuyuka, estudante de direito da UnB. Com sua experiência prática em relatoria em eventos do movimento indígena, Manuelle compartilhou estratégias e dicas essenciais para a produção de relatorias, enriquecendo o aprendizado dos participantes.

Origem e Contexto

O curso nasceu a partir dos seminários de consulta regionais "Tecendo Direitos", evidenciando como as relatorias são fundamentais para preservar a memória das discussões. Nesse caso, a memória sobre os desafios enfrentados por indígenas LGBTQIA+ e as propostas construídas coletivamente para transformar essa realidade em termos de políticas públicas, tanto dentro quanto fora dos territórios.

Leia também: Curso Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo realiza segundo encontro com temática "Entre Subjetividade e Institucionalização: gênero e sexualidade em contextos indígenas"

Metodologia Participativa

Adotando metodologia de oficinas práticas, os participantes foram estimulados a realizar relatorias de um vídeo curtos durante este segundo encontro. Esse processo permitiu o compartilhamento de dúvidas, dificuldades e impressões, criando um ambiente de aprendizado colaborativo e reflexivo.

Compromisso com a Extensão Universitária

Esta iniciativa materializa o compromisso ético das universidades públicas com a extensão universitária, promovendo atividades que extrapolam os muros acadêmicos. O curso convida a comunidade a participar ativamente, apropriando-se e contribuindo com o conhecimento produzido no ambiente universitário, fortalecendo assim o diálogo entre academia e sociedade.

Leia mais sobre o curso aquiInscrições abertas para curso Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas

Conheça a Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade

Conheça a Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade

Arandu nasceu em meados de 2024, a partir do diálogo com a Coordenadoria de Política para Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas, com o objetivo de contribuir para a construção de políticas públicas voltadas aos povos indígenas, desde uma perspectiva interseccional e transversal. Isso significa reconhecer e articular as vivências e experiências marcadas por gênero, sexualidade, raça e etnia.

A Arandu nasce do compromisso de aproximar Estado, Universidade e Movimentos Sociais, por meio do que Rita Laura Segato definiu como uma antropologia por demanda — ou seja, um modo de produzir conhecimento a partir das necessidades expressas pelas próprias pessoas, coletivos e instituições envolvidas — com foco na melhoria da qualidade de vida desde a perspectiva de quem protagoniza as lutas por direitos.

Arandu é uma palavra indígena guarani que carrega em si o sentido profundo da sabedoria ancestral. É conhecimento vivo, construído na escuta, no diálogo e na troca entre pessoas, tempos e mundos. É esse o espírito que guia a nossa rede: cultivar saberes compartilhados, enraizados no respeito, na diversidade e na luta por futuros mais justos, plurais e comunitários.

Leia também: Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

A rede integra o INCT Caleidoscópio - Nucleação Centro-Oeste e compartilha de seus objetivos estratégicos. No contexto da Arandu, esses objetivos ganham forma a partir de ações voltadas às realidades dos povos indígenas, com foco na diversidade de gênero e sexualidade:

1️⃣ Observatório de indicadores de violências e vulnerabilidades voltado ao monitoramento de situações que afetam mulheres indígenas e indígenas LGBTQIA+ no contexto acadêmico e em seus territórios, contribuindo com dados para o enfrentamento dessas violências.

2️⃣ Desenvolvimento de tecnologias sociais e de comunicação que sirvam como instrumentos de fortalecimento comunitário e subsídios para políticas públicas interseccionais, especialmente voltadas a pessoas indígenas em situação de vulnerabilidade por razões de gênero, sexualidade, raça e etnia.

3️⃣ Incubar projetos reunindo pesquisadoras(es) indígenas e não indígenas, da pós-graduação ao ensino médio, na Incubadora do INCT Caleidoscópio, a fim de aprofundar a relação entre universidade e sociedade na produção de conhecimento situado e coletivo.

4️⃣ Promoção de ações de transferência de conhecimento e divulgação científica, com linguagem acessível e intercultural, voltadas à valorização das trajetórias indígenas e à sensibilização de futuras gerações sobre a importância da diversidade nos espaços de produção de saber.

Nos orientamos por uma ética comprometida com os povos indígenas, inspirada na metodologia proposta por Linda Tuhiwai Smith. Nosso compromisso é com a construção de um conhecimento engajado, dialógico e propositivo, como propõe Patricia Hill Collins, voltado para a justiça social e a pluralidade das formas de existir e resistir.

Leia também: Rede Arandu na Etapa Sul do Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Para nos apresentar de forma mais ampliada, produzimos uma apostila que descreve quem somos, as atividades de um coletivo indígena LGBTQIAPN+, os coletivos nacionais e internacionais, um mapeamento de políticas públicas para estes grupos, e o protocolo seguido pela rede Arandu para realizar pesquisas com pessoas indígenas LGBTQIAPN+ no Brasil.

Dada a responsabilidade ética envolvida na realização de pesquisas com pessoas indígenas LGBTQIAPN+ no Brasil, a rede Arandu, em colaboração com ativistas e pesquisadoras(es) indígenas e não indígenas, produziu de forma coletiva e colaborativa um protocolo ético de atuação para conduzir as atividades da rede. Acesse nossa apostila e conheça mais sobre as nossas ações clicando aqui.

Outra produção de impacto da rede Arandu é uma cartilha de título Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: Um lugar na mesa de negociaçãoEsta cartilha tem como objetivo explicar por que e como as pessoas indígenas que vivenciam o gênero e a sexualidade de modos não-normativos são importantes nas negociações do clima. Para isso, é abordado a relação entre os direitos humanos e a emergência climática; as negociações sobre clima e da COP30 no Brasil; as lutas indígenas LGBTQIAPN+ em interface com a política climática, e a política climática brasileira.

Essa cartilha foi elaborada de forma colaborativa por diversos grupos e coletivos comprometidos com a produção e a difusão de conhecimentos interdisciplinares e interseccionais. Participaram da sua construção a Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa: Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade; Brasília Research Center – Rede Earth System Governance; o Coletivo TYBYRA; o Grupo de Pesquisa em Relações Internacionais e Meio Ambiente (GERIMA-UFRGS); e o INCT Caleidoscópio – Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências.

Acesse a cartilha clicando no link a seguir: Pessoas indígenas LGBTQIAPN+ e a luta por justiça climática: Um lugar na mesa de negociação

Nossa equipe

A rede Arandu é composta por um grupo diverso de pesquisadores e ativistas, indígenas e não-indígenas, de diversas instituições do Brasil: professores, doutores, mestrandos e estudantes de graduação. Conheça nossa equipe:

Tchella Maso - Universidade de Brasília (NUGRAD- Núcleo de Pesquisa sobre Gênero, Raça e Diferença na Política Internacional/ Grupo de Pesquisa Povos Indígenas e Política Global).

Xaman Minillo - Universidade Federal da Paraíba - UFPB (Departamento de Relações Internacionais, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais - PPGCPRI).

Amanda Ferreira - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC Rio (Instituto de Relações Internacionais - IRI).

Líndice Beatriz Tavares de Souza - graduanda em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Paraíba.

Alessandra Prates Barreras Carriero - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Doutoranda (PGDR), Grupo de Pesquisa Povos Indígenas e Política Global, Relações Internacionais e Meio Ambiente.

Azzy Melo de Sousa - Especialista em Direitos Humanos, Gênero e Sexualidade da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca ENSP (FIOCRUZ / RJ) e Mestranda em Antropologia (UFC / UNILAB) e Grupo de Pesquisa sobre Povos Indígenas (UNILAB-CE).

Flávia Belmont - Doutora pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC Rio e membro do NUGRAD - Núcleo de Pesquisa sobre Gênero, Raça e Diferença na Política Internacional, vinculado à Universidade Federal de Uberlândia.

Nicholas Ian do Nascimento Pedroso - graduando em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Paraíba.

Júlia Machado Dias - Mestra em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Especialista em Políticas Públicas de Gênero para América Latina e Caribe pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO), Consultora do Ministério dos Povos Indígenas.

Danilo Tupinikim - Graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília, co-fundador do Coletivo TYBYRA e Assessor Internacional na APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

Katiuscia Moreno Galhera - Professora visitante PPGS- Universidade Federal da Grande Dourados.

Giorgio Garcia Cristofani - Pesquisador em saúde indígena (Fiocruz); Coordenador de Engajamento Comunitário (ISARIC); Mestre em Relações Internacionais (PUC Rio); Núcleo de Pesquisa sobre Gênero, Raça e Diferença na Política Internacional (NUGRAD); Grupo de Pesquisa Povos Indígenas e Política Global.

Alane Beatriz - indígena Baré, graduanda em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília.

Amanda Cruz - Mestre em Relações Internacionais -PUC Rio (Instituto de Relações Internacionais - IRI).

Kiga Boé - Doutoranda em Antropologia Social na Universidade Federal de Goiás, co-fundadora do Coletivo TYBYRA.

Nickolas Sá - Professor na Universidade Federal de Roraima e doutorando Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC Rio (Instituto de Relações Internacionais - IRI).

Yara Resende Marangoni Martinelli - Assessora de Projetos (ABM); Coordenadora da Câmara Técnica de Políticas Sociais e Combate às Desigualdades do Conselho da Federação; Mestre em Relações Internacionais (UnB); Pesquisadora do Brazilian Research Center do Earth System Governance; Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Povos Indígenas e Política Global.

Sebastián Granda Henao – Professor Visitante no Programa de Pós-Graduação em Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Coordenador do Projeto de Extensão Acolher!, membro do Observatório de Protocolos Comunitários de Consulta Prévia, Livre e Informada e do Grupo de Pesquisa Povos Indígenas e Política Global.

Rede Arandu participa do Seminário Regional de Consulta etapa nordeste do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Rede Arandu participa do Seminário Regional de Consulta etapa nordeste do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Autoria: Nicholas Ian

Graduando em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e membro da rede de pesquisa Arandu.

O Seminário Regional de Consulta Etapa Nordeste do projeto "Tecendo Direitos" teve como objetivo construir uma estratégia nacional voltada para os direitos dos/das/des indígenas LGBTQIA+. O evento aconteceu entre os dias 20 e 23 de março de 2025, na aldeia indígena Monguba, terra indígena Pitaguary no Ceará e foi promovido pela Secretaria Nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), com apoio de diversas entidades estratégicas, como a Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), a FADEX, a Secretaria da Diversidade do Ceará, a Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará, o Coletivo Tybyra, o Coletivo Caboclas, a Escola Indígena Ita-Ara e o INCT Caleidoscópio.

Arandu, Rede Colaborativa de Pesquisa Povos indígenas, gênero e sexualidade vinculada ao INCT Caleidoscópio, Nucleação Centro-Oeste, desempenhou um papel central no seminário como relatora oficial. Essa atuação é fruto de uma extensa parceria entre a Coordenação de Direitos LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas e pesquisadoras do INCT Caleidoscópio, com sede na UnB. A Arandu foi responsável pela elaboração da metodologia do Seminário, após realizar uma avaliação a partir da participação na primeira etapa do Seminário, na terra Indígena Meruri em fevereiro desse ano.

Na segunda etapa, a equipe da Arandu acompanhou os Grupos de Trabalho (GTs) organizados em eixos temáticos, registrando todas as discussões e sistematizando as propostas apresentadas, que contribuirão para a elaboração de uma estratégia nacional para Indígenas LGBTQIA+. Nos dois dias de atividades, os GTs foram organizados em torno de temas prioritários, tais como: Saúde, Educação, Cultura, Território e Segurança, e Empregabilidade e Renda.

Dessa forma, a participação da Rede foi de fato uma experiência transformadora. Sua atuação não apenas enriqueceu os debates e gerou impacto no evento, mas também reafirmou a importância das iniciativas colaborativas na promoção dos direitos humanos e da diversidade. Mais do que isso, reforçou seu compromisso inabalável com a causa indígena LGBTQIA+, destacando a necessidade contínua de espaços de diálogo e mobilização para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Rede Arandu, INCT Caleidoscópio.
Foto: Levi Tapuia.

Os grupos receberam perguntas para guiar os diálogos, o que permitiu que os participantes levantassem desafios enfrentados e discutissem estratégias para superá-los. A rede Arandu registrou cuidadosamente todas as discussões e as soluções propostas, mediando os debates quando necessário, embora cada grupo já contasse com um mediador indigena designado. Além disso, a Arandu relatou as apresentações finais de cada GT, registrando as propostas elaboradas coletivamente.

Entre os principais temas abordados, destacaram-se a necessidade de acesso a serviços de saúde específicos e inclusivos, a promoção do respeito à diversidade sexual e de gênero nos ambientes educacionais, a valorização das identidades e expressões culturais indígenas LGBTQIA+, a proteção contra violências nos territórios indígenas, e a criação de oportunidades econômicas que combatam a discriminação no mercado de trabalho. Essas discussões foram fundamentais para a construção de estratégias e práticas voltadas à melhoria das condições de vida dos indígenas LGBTQIA+ da região Nordeste.

Dessa forma, a participação da Rede foi de fato uma experiência transformadora. Sua atuação não apenas enriqueceu os debates e gerou impacto no evento, mas também reafirmou a importância das iniciativas colaborativas na promoção dos direitos humanos e da diversidade. Mais do que isso, reforçou seu compromisso inabalável com a causa indígena LGBTQIA+, destacando a necessidade contínua de espaços de diálogo e mobilização para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Rede Arandu, INCT Caleidoscópio.
Foto: Levi Tapuia.

O INCT Caleidoscópio contribuirá com a elaboração de um relatório detalhado, sistematizando as ideias e propostas discutidas ao longo do seminário. Esse documento será uma ferramenta fundamental para orientar a formulação de políticas públicas nacionais voltadas aos direitos dos indígenas LGBTQIA+. Paralelamente, a experiência proporcionou um rico aprendizado para os membros da Rede, que tiveram a oportunidade de ouvir diretamente as demandas e perspectivas dos/das/des participantes, ampliando sua visão e fortalecendo suas estratégias de atuação.

A relevância do evento foi evidenciada pela presença de importantes lideranças, como o Coordenador de Políticas Públicas LGBTQIA+ do MPI, Niotxarú Pataxó, além de representantes da SESAI e da Coordenação de Direitos Humanos. O seminário consolidou a articulação entre indígenas LGBTQIA+, instituições públicas e organizações parceiras, impulsionando o desenvolvimento de políticas mais inclusivas e eficazes.

Dessa forma, a participação da Rede foi de fato uma experiência transformadora. Sua atuação não apenas enriqueceu os debates e gerou impacto no evento, mas também reafirmou a importância das iniciativas colaborativas na promoção dos direitos humanos e da diversidade. Mais do que isso, reforçou seu compromisso inabalável com a causa indígena LGBTQIA+, destacando a necessidade contínua de espaços de diálogo e mobilização para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Rede Arandu, INCT Caleidoscópio.
Foto: Levi Tapuia.

Dessa forma, a participação da Rede foi de fato uma experiência transformadora. Sua atuação não apenas enriqueceu os debates e gerou impacto no evento, mas também reafirmou a importância das iniciativas colaborativas na promoção dos direitos humanos e da diversidade. Mais do que isso, reforçou seu compromisso inabalável com a causa indígena LGBTQIA+, destacando a necessidade contínua de espaços de diálogo e mobilização para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Seminário Regional de Consulta “Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+” é realizado na Aldeia Meruri

Seminário Regional de Consulta “Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+” é realizado na Aldeia Meruri

Autoria: Alessandra Prates

Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Rural (UFRGS).

O Seminário Regional de Consulta no exercício do projeto Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+ foi realizado na Aldeia Meruri, no Mato Grosso, entre os dias 20 e 23 de fevereiro de 2025.

O evento teve como objetivo elaborar propostas concretas de políticas públicas para garantir o acesso a serviços essenciais como saúde, educação, cultura, território, trabalho e renda para a população indígena LGBTQIA+.

Durante o evento, foram discutidas as especificidades e necessidades dessa comunidade, visando a construção de uma estratégia nacional robusta e inclusiva.

Seminário Regional de Consulta "Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+" é realizado na Aldeia Meruri
Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+. Foto: Niotxaru Pataxó e Ramona Jucá.

Os impactos esperados desse seminário regional, a curto prazo, incluem a ampliação do conhecimento sobre a realidade dos povos indígenas LGBTQIA+, a redução da violência e da discriminação, e a melhoria no acesso aos serviços públicos. Também há pretensão de fortalecer a identidade e cultura indígena LGBTQIA+, promovendo maior visibilidade e respeito.

Vale destacar que esse seminário foi o primeiro de uma série de consultas que ocorrerão em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de ouvir as diversas realidades e garantir que a estratégia nacional seja verdadeiramente representativa e abrangente.

O grupo de pesquisa "Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade", vinculado à Incubadora Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, esteve presente no seminário, acompanhando e auxiliando nos processos de relatoria e na escuta ativa das demandas das comunidades, participando ativamente da construção desse processo consultivo desde o início.

Para mais informações, acesse o site www.gov.br/povosindigenas e a página do Instagram do Ministério dos Povos Indígenas (MPI).