Caderno Orientador sobre maternidades quilombolas nas universidades será lançado em evento ao vivo dia 20 de julho

Caderno Orientador sobre maternidades quilombolas nas universidades será lançado em evento ao vivo dia 20 de julho

Publicação reúne recomendações construídas com mulheres quilombolas para fortalecer políticas de permanência, cuidado e equidade racial nas universidades brasileiras.

Como construir políticas universitárias capazes de responder às experiências vividas por mães quilombolas? De que maneira universidades, gestoras(es), pesquisadoras(es), movimentos sociais e comunidades podem atuar conjuntamente para ampliar condições de permanência, cuidado e equidade na educação superior?

Essas questões orientam o Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas, tecnologia social que será lançada no próximo 20 de julho de 2026, das 10h às 12h (horário de Brasília), em transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube.

A publicação resulta de pesquisas desenvolvidas em diálogo permanente com mulheres quilombolas e integra o Projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades" (Edital Universal 10/2023; Auxílio nº 2751/2025) e o projeto "Mulheres Quilombolas na Pós-Graduação em Psicologia: uma agenda em construção" (Bolsa de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq), coordenados pela Profa. Dra. Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande.

Essa iniciativa é desenvolvida no âmbito da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e da Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal no âmbito do Observatório Caleidoscópio, frentes de atuação do INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas múltiplas insurgências, com coordenação do Grupo de Pesquisa Ateliê: psicologias, feminismos e contracolonialidades, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande.

O lançamento também materializa uma cooperação institucional construída entre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, formalizada por meio do Termo de Compromisso Cidadão em Ciência, Tecnologia e Sociedade para Ensino, Pesquisa, Extensão e Transferência de Tecnologias Sociais, assinado em 07 de agosto de 2024. O acordo estabelece o compromisso de fortalecer, por meio da produção compartilhada de pesquisas e tecnologias sociais, as trajetórias de mulheres quilombolas pesquisadoras nas universidades, bem como definir princípios para pesquisas desenvolvidas em territórios quilombolas e com quilombolas, orientados pela ciência cidadã, pelo diálogo com as comunidades e pela valorização dos direitos quilombolas. Para conhecer mais, acesse.

Construído de forma colaborativa entre pesquisadoras negras e quilombolas, graduandas negras quilombolas, comunidades, integrantes movimentos sociais e universidades, o caderno apresenta recomendações destinadas ao fortalecimento das políticas institucionais de permanência de estudantes mães quilombolas, articulando evidências produzidas pela pesquisa científica, experiências comunitárias e conhecimentos construídos nos territórios.

Entre os conteúdos da publicação encontram-se:

  • Recomendações para universidades, gestoras(es), equipes de assistência estudantil e formuladoras(es) de políticas públicas.
  • Diretrizes para o desenvolvimento de políticas de permanência voltadas às maternidades quilombolas.
  • Experiências produzidas por mulheres quilombolas em diferentes territórios brasileiros.
  • Reflexões sobre maternidades, cuidado, permanência universitária, racismo, gênero e direitos.
  • Orientações para projetos de pesquisa, extensão, ensino e formação profissional.
  • Estratégias voltadas à construção de ambientes universitários comprometidos com a equidade étnico-racial e de gênero.

A publicação destina-se a:

  1. Docentes da Educação Superior e da Educação Básica.
  2. Pesquisadoras(es) e estudantes de graduação e pós-graduação.
  3. Gestoras(es) universitárias(os) e equipes de assistência estudantil.
  4. Pró-Reitorias, coordenações de cursos, núcleos de ações afirmativas e setores de apoio estudantil.
  5. Projetos de pesquisa e extensão.
  6. Movimentos sociais, comunidades quilombolas e organizações da sociedade civil.
  7. Instituições públicas comprometidas com a promoção da permanência e da equidade racial na educação superior.

O evento reunirá pesquisadoras de diferentes universidades brasileiras, lideranças quilombolas e representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil para discutir maternidades, permanência universitária, tecnologias sociais e produção compartilhada do conhecimento.

Após o lançamento, o Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas estará disponível gratuitamente, em formato digital, no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal: https://www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br.

Esta atividade integra o Ciclo de Tecnologias Sociais do Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências, composto por guias, cadernos orientadores, cadernos de recursos e materiais audiovisuais que serão disponibilizados entre julho e novembro de 2026. As publicações abordam diferentes dimensões do acesso, da permanência, da produção científica e das trajetórias acadêmicas de mulheres quilombolas, reunindo resultados de pesquisas, experiências comunitárias e tecnologias sociais construídas de forma colaborativa.

As próximas atividades, as publicações e os materiais produzidos poderão ser acompanhados no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, disponível em www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br, e nos canais de comunicação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Caleidoscópio, do Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências e do Grupo de Pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades.

A Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal é coordenada pela Profa. Dra. Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande, e pela Profa. Dra. Sílvia Lúcia Ferreira, da Universidade Federal da Bahia.

Serviço

Evento: Lançamento do Caderno Orientador Maternidades quilombolas nas universidades: políticas de permanência étnico-racialmente afirmativas e territorialmente situadas

Data: 20 de julho de 2026

Horário: 10h às 12h (horário de Brasília)

Modalidade: On-line

Transmissão ao vivo pelo canal do INCT Caleidoscópio no YouTube: clique aqui e salve a prévia.

Acesse o caderno gratuitamente, após o lançamento, no Portal da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal: https://www.incubadoracaleidoscopio.ufcg.edu.br.

Entrevista: pesquisadora do INCT Caleidoscópio Zizele Ferreira fala sobre questões raciais e pesquisas em comunidades quilombolas

Entrevista: pesquisadora do INCT Caleidoscópio Zizele Ferreira fala sobre questões raciais e pesquisas em comunidades quilombolas

Publicado pelo Canal TV Universidade - UFMT em 24/7/2023

Por: Bárbara Arato. Link de acesso ao vídeo.

Nesta entrevista, Zizele Ferreira (contato: ferreirazizele@gmail.com), presidente do Conselho de Políticas de Ações Afirmativas, que representa a sociedade civil na UFMT, fala sobre o início de sua vida acadêmica e toda sua trajetória, sobre como o Conselho atua na Universidade e como a instituição pode ser receptiva às questões raciais.

O programa Proseando é exibido todas as terças-feiras no canal 2.1 da TV aberta na região metropolitana de Cuiabá-MT, às 18h40 (horário de Mato Grosso). É realizado pela equipe da TV Universidade da UFMT.

Assista o vídeo na íntegra!

Conheça o projeto da Incubadora Social que visa promoção de Mulheres Quilombolas nas Ciências

Conheça o projeto da Incubadora Social que visa promoção de Mulheres Quilombolas nas Ciências

Matéria reprodução da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Por: Luiz Carlos Bezerra, em 25/1/2024. Acesso à matéria!

Com foco no fortalecimento das boas práticas de prevenção às violências interseccionais nas universidades, a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, divulga a aprovação do projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências" em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) de 2023.

A incubadora, que é uma iniciativa vinculada ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências (INCT Caleidoscópio), é coordenado pela professora Dolores Galindo, Professora Permanente dos Programas de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A docente atua também na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Sociedade da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A docente Silvia Lúcia Ferreira da Universidade Federal da Bahia (UFBA), também coordena a ação, que tem como objetivos, o projeto de pesquisa aprovado busca estudar as trajetórias de profissionalização acadêmica de mulheres quilombolas, identificando as principais dificuldades enfrentadas por essas mulheres para continuar seus estudos e acessar o ensino superior em níveis de graduação e pós-graduação.

O projeto, com duração de 36 meses, visa preencher lacunas significativas na pesquisa acadêmica sobre o acesso, permanência e formação de doutoras quilombolas nas universidades. Além disso, busca ressignificar o papel das mulheres negras nas ciências, confrontando o racismo acadêmico, a misoginia e a discriminação racial.


Rede colaborativa

Na equipe, o projeto reúne pesquisadoras de regiões com significativa presença quilombola no Brasil, que desempenham um papel relevante no fortalecimento de políticas e programas voltados para estudantes quilombolas. O grupo, formado por oito universidades, incluindo as sedes da Incubadora, (UFBA) e a UFCG, articula as seguintes pesquisadoras: Ana Karenina de Melo Arraes Amorim (UFRN); Candida Soares da Costa (Nepre-UFMT); Denize de Almeida Ribeiro (UFRB); Flávia Cristina Silveira Lemos (UFPA) Karla Adriana Bessa (Unicamp); Karla Galvão Adrião (UFPE); Maristela de Melo Moraes (UFCG); e as pós-doutorandas Karine Santana (UFBA) e Zizele Ferreira (UFCG) .

Ainda como premissa, a Incubadora visa fomentar boas práticas de prevenção às violências interseccionais nas universidades e suporte à trajetória formativa de mulheres estudantes universitárias pertencentes a grupos minorizados. A governança é orientada por um modelo de diálogo entre universidade e sociedade, com dois conselhos (Incubadora-Universidades e Incubadora-Sociedade) que se reunirão anualmente para discutir relatórios, produtos e resultados.

Sobre o Projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências", uma das ações prioritárias da Incubadora, pretende não apenas analisar as estruturas universitárias, mas também promover o levantamento e sistematização de boas práticas existentes. O estudo visa entender as dificuldades enfrentadas por mulheres quilombolas no acesso e permanência no ensino superior, além de contribuir para a formação de pesquisadoras juniores.

A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal destaca a importância da inclusão de mulheres pertencentes a segmentos minoritários em todas as fases de planejamento, produção e difusão de tecnologias sociais.

Conheça o projeto da Incubadora Social que visa promoção de Mulheres Quilombolas nas Ciências

Projeto “Mulheres Quilombolas nas Ciências” da Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal é aprovado no edital CNPq/MCTI Universal

Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, uma iniciativa vinculada ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências (INCT Caleidoscópio), aprovou o projeto "Mulheres Quilombolas nas Ciências" no Edital CNPq/MCTI Nº 10/2023 - Universal, Faixa B - Grupos Consolidados.

Coordenado pela professora Dolores Galindo, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o projeto de pesquisa tem como objetivo estudar as trajetórias de profissionalização acadêmica de mulheres quilombolas, identificando as principais dificuldades enfrentadas por essas mulheres para continuar seus estudos e acessar o ensino superior em níveis de graduação e pós-graduação.

O projeto, com duração de 36 meses, visa preencher lacunas significativas na pesquisa acadêmica sobre o acesso, permanência e formação de doutoras quilombolas nas universidades. Além disso, busca ressignificar o papel das mulheres negras nas ciências, confrontando o racismo acadêmico, a misoginia e a discriminação racial. O projeto pretende também colaborar no fortalecimento de políticas e programas voltados para estudantes quilombolas.

“Mulheres Quilombolas nas Ciências” reúne pesquisadoras de regiões com significativa presença quilombola no Brasil. Atualmente, o grupo, formado por oito universidades, incluindo a UFBA e a UFCG, articula as seguintes pesquisadoras: Ana Karenina de Melo Arraes Amorim (UFRN); Candida Soares da Costa (UFMT); Denize de Almeida Ribeiro (UFRB); Flávia Cristina Silveira Lemos (UFPA) Karla Adriana Bessa (Unicamp); Karla Galvão Adrião (UFPE); Maristela de Melo Moraes (UFCG); e as pós-doutorandas Karine Santana (UFBA) e Zizele Ferreira (UFCG).


Sobre a Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal

A Incubadora, coordenada pelas professoras Dolores Galindo (UFCG) e Silvia Lúcia Ferreira (UFBA), visa fomentar boas práticas de prevenção às violências interseccionais nas universidades e suporte à trajetória formativa de mulheres estudantes universitárias pertencentes a grupos minorizados. A gestão é orientada por um modelo de diálogo entre universidade e sociedade, com dois conselhos (Incubadora-Universidades e Incubadora-Sociedade) que se reunirão anualmente para discutir relatórios, produtos e resultados.