por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Notícia
O I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras é o primeiro evento nacional dedicado a reunir indígenas pesquisadoras de todos os biomas brasileiros para debater temas como justiça, ciência, educação, saúde e linguagem, valorizando os saberes ancestrais e a produção científica em suas próprias vozes.
Realizado de 10 a 12 de dezembro de 2025, das 9h às 18h30, presencialmente no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, e transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio. A programação conta com sete mesas temáticas ao longo dos três dias, e rituais de abertura, sendo elas: Mesa 1 - Linguagem, Mesa 2 - Mulheres, Mesa 3 - Justiça, Mesa 4 - Resistência, Mesa 5 - Saúde, Mesa 6 - Ciência e Educação e Mesa 7 - Solo e Roçado.
A mesa de encerramento será dedicada a uma avaliação da COP30 feita por indígenas mulheres que participaram da conferência.
As inscrições para o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras estão abertas e são gratuitas.
🔗 Inscreva-se pelo site oficial do evento: I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras
🔗 Salve a prévia em nosso canal do YouTube do INCT Caleidoscópio
Sobre o evento
O evento surge no contexto em que a pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas têm ganhado cada vez mais relevância no cenário nacional. Exemplo disso é a criação do Ministério de Povos Indígenas (MPI), em 2023, pelo Presidente Lula. Além dessa ação, também podemos citar o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que visa "ampliar a valorização e o fortalecimento dos saberes indígenas, tradicionais e locais, reconhecendo-os como centrais na produção de conhecimento" (MCTI, 2025).
Atenta a esse debate emergente e à necessidade de fortalecer esta pauta e reconhecer os saberes ancestrais, a Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, por meio do Grupo de Trabalho “Direitos de povos indígenas e tradicionais, interseccionalidade e acesso às Instituições de Ensino Superior” e Arandu - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, dedica-se a produzir dados sobre indígenas mulheres e LGBTQIAPN+ no ensino superior.
Não limitando-se gerar tais dados, a Nucleação tem especial interesse em produzir epistemologias outras, o que apoiamos por meio de editais de bolsas de pesquisa (da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado) dirigidos a indígenas e de um espaço de trabalho acolhedor.
Entre suas ações para atingir tais objetivos, encontra-se o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras. Organizado pelo INCT Caleidoscópio em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e com a Anmiga – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, essa articulação resulta em um evento pioneiro de âmbito nacional para promover o encontro de indígenas pesquisadoras em torno de temas como mulheres, justiça, ciência, educação, resistência, saúde e linguagem. Esses e outros temas serão discutidos por indígenas mulheres de todos os biomas brasileiros, a saber: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.
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por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Incubadoras Sociais, Notícia
O I Seminário Internacional “Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades” promove diálogos sobre a inclusão de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, ao debater políticas de permanência e subjetividades. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, em formato híbrido e gratuito.
O seminário será sediado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e tem como objetivo principal fomentar e consolidar um espaço de debate qualificado entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais que integram a Incubadora Social Feminista Antirracista e coordenação Norte Nordeste do Observatório Caleidoscópio — ambos vinculados ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências - INCT Caleidoscópio.
O seminário dialoga sobre políticas de inclusão e permanência de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, com base nos seguintes objetivos específicos:
a. incentivar a troca de conhecimentos e experiências com vistas ao aprimoramento das pesquisas e políticas públicas de acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades, com destaque para a Psicologia;
b. estimular as discussões sobre os modos de produção de subjetividades de mulheres negras e quilombolas sobre as experiências cotidianas nas universidades, enfatizando as contribuições da Psicologia em diálogo interdisciplinar;
c. promover o encontro e o estabelecimento de redes de pesquisa entre países de África, Caribe, Haiti e da diáspora africana, voltadas ao incremento de estudos sobre acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades;
d. incentivar a formação de novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em Psicologia sobre acesso e permanência de mulheres e negras e quilombolas de diferentes unidades da federação e dos países envolvidos numa ambiência acadêmica internacionalizada;
e. contribuir para a implantação e aprimoramento das políticas de ações afirmativas para quilombolas nos programas de pós-graduação em Psicologia, considerando as singularidades dos modos de vida e epistemes quilombolas, bem como as especificidades regionais dos PPGs.
Com transmissão ao vivo do Centro de Humanidades (CH) da UFCG, a programação inclui mesas, painéis, sessões coordenadas de comunicações orais e oficinas, com seu ápice em 5 de dezembro, quando o evento se desloca para a Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB). No local, será realizada uma Roda Ampliada de Conversação e o encerramento do seminário.
A programação conta com a Poética Artística Negra (Cântico Quilombola) na Solenidade de Abertura, seguida da Conferência de Abertura “Mulheres Quilombolas: territórios, experiências e lutas”. Serão realizadas, ao longo do evento, a Mesa 1 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas Universidades: diálogos territorializados África, Caribe e Brasil”, o Painel 1 – “Cooperação Internacional territorializada para acesso e permanência de mulheres africanas, negras e quilombolas nas universidades” e a Mesa 2 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas universidades: experiências, tensionamentos e contribuições para as Ciências”.
Também integram o cronograma duas Rodas de Conversação — “Mulheres Quilombolas nas Ciências” e “Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência e Subjetividades” — além das Sessões Coordenadas de Comunicações Orais.
"Este seminário nasce da necessidade de preencher uma lacuna na Psicologia brasileira, promovendo um diálogo essencial sobre as realidades de mulheres negras da África, Caribe, Haiti e mulheres quilombolas nas universidades. É um esforço contínuo para enfrentar as heranças colonialistas, garantir a permanência e a progressão dessas mulheres nas carreiras científicas e, assim, impulsionar políticas afirmativas eficazes e adaptadas às suas especificidades", ressalta a docente titular da UFCG, Dolores Cristina Gomes Galindo, Coordenadora Geral do projeto.
Complementando a perspectiva acadêmica, a voz das comunidades quilombolas será igualmente central no evento.
“Como mulher quilombola da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB), vejo este seminário como um marco essencial. É a chance de fortalecer a presença de mulheres quilombolas nas ciências, trocando experiências e construindo redes que nos impulsionem. Queremos visibilidade e reconhecimento para nossos saberes e trajetórias na academia”, afirma a Profa. Ma. Luciene Tavares, integrante da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, Alagoa Grande, Paraíba.
As inscrições para ouvintes permanecem abertas até 4 de dezembro, enquanto o prazo para o envio de resumos encerra-se em 24 de novembro de 2025. As normas de submissão e participação estão disponíveis no site oficial do evento, plataforma na qual também podem ser realizadas as inscrições.
Acesse o site do evento e confira os detalhes do I Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades
O seminário é organizado pela Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pelo Observatório Norte, Nordeste e Amazônia Legal, ambos vinculados ao INCT Caleidoscópio, com coordenação do grupo de pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades, da UFCG, e apoio do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da CAPES.
Partindo do desdobramento do projeto de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades”, o seminário traz uma contribuição acadêmica e um aprofundamento teórico essenciais para enriquecer as reflexões sobre a centralidade dos territórios e das experiências territorializadas.
por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Notícia, Rede Arandu
Com o tema Saúde Indígena em Gênero e Sexualidade, o sétimo encontro do curso de extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo” será realizado no dia 17 de novembro de 2025, às 19h30 (horário de Brasília), no canal do YouTube do INCT Caleidoscópio.
Este encontro busca refletir sobre a saúde indígena a partir das perspectivas de gênero e sexualidade, discutindo desafios, saberes e práticas que articulam corpo, território e bem-viver nos contextos indígenas contemporâneos.
Para mediar a conversa, receberemos convidadas e convidados com trajetórias marcadas pelo compromisso com o cuidado, a saúde coletiva e a valorização dos saberes indígenas em suas múltiplas dimensões.
Apresentamos Willian Luna, Médico de Família e Comunidade, especialista em Saúde Indígena, docente na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Assessor Técnico Especializado do Ministério da Saúde na Coordenação de Integração Ensino-Serviço-Comunidade.
Junta-se ao debate Paulo Macuxi, Enfermeiro e Sanitarista em formação pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), e atua como pesquisador ambiental no projeto Monitora-Y, voltado ao monitoramento ambiental no território Yanomami e Alto Amazonas.
Também estará presente Ícaro Nejaim, Médico de Família e Comunidade do povo Xukuru do Ororubá, que possui atuação voltada à promoção da saúde indígena e à valorização das práticas tradicionais de cuidado.
E Rejane Pafej Kanhgág, filha de Maria Kairu, neta de Domingas e mãe de Kafág. Psicóloga e Mestre em Psicologia Social e Institucional, Rejane é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Já atuou no Conselho Estadual dos Povos Indígenas do RS (CEPI), na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), na SESAI e na OIM. Atualmente, escritora, artesã e coordenadora da Comissão Bem-Viver.
On-line e gratuito, sua participação é muito bem-vinda para fortalecer este diálogo necessário e urgente.
O curso oferece certificado de 60 horas aos participantes cadastrados previamente, com frequência contabilizada por meio de formulário assinados nos encontros. Contamos com a sua presença para dar continuidade a este ciclo de aprendizados e formação política!
Salve a prévia no YouTube e receba notificação: 7º Encontro: Saúde Indígena em Gênero e Sexualidade l curso de extensão Rede Arandu
Sobre o curso de extensão
Este curso é uma iniciativa da Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade - Arandu, os encontros buscam debater a compreensão sobre corpo, gênero e sexualidade com protagonismo de epistemologias indígenas, que convida a audiência a expandir horizontes de compreensão e descobrir a riqueza dos conhecimentos ancestrais que podem transformar nossa visão sobre experiências corporais e relações de gênero!
Isso é feito a partir de mesas-redondas e palestras abertas ao público, que buscam aproximar saberes acadêmicos e não acadêmicos e valorizar os conhecimentos indígenas em diálogo com as temáticas de gênero e sexualidade, abordando questões centrais para a compreensão das interseções entre território, políticas públicas, sexualidades e corporeidade nas comunidades indígenas e colonas com encontros virtuais e gratuitos.
Assista os encontros anteriores no canal do INCT Caleidoscópio: Curso Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo
O curso de extensão é promovido a partir de diálogos qualificados entre lideranças indígenas e pesquisadoras(es) acadêmicos, ao longo de oito meses com duração total de 60 horas. Os encontros acontecerão no período noturno com participantes de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação, promovendo o diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são centrais para o campo.
Para participar do curso, não é necessário realizar inscrição prévia, entretanto, para receber certificado, era preciso se inscrever pelo formulário até o dia 23 de junho, e preencher a lista de presença disponibilizada durante cada encontro.
Todos os encontros do curso estão disponível no canal do INCT Caleidoscópio no YouTube para ampliar o alcance e o impacto da proposta.
Sobre a rede Arandu
A Rede Arandu é uma rede interinstitucional criada com o objetivo de aproximar Estado, Universidade e Movimentos Sociais na construção de políticas públicas para povos indígenas desde uma perspectiva interseccional. Vinculada ao Observatório e Incubadora da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, a rede propõe que a produção de conhecimento se dê a partir das necessidades expressas pelas próprias comunidades indígenas, com foco especial na diversidade de gênero e sexualidade.
O nome "Arandu" vem do guarani e significa sabedoria ancestral - conhecimento vivo construído no diálogo e na troca entre pessoas, tempos e mundos.
A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são centrais para descolonizar o conhecimento acadêmico. Assim, pretende-se ampliar sua visibilidade e, na mesma medida, o horizonte de compreensão sobre as diversas formas de existir e se relacionar no mundo, destacando cosmologias e entendimentos diversos sobre experiências corporais e relações de gênero.
Dessa forma, a formação busca contribuir para a construção de pontes entre a universidade e outros espaços de produção de conhecimento. Ao promover o contato com a literatura existente na área, fomentar novas perguntas e estimular a criação de redes, a iniciativa fortalece a formação crítica dos participantes e questiona paradigmas eurocêntricos e heteronormativos predominantes na academia.
Leia também: Conheça a ARANDU - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade
A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras, proporcionando um aprendizado situado por meio do diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são fundamentais para o campo.
Com uma programação diversa e aberta, o curso fortalece redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber.
Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, educação e saberes tradicionais realizados pela rede Arandu. Uma realização do INCT Caleidoscópio – Coordenação Centro-Oeste, por meio da Rede Arandu.
por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Notícia
Estão abertas as inscrições para o curso de extensão 'Mulheres indígenas nas arenas globais: protagonismo na COP-30', que será realizado online nos dias 13, 20, 27 de novembro e 4 de dezembro de 2025, das 19h às 21h.
A iniciativa é uma proposta articulada entre pesquisadoras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), do Núcleo de Extensão, Inovação e Cooperação do Instituto de Psicologia e Serviço Social (NEIC/IPSS/UFBA), do Programa de Pesquisa sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (PINEB), da Rede Arandu e do INCT Caleidoscópio.
O curso é aberto, sem critérios para inscrição, podendo ser feito após o preenchimento do formulário abaixo:
Inscreva-se pelo formulário: Curso de extensão 'Mulheres indígenas nas arenas globais: protagonismo na COP-30'
Sobre o curso
O curso conta com a presença de Bárbara Arisi e Kota Payayá, que atuam na organização. Nesta seara, os encontros buscam ser um espaço de estudos sobre práticas contemporâneas indígenas em negociações de cunho global, especialmente sobre as mudanças climáticas e como tentam impactar as políticas públicas.
Assim, inicia-se com os debates relativos ao protagonismo de povos indígenas em Abya Yala – nome decolonial proposto pelo movimento indígena para a América Latina (Gontijo, Arisi, Fernandes 2021) – especialmente com foco na liderança de mulheres.
Também será estudado a performance e os discursos indígenas relacionados ao que antropólogos (as) consideram cosmologias do ambientalismo (Albert 2002; Doolittle 2008) e cosmopolítica (Stengers 2010, De La Cadena 2010), em especial, a participação política indígena e dos povos tradicionais, suas estéticas e estratégias particulares (Ramos 1997; Conklin 1997; Jekupe 2010; Albuquerque, Arisi & Aureliano 2012; Arisi 2013; Calavia Saez & Arisi 2013; Albuquerque 2021).
As formas de práticas políticas indígenas foram estudadas por diversos pesquisadores com relação a estudos sobre movimentos políticos indígenas na América Latina (Monteiro 1994, Bartolomé 2003). Deste modo, é proposto uma análise de imagens do período colonial, com a “sociologia da imagem” (Rivera Cusicanqui, 2015). Conseguinte, continuará pelos trabalhos pioneiros que analisaram a apropriação e o uso do vídeo por comunidades Kayapó (Turner 1991, 1992, 2003), em especial os de Beth Conklin (1987) e de Laura Graham (2005) sobre sua manipulação estético-política, e os de Marisol De La Cadena, com seus estudos sobre os "earth-beings" (2010) que participam da política indígena.
Na sequência, será feito um exercício de reflexão sobre a exotização de corpos e imagens indígenas realizadas por eles/elas próprios/as em arenas políticas nacionais (Ramos 1987; Gallois & Carelli 1992; Sahlins 1997; Paulson et alli 2008; Jekupe 2010; Arisi 2011; Albuquerque 2011; 2021), as proximidades das falas discursivas do ambientalismo ecologista e as cosmologias indígenas (Albert 2002; Stengers 2010; Strathern 2009; Krenak 2019, 2020a, 2020b, 2022); as lutas por demarcação de territórios (Carvalho 1989) e as relações exotizantes (Grünewald 2001). Para isso, terá um debate sobre manipulações e objetificações dos conceitos de “cultura” (Carneiro da Cunha 2009) e transformações indígenas (Viveiros de Castro 2002).
Ao final do curso, será desenvolvido entrevistas e análises sobre as performances de mulheres indígenas em arenas políticas globais, como a COP-30. Como trabalho final da disciplina, além da leitura dos textos propostos, cada inscrito escreverá um artigo inédito sobre uma liderança indígena contemporânea (por exemplo: Txai Suruí, ministra Sonia Guajajara, Joênia Wapichana, coordenadora da COICA Fany Kuiko, entre outras).
Como atividade do curso, é previsto realizar entrevistas online com elas, além de analisar material publicado em blogs do movimento indígena e na imprensa. Os materiais produzidos serão reunidos em um pequeno dossiê que será publicado em uma revista acadêmica especializada.
Com uma programação fundamentada, o curso fortalece redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber e produção de conhecimentos sobre gênero, cosmologias indígenas e meio ambiente.
Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, educação e saberes tradicionais.
Referências Bibliográficas para o curso
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por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Notícia
Pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste oferecerão Simpósios Temáticos (ST) na programação do VI COIMI – América que será realizado entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2026, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador, Bahia-Brasil.
Criado em 2015, o COIMI é um espaço internacional de reflexão e debate sobre povos indígenas na Abya Yala. Em sua 6.ª edição, reunirá pesquisadoras e pesquisadores indígenas e não indígenas em diálogos interdisciplinares sobre histórias, territorialidades e saberes.
Para os simpósios, já estão abertas as submissões de resumos até o dia 17 de novembro de 2025.
O VI Congresso Internacional Mundos Indígenas (VI COIMI - Abya Yala): Histórias, Territorialidades e Saberes Indígenas busca ampliar os diálogos entre os investigadores indígenas e não indígenas, construir outros caminhos epistemológicos, históricos, linguísticos, políticos, decoloniais e interdisciplinares sobre histórias, territorialidades, saberes indígenas, perspectivas para o bem-viver, bem como ampliar o escopo da rede que vem sendo construída pelo COIMI.
No âmbito do Seminário Permanente Mundos Indígenas - Abya Yala (SEPMIAI), com a integração de universidades e pesquisadores de países da América e da Europa que têm pesquisas, projetos de extensão e práticas curriculares no Ensino Básico e no Ensino Superior sobre as questões indígenas.
Nessa edição do evento, será dada particular importância à questão de que as histórias, as territorialidades e os saberes indígenas são elementos interligados que revelam a rica e complexa trajetória dos povos originários na Abya Yala. A história indígena, frequentemente marcada por processos de despovoamentos, lutas/agências pela sobrevivência a partir do século XVI, está intrinsecamente ligada à importância de suas territorialidades e ao valor de seus saberes ancestrais para a valorização da natureza, da cultura, das línguas/linguagens e das suas etnicidades.
Em razão disso, a estes povos, historicamente, coube a posição de objeto das epistemologias ocidentais, as únicas consideradas relevantes, e nunca a posição de sujeitos de suas próprias epistemes. Não obstante, o VI COIMI - Abya Yala pretende ser um espaço de relações não hierárquicas entre conhecimentos, saberes, mas de trocas e interculturalidades nas diferentes temáticas e atividades que serão estabelecidas pela organização do evento científico.
Neste sentido, este simpósio propõe-se a reunir pesquisadoras(es), lideranças e integrantes de movimentos sociais para refletir sobre corpos, existências e práticas políticas que desafiam normas de gênero e sexualidade em contextos indígenas, valorizando tanto produções acadêmicas quanto experiências de vida e luta.
Com atuação ativa do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste, o Simpósio Temático "Gêneros, Sexualidades E Existências Não Normativas Em Contextos Indígenas (ST19)" será coordenado por Kiga Boe (UFG / Rede Arandu), Flávia Belmont (UnB / INCT Caleidoscópio / Rede Arandu) e Tchella Fernandes Maso (UnB / INCT Caleidoscópio / Rede Arandu).
Outro Simpósio Temático ofertado é o "Os Sentidos da Linguagem: Vozes, Corpos e Territórios de Significação (ST11)", coordenado por Márcia Kambeba (UnB/INCT Caleidoscópio) e Viviane Resende (coord. INCT Caleidoscópio).
"Mulheres Indígenas Acadêmicas e Ciências Indígenas para o Bem-Viver (ST16)" é o terceiro ST coordenado por Isabel Teresa Cristina Taukane (INCT Caleidoscópio Centro-Oeste), Nanah Sanches Vieira (UnB) e Simone Eloy Amado (INCT Caleidoscópio Centro-Oeste).
Contamos com sua participação para fortalecer este espaço de diálogo e de construção coletiva de saberes e re-existências.
Informações importantes
- O sistema de submissões ficará aberto de 08 de setembro a 17 de novembro de 2025.
- As sessões de Simpósios Temáticos ocorrerão nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro de 2026, das 14h às 17h.
- A sessão de pôsteres será realizada no dia 28 de fevereiro de 2026, das 10h às 12h.
- As orientações completas estão disponíveis no edital: https://coimi.net/pt/
por Daniel Silva | mar 17, 2026 | Eventos, Notícia
Durante a 25ª Semana da Extensão Universitária (SEMUNI), a Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio fará uma participação ativa, oferecendo atividades que tematizam educação menstrual emancipatória, menopausa, povos indígenas e territórios, com apresentação das ações de extensão desenvolvidas em perspectiva decolonial e interseccional, oficinas, roda de conversa e entrevistas para produção de podcasts.
A exposição estará alocada no ICC Sul Udefinho - UnB, com ações concomitantes na sede do INCT Caleidoscópio, localizada também no ICC Sul - UnB, e em salas do prédio. No estande, o projeto MEInstruAção (Instagram) realizará atividades interativas com a comunidade, junto a apresentações dos projetos realizados pela "Rede Arandu" e pelo "MenoPausa".
A SEMUNI 2025 é um evento da Universidade de Brasília (UnB) focado em promover e celebrar as ações que conectam a academia com a sociedade, sob o tema "UnB e Territórios em Movimento: Saberes, Inovação e Sociedade".
Desse modo, as propostas foram desenhadas e baseadas no avanço de políticas emancipatórias e críticas – conquistadas pelos movimentos sociais, em que predominavam ideais de igualdade, justiça social e democracia participativa, para construir, em coletivo, saberes específicos ético-políticos que sentem, pensam, entendem e buscam resolver de maneira coletiva, politizando as temáticas propostas por meio de redes para tentar transformar e decolonizar o Cistema heteropatriarcal – mas também nas epistemologias negras, indígenas, quilombolas.
Ademais, as ações se relacionam a 6 dos 17 ODS descritos na Agenda 2030 da ONU:
- 01: Erradicação da pobreza;
- 03: Saúde e bem-estar;
- 04: Educação de qualidade;
- 05: Igualdade de gênero;
- 10: Redução das desigualdades;
- 13: Ação contra a mudança global do clima, ao debater, por exemplo, sobre as relações entre o uso de tecnologias menstruais, o descarte e a sustentabilidade ambiental.
O evento ocorrerá de 03 a 06 de novembro. Confira abaixo a programação das atividades do INCT Caleidoscópio Nucleação Centro-Oeste!
Programação do INCT Caleidoscópio pela Nucleação Centro-Oeste SAMUNI 2025
No dia 04 de novembro de 2025, o INCT Caleidoscópio promoverá a atividade intitulada "territorializando saberes em movimento", que ocorrerá no estande, localizado no ICC Sul Udefinho da Universidade de Brasília (UnB), das 10h00 às 18h00.
Durante essa programação, será realizada a micro atividade "Tirando a menstruação do banheiro", com ações voltadas ao letramento crítico em educação menstrual com o objetivo de ressignificar as narrativas sobre o tabu menstrual operado por meio de mitos, estigmas e ordenamentos.
Ainda no dia 04, das 17h00 às 19h00, ocorrerá a micro atividade "Pesquisa colaborativa: sentir e pensar gênero com povos indígenas", na sede do INCT, localizada no Módulo 8 do ICC Sul – Darcy Ribeiro.
Outra ação do mesmo dia será a oficina "Segue o fluxo: oficina de letramento crítico em educação menstrual emancipatória", que será realizada na sala ICC Sul BT 168, das 9h00 às 12h00.
Pela manhã, a oficina abordará a ressignificação do tabu menstrual, a partir de dinâmicas que incluem o Kahoot – “fato ou fake” , jogo de cartas produzido pela equipe do projeto.
Durante a tarde, das 14h00 às 17h00, a oficina abordará as relações entre tecnologias menstruais, justiça socioambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Serão expostas tecnologias menstruais, com a proposta de que os participantes escolham uma das tecnologias disponíveis e relacionem seu uso aos ODS por meio de Cards temáticos. A atividade também abordará questões sobre descarte, coleta seletiva e sustentabilidade socioambiental, com elaboração de um post em formato carrossel, relacionando as instruções, as tecnologias e os ODS.
No dia 05 de novembro de 2025, será realizada a micro atividade "Café com pausa, Menopausa", que acontecerá das 10h00 às 12h00, na sede do INCT, Módulo 8, ICC Sul – Darcy Ribeiro.
Encerrando a programação, no dia 06 de novembro de 2025, ocorrerá a oficina de produção de materiais didáticos para uma educação menstrual emancipatória, das 9h00 às 12h00, na sala ICC Sul BT 168 – Darcy Ribeiro.
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