Dossiê “Mulheres na Ciência” do Observatório Caleidoscópio é publicado na Revista Feminismos

Dossiê “Mulheres na Ciência” do Observatório Caleidoscópio é publicado na Revista Feminismos

Dossiê reúne dez textos de pesquisadoras de todo o país. A publicação é desdobramento do Seminário de Pesquisa do Observatório Caleidoscópio, vinculado ao INCT Caleidoscópio.

Autoria Morgani Guzzo

Foi lançado, 20 de maio de 2026, o dossiê Mulheres na Ciência: limites e formas de enfrentamento (v. 14, n. 1) da Revista Feminismos (UFBA). São, ao todo, dez artigos de diferentes temáticas resultam de pesquisas apresentadas durante o Seminário de Pesquisa do Observatório Caleidoscópio, realizado no âmbito do INCT Caleidoscópio: Instituto Nacional de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e violências de Gênero e Sexualidade e Suas Múltiplas Insurgências.

As pesquisas publicadas dialogam com os objetivos do INCT Caleidoscópio e foram desenvolvidas por parceiras/os do Observatório, que, desde 2023, vem conformando uma rede de pesquisadoras/es a nível nacional e internacional envolvidas/os com as temáticas de gênero e ciência.

Organizado pelas pesquisadoras Joana Maria Pedro (UFSC), Karla Bessa (Unicamp) e Morgani Guzzo (UFSC), o dossiê é um desdobramento dos espaços de divulgação científica e debate que acontecem mensalmente, desde 2024, no âmbito do Observatório, nucleação Sul-Sudeste.

“Os seminários afirmaram-se como uma prática coletiva e sistemática de reflexão crítica sobre as condições históricas, institucionais e políticas que atravessam a presença — ainda profundamente desigual — das mulheres no campo científico brasileiro”, afirmam as organizadoras na apresentação do dossiê.

Além da importância científica dos textos publicados, o fato dessa publicação ocorrer na Revista Feminismos reflete o importante diálogo com o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM), que participa do Comitê Gestor do INCT Caleidoscópio e é uma referência histórica pioneira nos estudos de gênero no Brasil. “Essa parceria reafirma o compromisso com a produção de conhecimento feminista, crítica e situada, construída a partir de redes institucionais, políticas e afetivas de longa duração”.

Temáticas são alinhadas aos eixos de trabalho do INCT Caleidoscópio

Os textos do dossiê foram apresentados seguindo uma lógica de temáticas afins. O primeiro grupo de artigos se dedica à reconstrução histórica das trajetórias de mulheres nas ciências no Brasil, com destaque para estudos baseados em metodologias prosopográficas e na análise contextual de arquivos institucionais. O segundo grupo aborda as violências de gênero e o assédio no ambiente universitário. A terceira reúne textos sobre a inclusão de mulheres nas áreas STEM – acrônimo de origem anglófona para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática – e na educação profissional e tecnológica, a partir de pesquisas empíricas realizadas no Brasil e, uma delas, em diálogo comparativo com a França. O quarto e último eixo temático desloca o olhar para a dimensão do cuidado, da maternidade e da permanência no ensino superior.

Mulheres enfrentam múltiplas formas de desigualdade e violência na ciência

Segundo as organizadoras do dossiê, os textos reunidos não apenas descrevem os limites impostos às mulheres em suas carreiras, mas também mostram as múltiplas formas de enfrentamento às desigualdades e violências: enfrentamentos institucionais, quando políticas e mecanismos são reivindicados ou analisados criticamente; enfrentamentos simbólicos, quando narrativas históricas são reescritas; enfrentamentos cotidianos, quando redes de apoio e práticas de cuidado são construídas; e enfrentamentos epistemológicos, quando a ideia de neutralidade científica é tensionada a partir de perspectivas feministas e interseccionais.

Ciência feminista: crítica às relações de poder e alinhada a compromissos éticos coletivos

Ao reunir pesquisas que articulam história, políticas institucionais, indicadores, experiências vividas e práticas de cuidado, as organizadoras do dossiê desejam reafirmar a importância de pensar a ciência como prática social situada, atravessada por relações de poder, responsabilidades éticas e compromissos coletivos.

“Entendemos que o exercício reflexivo aguça a consciência e incita a descolonização das práticas e sujeições das pesquisas e pesquisadoras/es. Assim, esperamos contribuir, com este dossiê, para a construção de uma ciência comprometida com a equidade, a diversidade, a inclusão e a justiça social, princípios que orientam nosso Observatório e o INCT Caleidoscópio”, finalizam.

O acesso ao dossiê é gratuito e pode ser feito pelo link.

Femifilme cinedebate na Revista Darcy/UnB

Femifilme cinedebate na Revista Darcy/UnB

Revista Darcy nº 30 • 2 • 2023 foi lançada no Anfi9 da UnB, no dia 8 de dezembro de 2023.

segundo volume da edição nº 30 da Revista Darcy/UnB trouxe como tema de capa "Feminismos para quê? INCT Caleidoscópio.

segundo volume da edição nº 30 da Revista Darcy/UnB trouxe como tema de capa "Feminismos para quê? Como a universidade contribui para o debate contra a opressão das mulheres" no qual o Projeto Femifilme cinedebate - INCT Caleidoscópio foi referido como ação de extensão que visa a apoximação entre estudantes do ensino médio e a universidade por meio da exibição e do debate sobre documentários que propõem a temática feminista e outras desigualdades sociais.

A graduanda Ana Gaspar, do curso de Letras, esteve no palco durante o lançamento da Revista para representar a equipe do Projeto e falar um pouco mais sobre a ação feminista que partiu dos corredores universitários, passou pelas salas do IFB São Sebastião e chegou às páginas da Darcy.

Observatório Caleidoscópio, INOVA UNICAMP e COCEN alinham proposta de criação de uma Incubadora Social Feminista na Unicamp

Observatório Caleidoscópio, INOVA UNICAMP e COCEN alinham proposta de criação de uma Incubadora Social Feminista na Unicamp

A Profª. Karla Bessa, vice-coordenadora do INCT Caleidoscópio e pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, em conjunto com a Pós-doutoranda Mirlene Simões (INCT/PAGU/CNPq), tem promovido gestões com atores locais na UNICAMP para a promoção de ações referentes à equidade de gênero nas ciências e nas Instituições de Ensino e Pesquisa, com foco nas áreas Tecnológicas em diálogo com as Artes e Humanidades.

Em março deste ano, ambas visitaram à INCAMP, a incubadora de empresa de base tecnológica da UNICAMP, para um primeiro contato e conhecimento das ações da INCAMP. Em Abril, em uma reunião ampliada com a direção da INCAMP, a assessora da COCEN (Coordenadoria de Centro e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa), com representantes do Inova UNICAMP (Agência de Inovação da UNICAMP) e com a coordenação do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, a Profª. Karla Bessa apresentou a proposta de criação de uma Incubadora Social Feminista com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — especialmente nas áreas de igualdade de gênero (ODS 5), educação de qualidade (ODS 4) e ação climática (ODS 13).

A proposta nasceu da experiência em curso no âmbito do INCT Caleidoscópio, com a Incubadora Social Feminista Antirracista dedicada à formação de mulheres quilombolas nas ciências, que tem coordenação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e se estende para várias outras universidades do Norte, Nordeste e Amazônia legal com ações de monitoramento, formação e produção conjunta de materiais com estudantes quilombolas das respectivas universidades envolvidas.

O foco desta nova incubadora social do INCT Caleidoscópio em Campinas será a formação crítica e tecnológica em Inteligência Artificial (IA), articulada às questões de equidade de gênero e justiça climática, com incentivo ao desenvolvimento de pequenos projetos locais em escolas públicas do entorno da UNICAMP e comunidades adjacentes.

Estiveram presentes na reunião, além da Profª. Dra. Karla Bessa do INCT - Observatório Caleidoscópio, a Mariana Inglez, Coordenadora de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Inova UNICAMP, o Prof. Dr. Renato Lopes, Diretor Executivo da Inova UNICAMP, a Profª. Dra. Iara Beleli, Coordenadora Associada do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, Vital Yasumaru, Supervisor de Empreendedorismo da INCAMP e a Profª. Dra. Marta Cristina Teixeira Duarte, Assessora da Coordenadoria de Centro e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (COCEN-UNICAMP) e a Mirlene Simões, Pós-Doc do INCT - Observatório Caleidoscópio.

Foram discutidos os possíveis caminhos para a institucionalização e início das atividades da Incubadora Social Feminista na Unicamp, com possível parceria com outros setores da Unicamp e com o LEGH da Universidade Federal de Santa Catarina, que já faz parte da coordenação do Observatório Caleidoscópio.

Femifilme: cine-debate 4ª edição (2023)

Femifilme: cine-debate 4ª edição (2023)

Grupo de Estudos Interdisciplinares sobre Gênero (GREIG/ELA/ICS/UnB) em parceria com: 

  • Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELIS/CEAM/UnB)
  • Núcleo de Estudos sobre as Mulheres (NEPeM/CEAM/UnB)
  • INCT Caleidoscópio
  • Coordenação de Mulheres (CODIM) da Secretaria de Direitos Humanos (SDH/UnB)
  • Grupo Mobilidades e contatos de línguas (MOBILANG/IL/UnB)

Coordenação

. Elizabeth Ruano-Ibarra (NELIS/CEAM, INCT Caleidoscópio, PPGECsA/ELA/ICS/UnB)
. Delia Dutra (UDELAR/CENUR LN - PPGECsA/ELA/ICS/UnB)

Comissão organizadora

. Elizabeth Ruano-Ibarra (CEAM e GREIG/ELA/ICS)
. Delia Dutra (UDELAR/CENUR LN e GREIG/ELA/ICS)
. Patrícia de Barros Marques (PPGECsA/UnB – Centro Interescolar de Línguas (CIL) Recanto das Emas/SEEDF)
. Susi Francis Amaral (PPGECsA/UnB – Centro de Ensino Fundamental CEF 01 Cruzeiro)

Descrição

O Femifilme cine-debate é um instrumento didático-pedagógico e ético-político que visa dinamizar sociabilidades e ritualidades decorrentes do ‘ato de assistir’ conteúdos audiovisuais, especialmente longas-metragens e documentários. Visamos a formação de ‘plateias’, sentidos e interações mediante a facilitação do acesso a audiovisuais que abordem temáticas sobre mulheres, gênero e feminismos latino-americanos, habitualmente marginalizadas pelos critérios mercadológicos do campo audiovisual. Também buscamos promover agenciamentos a partir dos debates gerados em duas sessões anuais do femifilme.

A origem do Femifilme se localiza disciplinarmente nas Ciências Sociais procurando persistentemente o diálogo interdisciplinar. Es uma estratégia de incorporação do gênero audiovisual ao campo de estudos sobre o pensamento latino-americano que, embora nascido na filosofia, nas últimas décadas, tem se voltado quase exclusivamente para a sociologia. Para tanto, o Femifilme se insere na disciplina “pensamento social e político latino-americano”, ministrada no programa de pós-graduação em Ciências Sociais (PPG-ECsA/UnB).

Os audiovisuais escolhidos para exibição-debate atendem ao critério de autoria de mulheres, isto é, têm prioridade as obras de autoria de cineastas, diretoras ou roteiristas mulheres cis, trans ou não binarias latino-americanas. Também poderão ser priorizadas obras de autoria mista ou não binaria. Outro critério de priorização diz respeito ao país de origem ou vínculo dessas autorias assim como de localização geográfica da trama para favorecer aqueles países latino-americanos com menor incidência na divulgação audiovisual.

O exercício de priorização das obras para cada edição anual do Femifilme se fundamenta na construção coletiva entre es integrantes do GREIG/ELA/ICS/UnB. A seleção dos conteúdos audiovisuais toma como ponto de partida o levantamento audiovisual iniciado em 2019 , com atualização constante, e que alcança um total de 54 obras produzidas em nove países latino-americanos: Argentina, Brasil, Costa Rica, Cuba, Chile, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

Objetivos

. Facilitar o acesso a audiovisuais que focalizam tramas sobre mulheres, gênero e feminismos latino-americanos;
. Compor ‘públicos/plateias’, sentidos e interações a partir da estratégia didático-pedagógico e ético-política do cinema-debate.

Resultados 2019-2022

. Três edições com duas sessões de debate cada uma;
. 200 participantes, público interno e externo à UnB;
. Envolvimento de discentes de graduação e pós-graduação e de docentes da UnB e outras universidades – IFMG - na execução da atividade;
. Fortalecimento das atividades de extensão do GREIG/ELA/ICS/UnB.

Metodologia

Cada sessão do Femifilme se compõe de dois momentos: um assíncrono e outro síncrono online. No primeiro, cada participante assiste, em data e horário de preferência, o filme/documentário. Sempre que possível será divulgado o link de acesso gratuito ao filme-documentário em questão. É recomendável o registro escrito sobre cenas ou ideias-chave que emergem durante o contato com o audiovisual em tela para apresentá-las durante a sessão síncrona.

A sessão síncrona online é dedicada à roda de conversa ou diálogo do filme/documentário e tem uma duração de duas horas. O diálogo é conduzido por quatro pessoas, a anfitriã ou membra da comissão organizadora, uma convidada, e duas moderadoras uma delas voltada exclusivamente para o chat do canal institucional do Youtube. A moderadora abre a sessão apresentando um breve histórico do FemiFilme e do currículo da anfitriã e da convidada. Tanto a anfitriã como a convidada contarão com até 15 minutos para apresentar seus comentários-impressões sobre o filme/documentário. O enfoque dessas apresentações é de livre escolha. Geralmente a anfitriã apresenta a trajetória da diretora do o filme/documentário e uma síntese da temática do audiovisual em chave sociológica.

Posteriormente e durante aproximadamente uma hora a anfitriã e a convidada dialogam a partir das perguntas ou comentários encaminhados ao vivo pelo chat do canal institucional do Youtube. As moderadoras são responsáveis pela gestão do tempo, pela organização e priorização das perguntas/comentários da plateia. Na ausência de perguntas da plateia as moderadoras assumirão a responsabilidade de provocar o diálogo entre a anfitriã e a convidada. Para tanto é recomendável que as moderadoras elaborem as perguntas previamente.

O Femifilme é uma atividade de extensão universitária que recebe um público diverso. O uso de linguagem acessível durante o momento síncrono online, a interação amigável e descontraída entre moderadoras, convidada e anfitriã, são fundamentais para impulsionar a participação da “plateia”.

Os públicos-alvos são a comunidade universitária e público externo interessado no debate sobre desigualdades de género y feminismos.

Parcerias

a) Arte: NELIS/CEAM;
b) Transmissão: canal youtube CEAM;
c) Divulgação/participação: ELA; PPGECsA; CEAM; NEPEM/CEAM; Rede brasileira de educação (Susan Francis responsável pela articulação); MOBILANG; grupo Modos epistemológicos, teorías interdependientes y complejidad social METICS/UdelaR/CenUR LN; Pagu/Unicamp (Elizabeth responsável pela articulação);
d) Tradução de libras: Acessibilidade UnB e Coordenação das Mulheres DIV/UnB (Elizabeth responsável pela articulação).


 

Programação 4ª edição 2023

 

1ª sessão: Viagem a Tombuctú (2014), 100 minutos → Link aqui

. Data e horário: Quarta-feira 10/05/2023. De 19 a 21h
. Diretora, produtora, roteirista: Rossana Diaz Costa (1970).
. Anfitriã: Elizabeth Ruano-Ibarra (NELIS/CEAM - INCT Caleidoscópio - PPGECsA/ELA/ICS/UnB)
. Convidada: Ludmila Moreira Macedo De Carvalho (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
. Moderadora: Patrícia de Barros Marques (PPGECsA/UnB – CIL Recanto das Emas/ SEEDF).
. Moderadora chat: Susi Francis Amaral (PPGECsA/UnB - Centro de Ensino Fundamental CEF 01 Cruzeiro)
. Tradução de libras: Acessibilidade UnB, Coordenação das Mulheres DIV/UnB.
. Transmissão: Canal Ceam/UnB - Youtube

2ª sessão: Eternamente Pagu (1987), 1h40 → Link aqui

  . Data e horário: Quarta-feira 07/06/2023. 19 a 21h
  . Diretora: Norma Benguell (1935-2013)
  . Anfitriã: Delia Dutra (UDELAR/CENUR LN e GREIG/ELA/ICS)
  . Convidada: Karla Adriana Martins Bessa PAGU/Unicamp.
  . Moderadora: Ela Wiecko Volkmer de Castilho (NEPEM/CEAM).
  . Moderadora chat: Discente turma pensamento I (confirmar)
  . Tradução de libras: Acessibilidade UnB, Coordenação das Mulheres DIV/UnB.
  . Transmissão: Canal Ceam/UnB - Youtube


ESP - Descripción

El cine-debate Femifilme es una práctica didáctico-pedagógica y ético-política de dinamización de sociabilidades y rituales derivados del 'acto de contemplar' contenidos audiovisuales, especialmente largometrajes y documentales. Buscamos formar 'audiencias', significados e interacciones facilitando el acceso a audiovisuales que aborden temáticas sobre mujeres, género y feminismos latinoamericanos, usualmente marginados por los criterios de marketing en el campo audiovisual. También buscamos promover agencias mediante los diálogos generados en dos sesiones anuales del Femifilme.

Los audiovisuales elegidos para la exhibición-debate cumplen con el criterio de autoría femenina, es decir, se da prioridad a obras de cineastas, directoras o guionistas latinoamericanas cis, trans o no binarias. También se podrán priorizar obras de autoría mixta o no binaria. Otro criterio de priorización se refiere al país de origen o vinculación de esas autorías y ubicación geográfica de la trama para favorecer a aquellos países latinoamericanos con menor incidencia en la difusión audiovisual.

Si bien el Femifilme se encuentra ubicado disciplinariamente en las Ciencias Sociales, busca sistemáticamente el diálogo interdisciplinario. Es una estrategia de incorporación del género audiovisual al campo de estudios sobre el pensamiento latinoamericano el cual nació en la filosofía, y en las últimas décadas, se vuelca hacia la sociología. Por ello, el Femifilme integra la disciplina “Pensamiento social y político latinoamericano” impartida en el posgrado en Ciencias Sociales (PPG-ECsA/UnB).

Metodología

Cada sesión del Femifilme se compone de dos momentos: uno asíncrono y otro sincrónico online. En el primero, cada participante accede a la película/documental en la fecha y hora que prefiera. Siempre que sea posible, se divulgará el enlace de libre acceso a la película/documental. Se recomienda escribir un registro de escenas o ideas clave que surjan durante el contacto con el audiovisual para que sirvan de estímulo al diálogo durante la sesión sincrónica. La sesión sincrónica en línea se dedica al diálogo sobre la película/documental y tiene una duración de dos horas. El diálogo es conducido por cuatro personas, la anfitriona o miembra del comité organizador, una invitada y dos moderadoras, una de ellas dedicada exclusivamente a la interacción en el chat del canal institucional de YouTube.

La moderadora abre la sesión presentando un breve histórico del Femifilme y el currículum de la anfitriona e de la invitada. Tanto la presentadora como la invitada tendrán 15 minutos para exponer sus comentarios-impresiones sobre la película/documental. El enfoque de estas presentaciones es de libre elección. Normalmente la anfitriona presenta la trayectoria de la directora de la película/documental y una síntesis del tema central del audiovisual en clave sociológica. Posteriormente, y durante aproximadamente una hora, las debatientes dialogan a partir de las preguntas o comentarios enviados en vivo a través del chat del canal institucional de YouTube. Las moderadoras son responsables de administrar el tiempo, organizar y priorizar las preguntas/comentarios de la audiencia. En ausencia de preguntas por parte de la audiencia, las moderadoras provocarán el diálogo entre la anfitriona y la invitada. Por lo tanto, se recomienda que los moderadores preparen las preguntas con anticipación.

El Femifilme es una actividad de extensión universitaria que congrega un público diverso. El uso de un lenguaje accesible durante el momento sincrónico en línea, la interacción amistosa entre moderadoras, invitada y anfitriona es clave para impulsar la participación de la “audiencia”.