Rede Arandu na Etapa Sul do Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Rede Arandu na Etapa Sul do Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Autoria: Alane Bare

bolsita de IC do INCT Caleidoscópio.

Entre os dias 15 e 18 de maio, ocorreu em Porto Alegre (RS) a Etapa Sul do Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+. O evento foi sediado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio da Alessandra Prates, integrante da rede colaborativa de pesquisa Arandu e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR).

Os seminários de Consulta estão sendo realizados em diversas regiões do Brasil, e contam com o apoio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Centro de Referência Indígena do Rio Grande do Sul, do Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE), do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), do Coletivo Tybyra e do INCT Caleidoscópio.

Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade - Arandu, vinculada ao INCT Caleidoscópio, teve um papel fundamental desde a primeira etapa do seminário, especialmente na relatoria. Nesta edição, a equipe da Rede participou ativamente das oficinas temáticas, organizadas em cinco eixos: território e violência, empregabilidade e renda, saúde, educação e cultura. Além disso, foi responsável pela sistematização das propostas de metas para ações de auto-organização nos estados.

O diálogo em torno dos eixos temáticos foi essencial e valorizou profundamente a regionalidade e as experiências de vida dos participantes. A maioria dos participantes eram dos povos Kaingang e Xokleng, com destaque também para a presença da Cacica Kerexu Guarani, do povo Guarani Mbya. Como nas demais etapas, as discussões foram conduzidas por perguntas norteadoras que facilitaram o debate e promoveram um ambiente acolhedor e respeitoso.

Entre os temas mais urgentes abordados, destacou-se a necessidade de espaços de acolhimento para indígenas LGBTQIA+ que enfrentam expulsão de suas aldeias ou se encontram sob ameaça, correndo risco à integridade física. Também foi apontada a urgência de políticas públicas de assistência financeira para estudantes LGBTQIA+ vítimas de homofobia que desejam cursar o Ensino Superior. Sugeriu-se, ainda, a criação de casas de acolhimento que ofereçam, além de abrigo, oportunidades de inserção no mercado de trabalho, com acesso a cursos profissionalizantes, seminários e palestras.

Outro ponto fundamental foi a busca por parcerias institucionais para viabilizar recursos e investimentos, bem como a elaboração de conteúdos de capacitação sobre a realidade dos indígenas LGBTQIA+. Essa formação é necessária para professores que atuam nas aldeias, lideranças indígenas, jovens e todos os profissionais que pretendem trabalhar em territórios indígenas. A importância do apoio psicológico também foi reiterada como um dos pilares para garantir dignidade e bem-estar aos que optam por se assumir dentro ou fora de suas comunidades.

A Etapa Sul do Tecendo Direitos contou com a presença de diversas lideranças e autoridades, como Niotxaru Pataxó (Coordenador de Políticas Públicas LGBTQIA+ do MPI), Cacica Kerexu TakuaDanilo Tupinikim (APIB e Coletivo Tybyra), Samantha Terena (Coletivo Tybyra), Maria Inês (FUNAI), Fabian Domingues (CISADE), Maísa (SESAI), Gabriela (DSEI Porto Alegre), e jovens lideranças como Vitor Moconan (povo Xokleng) e Kronūn Kaingang (povo Kaingang).

Rede Arandu na Etapa Sul do Seminário Regional de Consulta do projeto Tecendo Direitos: Construindo uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+. INCT Caleidoscópio.
Foto: Alessandra Prates - Rede Arandu.

INCT Caleidoscópio segue contribuindo com a relatoria dos Seminários Regionais, com o objetivo de colaborar de forma minuciosa para a formulação de políticas públicas voltadas à proteção e valorização de indígenas LGBTQIA+ em todo o país. Este terceiro encontro possibilitou à Rede Arandu um entendimento mais aprofundado das realidades dos povos originários da Região Sul, fortalecendo o diálogo dentro e fora da Rede, e ampliando os horizontes para a construção de estratégias e caminhos efetivos. A participação ativa da Rede durante o evento foi essencial para apoiar os jovens indígenas nos debates, na organização de ideias e no alinhamento de propostas, promovendo uma escuta atenta às múltiplas vivências tanto dentro quanto fora das comunidades.

Foi, sem dúvida, uma experiência marcante, repleta de aprendizados e reflexões fundamentais. Momentos de descontração também fizeram parte dos dias do encontro, criando um espaço seguro onde os participantes puderam compartilhar suas dores, expectativas e esperanças — como os casos de aceitação familiar e apoio recebido em ambientes escolares e universitários. Embora o racismo ainda persista como realidade dolorosa, foi a partir do apoio mútuo que muitos encontraram forças para reivindicar seus direitos e ocupar espaços de dignidade.

Ainda há muito a ser analisado quanto à realidade de indígenas LGBTQIA+, especialmente no que diz respeito à articulação entre suas vivências dentro das aldeias e fora delas. Diversos cenários, relatos e experiências compartilhadas ao longo do seminário foram fundamentais para embasar propostas concretas de políticas públicas voltadas à segurança, inclusão e respeito.

A pavimentação desse caminho pode ser desafiadora e longa, mas é absolutamente necessária para assegurar o bem-viver de todas as pessoas indígenas LGBTQIA+ — agora e no futuro.

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste E Amazônia Legal implementa programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas” em parceria com a UFBA

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste E Amazônia Legal implementa programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas” em parceria com a UFBA

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal do INCT Caleidoscópio começa a partir do mês de maio o programa de extensão “Tecnologias sociais para a promoção da equidade racial, de gênero em comunidades quilombolas”. A ação foi aprovada via Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo – PPGNEIM, através do edital conjunto da PROEXT-PG-UFBA 01/2024 - PRPPG-PROEXT.

O programa de extensão é coordenado pela profa. Dra. Silvia Lúcia Ferreira (UFBA) e tem como objetivo promover a equidade de gênero e raça, com a construção e aplicação de tecnologias sociais que sejam contextualmente relevantes e cognitivamente transformadoras e sustentáveis ao longo do tempo, através do engajamento colaborativo entre a universidade e a comunidade quilombola do Vale do Paraguaçu, localizada no Recôncavo Baiano.

A proposta será desenvolvida com atividades extensionistas formativas, em parceria com a educação básica, especialmente o ensino médio, por meio da articulação entre estudantes da pós-graduação do PPGNEIM, professoras quilombolas e estudantes da comunidade quilombola do Vale do Paraguaçu, com apoio do Diretor de EEQ, Alan Prazeres.

Com duração de 21 meses, pretende-se gerar impactos sociais e econômicos nas trajetórias formativas das meninas e mulheres quilombolas da escola quilombola da comunidade do Vale do Paraguaçu, de modo a contribuir com a equidade de gênero e raça, por meio da elaboração de tecnologias sociais, com vistas a garantir a difusão na comunidade.

A equipe de trabalho é composta por Silvia Lúcia Ferreira, Sandra Maria Cerqueira da Silva, Cloves Luiz Pereira Oliveira, docentes do PPGNEIM, Milena Freitas Machado, pesquisadora de pós-doutorado Júnior (PDJ- INCT), Ianna França Oliveira, bolsista de extensão. Este programa também articula outros Programas de Pós-Graduação que fazem parte da Incubadora, o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PGENF), representado pela estudante de Doutorado Eliana do Sacramento de Almeida, professora da Universidade Estadual da Bahia (UNEB).

Esta articulação entre academia e comunidade/escola para o desenvolvimento de ações em uma perspectiva interdisciplinar que estimule a apropriação local das práticas, conhecimentos e metodologias representa mais uma “materialização” desta Incubadora Social, no âmbito da UFBA em torno de uma proposta efetiva.

Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

Curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” estreia no dia 26 de maio com transmissão ao vivo e 8 meses de duração

No dia 26 de maio, inicia o ciclo de palestras “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo”, uma série de encontros mensais com transmissão ao vivo às 19:30 horas pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio.

O curso de extensão tem como propósito central ampliar os espaços de reflexão sobre as epistemologias indígenas e suas perspectivas sobre corpo, gênero e sexualidade. A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são fundamentais para descolonizar o conhecimento acadêmico e ampliar a visibilidade dessas cosmologias e compreensões sobre as diversas formas de existência e de relação no mundo. Assim, a formação pretende criar um espaço de escuta, troca e formação que aprofunde reflexões e colaborações no campo de pesquisa sobre Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, ao mesmo tempo em que abre espaço e promove o reconhecimento de saberes outros na academia e na sociedade.

Alinhado a esse propósito, o curso tem como objetivos criar um espaço de escuta, troca e formação com pessoas – acadêmicas e não acadêmicas, de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação – que contribuam para aprofundar as reflexões e colaborações no campo de Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade; promover o contato entre a comunidade discente e docente com a literatura existente sobre o campo de Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, fomentando novas perguntas e perspectivas; estimular a criação de redes e produções a partir dos encontros; e debater como as lentes de gênero e sexualidade permitem analisar questões particulares aos temas propostos para cada palestra, como políticas públicas e territórios, saúde, colonização, arte e performance, espiritualidade, entre outros.

Deste modo, o curso de extensão é promovido a partir de diálogos qualificados entre lideranças indígenas e pesquisadoras(es) acadêmicos, ao longo de oito meses com duração total de 60 horas. Os encontros acontecerão no período noturno com participantes de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação, promovendo o diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são centrais para o campo.

A iniciativa da rede Arandu (Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade) irá propor mesas-redondas e palestras abertas ao público, com o objetivo de aproximar saberes acadêmicos e não acadêmicos e valorizar os conhecimentos indígenas em diálogo com as temáticas de gênero e sexualidade. Abordando questões centrais para a compreensão das interseções entre território, políticas públicas, sexualidades e corporeidade nas comunidades indígenas e colonas, os encontros virtuais e gratuitos têm início em maio e se estendem até o mês de dezembro.

A programação começa com o tema “Direitos Indígenas, Políticas Públicas, Território”, que contará com a participação de Niotxarú Pataxó, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI); Gualoy Guarani e Kaiowá, da JUIND (Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá) no dia 26 de maio. O segundo encontro está previsto para o dia 23 de junho e abordará o tema “Sexualidades Indígenas”. Em breve, serão anunciados mais detalhes da programação deste e dos demais encontros.

A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são centrais para descolonizar o conhecimento acadêmico. Assim, pretende-se ampliar sua visibilidade e, na mesma medida, o horizonte de compreensão sobre as diversas formas de existir e se relacionar no mundo, destacando cosmologias e entendimentos diversos sobre experiências corporais e relações de gênero.

Dessa forma, a formação busca contribuir para a construção de pontes entre a universidade e outros espaços de produção de conhecimento. Ao promover o contato com a literatura existente na área, fomentar novas perguntas e estimular a criação de redes, a iniciativa fortalece a formação crítica dos participantes e questiona paradigmas eurocêntricos e heteronormativos predominantes na academia.

Ao incentivar o questionamento de paradigmas eurocêntricos e heteronormativos que ainda prevalecem na academia e na sociedade, a iniciativa também contribui para o desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras, proporcionando um aprendizado situado por meio do diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são fundamentais para o campo. Com uma programação diversa e aberta, o curso pretende fortalecer redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber.

Para participar do curso, não é necessário realizar inscrição prévia. Todos os encontros serão disponibilizados no canal do INCT Caleidoscópio no YouTube, ampliando o alcance e o impacto da proposta. Durante o curso síncrono, um formulário online será disponibilizado para registro de presença e emissão de certificado.

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Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

Veja as publicações do I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio: Práticas Socioculturais e Discurso

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio, realizado de 29 a 31 de outubro de 2024, no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), reuniu cerca de 200 pesquisadoras de diversas áreas do conhecimento. O encontro teve como objetivo promover o intercâmbio científico e refletir sobre estratégias que ampliem a equidade, a diversidade e a inclusão de gênero e étnico-racial nas ciências.

Ao longo dos três dias de programação, participaram representantes de 13 universidades brasileiras e quatro instituições internacionais, com destaque para pesquisadoras da Argentina e do Uruguai. No primeiro dia foi debatido o tema Mulheres e resistência nas ciências, no segundo Teorias e práticas antirracistas na universidade, e no terceiro: Desafios para permanência do debate de gênero nas ciências.

Leia também: I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio tem três dias de debate visando a promoção de equidade de gênero e étnico-racial nas ciências

As mesas e conferências promoveram discussões interdisciplinares e interseccionais sobre a presença das mulheres na ciência, favorecendo o fortalecimento e a formação de grupos de pesquisa multidisciplinares em torno de temas convergentes. O seminário também contribuiu para a criação de espaços acadêmicos colaborativos, voltados ao estudo de processos sócio-discursivos relacionados a políticas públicas e direitos, reforçando redes já consolidadas e incentivando novas conexões entre coletivos e instituições.

O Painéis de Redes foram um espaço de comunicações integradas de redes de pesquisa, privilegiando o aprendizado e a internacionalização, devido ao alinhamento entre os temas de investigação dos grupos de pesquisa e a experiência das pesquisadoras envolvidas. Já o Conversatório possibilitou a integração e a troca entre estudantes, pesquisadores e ativistas. Durante o Conservatório foi possível ouvir: 1) os desafios de estudantes quilombolas e indígenas de inclusão e de pertencimento no âmbito da Universidade de Brasília; 2) uma representante do Ministério das Mulheres sobre a luta do Ministério para ter orçamento próprio e, com isso, fomentar o debate sobre equidade e diversidade; e 3) o desafio de exercer um mandato político e ser uma pessoa LGBTQIA+, visto que ainda há ainda muito preconceito.

As pesquisas apresentadas durante o evento reforçaram a urgência da criação de espaços permanentes de debate sobre desigualdades de gênero, raça e outras iniquidades no campo científico. Evidenciaram, ainda, como essas questões atravessam a produção de conhecimento e apontaram caminhos possíveis para sua superação. Como destaca Viviane Resende (UnB), coordenadora do INCT Caleidoscópio, os resultados do seminário reafirmam a importância das ações promovidas pelo instituto.

Entre os temas discutidos, estiveram a resistência das mulheres nas ciências, os desafios enfrentados por mães, quilombolas e indígenas nas universidades públicas, e a valorização de epistemologias negras e indígenas, reforçando o compromisso do evento com práticas e teorias antirracistas e decoloniais.

O seminário também se consolidou como espaço estratégico para a divulgação de pesquisas em andamento e a construção de uma agenda científica comprometida com a transformação social. Os trabalhos foram produzidos nas seguintes áreas temáticas:

  1. Ativismos midiáticos em questões de gênero e sexualidade
  2. Formulação e acompanhamento de políticas públicas em gênero e sexualidade
  3. Ciências, gênero e sexualidade
  4. Observatórios Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  5. Pesquisas em discurso e gênero em perspectiva interseccional e decolonial
  6. Políticas e práticas de educação em gênero e sexualidade
  7. Práticas de resistência e enfrentamentos em questões de gênero e sexualidade

Neste volume, foram um total de 42 trabalhos publicado em 22/04/2025 (ISBN: 978-65-272-1302-4) a leitora e o leitor encontrará o registro de parte dessas contribuições na lista dos trabalhos publicados abaixo ou pelo site do seminário clicando aqui.

A seguir, apresentamos os trabalhos publicados no evento, revelando a potência, a diversidade e a relevância das produções realizadas por mulheres em diferentes territórios, contextos e áreas do saber.


“ISSO AQUI AJUDA A GENTE A ENTENDER QUE NÃO ESTÁ SÓ”: O PAPEL DA PESQUISA EM LINGUAGEM NA FORMAÇÃO DE REDES COM MULHERES MIGRANTES - Ana Luiza Krüger Dias

A FEMINILIDADE BRANCA NEOCONSERVADORA EM PRÁTICAS DE (DES)INFORMAÇÃO - Mariana Rafaela Batista Silva Peixoto

A NEGRITUDE EM DICIONÁRIOS BRASILEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE VERBETES - Francisco Higo de Amorim

A PROPOSTA DO OBSERVATÓRIO INTERSECCIONAL DE GÊNERO DE MINAS GERAIS - OBSERVA MINAS - Marina Alves Amorim; Maria Clara de Mendonca Maia; Beatriz Feitosa Santos

ANÁLISE CRÍTICA DE DISCURSOS TRANSFÓBICOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS - Viviane Cristina Vieira; Marcos Antonio Rodrigues Nascimento

ANÁLISE DISCURSIVO-CRÍTICA DAS MARCAS E APAGAMENTOS DA NEGRITUDE DE LÉLIA GONZALES NA TRADUÇÃO DO ARTIGO “POR UM FEMINISMO AFRO-LATINO-AMERICANO” - Ana Lima Gaspar; Maria Carmen Aires Gomes

APORTES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE MULHERES NEGRAS FEMINISTAS PARA O CAMPO DA SAÚDE NO BRASIL - Hevelyn Rosa Machert da Conceicao; Cristiane da Silva Cabral; Laura Moura

ASSEMBLEIAS (SEMIÓTICAS) DE RESISTÊNCIA QUEER: ABORDAGEM PARA UM ESTUDO DAS PROPRIEDADES EMERGENTES - Raylton Carlos de Lima Tavares

ATIVISMOS MIDIÁTICOS E A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO EM PÁGINAS DE INSTAGRAM - Priscila de Souza Gonçalves; Bruna Toso Tavares

AUTORAS LATINO-AMERICANAS OITOCENTISTAS: CONTRIBUIÇÕES DO PRIMEIRO QUARTO DO SÉCULO XIX - Fabiana da Rocha Mejia

CIÊNCIAS, GÊNERO E SEXUALIDADES: RELAÇÕES INTERNACIONAIS DESDE A PERSPECTIVA DE UMA MULHER INDÍGENA - Alcineide Moreira Cordeiro; Tchella Fernandes Maso

DÁ LICENÇA... TRANSCONFLUÊNCIA, SABERES ORGÂNICOS, MULHERIDADES, COMUNIDADES TRADICIONAIS E POVOS ORIGINÁRIOS (PAINEL) - Ellen Hilda Souza de Alcantara Oliveira; Dina Maria Rosário dos Santos; Irenilza Oliveira e Oliveira; Luciana Alves da Silva; George Guilherme Garcia da Silva; Alécia Gomes dos Santos; Lílian Cristina Oliveira dos Santos; Laynara de Jesus Gama; Silvana Gomes Nunes; Sandra Maria Cerqueira da Silva

DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DOS ORGANISMOS DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES (OPMS): DESAFIOS NO PROCESSO INVESTIGATIVO - Maise Zucco; Silvia Lúcia Ferreira; Ana Paula Antunes Martins; Be Silva Brustolim; Dora Simões; Maria Eduarda Carlota da Silva; Mariana Wiecko Volkmer de Castilho; Vanessa Oliveira Cordeiro Silva

ENCICLOPÉDIA DIGITAL DO PENSAMENTO COMUNICACIONAL LATINO-AMERICANO (PCLA) SEÇÃO: MULHERES NA COMUNICAÇÃO - Maria Cristina Gobbi

ENREDANDO O CALEIDOSCÓPIO NO DEBATE SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE DISCURSO, POBREZA MENSTRUAL, MEIO AMBIENTE E CIÊNCIA EM ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO BRASIL - Maria Carmen Aires Gomes; Thayane Campos; Rosângela Nogueira; Litiane Barbosa Macedo; Ofélia Maria Imaculada; Alexandra Bittencourt de Carvalho; Elisa Mattos; Mayra Policarpo; Geovanna Livia; Patricia Jacobina

ESCREVIVÊNCIA E RESISTÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA EXTENSIONISTA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS - Tchella Fernandes Maso; Vinícius Santiago

ESTUDOS RADIOFÔNICOS SOB A LENTE DE GÊNERO: UMA ABORDAGEM INTERSECCIONAL NOS PRINCIPAIS EVENTOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS - Juliana Cristina Gobbi Betti; Debora Cristina Lopez; Marcelo Freire

FEMINISMOS E PODER: INTERVENÇÕES DA REDE DE PESQUISA EM FEMINISMOS E POLÍTICA - Mariana Prandini Assis; Ananda Winter Marques; Brenda Rodrigues Barreto Silva; Danusa Marques

FUTURO DE QUEM? RECÉM DOUTORAS E A PERSPECTIVA DA CIÊNCIA E DA PESQUISA COMO PROFISSÃO - Mirlene Fátima Simões

LA ALJABA: EDUCAÇÃO PARA MULHERES NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX - Mirella Cruz de Sousa Benigno

LÉXICO E QUESTÕES DE GÊNERO NO DEBATE LEGISLATIVO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: A POLARIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DISCURSIVA DE DESLEGITIMAÇÃO - Gisele Rodrigues

LINGUAGEM, GÊNERO E POLÍTICA: UM ESTUDO DA ATUAÇÃO DE SITES FEMINISTAS NAS ELEIÇÕES 2022 - Anna Christina Bentes; Amanda Costa da Silva

MATERNAR NA UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA E DECOLONIAL - Brenda Gonçalves dos Reis

MONITORA: USO DE LINGUÍSTICA DE CORPUS EM CONSTRUÇÃO DE LÉXICO SOBRE VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO - Carolina Gonçalves Gonzalez; Fernanda K. Martins; Clarice Tavares; Ana Carolina Araujo; Gabriela Coelho

MUJERES Y MIGRACIONES LÍNEA DE INVESTIGACIÓN DEL GREIG - Elizabeth Del Socorro Ruano Ibarra; Delia Dutra; Susana Martínez Martínez; Marcos Moreno

MULHERES NA PESQUISA CIENTÍFICA: GENEALOGIA INTELECTUAL A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE MONIKA BARTH - DE 1959 ATÉ A ATUALIDADE - Lia Gomes Pinto de Sousa

MULHERES QUILOMBOLAS E CIÊNCIAS: PANORAMA SOBRE A DESIGUALDADE DE RAÇA E GÊNERO - Rocelly Dayane Teotonio da Cunha; Dolores Galinho

MULHERIDADES NA FRONTEIRA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO DE TRANSEXUAIS VENEZUELANAS EM BOA VISTA- RR - Adriana de Oliveira Teixeira Kato

NEPEM/UNB: DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE A MULHER A ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE MULHERES - Ela Wiecko V de Castilho

NÚCLEOS DE ESTUDOS DE GÊNERO E SEXUALIDADES: ESPAÇOS DA CIÊNCIA HISTÓRICA ENGAJADA - Joana Maria Pedro; Lídia Maria Vianna Possas; Cristina Scheibe Wolff; Claudia de Jesus Maia

O QUE PODE UMA SOCIEDADE CIENTÍFICA NO ENFRENTAMENTO DE QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE: PENSANDO A SOCINE - Ramayana Lira de Sousa; Alessandra Soares Brandão

POLÍTICAS E MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO SUL E DO SUDESTE - Morgani Guzzo; Pedro Henrique Ordones Ramos

PRÁTICAS DISCURSIVAS DE RESISTÊNCIA AO DISCURSO HEGEMÔNICO: A REAÇÃO DAS MULHERES AO PROJETO DE LEI 1904/2024 NAS REDES SOCIAIS - Alcilene Aguiar Pimenta; Renata Priscyla Conceição Costa

QUEM TEM MEDO DO GÊNERO NA TERAPIA DE FAMÍLIA? - Cristina Vianna Moreira dos Santos

QUEM TEM MEDO GÊNERO? A CIÊNCIA ACADÊMICA! - Camila Infanger Almeida

REDIGE - REDE DE PESQUISA EM DISCURSO E GÊNERO - Maria Carmen Aires Gomes; Viviane de Melo Resende; Litiane Barbosa Macedo; Rosângela Nogueira; Débora Figueiredo; Viviane Cristina Vieira; Daniele de Oliveira; Carolina Gonçalves Gonzalez; Alexandra Bittencourt de Carvalho; German Canale; Matías Soich; Maria Eugenia Flores Treviño

REFLEXÕES INICIAIS SOBRE A INCIDÊNCIA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA UNEMAT - Viviane Teixeira Silveira; Adriana Nolibos Baccin; Kamilly Victória Cardoso Benites; Nárrida Nejem Silva

SANGRANDO DA MENARCA À (PÓS-)MENOPAUSA: UMA PROPOSTA DE PESQUISA, EXTENSÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE CORPOS QUE MENSTRU(AV)AM - Jacqueline Fiuza da Silva Regis; Daniele Mendonça; Dayane Augusta Santos da Silva

SER-TÃO, "ONDE O PENSAMENTO DA GENTE SE TORNA MAIS FORTE QUE O PODER DO LUGAR" - Marcela Amaral; Thais Vieira; Lara Fernandes Barbosa; Debora Ramos da Silva

SOBRE A SEMIOSE DOS CORPOS ABJETOS: A REPRESENTAÇÃO QUEER NOS SEMINÁRIOS CATÓLICOS - Pedro dos Santos Veras; Viviane Cristina Vieira

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NO ESTADO DE RORAIMA - Luziene Corrêa Parnaíba; France Rodrigues; Orilene Marques Pinheiro; Patrícia Laurindo Almeida de Sousa

VIOLÊNCIA(S) E OS OPERADORES DE DIREITO: ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA ACERCA DA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL - Micheli Rosa

Inscrições abertas para curso Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas

Inscrições abertas para curso Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos indígenas

Estão abertas as inscrições para o curso "Tecendo Relatos, Defendendo a Vida" até o dia 12 de maio! A formação é voltada para pessoas Indígenas e não Indígenas que participam das etapas territoriais do projeto Tecendo Direitos para Indígenas LGBTQIA+, promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas.

O curso de extensão Tecendo Relatos, Defendendo a Vida: formação em relatoria popular de direitos Indígenas tem como objetivo apoiar pessoas Indígenas e não Indígenas que participam das etapas territoriais do Programa Nacional Tecendo Direitos para Indígenas LGBTQIA+, promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas. A formação será realizada de forma remota, com cinco encontros síncronos, voltados à qualificação introdutória para a produção de relatórios de direitos humanos que possam subsidiar a construção de políticas públicas interseccionais, sensíveis às realidades e diversidades dos territórios.

Sob este viés, o curso propõe apresentar os fundamentos de uma relatoria de qualidade, discutir os princípios que orientam a formulação de políticas públicas, introduzir noções fundamentais sobre direitos humanos e direitos dos povos indígenas, e realizar uma atividade prática de análise e elaboração coletiva de relatorias. A proposta visa fortalecer capacidades locais para o monitoramento, a incidência política e a documentação qualificada de vivências e violações, a partir de uma perspectiva interseccional que articula etnia, território, gênero e sexualidade.

Programação

A programação abordará os fundamentos de uma relatoria de qualidade, os princípios das políticas públicas, noções básicas sobre direitos humanos e dos povos indígenas, além de uma atividade prática de análise e elaboração coletiva de relatos. Com foco no fortalecimento das capacidades locais para o monitoramento, a incidência política e a documentação de vivências e violações, o curso articula as dimensões de etnia, território, gênero e sexualidade.

Encontro 1 – Apresentação do Programa e da Metodologia de Relatoria Popular

Encontro 2 – Fundamentos de uma Política Pública Interseccional

Encontro 3 – Introdução aos Direitos Humanos e aos Direitos Indígenas

Encontro 4 – Análise de Relatorias: Leitura Crítica e Coletiva

Encontro 5 – Produção e Apresentação de Relatos Coletivos

O curso será realizado no período de 12 de maio a 29 de agosto de 2025, com encontros virtuais pelo Google Meet, sempre às 19 horas (horário de Brasília). O link de acesso será enviado por e-mail para as pessoas inscritas.

Para a obtenção do certificado, é obrigatória a participação em, no mínimo, 75% dos encontros. Estão disponíveis 30 vagas e, caso o número de inscrições ultrapasse esse limite, os critérios de desempate serão: localização geográfica, diversidade de gênero e ordem de inscrição.

As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de maio pelo formulário, clique aqui para acessar o link!

Vamos juntas e juntos tecer direitos!