Inscrições abertas para o Seminário Linhas cruzadas - da formação feminista e da pesquisa, um encontro online e gratuito que apresenta a metodologia da linha da vida, desenvolvida em espaços de formação feminista desde os anos 1970, essa metodologia convida a refletir sobre como transformar modos de aprender, pesquisar e narrar experiências.
O evento será online e gratuito, ocorrendo nos dias 17 e 18 de novembro, das 16h às 18h. A transmissão será ao vivo pelo do INCT Caleidoscópio no YouTube. Durante as transmissões, o formulário de certificação estará disponível no chat ao vivo para a audiência preencher presença.
Este seminário visa apresentar a metodologia da linha da vida, conhecida na experiência de formação feminista brasileira desde o final dos anos 1970, e debater seu potencial formativo e transformativo, assim como seu uso recente na pesquisa sobre trajetórias estudantis.
O seminário é uma iniciativa da nucleação centro-oeste, no âmbito do INCT Caleidoscópio (MCTI/UnB), com a parceria do Laboratório de Estudos Críticos do Discurso (UnB) e do Grupo Perspectivas Linguísticas Contemporâneas (UFG).
Na programação, as convidadas tratarão de aspectos diferentes da metodologia, na formação feminista e na pesquisa, apresentando como foram usadas e quais as elaborações proporcionaram. Deste modo, no no dia 17 de novembro, a mesa-redonda 1: Feminismos, sexualidades e violências terá mediação de Eliane Gonçalves, Thaís Batista da Silva, Murilo dos Santos Gomes e Amanda Diniz Vallada.
Já no dia 18 de novembro, a mesa-redonda 2: Linguagens, migrações e territorialidades contará com Joana Plaza Pinto, Ana Luiza Krüger Dias, Geronilza Quirino da Silva e Thaís Elizabeth Pereira Batista que conduzirão a dinâmica.
Autoria: Viviane de Melo Resende, da Universidade de Brasília (UnB).
A “Oficina Cartas por Bioma – Cerrado" foi realizada na sexta dia 10 de outubro de 2025 na ENAP, sendo a última oficina da série seis oficinas Cartas por Bioma– que teve objetivo de criar cartas com as demandas e reflexões de mulheres de cada bioma para serem entregues ao presidente da COP 30 no contexto da Conferência. Na abertura, a presidenta da ENAP, Betânia Lemos, deu o tom da oficina:
“A gente quer falar e, mais que falar, a gente quer ser ouvida na COP”, reforça.
Também estiveram presentes as convidadas Ingrid Silveira, da Rede Cerrado, Jaqueline Andrade, da Terra de Direito, e Mãe Vilcilene de Jagun, da Renafro, que compuseram a mesa de abertura. As três consideraram a necessidade de se pautar o bioma cerrado na COP, a ser realizada na Amazônia, e destacaram a relação entre preservação ambiental e territórios tradicionais.
Para Ingrid Silveira, a COP 30 e a discussão sobre a mudança do clima têm tudo a ver com o cerrado, pois é necessário garantir a visibilidade do bioma na ação climática:
“A invisibilidade do cerrado é estratégica, beneficia o agronegócio e empreendimentos que destroem o bioma. O desmatamento no cerrado leva à crise hídrica, e os povos do cerrado são guardiões do bioma”. Ela lembrou o slogan “Sem mulher não tem cerrado em pé”, diz.
A advogada popular Jaqueline Andrade também considerou que as comunidades tradicionais são guardiãs de saberes e tecnologias ancestrais de cuidado com a vida. Ela lamentou que “No ritmo atual de titulação de terras, o Brasil levaria mais de 2000 anos para titular todas as comunidades quilombolas brasileiras”, lembrando que a concentração fundiária no Brasil é alarmante e que refletir sobre isso é incontornável para pensar a ação climática. Para Jaqueline Andrade, o desafio da COP é enorme, pois precisamos “construir um futuro em que a vida esteja no centro da ação climática”.
Mãe Vilcilene de Jagun lembrou o racismo religioso e a violência contra os terreiros, sustentando a relação entre os terreiros vinculados a religiões de matriz africana e a preservação do bioma cerrado: “Os terreiros são locais de preservação ambiental por sua conexão com os Orixás: nós preservamos”.
As seis oficinas Cartas por Bioma foram organizadas pelas enviadas especiais para temas específicos, nomeadas pelo presidente da COP 30: Janja Lula da Silva, Denise Dora e Jurema Werneck. Janja Lula da Silva ficou responsável pelo tema mulheres; Denise Dora, por direitos humanos e transição justa, e Jurema Werneck, por equidade racial e periferias. As três decidiram trabalhar juntas na composição das oficinas, como explicaram na segunda mesa.
Janja Lula da Silva argumentou: “Nós, mulheres e meninas, somos as mais impactadas pelas mudanças climáticas. Normalmente, os negociadores da COP são homens brancos, engravatados, que nunca pisaram nos territórios. Precisamos de mais, muito mais mulheres nas estruturas de poder.”.
A partir daí, Denise Dora fez uma retomada histórica da participação de mulheres no debate ambiental internacional, desde o Planeta Fêmea, na Rio 92. Denise Dora sustentou que o processo de organização dos estados reunidos na ONU precisa ser acompanhado pela participação da sociedade civil em movimento coletivo: precisamos pensar como essas ações se desdobram em experiências concretas.
Seguindo na mesma linha de defesa da participação da sociedade civil, Jurema Werneck lembrou que “somos representantes daquela porção da humanidade que menos contribuiu para a emergência climática, mas que mais sofre suas consequências; mas também somos nós que inovamos soluções”. Como não somos nós que estamos na sala de altos debates da COP, participando das mesas de negociação, oficinas como esta se fazem necessárias.
Ela completou: “Queremos que a COP tenha gente, estamos buscando mandar recados, recolher o recado dos biomas e transformar em cartas que serão entregues ao presidente da COP para todo mundo ficar sabendo o que a gente quer dizer”. Ecoando Ailton Krenak, Werneck emendou: “a gente inventa jeito de dar jeito; a gente não quer adiar o fim do mundo, a gente quer impedir o fim do mundo”.
As enviadas especiais da COP para as temáticas de mulheres, direitos humanos e transição justa, e equidade racial e periferias informaram que um aspecto comum a todas as oficinas até aqui é a questão do território, mas também há questões muito específicas dos diferentes contextos, o que se identifica como problema e o que se imagina como solução. Para elas, a COP do Brasil quer mostrar a experiência participativa e as soluções inovadoras que vêm dos territórios.
Para isso, as três enviadas da COP propuseram três questões norteadoras do debate, buscando associar as três temáticas:
Se a ação climática fosse redesenhada a partir das experiências e lideranças das mulheres, que mudanças e prioridades você colocaria no centro dessa transformação?
Como colocar a equidade racial no centro da ação climática pode transformar não só quem decide, mas também as soluções que criamos com intencionalidade?
Quais direitos humanos precisam ser protegidos e fortalecidos para a ação climática ser verdadeiramente justa e centrada nas pessoas?
O INCT Caleidoscópio foi representado na Oficina por sua coordenadora, professora Viviane de Melo Resende, da Universidade de Brasília, que pela Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, Viviane também ecoou a Rede Arandu na ocasião.
Foto: Reprodução arquivo evento.
A partir das questões levantadas pelas enviadas especiais da COP, a Nucleação Centro-Oeste colaborou com os debates, sustentando que se a ação climática fosse redesenhada a partir das experiências e lideranças das mulheres, a justiça estaria no centro da transformação, no sentido de promoção da equidade, do cuidado entre os seres, do cuidado com a terra, da questão intergeracional e da ação pensada a partir do movimento comunitário.
A dimensão intergeracional e de cuidado poderia superar a ação mais individualista que vigora e que acaba por levar a soluções que também são mais capitalistas e apegadas à acumulação e quantificação métrica de tudo que se faz na ação climática. Consideramos uma perspectiva focada no cuidado, na equidade e na justiça fundamental para superar essas limitações.
A dimensão da equidade racial como foco para a ação climática amplifica essa demanda, porque as pessoas racializadas, tal como as mulheres, estão mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas e, por falarem desses lugares de vulnerabilidades estruturais, as soluções que propõem também estão mais vinculadas com a justiça e com a equidade a partir da experiência da vulnerabilidade na pele, não da vulnerabilidade teorizada, mas a partir da experiência da vulnerabilidade sentida.
Daí se constroem outras propostas e outras formas de pensar a ação climática de uma forma mais integrada e mais comunitária, tanto no sentido da comunidade como responsável por agir, como da comunidade como centro da destinação dessa ação climática ligada à justiça. As mulheres indígenas, por exemplo, são agentes de adaptação, criam e implementam alternativas cotidianas.
Os argumentos anteriores reforçam que é muito importante centrar o direito de acesso à terra: a terra como dimensão essencial da ação climática e garantia dos direitos territoriais de povos indígenas, de comunidades quilombolas e de comunidades tradicionais ou periféricas.
Desde nossos lugares institucionais, especialmente da universidade, do INCT Caleidoscópio e da Rede Arandu, também consideramos importante defender a questão do direito ao acesso aos espaços de produção de conhecimento, as universidades e as condições específicas de mulheres que saem dos territórios ou das comunidades da periferia e também querem acessar oportunidades para trazer seus conhecimentos, suas sabedorias, para dentro dos espaços de produção de conhecimento e de formulação de políticas públicas. Consideramos um desafio importante, para as instituições de fomento e também para as políticas institucionais das universidades, o de acompanhar e fortalecer esse processo.
Há mulheres hoje que querem pesquisar vários temas nos territórios, estão lutando por agendas, inclusive a questão de gênero nos territórios. Se a gente pudesse, por exemplo, mapear a agenda de pesquisa nas universidades antes da entrada dessas mulheres, dos segmentos sociais de povos e comunidades também, e depois da entrada delas, e conhecer como a agenda de pesquisa das universidades se transforma com a chegada desses corpos-territórios, seria possível ter uma dimensão dessa potência.
Para a Rede Arandu, é urgente territorializar o debate, além de adotar uma perspectiva profundamente interseccional. As mulheres indígenas e corpos não normativos insistem que defender o território é defender a vida e garantir a justiça climática. Por isso, demarcar territórios e gerar justiça econômica são ações centrais. Mais mulheres indígenas e indígenas LGBTQIA nos espaços de poder e decisões políticas em temas que não são apenas diretamente ligados aos povos indígenas é uma forma de promover esse empoderamento político.
A Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal lança edital com duas bolsas PIBIC/CNPq, para mulheres negras (pretas e/ou pardas) e quilombolas, de duração inicial de 12 meses.
Para concorrer a Chamada Pública nº 06/2025 INCT CALEIDOSCÓPIO – Bolsas PIBIC/CNPq, é preciso estar matriculada em Psicologia, Ciências Sociais ou Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), local em que será executada, na Nucleação Norte, Nordeste e Amazônia Legal – Incubadora Feminista Social Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal, sediada na UFCG.
As atividades da bolsa serão realizadas na Incubadora Social Feminista Antirracista, sediada na Universidade Federal de Campina Grande, com carga horária de 12 horas semanais. A supervisão será da pesquisadora responsável Profa. Dra. Viviane de Melo Rezende, locada na sede do INCT Caleidoscópio na Universidade de Brasília (UnB), com supervisão também da Profa. Dra. Dolores Galindo (UFCG).
Entre os dias 16 e 18 de setembro, as pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Lia Sousa, Mirlene Simões, Morgani Guzzo e Inara Fonseca estiveram em Montevidéu (Uruguai) para apresentar suas pesquisas no XV Congreso Iberoamericano de Ciencia, Tecnología y Género. As quatro pesquisadoras são pós-doutorandas do INCT Caleidoscópio e integrantes da Nucleação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio.
Lia Sousa apresentou “Mulheres nas ciências dos oceanos: trajetórias do passado, indicadores do presente”, uma análise interseccional da participação feminina na área, com base em dados do CNPq-Brasil. O trabalho contou com a colaboração de Maria Margaret Lopes, membro do Comitê Gestor do INCT.
Mirlene Simões, em parceria com Karla Bessa, vice-coordenadora do INCT, apresentou “Por que poucas jovens escolhem carreiras nas áreas STEAM?”, investigando a rejeição de estudantes do ensino médio de Campinas/SP às carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.
Morgani Guzzo trouxe à tona “Enfrentamento às violências de gênero nas universidades: políticas e desafíos”, mapeando políticas institucionais de combate à violência de gênero em universidades públicas do Sul e Sudeste brasileiro.
Por fim, Inara Fonseca apresentou “Narrando Utopias: relato de experiência sobre um podcast de inspiração feminista e freireana”, análise de um projeto de comunicação científica feminista. O trabalho foi desenvolvido em parceria com Karla Bessa e Elizandro Maurício Brick, do Prosa – Núcleo de Pesquisas em Educação e Tecnologia.
Há mais de duas décadas, o Congresso Iberoamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero reúne pesquisadoras que analisam a produção científica sob uma perspectiva feminista. O encontro consolidou uma comunidade dedicada a investigar as relações entre gênero e ciência, com base em uma abordagem interseccional.
Os estudos apresentados compartilham um objetivo político comum: combater o sexismo e o androcentrismo na prática científica. Com olhar crítico, o congresso tem questionado paradigmas, denunciado desigualdades históricas e proposto mudanças para tornar o sistema científico mais inclusivo e igualitário.
A participação das pesquisadoras também reforça a importância da visibilidade internacional das pesquisas desenvolvidas no âmbito do INCT Caleidoscópio, ampliando o diálogo com outros países da América Latina e fortalecendo redes de colaboração em torno de gênero, ciência e transformação social.
Nesta edição, vamos discutir as trajetórias e perspectivas de pessoas indígenas trans e travestis, explorando as intersecções entre identidades de gênero, sexualidade e ancestralidade dentro dos contextos culturais tradicionais dos povos originários.
Com mediação de Azzy Melo, integrante da Rede Arandu, participam da mesa:
Kiga Boe – Indígena do povo Boe (Bororo), da aldeia Meruri. Designer, Mestra em Antropologia Social e Doutoranda em Antropologia Social. Co-fundadora do Coletivo Tybyra.
Naktamañã Kuparaka Macedo – Mulher trans indígena do povo Pataxó, advogada e membra da comissão permanente de direitos humanos da OAB São Paulo. Mestranda em Humanidades Direitos e outras Legitimidades pela USP.
Andrya Kiga Pradago – Mulher Cerradeira indígena trans do povo Boe Bororo, universitária do curso de pedagogia e Técnico Administrativo Educacional da Escola Estadual Indígena Sagrado Coração de Jesus.
Dían B. S. de Oliveira – Indígena do povo Arapiun, trans masculino, antropólogo e poeta. Pesquisa crises climáticas e interseccionalidade de raça, gênero e sexualidade.
O curso oferece certificado de 60 horas aos participantes cadastrados, com frequência contabilizada por meio de formulário assinados nos encontros. Contamos com a sua presença para dar continuidade a este ciclo de aprendizados e formação política!
Este curso é uma iniciativa da Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade - Arandu, os encontros buscam debater a compreensão sobre corpo, gênero e sexualidade com protagonismo de epistemologias indígenas, que convida a audiência a expandir horizontes de compreensão e descobrir a riqueza dos conhecimentos ancestrais que podem transformar nossa visão sobre experiências corporais e relações de gênero!
Isso é feito a partir de mesas-redondas e palestras abertas ao público, que buscam aproximar saberes acadêmicos e não acadêmicos e valorizar os conhecimentos indígenas em diálogo com as temáticas de gênero e sexualidade, abordando questões centrais para a compreensão das interseções entre território, políticas públicas, sexualidades e corporeidade nas comunidades indígenas e colonas com encontros virtuais e gratuitos.
O curso de extensão é promovido a partir de diálogos qualificados entre lideranças indígenas e pesquisadoras(es) acadêmicos, ao longo de oito meses com duração total de 60 horas. Os encontros acontecerão no período noturno com participantes de diferentes etnias, territórios, países e campos de atuação, promovendo o diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são centrais para o campo.
Para participar do curso, não é necessário realizar inscrição prévia, entretanto, para receber certificado, era preciso se inscrever pelo formulário até o dia 23 de junho, e preencher a lista de presença disponibilizada durante cada encontro.
A Rede Arandu é uma rede interinstitucional criada com o objetivo de aproximar Estado, Universidade e Movimentos Sociais na construção de políticas públicas para povos indígenas desde uma perspectiva interseccional. Vinculada ao Observatório e Incubadora da Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, a rede propõe que a produção de conhecimento se dê a partir das necessidades expressas pelas próprias comunidades indígenas, com foco especial na diversidade de gênero e sexualidade.
O nome "Arandu" vem do guarani e significa sabedoria ancestral - conhecimento vivo construído no diálogo e na troca entre pessoas, tempos e mundos.
A presença e o protagonismo de vozes indígenas nesses debates são centrais para descolonizar o conhecimento acadêmico. Assim, pretende-se ampliar sua visibilidade e, na mesma medida, o horizonte de compreensão sobre as diversas formas de existir e se relacionar no mundo, destacando cosmologias e entendimentos diversos sobre experiências corporais e relações de gênero.
Dessa forma, a formação busca contribuir para a construção de pontes entre a universidade e outros espaços de produção de conhecimento. Ao promover o contato com a literatura existente na área, fomentar novas perguntas e estimular a criação de redes, a iniciativa fortalece a formação crítica dos participantes e questiona paradigmas eurocêntricos e heteronormativos predominantes na academia.
A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas inovadoras, proporcionando um aprendizado situado por meio do diálogo direto com autoras(es) e lideranças indígenas cujas ideias são fundamentais para o campo.
Com uma programação diversa e aberta, o curso fortalece redes de pesquisa, afeto e atuação política, contribuindo para a construção de pontes entre diferentes formas de conhecimento e para a democratização do saber.
Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, educação e saberes tradicionais realizados pela rede Arandu. Uma realização do INCT Caleidoscópio – Coordenação Centro-Oeste, por meio da Rede Arandu.