Entre os dias 16 e 20 de julho, mais uma etapa de consulta aos indígenas LGBTQIA+ foi realizada. A etapa Norte 1 foi recebida pela Aldeia Zutiwa, Povo Guajajara, Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, e as atividades do seminário aconteceram na Escola Comunitária Zezinho Rodrigues, que recebeu o nome do fundador da Aldeia Zutiwa.
À primeira vista, pode parecer estranho o Maranhão ter sido sede da etapa norte, afinal, aprendemos na escola que o estado está situado na região nordeste. Entretanto, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) faz divisão das regiões do país a partir dos biomas, divisão esta que é utilizada pelos movimentos indígenas. Desse modo, o Maranhão, do bioma amazônica, faz parte da região norte.
Foto: Júlia Machado Dias (Rede Arandu). Escola Comunitária Zezinho Rodrigues.
Realizada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) através da Coordenação LGBTQIA+, essa foi a quinta e penúltima etapa do programa. A abertura do seminário contou com a presença de Giovana Mandulão, Secretaria da Secretaria de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas (SEART) do MPI, e de Kleber Karipuna, Coordenador Executivo da APIB. Essas presenças são fundamentais na medida em que contribuem para o fortalecimento da pauta LGBTQIA+ dentro do movimento indígena.
Participaram indígenas LGBTQIA+ do sul do Pará, do Tocantins e do Maranhão. Esse processo tem sido de grande aprendizado para as pessoas membros da Rede Arandu, que tem fortalecido suas capacidades de atuação junto ao MPI e gerado valiosa contribuição na relatoria dos espaços de discussão.
Os seminários são momentos de escuta qualificada para criação de políticas públicas, e também um espaço de construção de afeto entre participantes de diferentes povos, etnias, biomas e regiões geográficas. Enquanto pessoa não indígena, é nesses espaços que encontro ainda mais sentido e força para minha atuação enquanto pesquisadora e aliada das causas do movimento indígena, nesse caso, movimento indígena LGBTQIA+.
Esta etapa foi a primeira que contou com participação de pessoas que não são LGBTQIA+, ou seja, heterossexuais e cisgênero. Essa participação é bastante interessante na medida em que demonstraram sensibilidade à pauta e humildade em afirmar que era uma temática muito desconhecida para elas, que queriam compreender e aprender sobre.
O desconhecimento comunitário sobre temáticas de gênero e sexualidade a respeito de pessoas LGBTQIA+ foi um desafio apontado em outros seminários. Entretanto, nessa etapa pudemos observar, na prática, como é difícil comunicar o que significam esses termos — especialmente quando consideramos que as pessoas ali presentes falam em seu cotidiano o idioma de seu povo, isto é, o Guajajara. Neste sentido, se mostrou urgente a criação de novas chaves para comunicar o que esses termos significam para a academia e para o movimento LGBTQIA+, para que seja possível avançar na consolidação de direitos para indígenas LGBTQIA+ dentro de suas comunidades.
O sofrimento, em especial (mas não apenas) psíquico, de viver em territórios não demarcados ficou evidente em mais essa consulta. A falta de demarcação territorial dificulta o acesso a serviços e direitos, aumentando a insegurança e vulnerabilidade de comunidades inteiras, e ainda mais de pessoas LGBTQIA+. Esse é um dos sentidos em que a luta LGBTQIA+ caminha em conjunto com as pautas do movimento indígena e na luta contra o marco temporal.
A potência do movimento indígena LGBTQIA+ que tem se consolidado ficou mais uma vez evidente. A criação de política pública através da escuta e construção coletiva é definitivamente muito inspiradora, especialmente para nós, pessoas que acreditam na construção de sociedades mais justas e igualitárias em que a diversidade representa força a ser estimulada.
Os seminários são ações integrantes do Programa Tecendo Direitos, instituído pela Portaria do Gabinete da Ministra do MPI nº 42 de 2025. O Programa representa um enorme avanço em termos de políticas públicas, na medida em que rompe com a invisibilidade histórica dessa população e aponta para suas potencialidades, fortalecendo os coletivos e também a democracia brasileira.
Foto: Levi Tapuia. Na foto, Niotxarú Pataxó, Coordenador da Pasta LGBTQIA+ no MPI.
Os seminários aconteceram com o apoio do Coletivo Tybyra — primeiro coletivo indígena LGBTQIA+ nacional —, da Rede Arandu e do Instituto Federal do Maranhão - IFMA.
Participar do evento “Fortalecendo Vozes 2SLGBTQIA+ na ONU”, realizado no Palais des Nations em 15 de julho, foi uma experiência profundamente significativa. Este espaço representou mais do que uma mesa de debates — foi um território simbólico de resistência, de acolhimento e, sobretudo, de presença. Estivemos ali para afirmar que nossas vidas indígenas e 2SLGBTQIA+ importam e que precisamos ser ouvidos nas decisões globais que moldam o futuro de nossos corpos e territórios.
Minha atuação nasce da interseção entre o movimento indígena e o movimento 2SLGBTQIA+, especialmente no contexto brasileiro, onde vivemos uma grave situação de violências e perseguição às lideranças indígenas, incluindo indígenas 2SLGBTQIA+. A realidade que vivenciamos, especialmente no Brasil, nos exige urgência: lideramos o ranking de países que mais mata pessoas 2SLGBTQIA+ no mundo, e essa violência atravessa também os povos indígenas, atingindo de forma brutal jovens, lideranças e corpos dissidentes.
A partir dessa intersecção, atuo com a convicção de que as identidades indígenas 2SLGBTQIA+ não apenas existem — elas resistem. Em muitas comunidades, a violência de gênero e a marginalização de pessoas trans, lésbicas, gays e bissexuais indígenas ainda são invisibilizadas, o que intensifica os índices de depressão, suicídio e exclusão social. A identidade de gênero e a sexualidade, quando vividas a partir da cosmovisão indígena, são também formas de defender os territórios ancestrais, de afirmar uma existência que é espiritual, política e coletiva.
Por isso, internacionalizar essas pautas é uma estratégia de sobrevivência, mas também de construção política.
Levar essas questões para a ONU é um ato de denúncia e de proposição. É disputar os sentidos da universalidade dos direitos humanos, incluindo as vozes que historicamente foram silenciadas. Reforçamos a importância da interseccionalidade como contribuição para os movimentos e para a construção de políticas que contemplem nossa realidade — com 305 povos e múltiplas culturas, somos diversidade em essência. Nosso olhar amplia os horizontes dos debates internacionais ao incorporar saberes e vivências únicas.
Ao lado de outras lideranças, compartilhamos dados e experiências que revelam uma triste realidade: a juventude indígena 2SLGBTQIA+ no Brasil está entre as mais vulneráveis ao suicídio. O silenciamento e a violência institucional colocam esses jovens à margem, muitas vezes sem acesso à educação, saúde ou políticas de cuidado. Precisamos de políticas públicas específicas e de reconhecimento por parte do Estado, mas também de apoio e solidariedade internacional.
Foto/Divulgação: Danilo Tupinikim.
Inspiram-me as trajetórias de parentes que, mesmo diante de ameaças, seguem liderando suas comunidades. A defesa dos nossos corpos é também a defesa dos nossos territórios — porque corpo, terra e espírito são indissociáveis na cosmovisão indígena.
O evento reforçou que o fortalecimento da presença indígena 2SLGBTQIA+ na ONU não é apenas necessário, é urgente. É preciso garantir espaços seguros de fala, criar mecanismos de participação direta, escutar as comunidades em sua diversidade. Como Estados-membros e sociedade internacional, é fundamental que reconheçamos a urgência de proteger essas vidas e essas vozes — com recursos, com políticas afirmativas, com presença constante.
Seguimos comprometidos com uma luta que é global, mas que se enraíza profundamente em nossos territórios e histórias locais. Uma luta por justiça, reconhecimento e vida plena. E fazemos isso com coragem, com memória ancestral e com a certeza de que nenhum futuro será possível se continuar deixando nossas existências para trás.
Participating in the event “Strengthening 2SLGBTQIA+ Voices at the UN”, held at the Palais des Nations on July 15, was a deeply meaningful experience. This space was more than a discussion table — it was a symbolic territory ofresistance, of welcome, and above all, of presence. We were there to affirm that our Indigenous and 2SLGBTQIA+ lives matter and that we must be heard in global decisions that shape the future of our bodies and territories.
My activism arises from the intersection of the Indigenous movement and the 2SLGBTQIA+ movement, especially within the Brazilian context, where we face severe violence and persecution of Indigenous leaders, including 2SLGBTQIA+ Indigenous individuals. The reality we face, particularly in Brazil, demands urgency: we lead the global ranking of countries that kill the most 2SLGBTQIA+ people, and this violence also affects Indigenous peoples, brutally impacting youth, leaders, and dissident bodies.
From this intersection, I act with the conviction that 2SLGBTQIA+ Indigenous identities not only exist — they resist. In many communities, gender-based violence and the marginalization of trans, lesbian, gay, and bisexual Indigenous people remain invisible, which intensifies rates of depression, suicide, and social exclusion. Gender identity and sexuality, when lived through an Indigenous worldview, are also ways of defending ancestral territories — of affirming an existence that is spiritual, political, and collective.
Image/Personal archive: Danilo Tupinikim.
For this reason, internationalizing these issues is not only a survival strategy but also a political construction.
Bringing these matters to the UN is both an act of denunciation and proposition. It is a challenge to the meaning of universality in human rights by including voices that have historically been silenced. We emphasize the importance of intersectionality as a contribution to movements and the development of policies that address our realities — with 305 Indigenous peoples and multiple cultures, we are diversity at our core. Our perspective broadens the horizons of international debates by incorporating unique knowledge and lived experiences.
Alongside other leaders, we shared data and experiences that reveal a grim reality: 2SLGBTQIA+ Indigenous youth in Brazil are among the most vulnerable to suicide. Silencing and institutional violence push these young people to the margins, often without access to education, healthcare, or care policies. We need specific public policies and recognition by the State, but also international support and solidarity.
Image/Personal archive: Danilo Tupinikim.
I am inspired by the journeys of relatives who, even in the face of threats, continue to lead their communities. The defense of our bodies is also the defense of our territories — because body, land, and spirit are inseparable in the Indigenous worldview.
The event reinforced that strengthening the 2SLGBTQIA+ Indigenous presence at the UN is not just necessary — it is urgent. We must ensure safe spaces for speech, create mechanisms for direct participation, and listen to communities in their full diversity. As Member States and as the international community, it is essential that we recognize the urgency of protecting these lives and voices — with resources, with affirmative policies, with constant presence.
We remain committed to a struggle that is global but deeply rooted in our territories and local histories. A struggle for justice, recognition, and full life. And we do this with courage, ancestral memory, and the certainty that no future will be possible if our existences continue to be left behind.
A Esplanada dos Ministérios ganhou cores e vida na tarde de domingo, 06 de julho de 2025. Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio e da Rede Arandu marcaram presença na 26ª Parada LGBTQIAPN+ de Brasília. Desde uma abordagem feminista interseccional, nossa participação foi motivada pela presença histórica do primeiro trio "Indígenas LGBTQIA+ nossa voz, nossa história".
O trio veio com a frase “o primeiro caso de LGBTfobia no Brasil foi contra um indígena”, rememorando a história de Tybyra, indígena do povo Tupinambá que entre 1613 e 1614 foi morto após ter sido acusado de sodomia por soldados franceses que o prenderam à boca de um canhão.
Foto: Divulgação rede Arandu.
Essa é uma história transmitida oralmente em diversos territórios indígenas, com um personagem de identidade desconhecida. O antropólogo e ativista LGBT Luiz Mott foi quem o nomeou Tybyra, termo derivado de “tebiró”, que significa “homossexual passivo”. Durante a Parada, foram colocadas faixas no viaduto da Rodoviária do Plano Piloto com a mesma frase do trio e “Tybyra vive”.
Integrantes da Rede Arandu estiveram envolvidas em diferentes etapas da organização para dar visibilidade indígena na Parada, em parceria com o Coletivo Tybyra e Mídia Indígena. Indígenas LGBTQIA+ de diferentes territórios se somaram à iniciativa, trazendo seus corpos, memórias e resistências em defesa da demarcação de territórios. Como afirmou Samantha Terena em discurso no trio principal:
“Aqui quem vos fala é uma trans indígena. Quero dizer para todas as pessoas aqui presentes, que nós estamos aqui com nossos cocares, com nosso colorido, para juntos colorirmos essa parada aqui em Brasília. E dizer que Brasília também é terra indígena. Por isso nós estamos aqui para dizer: xô transfobia! Xô preconceito! Tire seu preconceito do caminho que nós iremos passar. Não ao PL da Devastação! E demarcação já!”, diz Samantha.
Durante a divulgação dos materiais promocionais do Tecendo Direitos e dos adesivos "Indígenas LGBTQIA+ existem", muitas pessoas demonstraram interesse e surpresa diante do ineditismo da proposta. Contudo, muito ainda precisa ser construído no enfrentamento às desigualdades de gênero e sexualidade. Por essa razão, o INCT Caleidoscópio, por meio da Arandu, busca incidir na construção de políticas públicas a partir das vivências das diversidades de gênero e sexualidade indígenas.
Foto: Arquivo Arandu, materiais distribuídos na Parada e integrantes da rede Arandu.
Do ponto de vista da produção científica, a participação e o acompanhamento do movimento indígena LGBTQIA+ na Parada brasiliense evidenciam nossa preocupação com a construção de uma agenda política e acadêmica ainda marginalizada. Socialmente, o tema permanece invisibilizado diante de outras problemáticas e desafios urgentes.
Embora a 26ª edição em Brasília tenha buscado amplificar as vozes da periferia, a maioria das participantes que seguia os trios não percebeu o ineditismo do trio indígena e suas reivindicações específicas. Entre os canais de comunicação que cobriram a Parada, nenhum destacou a presença indígena, exceto o Mídia Ninja, parceiro fundamental na formação e consolidação da Mídia Indígena.
Diante desse cenário, reafirmamos nosso papel como pesquisadoras: sensibilizar a sociedade e as futuras gerações para o reconhecimento dos direitos indígenas. Além disso, três estudantes indígenas bolsistas do INCT Caleidoscópio estiveram presentes na Parada, fortalecendo a articulação entre universidade e sociedade e tecendo insurgências necessárias.
Pessoas dos povos Pataxó, Xokleng, Pankará, Kaingang, Potyguara, Boe-Bororo, Guarani Mbya, Guajajara, dentre outros, puderam estar em assembleia, e estender a construção política do Seminário para a celebração nas ruas, em um momento de união e diferença em relação ao público LGBTQIA+ não-indígena.
É preciso reconhecer, quando pensamos sobre união e diferença, que sentir-se parte acolhida do movimento LGBTQIA+ é fundamental para a coletividade da luta histórica construída em torno dos diversos tabus e violências sobre corpos dissidentes das normas de gênero e sexualidade. Por outro lado, ser indígena LGBTQIA+, em contextos urbanos ou aldeados, é uma posição política de muitos modos distinta das normas, gramáticas, formas de luta e de entendimento de subjetividades políticas do movimento LGBTQIA+ como um todo (Silva, 2022).
Yakecan Potyguara, Niotxarú Pataxó, Samantha Terena e Gualoy Guarani-Kaiowa, lideranças indígenas de seus respectivos povos, afirmam que suas lutas coletivas partem, primeiramente, de sua humanidade enquanto pessoas indígenas, que precisam de acesso a recursos vitais, de demarcação de seus territórios, proteção contra a violência, e garantia de seus direitos humanos básicos.
Esse diálogo pode ser acessado em uma das palestras do ciclo Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo, curso de extensão promovido pela Rede Arandu com apoio do INCT Caleidoscópio. Ao longo do curso, as particularidades do movimento indígena LGBTQIA+ em relação ao LGBTQIA+ não-indígenas, assim como particularidades internas ao movimento indígena, estão sendo e serão abordadas.
A partir da premissa de que, antes de tudo, indígenas LGBTQIA+ são pessoas que lutam pelos territórios e necessidades de sobrevivência cultural e material de seus povos, abrem-se caminhos para a politização da luta LGBTQIA+ em outros moldes, inclusive combativos às articulações neoliberais que transformam as representações e fazeres políticos dissidentes a partir da ótica do consumo capitalista.
Sintomaticamente, se há fragmentação do tecido social e dos corpos em assembleia que lutam contra a precariedade decorrente das formas de opressão, a tendência é que o movimento LGBTQIA+ também se torne mais individualista e pautado pela capacidade de consumo (Belmont, 2019).
Essa crítica não silencia, contudo, a alegria, a festividade e o humor como formas de fazer política. As festas, shows e reuniões, especialmente gratuitas e nas ruas, são parte central do aprendizado, da disseminação de informações e ideias; e da reunião e liberdade de corpos que foram e são historicamente silenciados e violentados, proibidos ou restringidos de aparecer em público, especialmente pessoas trans e travestis. A parada LGBTQIA+ é composta não apenas de corpos em assembleia (Butler, 2018), mas de diversas assembleias de corpos que levantam suas bandeiras e se fazem visíveis no espaço público.
Retomamos, porém, a ideia de que a política indígena LGBTQIA+ passa por questões intrinsecamente coletivas, que reconhecem a relação também intrínseca e horizontal entre a humanidade e a natureza. Como Samantha Terena exclamou em alto e bom som no trio "Memória e resistência”:
“Se LGBT indígena existe, muito prazer, porque nós existimos. E nós estamos aqui também para lutar contra a PL da Devastação e pedir por demarcação de nossos territórios. Só assim nós teremos a paz e a plenitude em nossos territórios. (...) E dizer que nós também estamos na luta por justiça climática, e não há outro meio para salvar nosso planeta, a não ser nós, povos indígenas, que pagamos com nossa própria vida.”, diz.
Foto: Arquivo Pessoal de Flávia Belmont.
O atrelamento entre a reafirmação da existência de indígenas LGBTQIA+ e a reiteração da necessidade de demarcação territorial é central. Samantha afirma, também, que os povos indígenas são fundamentais para decidir o destino do planeta, porque pagam com sua própria vida, sentindo mais intensamente as consequências da devastação ambiental.
Neste momento histórico crucial, o movimento indígena LGBTQIA+ vem ganhando forças para ocupar cada vez mais espaços, demonstrando, com suas lutas e saberes, que há diversas formas de existir no mundo: não apenas lutando pela liberdade de expressar seus afetos, gêneros e sexualidades, mas pelo reconhecimento político de outras formas de enxergar o mundo, de existir culturalmente, materialmente e espiritualmente, que passa fundamentalmente pela garantia de demarcação de territórios, acesso a recursos naturais, assistência social e pelo bem-viver livre de violência.
Referências
BELMONT, Flávia. Por que o queer? analisando o disciplinamento das identidades LGBT como manutenção do status quo. Dissertação de Mestrado. Instituto de Relações Internacionais da Puc-Rio. Rio de Janeiro, 2019. 137 f.
BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa da assembleia. Tradução de André Lepecki. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
SILVA, Washington Ferreira da. Falas, subjetividades e costuras de histórias: o caso dos parentes (indígenas) "LGBTQIAP+. Dissertação de Mestrado. Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História da UNILA. Foz do Iguaçu, 2022. 113 f.