I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras apresenta pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas em formato híbrido de 10 a 12 de dezembro

I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras apresenta pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas em formato híbrido de 10 a 12 de dezembro

I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras é o primeiro evento nacional dedicado a reunir indígenas pesquisadoras de todos os biomas brasileiros para debater temas como justiça, ciência, educação, saúde e linguagem, valorizando os saberes ancestrais e a produção científica em suas próprias vozes.

Realizado de 10 a 12 de dezembro de 2025, das 9h às 18h30, presencialmente no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, e transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do INCT Caleidoscópio. A programação conta com sete mesas temáticas ao longo dos três dias, e rituais de abertura, sendo elas: Mesa 1 - Linguagem, Mesa 2 - Mulheres, Mesa 3 - Justiça, Mesa 4 - Resistência, Mesa 5 - Saúde, Mesa 6 - Ciência e Educação e Mesa 7 - Solo e Roçado.

A mesa de encerramento será dedicada a uma avaliação da COP30 feita por indígenas mulheres que participaram da conferência.

As inscrições para o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras estão abertas e são gratuitas. 

🔗 Inscreva-se pelo site oficial do evento: I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras  

🔗 Salve a prévia em nosso canal do YouTube do INCT Caleidoscópio

Sobre o evento

O evento surge no contexto em que a pesquisa intercultural e a ciência produzida em comunidades indígenas têm ganhado cada vez mais relevância no cenário nacional. Exemplo disso é a criação do Ministério de Povos Indígenas (MPI), em 2023, pelo Presidente Lula. Além dessa ação, também podemos citar o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que visa "ampliar a valorização e o fortalecimento dos saberes indígenas, tradicionais e locais, reconhecendo-os como centrais na produção de conhecimento" (MCTI, 2025).

Atenta a esse debate emergente e à necessidade de fortalecer esta pauta e reconhecer os saberes ancestrais, a Nucleação Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, por meio do Grupo de Trabalho “Direitos de povos indígenas e tradicionais, interseccionalidade e acesso às Instituições de Ensino Superior” e Arandu - Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, dedica-se a produzir dados sobre indígenas mulheres e LGBTQIAPN+ no ensino superior.

Não limitando-se gerar tais dados, a Nucleação tem especial interesse em produzir epistemologias outras, o que apoiamos por meio de editais de bolsas de pesquisa (da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado) dirigidos a indígenas e de um espaço de trabalho acolhedor.

Entre suas ações para atingir tais objetivos, encontra-se o I Seminário Nacional Indígenas Pesquisadoras. Organizado pelo INCT Caleidoscópio em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e com a Anmiga – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, essa articulação resulta em um evento pioneiro de âmbito nacional para promover o encontro de indígenas pesquisadoras em torno de temas como mulheres, justiça, ciência, educação, resistência, saúde e linguagem. Esses e outros temas serão discutidos por indígenas mulheres de todos os biomas brasileiros, a saber: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

Acompanhe as redes sociais do INCT Caleidoscópio para mais conteúdos sobre diversidade, gênero, sexualidade, educação e saberes tradicionais!

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

I Seminário Internacional na UFCG promove diálogos sobre inclusão de Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: veja como participar

I Seminário Internacional “Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades promove diálogos sobre a inclusão de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, ao debater políticas de permanência e subjetividades. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, em formato híbrido e gratuito.

O seminário será sediado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e tem como objetivo principal fomentar e consolidar um espaço de debate qualificado entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais que integram a Incubadora Social Feminista Antirracista e coordenação Norte Nordeste do Observatório Caleidoscópio — ambos vinculados ao Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências - INCT Caleidoscópio.

O seminário dialoga sobre políticas de inclusão e permanência de mulheres negras e quilombolas nas Ciências, com base nos seguintes objetivos específicos:

a. incentivar a troca de conhecimentos e experiências com vistas ao aprimoramento das pesquisas e políticas públicas de acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades, com destaque para a Psicologia; 

b. estimular as discussões sobre os modos de produção de subjetividades de mulheres negras e quilombolas sobre as experiências cotidianas nas universidades, enfatizando as contribuições da Psicologia em diálogo interdisciplinar; 

c. promover o encontro e o estabelecimento de redes de pesquisa entre países de África, Caribe, Haiti e da diáspora africana, voltadas ao incremento de estudos sobre acesso e permanência de mulheres negras e quilombolas nas universidades; 

d. incentivar a formação de novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em Psicologia sobre acesso e permanência de mulheres e negras e quilombolas de diferentes unidades da federação e dos países envolvidos numa ambiência acadêmica internacionalizada; 

e. contribuir para a implantação e aprimoramento das políticas de ações afirmativas para quilombolas nos programas de pós-graduação em Psicologia, considerando as singularidades dos modos de vida e epistemes quilombolas, bem como as especificidades regionais dos PPGs.

Com transmissão ao vivo do Centro de Humanidades (CH) da UFCG, a programação inclui mesas, painéis, sessões coordenadas de comunicações orais e oficinas, com seu ápice em 5 de dezembro, quando o evento se desloca para a Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB). No local, será realizada uma Roda Ampliada de Conversação e o encerramento do seminário.

A programação conta com a Poética Artística Negra (Cântico Quilombola) na Solenidade de Abertura, seguida da Conferência de Abertura “Mulheres Quilombolas: territórios, experiências e lutas”. Serão realizadas, ao longo do evento, a Mesa 1 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas Universidades: diálogos territorializados África, Caribe e Brasil”, o Painel 1 – “Cooperação Internacional territorializada para acesso e permanência de mulheres africanas, negras e quilombolas nas universidades” e a Mesa 2 – “Vozes territorializadas de Mulheres Negras e Quilombolas nas universidades: experiências, tensionamentos e contribuições para as Ciências”.

Também integram o cronograma duas Rodas de Conversação — “Mulheres Quilombolas nas Ciências” e “Projeto Mulheres Quilombolas nas Ciências: Políticas de Permanência e Subjetividades” — além das Sessões Coordenadas de Comunicações Orais.

"Este seminário nasce da necessidade de preencher uma lacuna na Psicologia brasileira, promovendo um diálogo essencial sobre as realidades de mulheres negras da África, Caribe, Haiti e mulheres quilombolas nas universidades. É um esforço contínuo para enfrentar as heranças colonialistas, garantir a permanência e a progressão dessas mulheres nas carreiras científicas e, assim, impulsionar políticas afirmativas eficazes e adaptadas às suas especificidades", ressalta a docente titular da UFCG, Dolores Cristina Gomes Galindo, Coordenadora Geral do projeto.

Complementando a perspectiva acadêmica, a voz das comunidades quilombolas será igualmente central no evento.

Como mulher quilombola da comunidade de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande (PB), vejo este seminário como um marco essencial. É a chance de fortalecer a presença de mulheres quilombolas nas ciências, trocando experiências e construindo redes que nos impulsionem. Queremos visibilidade e reconhecimento para nossos saberes e trajetórias na academia”, afirma a Profa. Ma. Luciene Tavares, integrante da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, Alagoa Grande, Paraíba.

As inscrições para ouvintes permanecem abertas até 4 de dezembro, enquanto o prazo para o envio de resumos encerra-se em 24 de novembro de 2025. As normas de submissão e participação estão disponíveis no site oficial do evento, plataforma na qual também podem ser realizadas as inscrições.

Acesse o site do evento e confira os detalhes do I Seminário Internacional Mulheres Negras e Quilombolas nas Ciências: Diálogos África, Caribe e Brasil para Políticas de Permanência nas Universidades 

O seminário é organizado pela Incubadora Social Feminista Antirracista Norte, Nordeste e Amazônia Legal e pelo Observatório Norte, Nordeste e Amazônia Legal, ambos vinculados ao INCT Caleidoscópio, com coordenação do grupo de pesquisa Ateliê: Psicologias, Feminismos e Contracolonialidades, da UFCG, e apoio do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da CAPES.

Partindo do desdobramento do projeto de pesquisa “Mulheres Quilombolas nas Ciências: políticas de permanência nas universidades e produção de subjetividades”, o seminário traz uma contribuição acadêmica e um aprofundamento teórico essenciais para enriquecer as reflexões sobre a centralidade dos territórios e das experiências territorializadas.

Rede Arandu participa do Seminário Nacional “Transições Justas em Movimento”

Rede Arandu participa do Seminário Nacional “Transições Justas em Movimento”

Autoria: Tchella Maso.

Rede Arandu esteve presente no Seminário Nacional: Transições Justas em Movimento, realizado no dia 14 de outubro de 2025, no Auditório do Instituto de Relações Internacionais da UnB. O evento reuniu movimentos sociais, organizações da sociedade civil, academia e poder público para debater os caminhos para uma transição justa no contexto das crises climáticas.

Durante o seminário, a equipe da Rede Arandu acompanhou os debates e reuniu depoimentos que farão parte da comunicação preparatória para a COP, incluindo entrevista com Jurema Werneck. O movimento indígena esteve fortemente representado, com a participação da APIB e de Ramona Jucá, do Coletivo Tybyra, organização com a qual a Rede Arandu mantém parceria de trabalho.

Os debates trouxeram à tona questões fundamentais sobre o papel da sociedade civil nas discussões sobre transição justa, problematizando o próprio conceito e seus significados para diferentes territórios e comunidades. Representantes da Periferia Feminista destacaram a urgência de promover justiça climática através do diálogo e do protagonismo de quem cuida da terra, enfatizando a necessidade de ressignificar modos de vida.

A interseccionalidade e a transversalidade emergiram como princípios essenciais para unificar as lutas, conectando demandas por demarcação de territórios de comunidades tradicionais, reforma agrária e reforma urbana como faces indissociáveis da justiça climática. Espaços como a Cúpula dos Povos foram apontados como fundamentais para a construção coletiva do comum.

Um dos questionamentos centrais que atravessou todas as mesas foi: como falar de transição justa em contextos de processos avançados de violação dos direitos humanos? O seminário reforçou que não há transição energética verdadeiramente justa sem o enfrentamento das desigualdades estruturais, do colonialismo climático e sem garantir que comunidades locais, povos indígenas, periferias e trabalhadores sejam reconhecidos como protagonistas — e não apenas beneficiários — das soluções climáticas.

A participação da Rede Arandu neste espaço, enquanto rede colaborativa de pesquisa sobre povos indígenas, gênero e sexualidade, reafirma seu compromisso com perspectivas interseccionais que reconhecem as dissidências de gênero e sexualidade como dimensões fundamentais da justiça climática, e com a escuta atenta dos movimentos sociais cujas vozes seguem sendo historicamente silenciadas nos debates globais sobre clima e justiça.

Seminário Linhas cruzadas da formação feminista e da pesquisa abre inscrições gratuitas até dia 17/11

Seminário Linhas cruzadas da formação feminista e da pesquisa abre inscrições gratuitas até dia 17/11

Inscrições abertas para o Seminário Linhas cruzadas - da formação feminista e da pesquisa, um encontro online e gratuito que apresenta a metodologia da linha da vida, desenvolvida em espaços de formação feminista desde os anos 1970, essa metodologia convida a refletir sobre como transformar modos de aprender, pesquisar e narrar experiências. 

O evento será online e gratuito, ocorrendo nos dias 17 e 18 de novembro, das 16h às 18h. A transmissão será ao vivo pelo do INCT Caleidoscópio no YouTube. Durante as transmissões, o formulário de certificação estará disponível no chat ao vivo para a audiência preencher presença.

Salve a prévia aqui: 

Sobre o evento

Este seminário visa apresentar a metodologia da linha da vida, conhecida na experiência de formação feminista brasileira desde o final dos anos 1970, e debater seu potencial formativo e transformativo, assim como seu uso recente na pesquisa sobre trajetórias estudantis.

O seminário é uma iniciativa da nucleação centro-oeste, no âmbito do INCT Caleidoscópio (MCTI/UnB), com a parceria do Laboratório de Estudos Críticos do Discurso (UnB) e do Grupo Perspectivas Linguísticas Contemporâneas (UFG).

Na programação, as convidadas tratarão de aspectos diferentes da metodologia, na formação feminista e na pesquisa, apresentando como foram usadas e quais as elaborações proporcionaram. Deste modo, no no dia 17 de novembro, a mesa-redonda 1: Feminismos, sexualidades e violências terá mediação de Eliane Gonçalves, Thaís Batista da Silva, Murilo dos Santos Gomes e Amanda Diniz Vallada.

Já no dia 18 de novembro, a mesa-redonda 2: Linguagens, migrações e territorialidades contará com Joana Plaza Pinto, Ana Luiza Krüger Dias, Geronilza Quirino da Silva e Thaís Elizabeth Pereira Batista que conduzirão a dinâmica.

 

Mais informações no site do eventohttps://www.even3.com.br/seminario-linhas-cruzadas-da-formacao-feminista-e-da-pesquisa-635149/

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio é pauta de matéria da UnBTV

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio é pauta de matéria da UnBTV

I Seminário Internacional do INCT Caleidoscópio - VIII Práticas Socioculturais e Discurso, realizado nos dias 29, 30 e 31 de Outubro de 2024, no campus Darcy Ribeiro, foi pauta de uma matéria produzida pela UnBTV, o canal de televisão da Universidade de Brasília.

Na matéria, são entrevistadas Viviane Resende, coordenadora do INCT Caleidoscópio, Maria Emília Telles, decana de Pesquisa e Inovação da UnB, Deborah Santos, secretária de Direitos Humanos da UnB, e Andreza Xavier, coordenadora do Ministério da Mulheres.

Produzida por Daniele Gruppi, a matéria na íntegra está abaixo.